quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

"Sofrimento Providencial"



Olá, leitor!

Talvez agora algumas personalidades mais aguçadas no saber possam ter a oportunidade de se aprofundarem ainda mais nos conceitos tidos, por mim, como a visão do "advogado do diabo". Sempre me refiro assim a algum fato quando quero mostrar o outro lado desse mesmo fato, por isso entendo que o texto abaixo (extenso por sinal) está para minhas explicações assim como para suas dúvidas quanto ao que eu falo.
Desde os tempos mais remotos da humanidade (agora a discordância do convívio entre Neandertais com modernos... ?) sabemos que a dor e a paz caminham lado a lado devido a infinidade de conhecimentos que a mente humana ainda não alcançou, portanto devemos atentar, pelo menos os mais famintos por conhecimentos, aos informativos peculiares e providencias desse texto maravilhosamente escrito por Maurício Horta e enviado pela psicoterapeuta Maísa Intelisano.

Ótimo, viu?

Iran Damasceno.

O lado bom das coisas ruins
Depressão, timidez, pessimismo... Tudo isso tem mais do que um lado bom: podem ser peças fundamentais para uma vida melhor e mais feliz.
A mulher mais rica do Reino Unido ganhou sua fortuna escrevendo um livro juvenil durante uma crise de depressão, enquanto sustentava sua filha com ajuda do governo. Tinha acabado de perder o emprego e de se divorciar. O maior filósofo do século 20 não passou no vestibulinho do colegial e sofreu bullying na escola por escrever errado, ter péssima memória e não fazer amizades - não se interessava em conviver com pessoas. Humanos também não eram os seres prediletos do mais conhecido intérprete de J. S. Bach, que não tocava para plateias nem deixava que pessoas encostassem nele. E o inventor da lâmpada era tão avoado que foi expulso da escola aos 8 anos e precisou estudar em casa.

J. K. Rowling, Ludwig Wittgenstein, Glenn Gould e Thomas Edison. Essas pessoas atingiram o sucesso não apesar de suas falhas, mas por causa delas. Certos padrões de personalidade e de ânimo considerados até mesmo transtornos mentais foram selecionados ao longo da evolução. Talvez essas adaptações não sejam tão vantajosas hoje quanto na época em que vivíamos fugindo de predadores, lutando com rivais e caçando presas. Mas tais peculiaridades preenchem os buracos criados pela normalidade da maioria das pessoas.

Desatentos conseguem captar ao mesmo tempo vários estímulos do ambiente e, com isso, fazer associações inesperadas, criativas. Outras pessoas não conseguem se interessar pelo que há à sua volta, mas exatamente por isso concentram-se dias a fio num só raciocínio e chegam a conclusões geniais. Aansiedade nos protege de pagar para ver uma ameaça, e a tristeza e o pessimismo nos fazem desistir de ilusões.

Portanto, se você tem amigos esquisitos, sinta-se sortudo. Você se acha meio diferente? Saiba nas próximas páginas por que isso pode ser bom.

Do ponto de vista clínico, não há nada de bom na depressão. Ela aprisiona no sofrimento pessoas que, paralisadas, não conseguem tomar atitudes que melhorariam sua vida. Isolam-se socialmente e tendem a remoer um problema. Às vezes, até a morte. Mas não. Até ela tem seu lado positivo. Para começar a entender qual é esse lado, temos que responder a uma pergunta: por quê, afinal, a depressão existe? Uma hipótese é a de que, conforme a civilização se desenvolveu, o homem alterou seu ambiente numa velocidade maior do que sua capacidade de adaptar-se a ele. Evoluímos para viver em grupos de 50 a 70 membros seguindo o ciclo do Sol, com a preocupação de obter alimento e procriar. Agora as coisas mudaram um pouco: temos de nos preocupar com contas, imagem, carreira... E muitos planos acabam frustrados - talvez mais do que a cabeça foi feita para aguentar. Pior: temos hábitos sedentários e, graças à luz artificial, fazemos nosso corpo funcionar no tempo do relógio, e não no do Sol. Tudo isso explicaria por que a prevalência da depressão tem aumentado. "É o mesmo que ocorre com nosso sistema cardiovascular, que não evoluiu para dar conta de alimentos gordurosos e pouco exercício", afirma Paul Gilbert, da Universidade de Derby, no Reino Unido.

Mas não é só isso. Outra corrente defende que a depressão existe porque foi talhada pela seleção natural, ou seja: porque oferece vantagens a seus portadores. Segundo o médico Randolph Nesse, da Universidade de Michigan, ela teria a mesma função da dor: garantir nossa sobrevivência diante de um risco. Quando um tecido está prestes a ser lesionado durante alguma atividade física, nossos neurônios transmitem um estímulo que nos impede de seguir além de nossos limites. A depressão funciona da mesma forma - mas, em vez de impedir fisicamente que você assuma um risco, ela atua no ânimo. A euforia e a depressão serviriam para regular nossas ações na busca por um objetivo. Um dos primeiros cientistas a pensar isso como uma adaptação foi o psicólogo americano Eric Klinger. Num artigo de 1975, ele analisou como o humor melhora conforme o progresso na busca de um objetivo. Isso motiva a pessoa a continuar a se esforçar e assumir riscos cada vez maiores. Quando esses esforços começam a falhar, uma piora no ânimo a faz voltar atrás, preservar suas reservas e reconsiderar opções. Essa piora, essa depressão leve, abre espaço para a introspecção e o autoexame necessários para tomar decisões difíceis, como desistir de objetivos inalcançáveis e buscar novas metas. Foi justamente o que observaram pesquisadores da Univerdidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. Por 19 meses, eles acompanharam 97 adolescentes, analisando sua capacidade de deixar de lado objetivos muito difíceis (ou inalcançáveis), como virar um músico famoso, e abraçar outras metas, como dar duro para entrar numa boa faculdade. Enquanto isso, os pesquisadores também observaram sintomas de depressão nos voluntários. Conclusão: as pessoas com sintomas de depressão leve conseguiam abrir mão com mais facilidade de objetivos irrealistas. Elas davam menos murro em ponta de faca. E tendiam a sair da adolescência menos machucados, mais felizes, do que os esmurradores de lâminas.

Você está perdido no meio do nada. E ouve um ruído longínquo de animal. O bicho pode ser um tatu ou uma onça. Se você ficar apavorado e sair correndo até um lugar seguro antes que uma possível onça se aproxime, vai ter gasto 200 calorias em 10 minutos. Se não correr e depois for surpreendido por um leão, perderá seu corpinho inteiro - isto é, 200 mil calorias. Por esse raciocínio frio e puramente matemático, valeria a pena ter um ataque de pânico se a probabilidade de o ruído ser de um leão for maior que 1 em 1 000, conclui Randolph Nesse em sua empreitada em busca das causas evolutivas de transtornos mentais. Isso justifica por que é bom sentir medo mesmo quando a ameaça é pequena. E ansiedade é isto: medo de algo que não é necessariamente real. Mais: tal como o amor, ela é uma emoção. E uma emoção é um padrão de resposta diante de situações que podem trazer riscos ou oportunidades. A paixão ajuda a cortejar um parceiro, a raiva nos afasta de alguém quando desconfiamos que fomos traídos, e a ansiedade nos faz fugir ou lutar quando sentimos ameaçados. E isso acontece sem que pensemos. Quando bate a ansiedade, o fígado começa a liberar glicose, a frequência cardíaca aumenta, menos sangue circula pela pele e mais vai para os músculos. Assim, o corpo fica preparado para reagir - a animais, à altura, a trovões, à escuridão ou ao escrutínio público. E também a coisas mais sutis, como um trabalho insuportável ou um relacionamento falido. Ou seja: a ansiedade também pode funcionar como um alarme para que você mude de vida quando necessário. Um alarme que não temos como fingir não escutar.

Para começar, precisamos de pessimistas por perto. Como diz o psicólogo americano Martin Seligman: "Os visionários, os planejadores, os desenvolvedores, todos eles precisam sonhar com coisas que ainda não existem, explorar fronteiras. Mas, se todas as pessoas forem otimistas, será um desastre", afirma. Qualquer empresa precisa de figuras que joguem a dura realidade sobre os otimistas: tesoureiros, vice-presidentes financeiros, engenheiros de segurança...

Esse realismo é coisa pequena se comparado com o pessimismo do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860). Para ele, o otimismo é a causa de todo sofrimento existencial. Somos movidos pela vontade - um sentimento que nos leva a agir, assumir riscos e conquistar objetivos. Mas essa vontade é apenas uma parte de um ciclo inescapável de desilusões: dela vamos ao sucesso, então à frustração - e a uma nova vontade.

Mas qual é o remédio, então? Se livrar das vontades e passar o resto da vida na cama sem produzir mais nada? Claro que não. A filosofia do alemão não foi produzida para ser levada ao pé da letra. Mas essa visão seca joga luz no outro lado da moeda do pessimismo: o excesso de otimismo - propagandeado nas últimas décadas por toneladas de livros de autoajuda. O segredo por trás do otimismo exacerbado, do pensamento positivo desvairado, não tem nada de glorioso: ele é uma fonte de ansiedade. É o que concluíram os psicólogos John Lee e Joane Wood, da Universidade de Waterloo, no Canadá. Um estudo deles mostrou que pacientes com autoestima baixa tendem a piorar mais ainda quando são obrigados a pensar positivamente.

Na prática: é como se, ao repetir para si mesmo que você vai conseguir uma promoção no trabalho, por exemplo, isso só servisse para lembrar o quanto você está distante disso. A conclusão dos pesquisadores é que o melhor caminho é entender as razões do seu pessimismo e aí sim tomar providências. E que o pior é enterrar os pensamentos negativos sob uma camada de otimismo artificial. O filósofo britânico Roger Scruton vai além disso. Para ele, há algo pior do que o otimismo puro e simples: o "otimismo inescrupuloso". Aquelas utopias que levam populações inteiras a aceitar falácias e resistir à razão. O maior exemplo disso foi a ascensão do nazismo - um regime terrível, mas essencialmente otimista, tanto que deu origem à Segunda Guerra com a certeza inabalável da vitória. E qual a resposta de Scruton para esse otimismo inescrupuloso? O pessimismo, que, segundo ele, cria leis preparadas para os piores cenários. O melhor jeito de evitar o pior, enfim, é antever o pior.

Escolas valorizam trabalho em grupo. Processos seletivos jogam candidatos em dinâmicas para identificar líderes natos. Empresas colocam seus funcionários em amplos escritórios sem divisórias e colhem ideias em brainstorms com uma dezena de pessoas - vale tudo, menos ter vergonha de falar besteira. Vivemos no mundo dos extrovertidos. Mas há pesquisadores que veem essa valorização do trabalho coletivo e da extroversão como um tiro no pé. "O mundo está desperdiçando o talento das pessoas tímidas", defende Susan Cain em seu livro Quiet (Quieto, sem versão brasileira), que compila estudos sobre o assunto.

Mas como a timidez pode ser positiva, afinal? Para responder a isso, precisamos esclarecer uma coisa - ser introvertido não significa ser fechado ao exterior. Muito pelo contrário. É ser sensível demais a ele. É o que tem demonstrado desde a década de 1960 o psicólogo Jerome Kagan. Em seu estudo mais importante, ele juntou 500 bebês de 4 meses em seu laboratório em Harvard para observar como reagiam quando estimulados com sons, imagens coloridas em movimento e cheiros. Então separou o grupo dos que reagiam muito - 20% deles - e o dos que reagiam pouco - 40%. Suas pesquisas anteriores lhe permitiram predizer o contrário do que a intuição sugere: os muito reativos se tornariam os futuros introvertidos. Aos 2, 4, 7 e 11 anos de idade, essas crianças voltaram ao laboratório de Kagan. As que haviam sido classificadas como muito reativas desenvolveram personalidades sérias, cuidadosas, enquanto as pouco reativas se tornaram mais relaxadas e autoconfiantes - a futura turma do fundão. Isso porque a amídala (estrutura do sistema límbico, responsável por reações instintivas, como apetite, libido e medo) é mais facilmente estimulada em crianças muito reativas. Ou seja, são mais alertas, mais sensíveis a estímulos novos. Suas pupilas se dilatam mais, suas cordas vocais ficam mais tensas, sua saliva tem mais cortisol - um hormônio do estresse - e seu batimento cardíaco se acelera mais. Um pouco de novidade já implica em vontade de se proteger. O lado negativo é que são mais vulneráveis àdepressão e à ansiedade. Mas, ao mesmo tempo, podem ser mais empáticas, cuidadosas e cooperativas, desde que se sintam em sua zona de conforto. "Crianças muito reativas podem ter maior probabilidade para se tornar artistas, escritores, cientistas e pensadores, pois sua aversão a estímulos novos as faz passar mais tempo no ambiente familiar - e intelectualmente fértil - de sua própria cabeça", diz Cain. Um introvertido concentra a mente numa só atividade, em vez de dissipar energia em assuntos não relacionados ao trabalho - estudos do programador americano Tom DeMarco com 600 colegas mostram que o que define a produtividade no setor de TI não é o salário nem a experiência, mas o quão isolado é o ambiente de trabalho. A solidão também permite focar-se nas próprias falhas e treinar até chegar à perfeição. É esse tipo de prática que cria grandes atletas e virtuoses musicais.

Ludwig Wittgeinstein, gênio da filosofia, começou a falar só aos 4 anos. Estudou com tutores particulares em sua casa, em Viena, até os 14 anos. Sem conseguir passar no vestibulinho do colegial, foi parar em 1903 na escola técnica de Linz (a mesma de Adolf Hitler, de quem não foi colega, pois o futuro ditador estava dois anos atrasado nos estudos). Mas ele simplesmente não se interessava pelos colegas. A solidão e a dislexia fizeram dele um perfeito alvo de bullying. "Nunca consegui expressar metade do que queria. Na verdade, não mais que um décimo", contou em suas memórias.

Assim foi o jovem Wittgenstein. Mas sua excentricidade e o fato de ter revolucionado a filosofia no século 20 não são uma contradição, segundo o professor Michael Fitzgerald, do Trinity College, em Dublin. O psiquiatra vê em sua biografia sintomas que caracterizam a síndrome de Asperger - um tipo deautismo que, aliado a um intelecto avantajado, pode ser a base da genialidade.

Todo autista se foca obsessivamente em interesses muito específicos, tem comportamentos repetitivos e não se interessa em interagir com outras pessoas. Mas, enquanto a imagem mais comum é a da criança ensimesmada balançando para a frente e para trás, o espectro do autismo vai desde o atraso mental até o desenvolvimento linguístico e cognitivo completo - caso da síndrome de Asperger. Quem tem essa síndrome não se interessa em dividir experiências e emoções, tem padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento e de interesses e não abre mão de sua rotina. Isso torna o convívio difícil - mas pode ter um efeito colateral inesperado.

"Muitas características da síndrome de Asperger aumentam a criatividade", escreve Fitzgerald em Autism and Creativity (Autismo e Criatividade). "Pessoas assim têm uma capacidade extraordinária para focar-se em um tópico por um longo período - dias, sem interrupção nem mesmo para as refeições. Não desistem diante de obstáculos." E não é apenas a concentração. A forma como entendem o mundo é diferente. Quando veem uma coisa, apreendem o detalhe para então sistematizar como funciona o geral - enquanto a maioria das pessoas apreende o geral para depois se afunilar em detalhes. Isso é um enorme ponto positivo para engenheiros, físicos, matemáticos, músicos.

Não que não haja um lado negativo. Portadores da síndrome de Asperger também têm dificuldade em aceitar e adotar regras sociais. Por isso, muitas vezes parecem ter personalidade infantil. Quando entrou para a faculdade de engenharia, Wittgenstein se fascinou pela obra Os Princípios da Matemática, de Bertrand Russell. Em 1911, mudou-se para a Universidade de Cambridge para estudar com Russell. Nos primeiros dias, chegava à sala do mestre à noite e seguia até a manhãzinha desdobrando suas ideias como que em um monólogo. Em 1926, quando terminou a defesa oral de sua tese de doutorado, deu um tapinha nos ombros dos examinadores. "Não se preocupem. Eu sei que vocês nunca conseguirão entender", disse. Wittgenstein começou então a dar aulas. Em seus seminários, era como se não houvesse uma audiência. Lutava com seus pensamentos e volta e meia caía em silêncios que nenhum estudante ousava interromper. Qualquer comentário que considerasse estúpido era retrucado brutalmente.

Para escrever Investigações Filosóficas, sua maior obra, ficou isolado numa cabana na Irlanda. Certa vez, o caseiro, que o havia visto conversando, perguntou-lhe se tivera uma boa companhia. A resposta foi: "Sim, falei muito com um ótimo amigo - eu mesmo". Numa carta a Bertrand Russell, escreveu: "Estar sozinho me faz um bem infinito, e não acho que agora poderia suportar a vida entre pessoas". O único grande prazer social do filósofo era discutir seus interesses - lógica, linguística e música. O mundo real pouco lhe importava.

O gene da engenharia
Todo engenheiro é um pouco autista. Essa é a conclusão, polêmica, do psiquiatra Simon Baron-Cohen, de Cambridge. Simon buscava identificar se estudantes com sintomas da síndrome de Asperger tinham predisposição a escolher alguma área específica de conhecimento. Fez um levantamento com graduandos de Cambridge e viu que alunos de exatas eram os mais propensos a ter os sintomas. O estudo fez barulho suficiente para que os pais de alunos de Eindhoven, na Holanda, entrassem em contato com ele depois de identificarem uma epidemia de autismo na cidade, conhecida pela concentração de empresas tecnológicas. Baron-Cohen comparou Eindhoven com Haarlem e Utrecht - que têm número semelhante de habitantes - e levantou a porcentagem de pessoas empregadas em tecnologia: 30, 16 e 17%, respectivamente. Depois, pesquisou a prevalência de autismo diagnosticado nas cidades: 229 por 10 mil crianças em Eindhoven, contra 84 e 57 nas outras. Para Baron-Cohen, isso é indício de que regiões onde pais têm empregos relacionados à "sistematização", como o da tecnologia da informação, terão uma taxa de autismo maior em suas crianças. É um resultado polêmico: indica que as pessoas naturalmente mais aptas para as ciências exatas carregam mais genes ligados ao autismo do que a média da população. E mais: é uma evidência de que essa aptidão seja, por si só, uma forma leve de autismo.

Einstein, o autista
O psiquiatra Michael Fitzgerald identificou traços da síndrome de Asperguer, uma forma moderada de autismo, em 42 personalidades históricas. Conheça algumas delas.

ALBERT EINSTEIN
"Meu senso de justiça e de responsabilidade social sempre se contrastou com minha falta de necessidade de contato direto com outras pessoas ou comunidades. Sou de fato um viajante solitário e nunca pertenci a meu país, à minha casa, aos meus amigos ou mesmo à minha família", escreveu o físico nos ensaios Como Vejo o Mundo.

GLENN GOULD
Um dos maiores pianistas do século 20 não deixava ninguém tocá-lo e, quando mais velho, só se comunicava com o resto do mundo por telefone ou por cartas. Aos 32 anos parou de tocar em público e se fechou no estúdio. Afinal, para ele tocar música era um ato tão íntimo que não dava para conciliá-lo com a audiência.

LEWIS CARROLL
O escritor americano Mark Twain chegou a dizer que Carroll, matemático autor de Alice no País das Maravilhas, era interessante "somente para olhar." Era o homem "mais estiloso e mais tímido" que já tinha visto. Não dava autógrafos nem deixava ser retratado - mesmo sendo ele mesmo um fotógrafo amador. "Minha aparência e minha escrita pertencem somente a mim", escreveu em uma carta.

FRACASSO
Quando destruímos um relacionamento, somos demitidos ou vivemos qualquer outra grande frustração nessa linha, não tem muito jeito: sentimos não só que um plano deu errado, mas que falhamos como pessoa.

Nossa mente, porém, evoluiu com uma defesa contra isso: ela ignora o que não quer saber. Uma área do cérebro chamada córtex cingulado anterior é ativada quando percebemos que alguma coisa deu errado. É como se fosse o mecanismo do "putz!". Com ele, excitamos mais uma região - o córtex pré-frontral dorso-lateral. Ele é o "censor" da mente, responsável por apagar determinado pensamento.

Esse mecanismo duplo - primeiro o "putz" e depois o "esquece" - permite editar nossa consciência conforme nossa vontade. Assim, conseguimos deixar para trás nossos fracassos.

Isso também acontece com cientistas. No início da década de 1990, Kevin Dunbar começou a observar os laboratórios de bioquímica da Universidade de Stanford. Descobriu que a metade dos dados obtidos nas pesquisas não batia com o que suas respectivas teorias previam. Os resultados às vezes simplesmente não faziam sentido. A reação então era típica: primeiro, os pesquisadores procuravam um bode espiatório - alguma enzima ou máquina devia não ter funcionado direito. Então repetia-se o experimento. Quando o resultado inesperado acontecia de novo, o experimento inteiro era considerado um fracasso e acabava arquivado. O que os pesquisadores não percebiam é que o mecanismo "putz, esquece" de sua mente os cegava. Dunbar então observou grupos de estudo com pesquisadores de diferentes áreas - biólogos, químicos e médicos. O fato de ter pessoas com um olhar de fora fez com que os bioquímicos, em vez de jogar fora o experimento, abrissem os olhos e repensassem suas teorias. Assim puderam reavaliar suas convicções e muitas vezes encontrar o caminho que funcionava. Moral da história: entender o porquê de um fracasso pode ser o melhor atalho para o sucesso.

É mais ou menos o que aconteceu com a britânica Joanne Rowling. Quando era adolescente, tudo o que seus pais esperavam dela era que não fosse pobre como eles. E tudo o que ela queria era ser escritora. Para arranjar um meio-termo entre seu desejo e o dos pais, fez faculdade de letras. Terminados os estudos, sua vida virou uma sucessão de fracassos. Tentou agradar os pais trabalhando num escritório, mas não suportava a chatice do dia a dia. Quando a mãe morreu, mudou-se para Portugal para dar aula de inglês. Em 3 anos, casou-se, teve uma filha e se divorciou. Desempregada e descasada, mudou-se para a Escócia, onde, deprimida, foi viver da ajuda financeira do Estado. Quando Joanne estava no ponto mais fundo de seu fracasso, começou a escrever um livro. Levou um "não" de 8 editoras - até conseguir uma que publicasse seu Harry Potter e a Pedra Filosofal. Adotou o nome artístico de J. K. Rowling e, em 3 anos, se tornaria a mulher mais rica do Reino Unido. E, para ela, o ingrediente de seu sucesso foi o fracasso. "O fracasso significa eliminar tudo o que não for essencial. Parei de fazer de conta para mim mesma que era uma pessoa diferente e comecei a direcionar toda minha energia em terminar o único trabalho que importava para mim", disse a uma plateia de graduandos de Harvard durante uma conferência do TED (instituição que organiza conferências sobre novas ideias). E arrematou: "Me senti liberta, porque meu maior medo já tinha acontecido. E ainda assim eu continuava viva".

DÉFICIT DE ATENÇÃO
De 3 a 5% das crianças em idade escolar são daquelas distraídas e agitadas, que perdem tudo, não conseguem fazer a lição, não esperam sua vez e agem sem pensar. Têm o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Quando crescem, os sintomas diminuem, mas os problemas, não. Podem até piorar - afinal, as responsabilidades são outras. O que se esquece não é mais a lição de casa, mas prazos e reuniões. Trabalhos são abandonados pela metade, ordens são ignoradas. A impulsividade pode custar o emprego ou o relacionamento. Por que isso é tão comum? A resposta é semelhante à daansiedade e da depressão - essa característica já foi uma vantagem adaptativa, até que a cultura e o ambiente mudaram. Em sociedades nômades, quem tem foco de atenção disperso é capaz de cuidar melhor de seu gado, explorar áreas desconhecidas e ficar alerta para ameaças. Dan Eisenberg, da Northwestern University, EUA, observou em tribos africanas nômades e sedentárias. Entre os nômades, os que tinham o alelo 7R (ligado ao TDAH) eram mais bem nutridos do que os sem. Já nas sedentárias, acontecia o contrário. Em outras palavras, conforme o homem se estabeleceu num só lugar e começou a viver de atividades que exigem mais foco, a atenção dispersa virou desvantagem. Mas não tanto. Os mesmos genes que hoje estão associados ao risco são responsáveis por revoluções nas artes, ciência e exploração, acredita o psiquiatra Michael Fitzgerald, do Trinity College. Michael, que já tinha procurado traços de autismo na biografia de personalidades, não demorou para fazer o mesmo com o TDAH. Segundo ele, sintomas de déficit de atenção estão presentes em Thomas Edison, Oscar Wilde, Kurt Cobain (que foi diagnosticado quando criança) e até em Che Guevara. Quem tem a cabeça na Lua pode encontrar lá em cima coisas que pessoas com o pé no chão não veem.
Superávit de criatividade
Quem tem TDAH é ótimo em brainstorms, pois não se sente inibido para dar ideias aparentemente estranhas. As psicólogas americanas Holly White e Priti Shah testaram um grupo de 90 universitários divididos entre os com e os sem TDAH. Elas pediram para que cada grupo propusesse usos para um tijolo e para um balde em 2 minutos. Resultado: os desatentos se deram melhor no número de usos, na diversidade dele e, principalmente, na originalidade. Entre as soluções do grupo com TDAH estavam usar o tijolo para escrever em superfícies como concreto ou o balde como guitarra - se você adicionar cordas e um pau ali. Só faltava verificar isso no mundo real. As pesquisadoras, então, fizeram isso num segundo estudo, de 2011. Deram a 60 universitários um questionário sobre quais seus êxitos em 10 áreas criativas: artes cênicas, humor, música... Os desatentos tiveram níveis mais altos em todas as categorias.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

"O Campeonato Carioca Existe"?



O charme que acabou a muito tempo!

Ih, que saudade do Altair, lateral esquerdo do Fluminense nas décadas de 1950 e 1960, e da seleção brasileira, com quem eu tive a alegria de ter trabalhado como seu jogador, em 1986. (primeiro da direita pra esquerda, na foto acima) Sou de uma época em que aos domingos, no subúrbio do Rio, só tínhamos praticamente uma ou duas coisas pra fazer: Ir a praia ou ao Maracanã! Mas, você que é muito mais jovem e não viveu em uma época em que o Maracanã suportava um público de mais de 150 mil pessoas, coisa comum nos jogos entre Vasco e Flamengo (abaixo, foto ilustrativa da final do Carioca de 1977, quando o Vasco venceu o Flamengo e o goleiro Mazzaropi pegou o pênalti de Zico), por exemplo, onde as pessoas preparavam-se para o final de semana como nos preparamos hoje em dia para uma viagem de um mês ao exterior. Era fantasticamente emocionante!


Diante disso era comum termos um campeonato Carioca bastante badalado e muito concorrido, até porque América e Bangu, ao jogarem contra qualquer um dos quatro grandes, era tido como clássico. É, mas tudo isso ficou no passado, apenas as tradições, falidas por sinal, é que ainda sobrevivem no imaginário das pessoas que insistem em dizer que o campeonato Carioca é "charmoso". Mas, eu pergunto: Charmoso porque? Só pra nos orientarmos e acompanharmos o raciocínio  desse "louco saudável" que vos fala, sem a pretensão de estarmos certos ou não, porém vale ressaltar que antigamente, como relatei, tínhamos pouquíssimas oportunidades de lazer e o futebol era uma das poucas coisas que nos davam prazer, sendo assim, diante de uma sociedade globalizada e recheada de eventos e situações facilitadoras, atualmente, entendemos que esse aspecto caiu por terra. O que faz um torcedor ir a um estádio, sem a menor estrutura para receber ao seu público, e torcer para seu clube do coração? Imaginemos sair de casa para assistir a Flamengo x Quissamã, por exemplo, numa quarta feira, as 22h00, num calor insuportável e sem craques em campo? Em casa, tomando uma "gelada", diante de uma TV de plasma, com TV por assinatura, tira gosto, ar condicionado... será que resistimos? É pra pensar!
O pior, pra fechar: Cadê os "Rivelinos", "Zicos", "Robertos Dinamites", "Mazaropis", "Paulo Cesar Cajús"?... Hoje vemos um bando de garotos correndo como uns loucos e dando as suas vidas pra serem logo transferidos para a Europa, entrando em campo com o objetivo de serem vistos e garantirem assim os seus futuros e, o futebol arte, fica dependente de uns poucos "Neymares".

É, o campeonato Carioca faliu e ninguém viu!

Iran Damasceno.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

"Rapidinhas"


AS RAPIDINHAS DOS ÚLTIMOS DIAS!


Tenho gostado bastante dos debates esportivos e principalmente sobre futebol, apresentados pelo programa "Mesa redonda", da ESPN. Percebo que o Trajano é muito criticado mas, particularmente falando, gosto dos seus comentários e das suas lembranças dos tempos saudosos do futebol Carioca. Ontem (04/01/2013 - segunda feira), achei muito salutar e informativo o debate entre ele e o também bom comentarista Paulo César Vinícius (PVC) quando os mesmos falavam sobre o Ganso (jogador do São paulo) e ambos discordaram um do outro em ALTÍSSIMO nível e, diferentemente dos outros tantos debates esportivos, houve pausa enquanto um se expressava e logo após o outro se manifestava. Bastante didático e informativo, valendo lembrar que as participações dos Jornalistas Márcio Guedes e Fernando Calazans são boas também. Aliás, não poderia deixar de fora aquele que também é muito criticado mas que eu gosto bastante, refiro-me ao Juca Kfouri. Está valendo mais a pena assistir a ESPN do que aos outros que são, por vezes, pré-programados até mesmo quanto a críticas e padronizados quanto as opiniões, o que é bastante comum no "Bem amigos", com Galvão Bueno, no SporTV.


Sinceramente eu não sei se o Ganso será o que dizem, por um simples motivo: Ainda não mostrou do que é capaz! Muito jovem pra se machucar com tanta frequência e é apático quando está em um jogo quente causando assim desconfiança porque não teve sequência em relação a grandes apresentações, sei que é inteligentíssimo (qualidade essa crucial pra se jogar futebol), habilidoso e bastante técnico, porém, tem que mostrar isso logo. Um dos grandes jogadores que vi jogar foi o Dr Sócrates, que nos deixou no ano passado, infelizmente, e que também era inteligente mas que deu duas "bolas fora na vida", em minha opinião: Uma foi ter se entregado a bebida e a outra em dizer que o Ganso JÁ é gênio. Será que já é pra dizer isso? Então, o Messi é o que? Deus? Neymar também se encaixa nessa classificação. Vamos com calma gente, já o Ganso, tem que ir mais depressa.


Adorei, aliás adoro, os comentários do ex-craque Tostão, na revista Piauí, em relação ao Felipão e ao Parreira. Sempre claro e crítico com paciência, Tostão descreve com maestria as novas esperanças da seleção para a copa do mundo no Brasil. Suas sacadas são bastante claras apesar de serem banhadas de Filosofia e, por vezes, metafóricas por ser ele dotado de uma inteligencia ímpar. Também, assim como ele, acredito no Felipão e no Parreira e acho que podemos sim vencer a copa, porém, vejo que agora o grande adversário da seleção é a própria CBF que está em plena confusão através das ações de um senhor que já deveria estar em casa "tomando seu chá e comendo suas torradas", que é o Sr José Maria Marins, e deixasse a responsabilidade com quem tem e sabe trabalhar. Se não tivéssemos uma classe tão individualizada quanto a dos treinadores de futebol, por exemplo, juntamente com os ex-jogadores de "peso" como Zico, Romário, Falcão, Ronaldo fenômeno, dentre tantos outros, já poderíamos ter "tomado" a CBF das mãos dos empresários e políticos de carreira que tanto se beneficiam das "tetas" frondosas dessa instituição. Valeu Tostão, você é 10.

Iran Damasceno.


sábado, 2 de fevereiro de 2013

"Lei Seca Para Corruptos, Você Aprova"?


Brasileiros e brasileiras!

Sendo o Brasil SINÔNIMO de contradição, não seria justo deixar passar um tema tão atual e comentado no momento, como a LEI SECA. Passei por aqui, sem tomar na alcoólico para deixar apenas alguns questionamentos a cerca de um assunto que me faz ficar até mesmo IRADO: Porque somente criam leis mais duras quando isso é direcionado ao cidadão? Obviamente que temos sim que criar leis duras devido a irresponsabilidade de muitos motoristas, entretanto, eu pergunto: Porque não criarem (os impunes parlamentares) leis tão duras, ou até mais, para coibirmos a CORRUPÇÃO? Você seria a favor de leis que mandassem políticos, policiais, servidores públicos em geral pra cadeia, pagando multas altíssimas, e ficassem presos por um longo tempo? Vale pensar e se posicionar nas redes sociais, se possível.
Para minha indignação o vereador Joel Rodrigues (presidente da câmara dos vereadores de São João), de quem eu gosto e conheço a bastante tempo, me decepcionou quando falou que a medida tomada para a aprovação do aumento (e que aumento) do salário dos vereadores do município era para COIBIR a corrupção. "PQP", eu ouvi isso no RJTV ou estou com paralisia cerebral? É, a impunidade nos amparou para não nos largar nunca mais, vejo que o descaramento e a sacanagem estão absurdamente amparados pela lei. Ok, pena pesada para quem dirige bêbado, porém, pena mais pesada ainda para quem corrompe e é corrompido, você concorda?

Iran Damasceno.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

"O lobo, O Porco E O Bucha. O Senado Está Em Votação"


Bom dia aos sobreviventes!

"Hoje é festa lá no meu "AP", pode aparecer, vai rolar "bundalêlê". Não fosse o quadro atual da situação política do Brasil, certamente que estaríamos rindo da música do "Latido", ou melhor, Latino. Claro que o brasileiro em si já possui uma dose cavalar de humor nas veias, até porque pra aturar o "feudalismo" e a "ditadura" do achatamento social, tem que ser humorista mesmo. Mas, o que irá acontecer no Senado após a "saída" do "velho lobo" do Senado", José Sarney? Claro que isso é algo a pensar até porque sabemos que a sua saída é algo apenas burocrático e os seus desmandos continuarão a pleno vapor, quanto a sua influência na casa e até mesmo nos desígnios dos rumos do país. O que me chama a atenção é o fato de estarmos diante do Renan Calheiros (PMDB - AL), todo sujo como "pau de galinheiro", e a mercê de um Pedro Taques (PDT - MT) que, em princípio, seria a oposição combatente dos crimes políticos de corrupção, entretanto, eu pergunto: Até quando ele estará de pé com essas ações que já o levaram ao cargo que tanto almejava? Obviamente que eu estaria sendo leviano se não levasse em consideração os seus feitos, como por exemplo a CPI do Cachoeira e no caso da SUDAM, todavia, me preocupa o fato dele estar sendo visto como a "salvação da casa" se nós, os mais desconfiados, não soubéssemos que existe no Senado, assim como em todas as casas da administração política, um "acerto entre amigos" (uns são criticados e outros críticos) e assim a "cadeira vai girando", como no caso do Sarney que, não se assustem, poderia voltar. Acho que ele será senador até no inferno!

Mas, deixemos isso pra depois porque semana que vem é carnaval, para nós, até porque eles (os miseráveis) estarão nas sombras votando coisas esdruxulas que certamente os enriquecerão ainda mais e a nós sobrarão apenas os impostos e achatamento.

Paz na terra, amém!

Iran Damasceno.

"Marketing Ou Venda"




Olá, leitor!
Diante de um mundo extremamente capitalizado e sem "freios", vejo que se faz importante tratarmos sobre assuntos que ditam, por vezes, os rumos do país e a vida das pessoas. Refiro-me ao ato de vender!  Mas, será que Marketing é somente convencer ao cliente a comprar o seu produto ou serviço e nunca mais vê-lo? Obviamente que o estreitamento da relação é o caminho para a conquista e manutenção de clientes verdadeiramente fieis, sendo assim, o consumidor deve estar bastante atento nos dias atuais devido a NECESSIDADE que as empresas possuem em vender, somente. A própria vida em si já nos mostra que qualquer relação entre duas partes tem que trazer bem-estar, prazer, satisfação... a ambos e não adianta, por mais "vendáveis" que estejamos, pensarmos que Marketing é apenas o ato de vender.
Os mais adiantados quanto a visão empreendedora sabem que a duração da relação é quem dita o mercado quanto aos consumidores conquistados e mantidos, para que sua empresa prospere e seus clientes estejam sempre com a satisfação garantida. É muito comum heje em dia observarmos empresas com as concepções arcaicas, eu diria, de somente vender a "qualquer custo" e, o que é pior, levar vantagem sobre o cliente.

Em outra oportunidade retornaremos para tratarmos do assunto que tange ao relacionamento entre cliente e empresa, diante da mais profunda e verdadeira relação, que é a de respeito e intereses mútuos. 

Até lá!

Iran Damasceno.

"Homo Sapiens Ou Homo Empresárius"



... Na Grécia antiga, quando Sócrates perambulava entre a juventude, atuando como verdadeiro instrutor e visionário, iniciava ali os primeiros passos concretos para o surgimento de uma nova forma de entendimento quanto ao que mais a frente chamaríamos de SOCIALISMO. Se entendermos que as sociedades evoluíram no campo moral e intelectual, partindo do princípio que tal estrutura brota no íntimo do ser, para, aí sim, formar a sociedade que sempre é consequência das ações daqueles que a compõem. Nós! Seria, ou melhor, é a tão debatida lei de causa e efeito que está começando a ser entendida pelos que determinam os desígnios da vida comum, ao contrário dos que imaginam vir do povo a voz maior que, em princípio, seria para a libertação do capitalismo que corrói e mata mais que qualquer câncer ou AIDS.
Passados os tempos, desde a era de Sócrates, grande visionário e precursor de um socialismo que jamais existiu na íntegra, podemos notar que até mesmo o que é, para muitos divino, como a Bíblia, por exemplo, teve a sua conceituação deturpada e modificada nos tempos áureos da "santa inquisição" para dar continuidade aos desmandos e interesse políticos dos cleros e assim manterem sob a casta da ignorância, aqueles a quem ele, o clero, deveria defender e orientar. O CICUTA que matou Sócrates agora está sendo distribuído de maneira "cavalar" e "intra-venosa", ainda que as seringas da tecnologia estivessem a ser inventadas, porém, diante de tamanha maldade e desfaçatez, continuávamos ali, diante de tantas vidas ceifadas pela ganância e de um "cristianismo" deturpado e inexistente, as tentativas de um poder social inexistente e pueril. O capitalismo não estava mais brotando e sim jorrando das veias dos assassinos vorazes que tinham em suas mentes poderosas, diante de uma cognição até mesmo adiantada para época, devido a causa que para eles era "nobre". Achatar o povo com a falácia do religiosismo "salvador", salvação essa que somente ocorria na mente dos falsários e íngremes quanto a moral.
Chegados os tempos da ditadura, que teve como base as religiões ditatoriais e cleros enfadonhos nas ações terroristas, para justamente coibir a essa tentativa de surgimento de um socialismo que jamais existiu de maneira total, até porque totalidade somente no achatamento que visa enriquecer os quintais dos que detém, ainda que de maneira feudal, o verdadeiro poder de convencer e obrigar aos menos favorecidos que, por vezes, são acostumados a serem submissos e se acomodam na política do "pão e circo". Mas, o que fazer para entendermos esse processo tão duradouro? Só haveria um caminho para que os povos achatados chegassem a uma conscientização do que realmente é socialismo: Não, não é a tão comentada e por vezes desorientada "FÉ", refiro-me aos cuidados com os seus quintais e aceitarmos viver com o que temos e não abusarmos das falsas promessas de consumo oferecidas pelos "homo empresários", lembremo-nos que somos "homo sapiens" e, a exemplo do homo empresário moderno, poderíamos citar Teresa de Calcutá e Chico Xavier, por exemplo.
Na tentativa de construirmos um verdadeiro socialismo devemos entender que ser INTELECTUAL não é estudar em Harvard, comer salmão e tomar champanhe pela manhã, viajar o mundo e esquiar em Aspem, mas sim ter a consciência e ação construtiva de construção de um empreendedorismo do bem, que venha dividir oportunidades e fazer com que os que estão em baixa na escala social, tenham a oportunidade de crescer e serem donos das suas vontades.
Mas então, você é um "homo sapiens ou um homo empresario"?

"Diretamente do Coliseu", me despeço deixando um abraço fraternal;

Iran Damasceno.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

"Tráfico De Drogas Ou Empresa De Telecomunicações"?


Olá, leitor!

O que você faria se fosse dono de uma padaria? Venderia pão, leite, refrigerantes, doces em geral, sorvetes... teria que ter funcionários, clientes, revendedores... mas, como seria essa relação? Se ao se propor a vender algo e atender aos clientes obviamente que, diante do fato de ser pequeno, médio ou grande empreendedor, não importa, a primeira coisa em que deve se preocupar é vender, não? Errado! Vender precisa ser consequência do que você faz e, a partir daí, conquistar e manter clientes diante de uma postura empreendedora e não de um mero "trocador de mercadorias". Até mesmo os vendedores de produtos na areia da praia estabelecem relação com os seus clientes, tanto isso é verdade que quando vou a praia eu somente consumo alguns tipos de produtos com aquele a quem confio e sei da sua intensão de criar uma relação com seus clientes, aí sim ele me conquista e me mantém seu cliente porque se importa comigo. Bem, voltando a padaria, quanto aos produtos que você vende eles deveriam ser de boa qualidade e vendidos com a maior honestidade porque do outro lado do balcão estão pessoas que possuem necessidades e anseios como você, que tem família como você, que estão em busca da satisfação de ser cliente, os seus funcionários também estão na mesma condição que os clientes e, vou mais além: São as pessoas que fazem seu negócio prosperar ou não, sendo assim, o respeito é o caminho da relação e urge que seja da mesma maneira como você gostaria que seu chefe lhe tratasse. Já os revendedores são pessoas em busca da venda e você da compra pra realizar a venda, por isso ambos estão entrelaçados na mesma "missão", porém, se um enganar ao outro a relação estará desfeita e ambos serão prejudicados e, vou mais adiante dizendo que o cliente, que é a razão de ambos existir, será o mais prejudicado.
Mas, como isso pode ser transferido as grandes empresas de âmbito nacional e até mesmo internacional? Na mesma proporção! Se você tem mais produtos ou serviços a serem vendidos, mais revendedores e mais funcionários, sendo assim a postura deverá ser a mesma, todavia não é isso que ocorre em um país onde o capitalismo é exacerbado e ninguém respeita ninguém, todos querem vender e pronto. É o caso de uma empresa que está me assustando com a sua postura de desinteresse e até mesmo desonestidade com seu cliente. Refiro-me a empresa de telecomunicações, OI.


O que essa empresa está fazendo comigo é algo inacreditável  ao ponto de eu me sentir um verdadeiro palhaço na sua mais pejorativa forma de entender. Vejamos: Estou a um mês e meio tentando consertar meu OI VELOX (produto que hoje não recomendo a ninguém), ligando diariamente, anotando mais de 23 (vinte e três)  protocolos de atendimento e, ao ligar, quase todos os dias, eles dizem a mesma coisa: "Estamos enviando um técnico a sua residência, em 24 horas, para que seja solucionado seu problema". Mas, o que acontece? O técnico não vem e a situação se agrava ao ponto de agora ser o telefone que está com problema e, o pior, ainda, é que não há possibilidade de concorrência porque as demais empresas do ramo não atendem em nossa região e assim ficamos ilhados esperando o "socorro" daquele que deveria ser a sua profilaxia. Eles ainda vão mais longe quando oferecem o que não podem cumprir, ofertando produtos, no ato da compra, pra depois dizerem que o cliente deve ligar para a empresa "tal" para pedir o produto que você comprou com ela e sequer sabe da existência dessa empresa terceira na relação. Caí nas "garras" da Oi novamente: Me ofereceram um plano novo de Oi conta total e para a minha desilusão  não cumpriram, mais uma vez e como sempre. Enviaram para minha residência dois chips com defeito e disseram que eu teria que ir a uma loja próxima (não era o que eu queria, até porque disseram que chegaria pelo correio) para trocá-los. Foi o que fiz, mas? Disseram, também, sem me avisar nada, até porque era gratuito, que eu deveria pagar pelos mesmos. Moral da história: Não funcionam os chips, a internet não aumentou a velocidade e a linha do fixo está a mesma. O pior, parte II: A conta vem acima do combinado porque eles entendem que te prestaram um serviço de qualidade quando na verdade nem mesmo o combinado eles cumpriram, seria cômico se não fosse trágico o fato de você querer contar com a justiça e ela dizer: "Sua ação judicial contra a empresa citada será em maio". Caramba, estou sem o serviço a mais de um mês e ainda terei que aguardar mais três meses para resolver algo que está me prejudicando hoje? Então eu utilizo as únicas armas que tenho: Falar em público e criticar VEEMENTEMENTE a essa empresa que tantos prejuízos nos traz.

Não recomendo a ninguém contratar os serviços da Oi porque ela te vende e, depois, te dá um "oi" e tchau.

Iran Damasceno.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

"Ano Novo, Promessa Nova"


Olá, leitor!

A partir do momento em que a mente humana passou a manifestar-se por aqui podemos perceber que estava em andamento um processom bastante longo de aprendizado, através do desenvolvimento. Esse processo está em largo e constante desenvolvimento pelo fato de ainda termos muito o que ver neste "mundão de meu Deus", entretanto sabemos que já atingimos um patamar de entendimento que nos permitiria estirpar um mal que tanto assola as pessoas e destroe, principalmente as famílias, que é a HIPOCRISIA. Mas, que "substrato" é esse que tanto corroe o interior pessoal e acaba com as relações? Será que poderiamos classificar atitudes hipócritas?
Pensando na chegada de um novo ano (segundo nosso calendário) o inconsciente coletivo fica em "polvorosa" e parte para a tão comum "forma retrátil" e, porque não dizer, hipocrisia de final de ano. No natal abraçamos e beijamos aos nossos e os dos outros, no ano novo as promessas são mais instigantes ainda ao passo em que muitos, segundo a cultura de um povo místico como o brasileiro, vamos a areia da praia, de branco, fazemos promessas a santos, orixás... abraçamos a pessoa ao lado que nunca vimos "mais gorda ou magra", "oramos" pelo que nos ofendeu (sob o efeito da cerveja, vinho, champagne...), pulamos sete ondinhas, jogamos flores no mar (para dar mais trabalho aos garis).... mas, vem a reflexão: Isso é negativo? Não devemos ver nada de negativo ao que pode ser considerado bom e otimista, todavia o que pode ser encarado como prejudicial e corrosivo a alma humana é a tão destrutiva e corrosiva Hipocrisia, aquela que é criada, por vezes, como dispositivo de defesa e que nos "faz bem" ao ser criada porque nos "libera" das responsabilidades de encararmos a realidade de frente, de pagarmos o preço de sermos verdadeiros, sem ofender a ninguém, porém, de falarmos o que muitos não gostam de ouvir. Em família isso é muito comum, parentes que não se veem e não se comunicam a tempos por causa de alguma divergência, se comunicam em épocas de festas como se nada tivesse ocorrido e, a verdadeira questão a ser resolvida, vai para "debaixo do tapete". Mais um problema que poderia ser resolvido e aliviado as nossas consciências ficam isolados na alma e esperando o momento em que o "gatilho" das vontades seja acionado para explodir como uma "bomba H". É o perigo das questões não resolvidas, se assim for elas encontrarão o momento certo ou errado para virem a tona e, as consequência, serão as piores possiveis.

Enquanto a hipocrisia for de "calibre pequeno", como se autoafirmar dizendo algo que não sente e que no interior sabemos que não somos não há problema algum em relação ao proximo, porém quando isso se amplia e vai para a vida de relação, passando de simples sentimento próprio e vai para o embate com o outro, aí reside o perigo. Tem pessoas que dizem que se quiserem gostar delas tem que gostar como elas são, até concordamos mas temos que fazer uma ressalva: Niguém tem que se modificar para agradar ao outro, mas quando se trata de vida de relação, como falei anteriormente, devemos entender que o outro não é obrigado a me aceitar como eu sou pelo fato de eu querer que ele me aceite, sendo assim, o que está em discussão é a manifestação de tal atitude quanto ao próximo e não a nós mesmos. Fazer o mal, sacanear, prejudicar, despresar a quem te ajudou... não é atitude correta e muito menos positivo quando prjudicamos ao outro e achamos que isso não foi nada e que é normal, porém, a partir do momento em que passarmos pelo mesmo ato que impetramos ao atingido, certamente saberemos o preço da hipocrisia. Mas enquanto essa consciência não vem, façamos as nossas promessas, pulemos as nossas ondinhas, tomemos os champagnes, abracemos o outro ao lado, na praia... e assim caminha a humanidade.

Peço licença ao querido Cazuza para transformar uma frase da letra de uma das suas belas canções, que diz assim: "Hipocrisia, eu quero uma pra viver".

Iran Damasceno.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

"O Menestrel Do Talento"


Olá, leitor!

Quem acompanha meu tão "combalido" blog sabe que tenho por hábito reconhecer e escrever, ainda que "tortamente",  sobre pessoas que admiro, sejam elas artistas ou não. Mas hoje é um momento especial porque estou RECONHECENDO, como disse, e, principalmente, HOMENAGEANDO aquele a quem eu sempre nutri admiração artistica e pessoal. Refiro-me ao tão querido e admiravel, Juca Chaves!
Um pouquinho da vida desse "menestrel" do riso, da irreverência e da musicalidade. Vejamos parte resumida da sua trajetória:
Músico erudito, já na infância compunha e no final da década de 1950, iniciava sua carreira com modinhas e trovas. Manifestava-se ali um verdadeiro MENESTREL do humor e da fala solta e suave, porém, com o "veneno" suficiente para estimular aqueles que queriam mudar um Brasil tão arcaico. Um verdadeiro "ativista"! Inteligente e atento as andanças do país resolveu criar um circo, na década de 1960, na Lagoa Rodrigo de Freitas onde apresentou seu show o "Menestrel maldito". O que mais admiro no Juca é a sua luta contra qualquer tipo de repressão, principalmente a ditadura militar, a qual criticou com bastante veemência. Vale lembrar também que criticava a imprensa e o mercado fonográfico mas, o que é lindo e admirável em sua trajetória, são algumas das suas canções, como: "A cumplice", "Menina", "Que saudade", "Por quem sonha ana maria" e "Preseidente bossa nova". É um verdadeiro GÊNIO da arte abrangente!

Fica então uma singela e humilde, porém, verdadeira homenagem aquele que me faz vê-lo e ouvi-lo sempre que está na mídia, pelo fato de ser inteligente e combativo.

Parabéns e obrigado, "Menestrel do talento".

Iran Damasceno.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

"Feliz Ano velho, É O Que Deseja O Bom Velhinho"


Chega a ser desumano

As festas chegaram e todos estamos em festa, assim manda a tradição. Chegou o 13º e as compras são inevitáveis ou então pagar IPVA, cheque especial, retirar o nemo do SERASA, viajar... Assim são as festas!
Estamos na reta do caminho que nos leva a sermos mais consumistas do que nunca e com isso nos deformarmos com as deturpações do que é ser feliz. Mas, o que é ser feliz? Conceito individual e de ordem coletiva pelo simples fato de estarmos sempre em busca da tal felicidade, aquela que nos aciona o mais íntimo e por vezes difícil dispositivo de ações inconscientes que, em sã consciência e diante da percepção que temos em estado normal, é o móvel da vida. Como ser feliz? Já nos perguntamos isso várias vezes, porém, após as "tentações" do imediatismo e do materialismo imponentes e tão atuantes em nossas vidas, "conseguimos" chegar a pontos tão elevados dessas atuações e conquistas que tanto podem e devem ser discutidas. Mas, o que representam as festas de final de ano? Para alguns é algo de cunho religioso, para outros um carnaval antecipado e momento de "desculpar" ao outro ou ser desculpado por algo que tenha dado errado ao longo do ano. Vale lembrar também que há aqueles que "esperam" chegar ao término do ano e, no calor das festas, para se desentenderem e fecharem com "chave de ouro"  as pendências nas relações. Poderíamos chamar a isso de patológico? 
Tudo isso de festas, relações conturbadas e desentendimentos está intimamente ligado não ao consumismo, até porque ele é fruto de nós mesmos, mas do inconsciente coletivo que entende que tudo tem que ser festejado apenas por sermos um povo "pacifico", festeiro, leve, solto... mas, que em questões de entendimento mais aprofundado em relação a vida, devemos perceber que as origens das nossas ações está no íntimo de cada um e, a cada momento de relação, isso irá crescendo e se tornando no que chamamos de SOCIEDADE. Ela, que não é independente e muito menos algo que está a direita ou a esquerda, é a condensação das nossas ações diretas e mentais quanto ao seu funcionamento. É como se ela fosse o monstro e nós o "Frankenstein".

Vamos lá, festejemos e nos arremessemos aos desvarios das festividades sem nos importarmos com as consequências que vem logo a seguir, trazendo os problemas de sermos um povo "festeiro" mas, enquanto isso, não temos a reforma tributaria, fiscal, politica, jurídica...

FELIZ ANO VELHO! 

Iran Damasceno.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

"Pessoas Especiais Para Mim E Para A Vida"


Minhas homenagens mais sinceras

Diante de um mundo tão desprovido de amor, de companheirismo, de afeto, de bate papo na calçada, de vizinhos frequentando a casa uns dos outros... essa imagem mostra o que é o real carinho das pessoas que gostam de nós e do nosso trabalho. Não as chamo de "alunas", "clientes", "conhecidas"... entendo-as como pessoas que já fazem parte daquele grupo seleto que amizades amáveis e sinceras. 
A demonstração de afeto e consideração que tiveram comigo, ao contrário dos que também deveriam ter e não tiveram, hoje elas são consideradas por mim PESSOAS ESPECIAIS. 

Obrigado, queridas e inesquecíveis amigas do coração, jamais esquecerei de vocês e como retribuição ao  vosso carinho, posto um "poema" de amor.

"Hoje a noite está sem luar e nem por isso o céu deixou de existir, minha canção jamais parou de usufruir e vocês chegaram a me confundir;
Suas lágrimas de emoção me chamam a atenção, estando eu em belas nuvens de reconhecimento e, mesmo estando ao alento, saberia que chegaria o momento em que iríamos nos enamorar;
Passa o tempo, passa tudo, só não passa essa certeza que eu fui e voltarei a ser o que vocês me construíram na divindade da alegria do convívio fraternal e construtivo, no amor dos amantes reluzentes;
Hoje a noite não tem luar mas, diante da infinita beleza do céu infinito, dou um grito e lhes digo: Amo a vocês  pessoas especiais".

Iran Damasceno

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

"Ok, O Brasil Vai A Copa"


Olá, leitor!

Factoides, falsas informações, dissabores, maledicências, politica dos ordinários, corrupção. Assim é a CBF! Mas, vamos aos fatos positivos: O Mano Meneses é apenas mais um execrado pelo povo brasileiro que é, na sua origem, o mais PUNITIVO, PASSIONAL E MUTÁVEL EMOCIONALMENTE do mundo. Fato, porém, me sinto no dever de defendê-lo pela simples observação de que o mesmo pegou como "herança" a responsabilidade de ter que renovar quase que em sua totalidade, a seleção brasileira de futebol. Não houve legado positivo quanto a base formada por jogadores, sendo assim, acho que ele foi injustiçado, como sempre fazem no Brasil com os treinadores (não pelo aspecto financeiro, quanto a salários), principalmente por parte da imprensa e clubes de futebol.
Quanto a "dobradinha" Felipão e Parreira, acho que é, sem sombra de dúvida, ideal para a seleção, todavia ela aconteceu um pouco tardiamente. Mas, vamos torcer como sempre fazemos. 

Algo que me preocupa, também, é o fato de o Brasil ainda não ter tomado atitudes em relação a mudança na concepção da forma de jogar, vejo hoje que o futebol europeu está sim a nossa frente em termos de capacidade técnica e tática e não adianta ficarmos com aquela velha retórica em dizer que os clubes europeus só são bons porque tem em suas equipes jogadores brasileiros, lembremos também que os que lá estão são a "minoria da minoria" brasileira e que os europeus, principalmente, estão dando aula de futebol a nós que somos, "arcaicamente", considerados os reis do futebol. Levantemos a cabeça enquanto é tempo pois, essa outra retórica em relação a termos cinco títulos mundiais de seleções, pode cair se a Itália for campeã da próxima copa e a Alemanha pode encostar, ficando com quatro títulos.

A hora é essa de revermos os nossos conceitos.

Iran Damasceno.


domingo, 25 de novembro de 2012

"A Cara Negra Do Verdadeiro Brasileiro"

 

Olá, leitor!

Esperei esse tempo todo para me expressar sobre o Sr Joaquim Barbosa e as suas "façanhas" objetivando deixar passar a onda do "oba, oba", o que é muito comum num país onde tudo está em descrédito, que é composto de um povo que acredita em "papai noel" ou sendo levado para o lado "carnavalesco e futebolístico . Ante um país cheio de contradições e com "preguiça" de se desenvolver, haja vista que as elites vivem colocando na cabeça do povo que estamos crescendo e desenvolvendo (eu duvido disso, VEEMENTEMENTE), penso que poderíamos notar o Sr Joaquim Barbosa de maneira edificante e SÉRIA para que não joguemos fora, literalmente falando, mais um exemplo a ser seguido, assim como foi com o seu "chará" Joaquim  José da Silva Xavier,  o nosso Tiradentes. A hora é essa, de entrarmos nessa "onda" de moralização, sem a "carnavalização" (segundo linguagem Caetanesca) que tanto os brasileiros gostam de fazer. Acabar tudo em samba! Deixemos para "sambar" na hora exata, porém, fiquemos atentos as necessidades que urgem quanto a uma mudança, até mesmo radical se for o caso, mas que atentemos pra mudar JÁ.
Mas, uma pergunta não quer calar: Quem é esse homem que tanto tem causado furor na sociedade? Vejo que se trata de uma pessoa íntegra, corajosa e que entende a necessidade da mudança e, o que foi mais contundente pra mim, utiliza-se de ações concretas e não faz parte dessa elite NOJENTA que comanda e assola o Brasil desde os tempos monárquicos  Ele está comprometido com o social e principalmente com o HUMANO, o que não é feito no Brasil, basta observarmos a seca que mata os Nordestinos a décadas e entra e sai governo e ninguém resolve a questão. Notei que em sua posse ele foi íntegro e direto sem aquelas pompas dos fanfarrões que se utilizam das suas togas negras para ostentarem a posição de juízes  afim de massagearem seus egos inchados de vaidades e de mãos dadas com os "cachoeiras", "Deltas", "Josés Dirceus", o convertido a burguês Lula, dentre outros tantos detratores da nação e, consequentemente, de si mesmos.
O caso é simples e não vale a pena ficarmos sempre achando que as responsabilidades são dos governantes, não, estamos erradíssimos se assim pensamos, temos que tomar o exemplo do Joaquim "Tiradentes" Barbosa" e irmos a luta diante das nossas possibilidades. Notemos que cada um pode modificar o que de errado fazemos, como por exemplo controlarmos as sujeiras que fazemos nas ruas,  denunciarmos o que está errado, votarmos conscientes, responder negativamente ao consumismo exacerbado que tanto nos trava o progresso pessoal..., sendo assim, digamos SIM ao Joaquim pela sua coragem e efusiva atuação prática no controle de si mesmo e nas ações quanto ao bem comum. Por favor, cuidado para não banalizarmos a esse novo "mártir" brasileiro, até porque os ataques começarão a vir assim que os incômodos se transformarem em condenações e, o que é mais importante, deixemos que ele administre com tranquilidade o seu novo cargo no STF pra depois os assuntos de candidatura a presidência da república virem a tona porque, quando se trata de candidatura, lembremos que na condição de presidente ele não terá total independência das suas ações, temos pela frente os miseráveis Senado e câmara dos deputados a enfrentar. São centenas de detratores atuando em benefícios próprios, ok?


Mas que é bonito, lá isso é ver um menino pobre, negro e sem "sangue azul" chegar onde chegou de maneira altruísta e digna através do estudo e da coragem de se opor aos seus próprios caprichos (o que é comum aos envolvidos em politica) de enriquecer e ter poder, pura e simplesmente. Parabéns Joaquim, cabe agora, a todos os brasileiros de boa índole, te apoiar e, PRINCIPALMENTE COLABORAR, para que não naufraguemos mais uma vez diante das oportunidades que "os céus" estão nos enviando.

Deus te abençoe, "negão sangue bão".

Iran Damasceno.


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

"O Legislativo Brasileiro É Um "Hamas" Disfarçado"


Olá, leitor!

A prisão é para punir ou reeducar? Há um contrassenso nessa discussão! Mas, o que está havendo com a nossa sociedade? Estamos retrocedendo em relação a moral e a inteligência ou toda essa violência que estamos vivendo é efeito da vontade de ter sucesso, coisas materiais, "espaço" demasiado...? Não seria a mesma coisa?
Sempre estamos discutindo a cerca de situações que estão em descontrole e a violência talvez seja uma das que mais assolam, de maneira veemente e negativa, a nossa tão atrasada sociedade, sendo assim, diante de todo esse caos e atraso moral, intelectual, social, econômico e cultural, devemos nos MOBILIZAR de maneira inteligente e vertiginosa pelo fato de sabermos que as ações paliativas, aquelas que utilizamos desde os primórdios da república, e que não nos levaram a nada senão a pensar e "autorizar" as elites e o poder público a continuarem nos achatando, não nos trouxeram beneficio algum. Há solução, eu pergunto? Respondo que SIM! Fala-se tanto em aumentar a maioridade penal mas não se fala em uma escola de qualidade e investimentos sociais, fala-se em penas mais duras mas não se fala em leis pra todos, fala-se em construir presídios com maior capacidade de abrigar pessoas mas não se fala em estrutura para tal, entendendo que necessitamos de presídios com metodologias profissionalizantes e que gerem lucros. É contraditório vermos que a policia está "enxugando gelo" pois, após travarem uma verdadeira batalha pra se prender bandidos, vem a justiça e os solta para que os mesmos permaneçam cometendo seu hediondos crimes e, o que é pior, trazendo não somente a tristeza pela sua violência mas o caos financeiro. Observemos: O ex-goleiro Bruno está sendo julgado pela possível morte da Elisa Samudio nesse instante (19/11/2013, as 10h53) e criou-se um verdadeiro aparato policial, mexeram no trânsito, advogados, promotores, juízes,  profissionais da justiça em geral, gastos com papelada, tintas de impressora, refeição para todos os envolvidos, combustível para viaturas... e muito mais que não será citado aqui, porém, todo esse gasto porque uma pessoa não quer falar a verdade sobre um delito cometido. Mas eu pergunto, novamente? Quem irá ressarcir esses gastos aos cofres públicos? Suponhamos que para todo esse processo, enquanto durar, teremos gastado mais ou menos uns R$ 5 milhões de reais, já paramos pra pensar o quanto se poderia investir nas escolas públicas? Na saúde pública, na segurança pública, nas creches?... E, o que é de "matar de dó", esses detratores e assassinos sairão em breve por "bom comportamento", até porque bandido não se revolta na cadeia, quem o faz é gente inocente que não aceita ser incriminado injustamente, e continuarão a praticar os seus crimes na maior tranquilidade. Dizem que temos leis, entretanto, não estaria na hora de alterarmos as que não funcionam e assim criarmos um sistema que funcionasse de verdade, como algo parecido com o que foi feito na Itália e, consequentemente, levou pra cadeia vários mafiosos de carreira? Temos aqui bandidos de carreira dentro das próprias instituições publicas e nunca vão pra cadeia porque existem dispositivos na lei, criadas por eles mesmos, para deixá-los à vontade para praticarem seus crimes do "colarinho branco", que acabam criando outras formas de crimes tão violentos quanto.

O que dá uma certa preocupação é a demora para agirmos quando entramos na retórica dos beneficiados pela desordem, ao afirmarem que as mudanças não devem ser feitas de uma hora pra outra. Ao passo em que isso acorre vamos encontrando ainda mais dificuldades devido as novas gerações que estão chegando encontrarem a desordem e, consequentemente, vão sendo "contaminados" com o vírus da impunidade e assim dão aquele "impulso" necessário para a proliferação do mal instalado. Chega a ser matemático, o raciocínio. Os investimentos deveriam ser direcionados, através de projetos inteligentes e hábeis,  ao sistema prisional e de uma certa reforma tanto no judiciário quanto no legislativo, paralelamente a educação, a saúde, a infraestrutura e na qualificação profissional de jovens. Nos presídios já deveria existir, a décadas,  um sistema de produção por parte dos detentos para que essa mesma produção pudesse custear os seus gastos na cadeia, os prejuízos que ele causa a sociedade, a quem ele prejudicou e a sua própria família que, por vezes, é atingida socialmente e economicamente com as suas desastrosas atitudes nefastas.
Bem, tudo o que eu relatei aqui não é novidade pra ninguém, todavia fica então uma reclamação de um cidadão que está ao ponto de se revoltar com a tão acanhada maneira do brasileiro ver e viver a vida, quando estamos a beira de um colapso com possibilidades de nos tornarmos uma Israel, amparados de um "Hamas pacificado" e também nos equipararmos a China, diante das suas agruras culturais, por parte dos bandidos e da bandidagem que estão fora da cadeia e dentro das câmaras municipais, assembleias legislativas, senados, presidências .. e, o que pode ser fatal mesmo, achando que o mensalão não existe e as diversas formas de violência são coisas "controláveis". Me poupem, viu?

Iran Damasceno.