segunda-feira, 8 de setembro de 2014

"Até Breve, Amado Miltinho"



"Meu ídolo se foi. Me deixou meio órfão da sua presença, porém jamais do seu talento pois sua arte e trabalho ficarão eternamente. Vai Miltinho, vai encantar e cantar aí com a galera boa que te espera". Meu MUITO OBRIGADO. Iran.



Olá, leitor!

Nada de tristeza, apenas o vazio natural de quem "perde" a presença de quem se gosta. Assim estou devido ao falecimento de um dos meus maiores ídolos da música, em todos os tempos. Um pouquinho da história de quem será imortal na arte de cantar e de me emocionar há mais de quarenta anos, pois a partir dos 5 anos de idade, quando comecei a ouvir suas músicas, jamais parei.

Quando Miltinho começou, na década de 1940, fez parte do grupo "anjos do inferno", dentre outros, onde cantava e tocava pandeiro, porém foi na década de 1960 que ele arrebentou com a canção "mulher de trinta". Artista premiadíssimo e carismático, enveredou pelos caminhos do samba canção, samba, sambalanço, tornando-se referência nos estilos e ainda mais por cantar, como ninguém, de forma "quebrada". É um GÊNIO na arte de cantar. Participou do filme "O vendedor de linguiça", do Mazzaropi, onde cantou "poema do adeus". O mais interessante é que cantava samba de forma romântica e fazia os mais adeptos ao seu estilo se emocionarem sambando e ou dançando lentamente, diante de um "suingue" incomparável.

Não lhe dou adeus, lhe dou um até breve e rogo a vida que lhe conceda os louros da vitória, pois durante meio século encantou os nossos ouvidos e corações.

Iran Damasceno.

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