sábado, 17 de janeiro de 2015

"Um Gênio Chamado Albert Camus"



"Os gênios nem sempre são observados pelas suas genialidades, mas sim pelos olhos de uma multidão perdida". Iran.



Olá, leitor!


Aprendi com uma escritora paulista (não me recordo seu nome, infelizmente) que para escrever basta ser alfabetizado. Sim, colocar para o papel ou computador o que se pensa e de como vemos qualquer situação ao nosso redor. Mas, quanto ao ato de agradar, isso já fica por conta de quem lê. Hoje os meus escritos, especificamente sobre um gênio, será na primeira pessoa pelo fato de eu estar diante de um homem que me parece "familiar" devido a alguns aspectos semelhantes quanto a forma de pensar e, até mesmo, de agir. Falo do genial Albert Camus. Trata-se de um escritor, romancista, dramaturgo e filósofo francês nascido na Argélia, o qual ganhou, merecidamente, o Prêmio Nobel de Literatura em 1957 por uma grande e importante produção literária. Após concluir seu doutorado e passar por uma nova etapa de vida ele sentiu o peso da doença, que era uma tuberculose, mas veio a falecer em janeiro de 1960 de acidente de automóvel. Foi um gênio devido a alguns aspectos importantes banhados de simplicidade e assim fez disso uma forma de poder intelectual que poucos escritores tem, ao ponto de alcançar seu doutorado mesmo vivendo com dificuldades e de também ter trabalhado na oficina de seu tio. Algumas de suas obras, como "O Artista na prisão" (1952) e "O Mito de Sísifo" (1942), esse um dos mais traçantes e profundos escritos seus sobre "o absurdo", servem, até os tempos atuais, como inspiração para os Filósofos contemporâneos. Gênio eterno que conheceu, em 1942 o nada menos genial Sartre, devido ao seu livro "O Estrangeiro", que foi muito elogiado pelo que mais tarde viria a ser seu adversário, quando Camus escreveu, em 1952, "O homem revoltado" e, a partir de então, provocou um desentendimento entre ambos. Cinquenta anos após a sua morte o escritor e tradutor Jan Zabrana sugere que Camus possa ter sido assassinado por ordem do Ministro das Relações Exteriores da URSS, Dmitri Shepilove, devido a Albert Camus fazer oposição aberta a Moscou.
Por um instante eu me vi, no início da sua trajetória, parecido não com a sua genialidade, é claro, mas com a maneira de vida que Camus teve e, principalmente, a forma utilizada para guardar seus escritos, ou seja, em sua caderneta particular, assim como eu faço até hoje. Que pretensão, pois diante de sua genialidade eu jamais poderia me expor a esse ridículo, todavia a sua história de vida me inspira a terminar meu tímido e humilde livro, "O Homem da Escrivaninha".

Obrigado Albert Camus, pois você foi a prova viva de que os grande gênios vem da simplicidade, bastando pra isso termos determinação e avidez.

Iran Damasceno.

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