quinta-feira, 30 de abril de 2015

"Eu Não Morri"...




Eu não morri. Não me mataram covardemente como disseram, principalmente meus familiares e amigos queridos. A história vem de longe e hoje, em tempo certo, percebi o quanto nos enriquece a capacidade de entendermos as falhas, equívocos, erros... Para que o nosso crescimento espiritual seja beneficiado. Sei que algumas pessoas estranharão a forma pela qual estou me comunicando e de como me faço entender, pois sempre fui uma pessoa distante da espiritualização e assim podem até achar que o médium que está me servindo, esteja falsificando. Não, sou eu mesmo e digo aos parentes e amigos (?) que não senti dor alguma quando desencarnei, apenas me vi tonto e sem saber o que fazer, mas, diante da minha coragem e por saber que a vida segue, acabei encontrando pessoas amadas e amigas, como o vô (....) e assim me encaminharam para um local (hospital) muito legal, simples e bastante amável. Dormi não sei por quanto tempo e acordei muito bem para quem teve o corpo abatido com TRÊS disparos de arma de fogo, ou seja, tiros mesmo. Detalhe: Por que TRÊS tiros, se quem me tirou do corpo poderia ter feito com apenas um, pelo fato de estar extremamente nervoso e duvidoso quanto a fazer isso? Já lhes conto...
O que me fez entender melhor a vida fora do corpo foi quando eu era criança e a vó (.....) e minha mãe (......) me levavam a um centro de Umbanda para me darem um “passe”. Lembram como eu fiquei irritado com aquelas “charutadas” na cara e dos conselhos daqueles guias que sempre diziam que eu era inteligente, bondoso, mas (esse mas é que me ferrou. Rsrs..), precisava tomar juízo com as namoradas? Como assim? Eu apenas tinha uns 11 anos de idade. Pois é, além de ficar “p”. da vida com aquelas “mandingas” (Rsrs..), ainda me aborreciam com as chamadas que me davam. Serviram demais e, embora eu tenha sido uma pessoa que nunca gostei de estudar, ainda que meus pais tenham “ralado” para eu terminar, pelo menos o 2º grau, passei, até meus 25 anos de idade, a ler e escrever, tanto é que vocês acharam bastante coisas em meus cadernos de anotações e nos arquivos no computador, e graças a essas empreitadas eu adquiri e relembrei  que possuía conhecimentos trazidos de outras passagens em vidas anteriores. Entretanto, falando em outras passagens minhas em outras vidas, informo a vocês que numa das minhas investidas infelizes, na condição de mandatário (lembram como eu era mandão?), dei TRÊS tapas no rosto de um trabalhador, em praça pública, desmoralizando-o e tirando seu emprego (agora entendo o porque de eu não ter conseguido me orientar e aplicar esforços na vida profissional, pois era meu inconsciente me cobrando a reforma e eu não entendia), o que veio a prejudicar, também, aos seus familiares. É, foi esse o motivo pelos TRÊS tiros que levei, pois na mente inconsciente do meu agressor estavam as marcas da maldade que eu havia lhe aplicado. Nada de vingança, pois como eu disse, ele agiu inconscientemente. A causa da minha “morte”? Sim, foi porque disputávamos a mesma namorada (sua filha naquele momento em que lhe apliquei três bofetadas) e aí, ao retornarmos em outras condições sociais e familiares, certamente que ele não teve a paciência de esperar pela resolução e perceber que não daria em nada, apenas se tratava de um namoro comum. Foi feito, isso é fato e não quero que o façam sofrer porque nós, autores da nossa própria história, sempre colhemos os frutos das nossas plantações. Eu colhi os meus.

Sigo agora me recuperando e, tão logo esteja em condições, seguirei ajudando-o a readquirir seu equilíbrio para que não se comprometa ainda mais, porém não terei como impedir as sanções das leis humanas. Sua família está sofrendo muito e ele sabe disso, portanto tentarei ajudá-lo a se entregar e permitir que reflita. Mãe e pai, não se preocupem porque eu nunca fui viciado em drogas e apenas experimentei a maconha, uma única vez, e achei horrível, já a cocaína, aquela que muitos dos meus colegas adquiriram como vício, essa eu nunca quis nem experimentar porque achava perigosa e repugnante. Esse débito eu não trouxe. Ao meu amado pai (.......), eu sinto muito por não ter visto o Zico jogar, como ele sempre falava, mas sei o quanto ele foi craque e te fez feliz nas tardes de “maraca”, estádio esse por quem eu era alucinadamente apaixonado.
Bem, por aqui eu paro e me despeço momentaneamente porque tenho que dar espaço aos amigos aqui que também precisam se comunicar, sendo assim eu digo a todos que estou MARAVILHOSAMENTE BEM e feliz, apenas quero que vocês também fiquem, pois a minha ausência é apenas momentânea e corporal.

Beijos nos corações de todos que amo e saibam que as minhas palavras são apenas de alguém que, mesmo não tendo sido atento, sempre carregou o bem no coração.

Carlos...
                                                                                                                                                                            
Iran Damasceno

(inspiração em 27/04/2015)

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