"Criações e criaturas se entrelaçam na senda da evolução, Deus assim permite objetivando o nosso adiantamento para chegarmos a um mundo de felicidades eternas. Se amarmos de forma incondicional, visando o bem comum e com desprendimento das coisas materiais, em demasia, chegaremos mais rápido e sem dores. Façamos dos momentos e oportunidades, em vida, formas de nos aperfeiçoarmos no bem através da doação".
Queridos amigos e parentes, vocês, que me conhecem a tempos, obviamente sabem de quem estou falando: Vó Irene! Somente quem conviveu e conheceu na essência este ser de tamanha bondade e amor entenderá o que quero dizer, sei também que sou suspeito em falar, pois fui criado por ela e, as virtudes que tenho (são poucas, porém, marcantes para mim), foram estimuladas por ela na mais linda forma de amar a um neto, como assim me amou.
Relato aqui, algo que poucas pessoas sabem: Quando tia Dulce (querida mãe de minha amada madrinha), em conversa comigo, falou-me de uma passagem das duas em momentos difíceis, confesso que fiquei, naquele instante e até hoje, quando lembro, com "lágrima na garganta". Ela me disse: "Iran, sua avó é uma pessoa de extrema bondade, quando me separei do seu tio Jorge ela jamais me abandonou, certa vez quando éramos vizinhas (cunhadas) e passávamos por momentos de dificuldade, até mesmo de fome, ela me chamava do muro e, quando eu atendia, ela dividia seu prato de comida comigo. Como pode, se ela não tinha nem pra si e ainda assim dividir comigo"?
Queridos amigos, confesso que nesse instante a emoção tomou conta de mim, por completo, ao ponto de eu estar chorando enquanto digito este merecido texto em homenagem a um dos seres que mais amei e amo, o qual me ensinou a dividir sempre o que quer que eu tenha.
Fica ai não um elogio, mas um verdadeiro RECONHECIMENTO aquela que "fez de mim" um homem com amor no coração e reto na missão de propagar o amor incondicional. Podem me acusar do que quiserem, jamais de não amar.
Paz a todos!
Iran Damasceno.
Nenhum comentário:
Postar um comentário