Olá, leitor!
Manacés falou pra Juarez: Tu vai sair com essa calça? Juarez respondeu: Sim, porque? Manacés retrucou: É muito feia e está fora de moda. Juarez respondeu, novamente, encerrando o assunto: A "bunda" é minha, vou pra onde eu quero e com quem eu quero, to com dinheiro no bolso e, a calça, é um detalhe. Quem quiser olhar e não gostar, fo.....
Notamos como o assunto modernidade é extremamente discutível? Pois então, ainda mais em um país tido como "novo" se comparado com alguns milenares. Mas pra você, o que é modernidade?
Quando criticamos a sociedade quanto a vários aspectos da sua formação e concepção, em relação ao seu funcionamento, devemos lembrar que essa mesma sociedade é criada e transformada por nós mesmos, através dos nossos comportamentos e hábitos. Sendo um pouco mais veemente e visceral eu poderia dizer que o Brasil é a própria contradição em todos os sentidos, não há como crescer e desenvolver com achatamento social e má distribuição de renda, por exemplo, sendo assim, podemos encarar o futebol como um grande exemplo disso.
Notemos que as coisas estão invertidas neste segmento social de tamanha importância para seu povo, que é o futebol e, vale lembrar que, juntamente com a política, são os únicos segmentos da sociedade que não exigem a menor formação para se desempenhar funções e onde se ganha "horrores" de grana. Vejamos: Os profissionais que atuam nos "bastidores" e são comparados aos "atores coadjuvantes" como os médicos, fisioterapeutas, preparadores físicos, assessores de imprensa, profissionais de marketing... estão sempre se atualizando através do estudo, intercâmbio, pesquisas e etc mas tem que conviver com aqueles que deveriam ser os "atores principais" e na verdade são apenas os irresponsáveis maiores, que dão o tom da desordem. Já reparamos que esses profissionais "coadjuvantes" se programam, organizam seus trabalhos e buscam a perfeição para terem, quase sempre, seus respectivos atos aterrados pelos atores "principais"? Um preparador físico, por exemplo, treina seus "atletas" e os mesmos, que deveriam receber esses estímulos e responderem de maneira positiva, são justamente aqueles que jogam tudo fora quando saem para se divertir em hora errada e de forma errada, que não tem o compromisso social e muito menos se preocupam com aquele que é a razão da sua existência, que é o torcedor. Se esse mesmo torcedor deixar de ir ao estadio de futebol, não comprar mais os jogos pela TV, não consumir os produtos anunciados, o que será desse tão insignificante ser, que é o JOGADOR de futebol? Deveríamos pensar em uma forma de agir mais educativa sem precisarmos perder a nossa "malemolência", a nossa "carnavalidade", a nossa "pagodeação", a nossa "funkalidade" e colocarmos em prática as ações mais desenvolvidas, aos moldes do Europeu.
Moral da história: O ator "principal" sai de uma favela, por exemplo, passando fome, da um chute e faz um gol no Engenhão e, no dia seguinte, está rico. Mas aquele que deveria ser respeitado e congratulado pela sua emoção e participação ativa e que está sempre na plateia das emoções, é o que menos importa no processo passando de mero torcedor a insignificante ser que só gasta seu dinheiro para enriquecer os bolsos das emissoras de TV, anunciantes, e principalmente aos "políticos da bola", que são os jogadores de futebol.
Pensemos nisso e passemos a nos valorizar mais e a termos um pouco de amor próprio, para que não sejamos tão humilhados por esses atores de "terceira categoria".
"Ser bobo não é ser enganado, mas sim, gostar de ser enganado".
Iran Damasceno.

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