quinta-feira, 4 de junho de 2015

"Ser Religioso ou Cristão"? - O Homem da Lama.





"Por vezes, o não, é ato de caridade. Sufocar o bem é como anestesiar as pernas e, consequentemente, parar o andamento do crescimento espiritual". Iran.



Paulo tentava ser feliz, sofria com as suas investidas e não conseguia êxito. Ele não sabia lidar com os equívocos cometidos na vida e também não atentava ao simples fato de já ter entrado em nova era, superado certas inclinações para os erros e assim sofria não por tentar ser feliz e não conseguir, mas por entender que deveria sofrer para se punir, inconscientemente, tornando-se submisso. Permitia, diante de tais apontamentos, que as pessoas até mesmo tripudiassem sobre ele para que assim desse uma "satisfação' as suas tentativas inoperantes e inconscientes, como disse. Certa vez ele estava caminhando pelo lamaçal e caiu, ficando atolado, e aí vieram aquelas mesmas pessoas a quem ele permitia que abusassem da sua bondade, por acreditar que assim estaria sendo bom. Ledo engano, pois aquelas pessoas estavam, assim como ele esteve, amparadas em suas pretensas formas egoístas de ser, buscando sugar do outro o que eles poderiam dar até a morte. Passaram por cima dele e o atolaram ainda mais. Paulo ficou com a cara na lama por muitos dias e sem forças para se levantar, tendo que conviver com aquele cheiro fétido e quase inaceitável, porém e de tanto sentir aquele aroma desagradável resolveu levantar-se, lentamente, e se limpar para seguir. Ao passo em que caminhava lentamente ele ia se limpando e assim sentindo-se melhor, ao ponto de começar a se vestir de maneira mais limpa, prazerosa e, para sua surpresa, após parar, descansar e seguir novamente, reparou que havia pessoas em mesma situação pelo caminho, sendo assim e sempre que as via ele procurava estender a mão para ajudá-las. Quando seguia em busca do seu objetivo, que era achar uma cidade para morar e trabalhar, diante da sua nova era de realizações, olhou de longe e viu um aglomerado de gente e para sua surpresa, ao aproximar-se, observou que se tratava daqueles que o prejudicaram pela sua passividade e aí aproximou-se, quando chegou até eles, percebeu que estavam na mesma situação que ele esteve, quando foi pisoteado pelos próprios, mas sentiu uma vontade imensa em ajudá-los. E ajudou, entretanto ouviu dos meliantes do egoismo o pedido para que o levassem junto mas, pelo fato de Paulo, agora um novo homem, ter se lembrado que NECESSITAVA crescer espiritualmente, ofereceu ajuda para levantá-los e disse-lhes que os mesmos deveriam caminhar com as próprias pernas, como ele havia feito. Deu-lhes a ajuda necessária e seguiu.
Moral da história: Se Paulo permanecesse ajudando aquelas pessoas com a sua passividade, certamente que jamais sairia de tal procrastinação e cairia num buraco sem fundo, portanto o mesmo em que os seus detratores estavam. Mas, ele ajudou, somente não se envolveu nos problemas daqueles que o colocaram no "cabresto' para que não crescesse e assim permanecesse sem rumo. Hoje Paulo é feliz não por ter achado somente uma cidade, trabalho e casa pra morar, mas por saber que foi Cristão e não religioso como aqueles que o mantiveram na ignorância, observando que os homens da lama são aqueles que travam o progresso dos outros com seus egoísmos pragmáticos seculares.

Paulo não é mais o HOMEM DA LAMA por ter se libertado das suas próprias amarras, aquelas que nós criamos e permitimos que os outros a controlem.

Iran Damasceno.

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