"Criamos um "jesus" preconceituoso, capitalista, "resolvedor" de todos os problemas e agora o queremos de volta. Esse aí, criado ao nosso bel prazer, está, não para voltar, mas apenas para mostrar a sua cara, pois ele nunca nos deixou desde que o verdadeiro foi embora" Iran.
Se voltássemos aos tempos de Moisés e o entrevistássemos, saberíamos a verdade dos seus mandamentos. Se pudéssemos conversar pessoalmente com Sócrates, saberíamos que as suas investidas pelos campos da alma e da razão contribuíram bastante com o nosso desenvolvimento. Se tivéssemos como conviver pessoalmente com Jesus, observando os seus ensinamentos práticos, antes da criação do cristianismo político e financeiros e dos enxertos bíblicos, certamente que não teríamos guerreado e nem escravizado uns aos outros. Se as investigações científicas de Alan Kardec tivessem sido apreciadas por nós e encaradas pelos olhos da ciência e da Filosofia, poderíamos ter poupado muitos descaminhos em direção a essa ignorância a qual, ainda, estamos e vamos permanecer. O "deus antropomórfico" venceu.
Leis duras eram necessárias nas épocas pretéritas e mesmo assim não conseguimos frear os nossos desvarios, há mais de 4000 atrás, até os tempos atuais. O que fizemos com as leis moisaicas? Deturpamos de forma aviltante aos olhos de qualquer ser de inteligência mediana, mas, mesmo assim, entendemos que "olho por olho, dente por dente" é matar quem nos mata, corromper quem nos corrompe... e por aí vai. A inquisição e a Roma antiga estão atualizadíssimas. A Filosofia é encarada como algo intangível e serve, apenas, para os imbecis, para mostrar que o ser pensa. Mas, onde está o resultado dos investimentos em seus preceitos? Onde estão as escolas e religiões, em relação a Filosofia socrática? Em quase lugar algum, pois essa visão libertadora das amarras dogmáticas não pode entrar nos maracanãs da vida, nos barracões das escolas de samba, nos planaltos aviltantes da corrupção, nas religiões e muito menos nas escolas. Isso seria letal, pois faria o ser humano pensar. Onde está o Jesus modelo de amor e de inteligência? Foi morto e não deixaram nenhum vestígio, pois assim não corremos riscos de acharmos as verdades santificantes, libertadoras e, como consequência, continuamos dando espaço quase eterno para o "jesus" barganhador e que mima seus seguidores com promessas de milagres imbecis. Ah, falta o conhecimento sobre os 'mortos", né? Verdade, até porque e diante dessa mistificação ignorante, preferimos aceitar que ao morrermos vamos para o céu ou para o inferno eternos. É mais fácil vender uma mentira que "cola' do que a VERDADE que liberta.
Iran Damasceno.

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