Olá, Leitor!
A tendência natural de qualquer indivíduo e sociedade é a transformação moral e intelectual, objetivando sempre a melhora do mundo em que vivemos, portanto, se observarmos as questões mais importantes que regem nossa vida em comunhão podemos notar que avançamos em bastante coisas, porém estacionamos em outras como por exemplo, aceitarmos a estacionaria, reacionária, improdutiva e inconsequente MONARQUIA. Antes de debatermos sobre tal "instituição", vejamos do que se trata.
"Monarquia é um tipo de regime político que reconhece um monarca (rei de forma hereditária ou abdicada) como chefe do Estado. A ele, o ofício real é sobretudo o de reger e coordenar a administração da república (coisa pública, do latim) em vista do bem comum em harmonia social.
O rei/rainha não detém poderes ilimitados como muitas vezes é pensado. A maioria das monarquias existentes no mundo atual está muito afastada da imagem de absolutismo. Basta ver os exemplos das muitas monarquias constitucionais atuais, como as do Reino Unido, Austrália, Suécia, Noruega, Dinamarca, Canadá, Japão, Espanha, Bélgica, Liechtenstein,Luxemburgo, Mónaco, Holanda etc.
A Chefia do Estado hereditária é a característica mais comum das monarquias, apesar de haver monarquias electivas, tais como a do Vaticano, Andorra, Camboja, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Malásia, Suazilândia, não são consideradas repúblicas.
Das quarenta e quatro monarquias existentes no mundo, vinte são reinos da Commonwealth e dezasseis destes reconhecem Isabel II do Reino Unido como sua chefe de Estado, tendo as restantes quatro, monarcas próprios; trinta e três são monarquias subnacionais. A maioria são monarquias constitucionais, existindo atualmente apenas, e oficialmente, cinco monarquias absolutas no mundo (Arábia Saudita, Brunei, Omã, Suazilândia, Vaticano), ainda que o Qatar, sendo oficialmente uma monarquia constitucional, possua propriedades de absoluta".
Assistindo ao programa "Milênio", da Globonews, onde o cientista político Graham Smith, ao ser entrevistado pelo excelente Jornalista Silio Boccanera se pronunciou extremamente contrário ao sistema de governo citado, onde vê, de forma ardorosa, uma NECESSIDADE de mudança nesse tipo de "cultura" arcáica e retrógrada.
Vejamos a síntese da entrevista:
"O sucesso do oscarizado “O Discurso do Rei” entre críticos e público levanta uma discussão a respeito do culto à monarquia britânica, uma instituição ainda presente com muita força no imaginário do público em todo o planeta, mas que também enfurece um grupo cada vez maior de intelectuais europeus que vêem a monarquia como retrógrada, ultrapassada, cara, perdulária, elitista, fútil e antidemocrática (já que seu poder é hereditário).
O culto à monarquia britânica como celebridade estará em evidência novamente, neste fim do mês de abril de 2011, com o casamento do Príncipe William com a plebeia Kate Middleton.
Uma cerimonia que promete alcançar altos índices de audiência na TV pelo mundo, em clima de conto de fadas. Em 2012, outro feito para as TV’s: a Rainha Elizabeth II completará 60 anos no trono".
Eu, enquanto ser humano e cidadão, procuro respeitar a tudo e a todos, entretanto, em meio a tanta miséria e problemas de ordem moral espalhados pelo mundo, vejo tudo isso como uma verdadeira IMBECILIDADE.
O glamour criado encima desses "vagabundos" (no sentido de não trabalharem pra ninguém e viverem da riqueza herdada e do dinheiro do povo) interage com o imaginário das pessoas que, em não se contentando com o que tem e sempre sonhando com os contos de fada, reconhecem na "realeza" (seres comuns, pois fazem cocô e sentem dores como nós) verdadeiros "herois" e acabam aceitando e corroborando com essa PALHAÇADA chamada MONARQUIA.
Já dizia meu amigo de peladas: "Quando morre bobão, fica tudo aí". Concordo e digo que os "reizinhos" e "rainhaszinhas" perdem seus preciosos tempos ao viverem uma vida de promiscuidade e desperdício, quando poderiam estar colaborando para o bom andamento das sociedades.
Me despeço deixando a seguinte questão, para pensarmos e debatermos: O que é ser rei? É utilizar sua fortuna herdada para ostentar uma vida de luxúria e ociosidade ou criar uma forma de governo onde seu povo participe e tenha uma vida digna, como consequência?
Abraços aos verdadeiros Reis que conheci:
Iran Damasceno.
Um comentário:
Damasceno, parabéns pelo blog.
Não sei o que acontece, mas não consigo ver as imagens, será que o problema é aqui?
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