quarta-feira, 28 de setembro de 2011

" Esporte Na Empresa Gera Benefícios "




Amigo leitor:

As vezes eu me pego pensando se sou médium (rsrs), se tenho visão aguçada ou se realmente se trata de experiência e empreendedorismo de minha parte, em perceber que certos caminhos para o crescimento de uma empresa, seja ela pequena, média ou grande pode e deve estar na união dos seus funcionários através de um agente poderosíssimo, que é o Esporte. Sem qualquer pretensão de minha parte em querer ser o tal, eu entendo se tratar mesmo de uma "veia" empreendedora, pela experiência profissional e por questões particulares como cursos na área de gestão de pessoas, empreendedorismo na empresa e a importância dos eventos na empresa. Vejamos o texto abaixo e comentamos a seguir:


Esporte na empresa viabiliza desenvolvimento pessoal e profissional




Além de proporcionar bem-estar físico, programas de qualidade de vida que envolvem a prática de esportes deixam o ‘profissional – esportista’ mais preparado para lidar com diversas situações, no trabalho e fora dele.
Segundo dados do SESI, o número de empresas que inscreveram seus profissionais para participar dos Jogos Industriários promovidos pela entidade aumentou de 974, em 1999, para 2140 em 2008. A estatística demonstra um crescente interesse das companhias por iniciativas que estimulem a prática esportiva entre seus funcionários. “Os programas desenvolvidos pelas empresas demandam uma visão abrangente, que considerem tanto o trabalhador quanto o ambiente no qual ele está inserido, além das relações de todos os atores sociais envolvidos no mundo do trabalho”, afirma Daniele Kallas, educadora física e integrante do Conselho Científico da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV).

De acordo com a professsora Daniele, que também atua no desenvolvimento de programas de qualidade de vida que envolvem esportes, é preciso planejar adequadamente as ações organizadas no âmbito corporativo. “Muitas empresas ainda resistem em estimular a prática esportiva pois esta geralmente acontece sem orientação profissional adequada, desencadeando situações que prejudicam a própria organização, como trabalhadores que se machucam durante a atividade e ficam afastados do trabalho, eventuais brigas em competições, entre outras”.
As ações organizadas pelas empresas são ainda oportunidades para integrar os funcionários, viabilizar a participação de pessoas pouco habituadas à prática esportiva e agregar novos conhecimentos e valores para a equipe. Daniele exemplifica. “Desenvolvemos um Festival Esportivo com este conceito. Foram sete modalidades, com algumas regras adaptadas, arbitragem educativa – não punitiva -, avaliação médica de todos os inscritos, modalidades como tênis de mesa e arco e flecha, que permitiam que pessoas que nunca haviam praticado esportes participassem do evento, presença de atletas renomados que puderam compartilhar suas experiências e professores de Educação Física fazendo aquecimento em conjunto com as equipes. Percebemos um resultado muito bom, uma aderência alta, nenhuma lesão no dia do festival e muitas histórias para contar”.
Para Eduardo Carreiro, gerente da Divisão de Esportes e Lazer do SESI São Paulo, o esporte é um importante meio de desenvolver habilidades que o ‘profissional – esportista’ pode praticar na empresa e na vida pessoal, como o trabalho em equipe; o resgate de valores humanos; o exercício da cidadania; a vivência da ética humanizadora; a capacidade de tomada de decisão; o respeito às diferenças, aos próprios limites e ao outro; a construção da identidade de grupo e do senso de pertencimento; e a serenidade perante a vitória e a derrota, no campo de jogo e ao longo da vida.
“A prática esportiva é capaz de ampliar as possibilidades de desenvolvimento permanente tanto do trabalhador quanto da empresa, pois educa para estilos de vida mais ativos e saudáveis, oferece momentos de interação social e agrega valores”, detalha Eduardo. “O ambiente de trabalho é extremamente rico em oportunidades de desenvolvimento pessoal”, finaliza a professora Daniele Kallas.
Maratona

Entre um compromisso e outro como gerente administrativo da Brasilprev, o administrador de empresas André Luis de Souza Santos ainda encontra tempo para treinos pela manhã no bosque do Museu do Ipiranga e treinos base na academia localizada nas dependências da própria empresa, além de praticar o seu esporte preferido, a corrida. Ao todo, são cerca de 50 a 60 quilômetros percorridos por semana, entre treinos preparatórios e corridas diversas aos finais de semana. De acordo com André, é perfeitamente possível conciliar trabalho e prática esportiva quando esta não é tratada apenas como exercício físico.
“Esta conciliação ocorre tranquilamente pelo prazer de correr, o que me motiva a treinar regularmente”, explica o executivo. A paixão pela corrida já rendeu a André a participação em onze maratonas nacionais e internacionais, como Berlim, Madri, São Paulo, Curitiba e Foz do Iguaçu, além do convite para liderar o Programa Brasilprev de Qualidade de Vida da Brasilprev, o “Vida Ativa”, função que assumiu em 2006.
O Programa inclui atividades como Acompanhamento Nutricional; Café da Manhã Saudável; Espaço de Atividade Física (academia), que funciona no intervalo do almoço, antes e depois do expediente; Espaço Saúde; Ginástica Laboral; Grupo Coral; Grupo Teatro; Quik Massage; Sessão Cinema e uma equipe de corrida formada por cerca de 30 participantes. “Além de pessoas que já tinham o hábito de correr, a equipe possui integrantes que aprenderam a gostar da atividade e aderiram à prática, participando inclusive de provas e corridas junto com o grupo”, detalha André. Mensalmente, a equipe participa de pelo menos uma competição.
A empresa também estimula os colaboradores a perceberem a importância da aquisição de hábitos saudáveis. Em 2008, por exemplo, foi realizada uma ação chamada de Circuito Saúde, na qual 100% dos colaboradores passaram por avaliação com o médico do trabalho para realizar exame médico periódico; com a nutricionista para uma avaliação e orientação individualizada; com o educador físico para avaliar queixas osteomusculares, realização de prática de atividade física, testes de flexibilidade e força muscular; e vacinação contra sarampo, rubéola, difteria e tétano.
Para André, que começou a correr ainda na adolescência, no clube frequentado pela família, o profissional que deseja conciliar esporte e trabalho no dia-a-dia precisa ser determinado em sua escolha. “Sempre que tomar uma decisão, opte pelas saudáveis. O sedentarismo deve ser abolido com um planejamento particular, só seu”, orienta. E sugere. “Comece a fazer alguma atividade que você realmente goste. Se não gostar de nenhuma, pelo menos ande e, aos poucos, aumente o tempo da caminhada. O importante é sair desta fase de planejamento contemplativo e começar”, conclui.
Bem, diante de tais visões corretíssimas eu vejo que isso sempre foi o caminho não só em relação a  participação dos funcionários bem como dos donos e pessoas hierarquicamente acima, sendo assim, informo também, que se faz importante não só a participação em eventos externos, porém, criar atividades internas e com a participação dos familiares. Como disse anteriormente, não há problema algum em ser pequena, média ou grande empresa, o importante é a união de todos em momentos prazerosos e que também trarão benefícios físicos e mentais, sem falar no social, que é importantíssimo.
Me recordo que a mais ou menos uns 12 anos atrás eu entendi que deveria criar algo de diferente em minhas aulas de ginástica em uma academia, onde seu proprietário possuia uma visão retrógrada, objetivando estimular as alunas a saírem de suas casas tanto no calor quanto no frio, por isso eu tive a ideia de colocar atividades recreativas com bolas de borracha e brincadeiras de competições, exigindo da condição física de todas, para ver se dava certo. Moral da historia: Aceitaram totalmente e queriam realizar toda semana o que eu havia previsto uma vez por mês e, mesmo diante da aceitação do público, o proprietário entendeu que não cabia isso em academia. Moral da historia, parte II: Anos após isso as academias da zona sul lançaram as mesmas atividades para pessoas que não queriam a ginástica tradicional. Entenderam?
É uma pena que certas empresas tenham proprietários sem visão, do contrário, poderiam perceber o quanto isso pode lhes trazer benefícios.
Abraços a todos os empreendedores.
Iran Damasceno.

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