
Meu corpo é lindo e precisa ser visto, minhas habilidades bastam e o outro é inferior a mim, o outro é bonito ou feio mas eu sou lindo (a), sou mais eu que qualquer um, faço tudo (inconscientemente) para ser notado e valorizo somente os iguais... Em qual desses aspectos eu me enquadro? Vamos debater?
Olá, leitor!
Para tratarmos de um assunto tão pouco comentado e muito menos debatido, o tema é extremamente discutível e certamente chamará à atenção dos mais atentos e inteligentes. Você é um? O Narcisismo é algo "comum" em todo ser humano, entretanto devemos lembrar que assim como qualquer coisa ou aspecto da vida, sempre observamos e nos movimentamos de maneira POSITIVA ou NEGATIVA. Para entendermos melhor eu reproduzo parte do texto do blog "Confissões ácidas", escrito por "Dama de cinza", onde a mesma trata do "NARCISISMO NEGATIVO" que, segundo a autora, trata-se de uma visão sua, porém entendo que cabe em meu texto para criarmos um debate saudável, ainda que somente em nossa mente particular. Vejamos:
Todos nós em maior ou menor grau temos nosso grau de narcisismo. Caso contrário as redes sociais não teriam dado tão certo. Todos nós gostamos de ser desejados, aprovados e em muitos casos o que se busca é a a idolatria. Mas hoje quero abordar o outro lado, quando o narcismo deixa de ser uma característica inerente ao ser humano, para se tornar algo doentio. Quando a pessoa perde a noção que a vida do outro tem tanta importância quanto a dela e daí quer se tornar o centro das atenções o tempo todo.
Quem não conhece aquela criatura que só seus problemas são terríveis, que só suas alegrias merecem ser contadas inúmeras vezes, que só sua vida realmente tem graça? Isso é o que a gente acha quando nos deparamos com esse tipo, mas depois da opinião de um filósofo a respeito, vi que é exatamente o contrário, a pessoa se acha pouco demais e tenta suprir isso se colocando como centro. Isso se parece muito com o complexo de superioridade, em que o indivíduo afirma o tempo todo o quanto é bom, diminui quem está ao redor, para ele mesmo acreditar que é competente, habilidoso, talentoso.
No caso do narcisismo patológico (o "patológico" é por minha conta... rs) a pessoa tem uma autoestima tão baixa, que se volta totalmente para si num movimento de salvar a sua individualidade. Ou seja, se sente tão por baixo, que vira todos os "holofotes" em sua direção, para que as pessoas a aprovem e assim possa se sentir menos por baixo. Mas na verdade, creio que um movimento não alimenta o outro e a coisa simplesmente não tem fim. A pessoa fica autocentrada para ter a aprovação das pessoas e quando os outros percebem isso, se afastam e a criatura continua pedindo aprovação. Num ciclo vicioso sem fim.
Não existe certo nem errado (?), a questão é o indivíduo se sentir bem, porém devemos entender que ao se relacionar na sociedade e com as outras pessoas, por exemplo, se isso não estiver entendido, os problemas começam e podem nos levar a uma grande incapacidade de relacionamento, nos tornando até pessoas indesejadas ou "queridas" falsamente.
Então gente amada, pensemos que as coisas (?) precisam sempre ser bem resolvidas dentro de nós para que possamos viver no mundo real, pois do contrário estaremos constantemente no mundo da fantasia e, diante dessa impossibilidade, acabamos dentro de um sofrimento, até porque príncipe e princesa também fazem "cocô fedido", sentem dor, sofrem... mas, os que estão eternamente felizes, somente são encontrados nas historinhas das revistas e nos contos infantis. Tentemos trazer, ao máximo, as coisas (?) para o consciente porque no inconsciente quase nunca saberemos resolver algo de errado. Tomemos, também, cuidado com o que a sociedade coloca para uma vida de relação porque a mesma ostenta os estereótipos e quase nunca estamos enquadrados neles, vale lembrar que mesmo os que fazem parte dessa falsa ilusão (?), sofrem e somente mostram o lado ilusório como várias pessoas famosas (atores e atrizes, músicos, políticos...) que sempre estão de "bem com a vida" mas, quantos desses se suicidam sem nós esperarmos? Alguns cuidados que devemos tomar:
1) Criarmos nossos filhos, independentemente de termos boa situação financeira ou não, por exemplo, dentro dos conceitos de valores verdadeiros e eternos;
2) Nos aceitarmos como somos (negros, brancos, loiros, altos, baixos, ricos, pobres, magros, gordos...) e buscarmos melhorar o que achamos que possa estar fora do nosso agrado, de maneira equilibrada;
3) Entender a diferença entre ser visto de maneira saudável e ostentação;
4) Não sermos dependentes do que está de fora (coisas materiais, pessoas, beleza alheia, dinheiro alheio..) e entendermos que somos como somos...
5) Cuidado com os conceitos e valores, por vezes distorcidos, das academias de ginástica, salões de beleza, spas, concessionárias de automóveis, televisão, corretoras de imóveis....
Lembremos: Somos o que somos e devemos buscar sempre melhorar de maneira equilibrada, verdadeira e alegre mas, se dependermos do que é irreal ou do outro para sermos felizes, aí já está a INFELICIDADE.
Iran Damasceno.
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