Já nos imaginamos trabalhando no setor de estatística do IBGE, por exemplo, onde tenhamos a necessidade de dados concretos, objetivando saber a densidade demográfica populacional de um determinado município? Pois então, o que precisaríamos para tal? Não entendeu? Eu digo: NÚMEROS. Será que teríamos condições de chegarmos tão próximos da coleta de dados se enveredássemos pelos caminhos da emoção e do "achismo"? Logicamente que não. Deixemos isso para os torcedores emotivos e passionais quanto aos seus sentimentos em relação ao futebol e até mesmo sobre fatos incontestáveis. Feita a introdução ao tema que quero debater, informo que me refiro aos casos dos jogadores Walter (ex-Goias) e Adriano (ex ou atual algum coisa ???).
Tenho visto e ouvido nas mídias em geral, pessoas se afirmando insatisfeitas pelo fato do Walter ser contratado pelo seu clube (?) por causa do seu peso, porém, eu pergunto: Ele é considerado pesado para ser um jogador de futebol, o que eu concordo por ter um diminuto conhecimento sobre o assunto, todavia tenho notado, também, que o mesmo foi um dos artilheiros do campeonato e do seu time, possui uma boa técnica, é bom chutador, cobra faltas, ajudou a desclassificar vários clubes na copa do Brasil e por aí vai... Sendo assim, será que não estão exacerbando as criticas ou até mesmo sendo preconceituosos com o jogador? Vale pensar, não?
O que me causa estranheza, ou melhor, uma certa indignação é o fato do Adriano já ter dado, por mais de cinco vezes (sacaneou cinco clubes e, consequentemente, cinco torcidas), provas concretas de irresponsabilidade em relação a sua "profissão" e de não querer mais jogar futebol mas, ainda assim, esses mesmos torcedores que não aceitam um jogador acima do peso mas que resolve as coisas e se dedica, ser rechaçado. Esse o pensamento daquele que poderia "salvar" o futebol brasileiro dessa derrocada técnica e administrativa, que é o torcedor. A Psicanálise poderia ajudar a esse público, viu?E por falar em futebol, como andam nossos treinadores? Eles são vitimas, algozes ou os dois, em relação ao DECLINIO do futebol brasileiro, nos aspectos administrativos e técnicos? Os clubes nós já sabemos que são usados para fins próprios por parte dos seus administradores e também para alavancarem situações politicas, já as instituições que gerem o futebol, como federações e o órgão máximo, que é a CBF, esses estão de mal a pior. Refiro-me a questões administrativas, até porque financeiramente elas estão muito bem e até melhor do que deveriam e mereceriam, quanto aos seus "donos". Fala-se muito em reciclagem desses profissionais, porém devemos observar que eles são vítimas deles próprios e da desorganização do nosso combalido futebol pelo simples fato de, tecnicamente falando, termos permitido que o CAPITALISMO atingisse ao futebol de maneira tão sofrível. Atentemos: É obvio que no Brasil nada foge ao consumismo e consequentemente ao achatamento da classe menor, todavia o que deveríamos entender é que a arte não poderia e nem deveria ser atingida dessa forma porque ela é algo livre, solto, sem barreiras... mas, diante dessa maneira enfadonha que vivemos, em relação as castrações gerais e financeiras, certamente que isso estava previsto de acontecer. Vejamos o que o Renato Gaúcho fez no Grêmio, agora no campeonato brasileiro de 2013, quando barrou os jogadores mais talentosos para jogar com verdadeiros "pit bulls", objetivando apenas a classificação para a Libertadores. Conseguiu. É triste mas a realidade que se descortina pela frente é exatamente essa e assim o show fica em terceiro plano devido ao segundo plano estar reservado à outros aspectos, como: Vida profana dos jogadores fora de campo, penteados exóticos, ostentações financeiras... Assim caminhamos para a copa do mundo, mostrando ao mundo a nossa incapacidade em organizarmos as coisas, principalmente a nossa vida, um país que valoriza o MMA como esporte e cultura, que adora jogadores canalhas, que aceita e pede a volta de dirigentes corruptos e que sequer se rebela pelos gastos com eventos que somente trarão benefícios aos que estão envolvidos no contexto. Ah, pra fechar, engana-se quem acha que a copa do mundo nos deixará um legado positivo, pelo contrário, nos deixará uma prerrogativa confirmando que o governo pode sim ROUBAR à vontade que nosso povo aceita, desde que haja carnaval, futebol (sem qualidade), pagode, bailes funks pela cidade e muita, muita sacanagem.
Iran Damasceno.



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