sábado, 6 de julho de 2013

"Projeto Livro De Bolso"



Olá, leitor!

Apresento-lhes uma das estórias que escrevo para o meu projeto "livro de bolso", que está aguardando um apoio para ser lançado em casas espíritas, em breve. Trata-se de estórias, como disse, que objetivam entreter ao leitor, bem como divulgar os conceitos espirituais e que serão vendidos a preços módicos e o que for arrecadado, revertidos à casa que o vender para ajudar aos trabalhos.
Então, aí vai uma breve "estória" do primeiro livreto.

Boa leitura!

Iran Damasceno.


“PERDÃO, CAMINHO PARA SALVAÇÃO”

O ano era 1997, uma sexta feira à noite, no centro espírita Amor e Luz, Kleber e Amanda, recentemente casados, foram conhecer e participar da reunião do estudo sistematizado da doutrina espírita a convite de uma amiga, ao chegarem lá, notaram que já conheciam algumas pessoas e se sentiram bastante a vontade. Kleber estava dando seus primeiros passos a caminho da luz redentora do espiritismo, já Amanda, não deu prosseguimento por não ter se interessado muito, apesar de gostar e procurar ler livros sobre assuntos espirituais.
O tempo passou, Kleber e Amanda se separaram, continuaram a serem amigos, porém sem ter mais contato freqüente, a partir daí ele seguiu estudando e se aperfeiçoando nos ensinamentos divinos, o que o ajudou a dar passos largos quanto a sua reforma íntima. Adquirindo mais conhecimentos passou a participar de várias reuniões e de estudos diversos como cursos em outras casas espíritas, até se tornar um expositor e palestrante. Falava com facilidade e possuía um conhecimento que vinha de outras passagens e também de suas estadias no plano espiritual, durante os períodos na erraticidade. Começou a notar que realmente os conhecimentos fluíam com naturalidade, inclusive a mediunidade. Certa vez, quando num domingo chuvoso, dia que Kleber não gostava de sair de casa para poder dormir e assistir a TV começou a sentir umas sensações estranhas e uma vontade irresistível de sair de casa, só não sabia para onde e nem com quem conversar, foi ai que resolveu sair e, ao chegar ao ponto de ônibus, pensou, pensou e resolveu ir ao bairro que havia nascido e se criado, a casa de um amigo de infância, todavia, como procurar alguém com um tempo daquele? Ao chegar à casa do amigo, recebido com estranheza, pelo fato de não ser esperado, começou a conversar e, para sua surpresa e tristeza, o amigo lhe informou que um amigo em comum havia desencarnado de forma trágica: Foi assassinado. Kleber não pensou duas vezes, pegou um táxi e partiu para a casa da família do amigo desencarnado para saber o que realmente havia acontecido, ao chegar lá consolou seus amigos e familiares do amigo desencarnado na tentativa de amenizar-lhes a dor. Soube dos fatos e, despedindo-se dos que sempre considerou, prometeu que levaria o nome do amigo a casa espírita que frequentava e faria uma oração por ele, devido ao sentimento de amizade que nutria pelo desencarnado.
Apenas para lembrar, era um domingo e a reunião de desobsessão era na próxima quarta, o que causou espanto foi o fato de certo mal estar não passar, parecia uma angustia que Kleber não sabia dizer o que era e nem o motivo, que perdurou até o dia da reunião. Ao chegar ao centro, cumprimentou aos amigos e pediu que fizessem uma prece para seu amigo desencarnado na hora do contato mediúnico. Foi feito e, para espanto seu, durante a oração um espírito se manifestou e perguntou o que estava acontecendo com ele, porque estava em certo local sendo cobrado se seu algoz não estava ali para ser cobrado também, Kleber manteve-se em oração e ainda não achava se tratar do amigo desencarnado, porém ao final da conversa entre o amigo e um irmão que o estava orientando veio a certeza diante de tal comentário: “gostaria de perguntar se posso voltar aqui”? O irmão que o estava orientando disse que se fosse da vontade de Deus ele poderia voltar sempre que quisesse e, quem sabe, para trabalhar na casa. Veio então a surpresa: “gostaria de agradecer ao amigo “pezão” (como ele chamava o amigo encarnado) e deixar um abraço”. Kleber ficou emocionado e começou a chorar calmamente, permanecendo em oração. Terminada a reunião o irmão que havia orientado seu amigo desencarnado, perguntou-lhe: “E ai Kleber, será que era seu amigo”? Sem “pestanejar” Kleber respondeu que não tinha dúvida alguma, até porque nunca havia comentado sobre seu amigo ali na casa e muito menos ele teria, sequer, passado perto dali, e ainda falou seu apelido dado pelo amigo desencarnado.
Kleber, ao ir embora, notou que o peso que sentia havia passado de forma total, não sentia mais nada e, a sensação que tinha, era de alivio e bem estar.
Passado isso sua Fé e suas certezas aumentaram ainda mais, até que um dia foi intuído por um irmão espiritual para que escrevesse sempre que possível. Ele, a principio, não entendeu muito bem e achou que se tratava somente de animismo, mas, começou a exercitar sua escrita em qualquer lugar sempre que sentia vontade sem se preocupar com organização, o que não era adequado por se tratar de um trabalho mediúnico ou até mesmo missão para a descoberta de um novo trabalho que se descortinava em sua vida. Cuidado é sempre bem vindo.
O tempo passou e as coisas foram acontecendo naturalmente até que Kleber conheceu Arthur, jovem estudante do espiritismo, em uma casa espírita onde estava frequentando a pouco e os dois fizeram uma amizade somente dentro do centro, pois moravam longe um do outro. Kleber, interessado em seus relatos,  marcou um encontro para somente conversarem sobre tais fatos.
Arthur então lhe contou que, certa vez em uma festa, ele estava bastante animado, tomando suas cervejinhas, dançando, contando piadas e brincando com pessoas quando uma das convidadas da festa sentiu-se mal e caiu no chão desacordada, todos a acudiram e, ao retomar a consciência, começou a falar com voz diferente e um estranho olhar tomou a direção de Arthur desferindo palavras de baixo calão e até mesmo de situações que ele havia vivido. Em principio Arthur ficou nervoso com a situação, pois era um momento de descontração e ele não tinha experiência em lidar com aquele fato que, por vezes, só vivenciara na teoria dos estudos dentro da casa espírita e através das leituras de livros edificantes. A menina continuou desferindo ofensas e não tirava o olhar de Arthur, o que lhe dava ainda mais a certeza de ser com ele aquela conversa desagradável, contudo, pediu que as pessoas se afastassem e levou-a para dentro da casa, com a ajuda dos donos do recinto, onde começaram um diálogo mais próximo e direto. Notava-se tratar de um espírito desencarnado, porém, para isso havia a necessidade de certificar-se do fato para que não corresse o risco de passar ainda mais vergonha, foi quando perguntou ao espírito (?) quem ele era, da seguinte forma: “Meu irmão, você me conhece”? As gargalhadas e detendo um ódio profundo, o espírito respondeu-lhe o seguinte: “irmão, você tem coragem de me chamar assim? Fez o que fez comigo e tem a petulância de se aproximar de forma ordinária? Ainda que tenhamos tido uma aproximação sanguínea eu não te dou o direito de me afrontar dessa forma, és um covarde ambicioso e eu vou te destruir, você vai ver.” Arthur não entendia do que se tratava, só imaginava que poderia ser algum obsessor comum, transeunte de locais como festas, ruas... Mas, porque ele falou de aproximação sanguínea, questionou a si próprio, para sua surpresa o espírito lhe relatou coisas de sua infância que até ele havia esquecido, como um tombo de um muro ao tentar pegar pipa na rua onde morava, a partir daí percebeu se tratar de alguém que queria vingança, entretanto como não possuía experiência e condições psicológicas devido a sua pouca idade e o local também não era o mais adequado, desculpou-se com seus amigos donos da casa e foi embora. Assim que saiu o espírito não demorou e foi-se também.
Na semana seguinte Arthur foi ao centro conversar com o Sr José, pessoa bondosa e que o ouvia e orientava sempre que necessitava de algo, relatou tudo que havia ocorrido e seu desconforto emocional após o fato, o que era até natural devido ao desequilíbrio psicológico causado pelas circunstâncias, foi ai que o Sr José lhe convidou a participar da reunião de desobsessão, reunião essa que Arthur ainda não participava devido aos seus conhecimentos serem acanhados para entender tal trabalho. Ele foi, estava emocionalmente desorientado, certamente pela obsessão que estava sofrendo, mas ao chegar a casa no dia da reunião algo emocionante lhe aconteceu, ao entrar, chegara mais cedo para orar, começou a chorar copiosamente e foi tomado por uma emoção muito grande ao ponto de ter em sua mente um nome bastante vezes falado, o que, de certa forma, o acalmou e deixou-o feliz, mas ele não sabia do que se tratava. O nome era Levir. Ele, a principio, não conhecia nenhum Levir e nem sabe de alguém que se chame assim. Passou mais algum tempinho e as pessoas foram chegando para a reunião, Sr José o chamou para sentar-se a mesa e os trabalhos começaram com a prece de abertura, feita após a leitura de uma página de um livro de estudos, já deixou uma leve impressão do que vinha a ocorrer, na parte principal dos trabalhos. o Espírito que o interpelou na festa se manifestou e disse que não adiantava Arthur cercar-se de ninguém porque ele não o deixaria em paz. Era vingança mesmo!
Para que os fatos fossem elucidados o Espírito comunicante foi devidamente orientado, embora não quisesse saber de nada que fosse correto e de bondade, Sr José perguntou de quem se tratava para que pudessem entender o que ele queria, foi quando a resposta veio desafiadora e deseducada, porém, Sr José, mesmo sendo uma pessoa educada e do bem, não permitiu que o comunicante crescesse em atitudes e colocou-o em seu lugar para que soubesse do que se tratava, foi quando ele calou-se e passou a ouvir o velho e sábio Sr bondoso, porém firme e astuto. Começou assim, sua oratória: “Vou tratar-lo como quer, não aceitas que lhe chame de irmão porque tens uma revolta trazida de longa data, assim percebo, caso queira relatá-la posso ouvi-lo desde que se comporte como um Espírito desencarnado que está precisando de algum tipo de ajuda compreendeu? O Espírito comunicante, sempre agressivo, tentou atacar Arthur com palavras ofensivas e palavrões, mas sempre vigiado por Sr José foi controlado, prosseguiu sua comunicação, mais calmo, quando surpreendeu a todos ao relatar seu sofrimento. Antes de prosseguir, gostaria de fazer um breve resumo da vida de Arthur, breve porque o jovem tinha apenas 24 anos de idade. Seguinte: Arthur, filho de pais trabalhadores e detentores de posses devido à herança de antepassados, nascido em bairro de classe média alta, estudou em bons colégios, falava inglês, fez natação por mais de dez anos, viajou por mais de quatro países, era uma pessoa de muitas dúvidas, tudo que fazia não sabia se iria dar certo, todavia, ao deparar-se com certezas que possuía resolveu buscar conhecimentos no espiritismo devido à visão crítica  que em outra religião ele não encontraria, foi ai que encontrou seu caminho. O que ele não sabia é que ali começava uma busca por si mesmo, estava prestes a conhecer situações e coisas novas que, para uma pessoa consumista e materialista, que gostava de mandar em tudo, não imaginava o que lhe aconteceria e muito menos que o ajudaria a ser uma pessoa melhor, mesmo que através do sofrimento que era conseqüência de seus próprios atos passados.
Segundo seus pais, desde cedo Arthur se mostrava “mandão”, não gostava que suas ordens fossem descumpridas, ainda mais quando era acometido de uma dor insuportável oriunda de uma úlcera gástrica. Só elogiava quando entendia que a pessoa gostava dele, porém, havia algo de diferente em sua personalidade, era bom de coração, tinha o hábito de ajudar pessoas que estavam em situações de dificuldade o que parecia ser contraditório, mas eram indícios da preparação que teve no período pré-encarnatório. Vinha de vidas com dívidas ativas, aliás, quem de nós não as tem?
Voltando ao Espírito comunicante: “Eu sofri e sofro até hoje, não havia motivos para ele ter feito o que fez enganar-me durante anos dizendo que gostava de mim e preparar um plano mirabolante para roubar-me os bens, como fez com maestria. Eu era detentora de muitas terras que meus pais haviam deixado, nas quais trabalhei de sol a sol para fazê-las produzir, e isso aconteceu. Éramos produtores de café e gerávamos muitos empregos para famílias desafortunadas, meus pais eram muito bons e ajudavam a muita gente, até que um dia ele faleceu de problemas cardíacos e, minha mãe, como era apaixonada por ele, não agüentou e foi-se também dois anos após. Foi ai que ele se aproximou de mim, pois era meu primo em primeiro grau, seu pai era irmão do meu, e prometeu me ajudar porque as responsabilidades eram muito grandes, muito negócio a ser organizado e foi ai que aceitei. No começo ele foi extremamente atencioso e me mostrava tudo o que fazia, com o passar do tempo, comecei a estranhar que os valores arrecadados com a plantação e venda do café estava cada vez mais baixa. Com o passar do tempo adoeci, fiquei completamente dependente da cama devido às dores de estômago que a cada dia intensificavam-se e ficavam fortíssimas ao ponto de eu não aguentar mais, e vir a falecer. Quando acordei, ainda com dores muito fortes, notei que o local onde estava era de intensa calmaria, porém não entendi o que havia acontecido comigo, cheguei a achar que estava acordando de uma cirurgia e tentei me comunicar com pessoas, mas não havia ninguém que pudesse me orientar. Comecei a andar com muita dificuldade até que me deparei com pessoas conversando ao redor de um lindo lago, foi quando perguntei onde estava e para minha surpresa uma dessas pessoas era meu avô materno Levir que havia falecido quando eu tinha 12 anos de idade, e perguntei: “Como pode ser a senhor vovô, se estou com 47 anos de idade e a senhor faleceu quando eu era criança”? Ele, amavelmente respondeu: “Minha amada netinha estou Feliz em reencontrá-la e a resposta para sua dúvida virá de você mesma”.
Aconteceu algo que eu senti de instantâneo: ”Vovô, aquele livro que li sobre vida após a morte tem algo haver com isso”? Ele respondeu, beijando-me a face: “Sim minha filha, não imaginei que entenderia tão rapidamente assim, você desencarnou”! “Mas não te desesperes porque estás em um lugar bastante agradável, as pessoas que aqui habitam estão nas mesmas circunstâncias que você, precisam se recuperar e seguirem suas vidas”. “De pronto me desesperei e parti em busca de não sei o que, fui em desespero a um lugar que me era familiar guiada pelo meu sofrimento. Era um bairro vizinho ao que eu morava, ali estava meu primo Jarbas. Quando eu o vi percebi que suas idéias e intentos haviam triunfado, ele me envenenou aos poucos para ficar com minha herança e ninguém percebeu nada devido aos “cuidados” que teve em colocar, diariamente, porções de veneno em minhas refeições, assim ninguém desconfiaria de nada. Foi o que acabou acontecendo. Descobrindo a trama macabra, passei a odiá-lo de forma mortal e iniciei um processo de obsessão mesmo sem saber o que era e como fazer, tentei bater em sua face e foi ai que notei que a cada tentativa eu não conseguia, porém, ele se incomodava com as investidas”.
“Fiquei anos a atormentá-lo e, quando notei que podia fazer isso, diante das suas fraquezas e maldades, percebi que ele adoecia a cada dia devido a uma dor de estômago fortíssima e veio a falecer após sete anos de perturbação de minha parte. Quando ele morreu fui tomada por uma espécie de sonolência e perdi totalmente a noção das coisas acordando num lugar asqueroso, levada por pessoas de aparências horrorosas e mal cheirosas que me ensinavam coisas tenebrosas. Não fui maltratada, mas o local era um verdadeiro inferno, onde não havia noção de tempo e somente percebi isso após convivência com Espíritos mais experientes que eu e que me informaram já ter passado mais de 70 anos no tempo da terra, sendo assim, logo percebi que tive atenção total devido as minhas intenções que era vingar-me de meu primo. Mas como fazer isso se não sabia como encontrá-lo? Veio a informação dos detratores ao dizerem-me o seguinte: “Vamos até seu primo, sabemos onde ele está”. Não pensei duas vezes e parti em companhia deles até chegar a um local escuro e de muitos gritos, para minha surpresa vi Jarbas agachado como se estivesse defecando, mas era de dor, seu estômago lhe atormentava através de sensações sofríveis, mas não tive pena alguma e parti para o ataque. Ele não se movia e me dizia coisas horrorosas do tipo: “Você era fraca nos negócios e iria levar tudo a falência, por isso tive que tomar a frente das coisas”. Respondi agressiva: “Mas nada era seu, meus pais deixaram-me os negócios como herança depois de uma vida inteira de trabalho, seu canalha”. A ambição de Jarbas era incontrolável e enquanto encarnado não media esforços para obter as coisas.
“Continuei a obsediá-lo até que um dia, quando voltei de um local de organização de detratores, ele havia sumido e daí não o vi mais. Fui encontrá-lo encarnado como Arthur por informações daqueles que queriam que eu continuasse a maltratá-lo, por isso estou aqui para me vingar”.
Mas qual é o seu nome, perguntou o amável Sr José? Respondeu-lhe o Espírito: “Me chamo Josefa”! “Então querida, estás mais aliviada por ter desabafado”? “Confesso que sim Sr José, ainda mais com seu afeto e peço desculpas por ter sido deselegante com uma pessoa tão bondosa”. “Porque não se livra desse sentimento que a atormenta tanto”? “Não percebes que estás fazendo o mal também a si própria”? “Sim, confesso que estou profundamente angustiada e sofrível, até porque são anos de tormenta devido a covardia do Jarbas, hoje Arthur”. Vamos fazer um trato, sugeriu Sr José: Respondeu com certa curiosidade, Josefa: “Que trato”? “Porque não aceitas a ajuda dos amigos que ai estão para que possas ser levada a um lugar abençoado, sem sofrimento e de recuperação”?
Antes de ela responder um Espírito pediu passividade, sendo permitido por Sr José: “Quem deseja falar, perguntou amavelmente”: “Deus seja louvado e continue a abençoar a todos nós”. Iniciou o Espírito comunicante: “Chamo-me Levir e sou avô de Josefa e Jarbas, hoje, Arthur”. “Venho para ajudar a ambos e, principalmente a ela, para que desista de se atrasar na senda da evolução, o que aconteceu foi uma história de triste desfecho, porém, diante de tais ensinamentos, acredito que ambos já tenham conhecimento suficiente da situação para que tomem atitudes mais elevadas no perdão e, consequentemente, sigam seus caminhos sob a orientação de nosso mestre Jesus”. Sr José agradeceu ao irmão desencarnado e disse que ele teria sido importantíssimo e se poderia encaminhar Josefa a um local de atendimento fraterno. Levir respondeu de pronto: “Estou aqui para isso, aliás, venho a tempos tentando orientar a Josefa para que não continuasse em tais investidas, acho que só depende dela”.
Josefa tomou a conversa e respondeu: “Querido vovô, acho que estou muito cansada e dolorida de tanto querer vingança, agora entendo que será importante para mim ser levada pelo Sr a algum lugar que possa me cuidar”. ”Repito minha amada neta, estou contigo todo esse tempo para essa finalidade, sendo assim, podemos ir”? Sim, respondeu aliviada e cansada sem deixar de agradecer ao Sr José: “Obrigada meu amigo bondoso, devo-lhe muito”. Sr José, de pronto retrucou: “Não me deve absolutamente nada, nessa minha tarefa, meu “pagamento” é vê-la bem”. “Mas antes de partir, gostaria de saber como fica seu sentimento em relação a Arthur”? Ela, como que sem entender a rapidez dos acontecimentos, respondeu somente de forma racional: “Não quero mais me perturbar perturbando a ele, espero que faça algo de bom para pessoas necessitadas e que entenda o que passei”.
Atento a tudo, Arthur chorava de forma verdadeiramente jubilosa e prometeu a Deus, em oração, que quando saísse dali pediria aos seus pais que lhe doasse em vida parte da herança a que tem direito, pois iria reverter em ajuda a crianças portadoras de câncer e abandonadas por pais irresponsáveis. Para sua surpresa, antes de partir, Josefa, lendo seus pensamentos, falou com ele: “Acho que todo sofrimento pelo qual passamos serviu e dará frutos, sua atitude é louvável. Siga em frente”.
Saídos da reunião aliviados, todos os envolvidos ouviram de Arthur: “Chegou a hora de eu começar meu trabalho": “Servir ao próximo”.

Passados seis anos, Arthur veio a desencarnar devido a úlcera no estômago e seus pais deram continuidade ao trabalho que ele havia iniciado construindo uma casa de caridade, intitulada: “Casa de Arthur”.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

"Novela Boa Também É Cultura"






"Quando a arte imita a vida em sua mais perfeita acepção e singularidade pluralizada".

Olá, leitor amigo!

Duas virtudes mais admiráveis em um ser humano: A gratidão e o reconhecimento das falhas! Hoje me rendo ao erro sobre o que eu disse, a tempos, sobre um autor de novelas que era tido por mim como chato e até mesmo melancólico. Refiro-me ao excelente Manoel Carlos, vulgo "maneco". Ontem eu voltei no tempo em relação a algo que eu achei que nunca mais fosse ocorrer comigo, que é me emocionar com novelas, porém informo que isso ocorreu com uma novela mais antiga e que as novas não me atraem em nada. O final da novela Felicidade foi emocionante e me deixou com lágrimas nos olhos, pude perceber coisas e situações que antes eu não percebia e agora, diante de um momento de maior maturidade e personalidade fortalecida, atentei aos fatos abordados e as características das personagens me chamaram demais.
A novela passou entre 7 de outubro 1991 e 30 de maio de 1992, escrita por Manoel Carlos, colaboração de Elizabeth Jhin, dirigida por Denise Saraceni e baseada nos contos de Aníbal Machado, trazendo tônicas sobre assuntos do dia a dia em uma sociedade moderna e, o que para mim foi marcante, como disse, foram as personagens e as mesmas interpretadas por grandes atores. Agora, para que o leitor se atente ao que quero dizer, vamos aos personagens, alguns é claro, para traçar os seus perfis e podermos perceber alguma similaridade conosco ou com alguém que conheçamos. Vale lembrar, que: Não tenho a menor dúvida que pelo menos um deles que citarei, temos algum conhecimento. São eles:



Chico Treva!

Essa personagem, brilhantemente interpretado pelo excepcional ator Edney Giovenazzi, marcou pela sua bondade de homem puro que foi "marcado" pela vida devido aos seus defeitos físicos, entretanto detentor de uma bondade contagiante. Marcou não somente a carreira do ator, mas a nossa imagem em relação ao que nós observamos como "feio". Lindo!




Ataxerxes!

Outro personagem que me chamou demais, até porque temos algumas semelhanças (?), foi o do ótimo ator Umberto Magnani, que interpretou o "Ataxerxes". Homem sonhador e de boa índole, todavia estava sempre sonhando com a cabeça na lua e os pés também. Por causa disso acabou aprisionando a família e principalmente a mulher por causa dos seus sonhos descabidos. Muito engraçado e aprazível de se ver. Marcou!




Álvaro!

O sempre providencial e, diante do seu estilo, o talentoso Toni Ramos, marcou a trama por um aspecto fundamental e que está difícil de encontrarmos na vida real. Pessoa de bem e altruísta! Homem honesto aos extremos, carinhoso com todos e um verdadeiro "gentleman" na arte de lidar com as mulheres. Muito bom!




Mário!

O também bom ator Herson Capri marcou como aquele cara "bom de onda" com todo mundo e de um coração enorme, passou a novela inteira tentando conquistar o coração da "mimada" Helena (Maitê Proença). Muito difícil de encontramos em qualquer esquina uma pessoa com tamanha calma e discernimento das coisas. Foi muito legal e ensinou demais.




Zé Diogo!

A "minha cara" em termos de subversões, no sentido de lutar pelos seus direitos e sonhos. Íntegro e perseverante, porém impulsivo, lembra bastante o jovem da década de 1980 que queria tomar o mundo devido a abertura de novos horizontes. Escritor ideológico, abria mão de ganhar dinheiro para escrever sobre o que achava que poderia homenagear. Deu equilíbrio a trama quando "peitou" a mimada Helena e lhe disse sobre as suas ir responsabilidades. Muito legal!




Helena!

A personagem central que causava até mesmo uma certa raiva por ser uma mulher mimada em seus anseios, talvez pelo fato de ter tido três homens apaixonados por ela, o que a fez se sentir, ainda que de maneira "meio inconsciente" uma "dondoquinha" e comprometendo a saúde mental da própria filha. Em vários momentos da trama me irritou profundamente, mas vale lembrar que era uma mulher de bom coração quando perdoou e ajudou a vilã Débora (Viviane Pasmanter). Bom pra estudo sobre a carência e mimos de certas mulheres.




Débora!

Toda trama que se preze tem que ter o vilão ou a vilã. Essa foi uma das mais odiadas na história das telenovelas vividas pela ótima atriz Viviane Pasmanter. Tratava-se de uma psicopata que atrapalhava a vida de todos, inclusive do próprio filho e do ex-marido que era o seu objeto de cobiça. tramava as suas agruras de maneira sorrateira e fingia-se de boa moça pra conseguir o que queria mas, o pior de tudo, que caracteriza o psicopata, era passar por cima de tudo e de todos para conseguir o que queria sem arrependimentos. Excelente a atuação da atriz e a personagem me serve de estudo. Extremamente NARCÍSICA!




Família Batista!

Família de classe media baixa que tinha como sonho se dar bem na vida, através do trabalho. Gente honesta! A Tuquinha (Maria Ceiça), uma mulata de talento e de coração puro, assassinada pelo também psicopata Tide (Maurício Gonçalves) foi vitima da sua grande bondade por querer ajudar a quem não queria sua ajuda. Marcaram pela alegria e por representarem uma família que vive em uma vila onde os vizinhos são unidos e as festas ocorrem constantemente. A tipica família brasileira!



Ametista!

Essa personagem (Ariclê Perez - memória), infelizmente falecida de maneira trágica, me chamou demais pelo fato de seu problema ser bastante comum principalmente com as mulheres que queriam se emancipar na década de 1970, onde a mesma teve que abandonar seus sonhos para acompanhar o marido e, assim como não foi resolvido, ficou com aquela frustração guardada em seu íntimo levando-a a falecer de emoção ao assistir a uma apresentação de balé, que era o seu maior sonho. Muito profundo e marcante!

Bem, por aqui eu fico mas antes de ir, gostaria de dizer: Novela pode ser sim uma grande diversão e principalmente uma forma de refletirmos sobre a realidade da qual fazermos parte, entretanto vale lembrar que  para isso acontecer a mesma precisa ser bem escrita e dirigida, pois do contrário vira essas porcarias de hoje em dia que somente se preocupam em mostrar bundas e assassinatos, além ensinarem como ser promiscuo. Parabéns maneco e desculpe o meu preconceito.

Felicidades pra todos nós...

Iran Damasceno.







quarta-feira, 26 de junho de 2013

"Freud Limitou-se Quando Viu A Vida A Partir Do Útero"



"A alma dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no homem". (Leon Denis)

O ser e suas lembranças inconscientes:

Quando transitando pelos guetos das ruas da hoje conhecida como Londres, Carl Wallace, tímido animador da corte e, nas horas livres anfitrião das ralés da periferia, com o mesmo intuito, sempre se questionava porque não era feliz. Como pode, dizia sua consciência míope de informações, uma pessoa que tanto anima aos seus conviventes se a ele mesmo a animação não conseguia acalentar o intimo? As inconstantes insurreições na alma lhe faziam questionar ainda mais os porquês da sua inconformação, bastava ver uma pessoa feliz diante das suas animações para ele introspectar as agruras intimas e carregar o peso da lágrima contida no fundo do seu coração. Fazia isso constantemente por não entender os processos de uma vida dinâmica e progressiva que se descortinava à sua frente, mas o que talvez fosse o seu maior rival era justamente o endurecimento e ambição descabidos que não o permitiam progredir. O tempo passou e as agruras aumentavam de acordo com as suas ambições mais intermitentes. Era um jogo de guerra com seu próprio intimo e, ao passo em que não entendia os chamamentos da vida, mais ele se engalfinhava nas cavernas escuras da ilusão.
Se atentasse para os verdadeiros víeis construtivos da vida real talvez não sofresse tanto, mas para quem ainda está estacionado nas paragens das estâncias impeditivas do crescimento espiritual, isso acabava sendo uma forma de aviso e chamamento da vida para que o jovem sonhador se desse conta das martirizantes e constantes agruras que ele mesmo servia ao seu espírito eterno. Aí vieram as respostas: Basta, acalme-se e veja que você está em confusão com sigo mesmo, siga a vida aproveitando e servindo, ainda que animando ao outro e não a você, pois somente assim estarás diante da grandeza da vida, que é sempre servir. Tuas agruras não são em vão, tenha a certeza que elas o levarão, caso tenha esse entendimento, a lugares maiores e melhores dos quais estas transitando, inconformadamente e confusamente. Assim falou a voz ao seu ouvido. Como ele viu que não havia ninguém a sua volta pode e quis perceber que se tratava, no minimo, da voz da sua consciência e, a partir de então, passou a seguir os passos da servidão abençoada e sentiu que a alegria que via nos olhares das pessoas a quem ele animava, chegou ao seu coração e foi aí que tudo mudou. Carl passou a ser feliz pelo simples fato de ver o outro feliz e percebeu, também, que as alienações mentais da ambição descabida, transformaram-se em bálsamo edificante de humildade. Passou, simplesmente, a ser feliz.

Relatos de um transgressor de si mesmo: "Hoje sou feliz por servir e assim sou servido em mim mesmo, passei a entender que o muito que preciso é relativo e por isso encontrei a felicidade que, pra minha surpresa não estava além, e sim em mim mesmo". Estou livre!

Iran Damasceno.

terça-feira, 25 de junho de 2013

"O Narcísico Exacerbado"



"Ninguém se identifica com as suas piores mazelas, sempre estamos buscando o lado mais bonito, pra nós, ao nos apresentarmos".

Olá, leitor!

Curiosa a mente humana, ainda mais quando enveredamos pelos caminhos do NARCISISMO mais atuante e inconsciente possível afim de adquirirmos coisas e nos projetarmos no outro. Constantemente fazemos das nossas ações algo que possa, ao nosso entender, beneficiar ao outro. Podemos estar enganados e, quase sempre, banhados pela inconsciência e não aceitação dos problemas interiores, é exatamente isso que acontece. O que é, realmente, expor as nossas vidas e concepções, em âmbito público e sem nos preocuparmos se essa exposição chocará a outrem? A vaidade, forma de ataque como defesa, autoafirmação, projeção.... geralmente são situações que nos deixam bem ou mal com a opinião alheia, entretanto devemos entender, se possível, que ninguém é ou deve ser o nosso alvo se não direcionarmos essas atitudes e pensamentos e muito menos ao colocarmos as nossas neuroses, por exemplo, de maneira a esmo, pois quando nos expomos de maneira deliberada e inconsequente, saibamos que estamos interagindo com o que quase nunca sabemos ou não nos identificamos. A opinião de quem pensa ao contrário.
As pessoas que estão enquadradas nesse perfil não atentam para isso ou, quando sim, o fazem de forma proposital pelo fato de os seus conflitos internos estarem urgindo de atenção, porém a maneira como fazemos é que chama à atenção. Lembram? "Não façamos ao outro o que não gostaríamos que nos fizessem". Esse o aconselhamento mais utilizado ainda nos tempos atuais pelo fato de estar nos compêndios religiosos e ser altamente providencial mas, diante de um mundo onde as lacunas mentais ainda estão longe de serem preenchidas, devemos ter cuidado ao interpretarmos isso e de passarmos de forma aleatória. A foto ilustrativa é do Frota, que todos conhecemos por ser artista e estar sempre na mídia, e me chamou à atenção uma entrevista sua para divulgar o seu livro que, para mim, antes mesmo de lê-lo, já imagino o que deve vir em termos de narcisismo desequilibrado. Claro que não lerei, pois a sua maneira de divulgá-lo já se tornou pra mim um "Marketing" negativo porque ele utilizou a "estratégia" de expor a vida dos outros, afirmando que estaria falando da sua mas as pessoas envolvidas com ele consequentemente seriam citadas, já me afasta de qualquer possibilidade de aplicar a minha atenção ao ler os seus relatos. Ele é ostensivo e desrespeitoso quando fala de situações pessoais e particulares com mulheres, muitas hoje casadas e mães, de maneira até mesmo torpe por querer fazer com que as pessoas aceitem a sua maneira de ver e pensar o mundo. Isso é desrespeito e falta de coerência, ainda mais quando afirma que esteve com mulheres casadas em motéis, porque isso é, embora ele diga ao contrário, para mim um "levantar de troféu" sim, até porque está se derrotando quanto a não aceitação de seu filho por motivos particulares. Aliás, não seria mais interessante ele atacar a possível causa desse desequilíbrio emocional do que ostentar que já saiu até com "a mãe do guarda"? Afirmação de quem busca o seu interior e não consegue achar, preferindo assim enveredar pelos caminhos da vaidade e desrespeito, natural segundo as suas concepções, para acalmar os seus mares bravios de pensamentos e ações mais repugnantes e pueris possíveis. Desencontro e estacionamento no processo de amadurecimento, segundo a minha ótica. Ao passo em que ele ofende e humilha aos outros, gratuitamente, é um indício forte de que está desprovido dos valores reais da vida e de um aspecto que deve ser o norteador das nossas vidas, que é a CONSCIÊNCIA.
Sabemos que para formarmos a nossa personalidade se faz necessário nos relacionarmos com o outro e com a sociedade de uma maneira geral, todavia os referenciais geralmente são os nossos progenitores e ou as pessoas que nos atendem desde o nosso nascimento e que nos acompanham, principalmente, nas fases do desenvolvimento sexual infantil, vale lembrar que se isso for antecipado ou atrasado certamente teremos problemas futuros a enfrentar e assim a debilidade, por vezes, será uma consequência dessas atribulações. Lembremos que nem todas as pessoas se tornam traumatizadas quando enfrentam agruras ao longo da vida, por um simples aspecto: ENCARAM os fatos e enfrentam as mazelas da vida trazendo os problemas para o consciente e assim livram-se das atrocidades de quando tornamos as nossas vidas uma banalização e enveredamos pelos caminhos "fáceis" do sexo exacerbado por entendermos que as energias edificantes do sexo servem apenas para o prazer do corpo, em ações sexuais. Isso é um ledo engano e desde cedo as culturas nos mostram que quanto mais melhor (?), quanto mais mulheres "abatidas", para o "machão", mais ele se fortalece. Quanto mais "periguetes" ele pegar mais forte e aceito será, o que na verdade é um retrocesso aos tempos da utilização do sexo apenas para procriar e perpetuar a espécie, sendo assim, basta abrirmos a mente e estudarmos as ciências espirituais, por exemplo, e veremos que essas ações são desnecessárias e ao invés de nos engrandecer nos diminui enquanto ser e faz o corpo padecer, além do padecimento social porque estamos criando uma sociedade cheia de prazer momentâneo e de agruras psíquicas.

Pensemos nas nossas ações narcísicas e verifiquemos, através de uma avaliação conscienciosa, se estamos fazendo bem a nós e colaborando com o bom desenvolvimento da sociedade que queremos deixar para os nossos filhos e netos.

Iran Damasceno.







quarta-feira, 19 de junho de 2013

"Os 12 Trabalhos de Hércules"



... "A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança"
... (Ivan Lins)

Olá, querido brasileiro!

O assunto abordado aqui é apenas pra nos fazer pensar de maneira até mesmo didática, objetivando ao leitor organizar o pensamento diante de tudo o que está acontecendo em nosso país. A tempos que eu ouço e penso sobre a seguinte questão: "O mal serve para impulsionar o bem". E é exatamente o que está acontecendo no Brasil! Diante de tudo o que estamos vivendo, até os tempos atuais, precisa receber como resposta a salvação que está vindo das ruas, onde transita um povo sofrido pelas agruras políticas a décadas. Para entendermos melhor o que está nos acontecendo e como devemos pensar, de maneira didática, separei 12 tópicos em forma de síntese e chamei de "Os 12 trabalhos de Hércules". Vejamos:

1) O PORQUE DO AGIGANTAMENTO DAS AÇÕES DO POVO

 

A implosão das emoções do povo brasileiro não foi devido ao aumento da passagem somente, é evidente, claro que a liberdade em relação a uma vida com mais direitos básicos é que estão em questão e assim nos estimulando o inconsciente, a vir a tona. É previsível que se não temos nem os direitos básicos que um povo merece, até porque pagamos os impostos mais caros do mundo, em algum momento isso iria causar uma explosão de emoções e ações em busca de soluções. O ponto principal dessa eclosão se deve aos últimos estapafurdios e incoerentes atos de uma classe política que perdeu completamente a vergonha e as rédias da coerência, e enveredou pelos caminhos da corrupção sem limites por saberem que a impunidade, criada por eles mesmos, e que as obras super- faturadas dos estádios para os eventos no Brasil, foi o estopim da bomba. E vem mais por aí.

2) O POVO CLAMA POR UM PAÍS MAIS JUSTO

 

Como consequência a busca por um país mais justo aflorou e, portanto, chegamos as ruas de maneira surpreendente. Só esperamos que isso não pare e a ideologia em busca de um novo Brasil seja uma sequência de ações raciocinadas. Se faz imperioso lutarmos pelas reformas que estão nas gavetas do senado e da câmara dos deputados, afim de mudarmos, na prática, os rumos do país. Vale lembrar que diante das mudanças as reformas seriam uma maneira de acabarmos com os desmandos e mordomias demoníacas de uma classe que está à margem da sociedade, que é a política.

3) REVER A LIBERDADE DOS PARTIDOS POLÍTICOS

 

Pra que servem os partidos políticos hoje em dia, além de adquirirem beneficios pra si mesmos? Até poderiam continuar assim desde que com recursos, também, próprios e não com o dinheiro do povo. É inconcebível vermos a cada instante surgirem novos partidos e os mesmos sendo sustentados com o dinheiro público, que surjam, porém com recursos seus. Tem que ser revisto!

4)  DESIGUALDADES SOCIAIS

 

Esse é um dos efeitos mais devastadores de uma nação porque nos leva aos patamares mais altos quanto ao aflorar das emoções, por sabermos que poucos ganham tanto e muitos ganham pouco. A miséria se instala e o caos é o resultado. Isso é, além de um ato de crueldade, um retrocesso a tempos pretéritos, é inconcebível vermos o cidadão trabalhar de sol a sol e não ter o mínimo do que merece e tem direito como saúde, educação, segurança... enquanto a classe política gozando de privilégios com a desculpa de que são minoria. Isso tem que acabar.

5) A FALÁCIA DOS INDICADORES

 

Uma forma de o governos enganarem ao povo é a tão falada e disfarçada de utilizarem os indicadores econômicos, políticos, sociais... eles sempre estão dando um "jeitinho" de esconder e prometer o que não farão. Isso ocorre ´pelo fato do povo estar sempre em carnaval, futebol, festas populares... porém, parece que isso está se transformando em ações mais claras e o povo acordando pra vida: A libertação! Lembremos também que toda mudança é lenta, em se tratando de questões sociais de um país de terceiro mundo, necessitando de persistência.

6) NÃO HÁ DESENVOLVIMENTO SEM EDUCAÇÃO

 


Não termos qualificação profissional é um indicativo fatal para percebermos que a educação está em terceiro plano. Estamos importando médicos, engenheiros, profissionais da área de petróleo e gás, porque? As universidades públicas, escolas técnicas, cursos profissionalizantes estão verdadeiramente sucateados e muitos sequer tem prioridade de funcionamento, então como estamos pleiteando crescimento? Utopia! Falta de investimentos é interessante para a classe política, principalmente, porque assim temos um povo ignorante e ficamos a margem da sociedade no que tange aos aspectos de crescimento e revindicações e assim ficamos reféns dos audaciosos. O caos educacional é interessante para os políticos e classe empresarial porque através dessa atitude burra e desigual possibilitamos a corrupção.

7) GASTOS PÚBLICOS

 

É estarrecedor o quanto os governantes gastam com as suas ações egoísticas e corruptivas. Os gasto afrontam não somente os cofres públicos, trazendo miséria social, bem como a consciência de um povo trabalhador como o brasileiro que urge crescer e desenvolver. Podre e pobre visão que, diante de uma justiça divina, trarão prejuízos incalculáveis como nos aponta o amável e iluminado Chico Xavier, quando nos mostra que através das suas psicografias, os sofrimentos dos espíritos desencarnados dos políticos que enveredaram pelos caminhos da maldade.

8) APROVEITAR O MOMENTO

 


Não podemos deixar passar este momento sem organizarmos as nossas ações, ou seja, não permitirmos que elas acabem e entendermos que demos o "ponta pé" inicial para um "campeonato" que está apenas começando. O campeonato que temos que vencer para salvarmos o Brasil das gerações futuras!

9) AS MENTIRAS POLÍTICAS

 

 Dando continuidade aos aspectos citados acima, lembremo-nos, também, que a classe politica está a margem da sociedade por viverem de mentiras para o povo. Creio eu que os próximos alvos serão os próprios políticos!

10) A CONCEPÇÃO E AÇÃO DA POLÍCIA

 
 
 A polícia precisa urgentemente rever os seus conceitos e se adequar ao novos tempos, para saírem das concepções ditatoriais até porque isso ficou lá atrás. Se isso não ocorrer, podemos estar diante de um quadro grave de constantes confrontos.

11) A IMPORTÂNCIA DAS REDES SOCIAIS

 
Obviamente que temos que ter cuidado com o que vemos, lemos e ouvimos nas redes sociais, todavia e sem sombra de dúvida, são as mesmas que contribuíram e muito para a nossa tomada de decisão, trazendo um desconforto aos governantes. Grande contribuição da internet no processo de libertação de um povo, que se utiliza desse meio para se comunicar.

12) A NECESSIDADE DO SURGIMENTO DE UM LÍDER

 

O momento é fundamental para o surgimento ou a descoberta de um líder político, até porque os que achamos que poderiam ter sido, como Lindberg Farias e Collor, foram e são verdadeiros traidores e detratores da confiança do povo. Certamente que ele não surgirá do meio do futebol porque os que poderiam ser nossos contribuintes estão pensando somente em causas próprias, como no caso do Romário, Ronaldo Fenômeno...

Bem, aí estão os dose "trabalhos de Hércules" (ideologia representativa) para que possamos organizar os nossos pensamentos e, quanto a mim, apenas contribui com esse limitado texto objetivando dar luz aos nossos pensamentos. Rumo à liberdade, povo brasileiro.

Iran Damasceno.