
Olá, leitor!
Apresento-lhes uma das estórias que escrevo para o meu projeto "livro de bolso", que está aguardando um apoio para ser lançado em casas espíritas, em breve. Trata-se de estórias, como disse, que objetivam entreter ao leitor, bem como divulgar os conceitos espirituais e que serão vendidos a preços módicos e o que for arrecadado, revertidos à casa que o vender para ajudar aos trabalhos.
Então, aí vai uma breve "estória" do primeiro livreto.
Boa leitura!
Iran Damasceno.
“PERDÃO, CAMINHO PARA SALVAÇÃO”
O ano era
1997, uma sexta feira à noite, no centro espírita Amor e Luz, Kleber e Amanda,
recentemente casados, foram conhecer e participar da reunião do estudo
sistematizado da doutrina espírita a convite de uma amiga, ao chegarem lá,
notaram que já conheciam algumas pessoas e se sentiram bastante a vontade.
Kleber estava dando seus primeiros passos a caminho da luz redentora do
espiritismo, já Amanda, não deu prosseguimento por não ter se interessado
muito, apesar de gostar e procurar ler livros sobre assuntos espirituais.
O tempo
passou, Kleber e Amanda se separaram, continuaram
a serem amigos, porém sem ter mais contato freqüente, a partir daí ele seguiu
estudando e se aperfeiçoando nos ensinamentos divinos, o que o ajudou a dar passos
largos quanto a sua reforma íntima. Adquirindo mais conhecimentos passou a
participar de várias reuniões e de estudos diversos como cursos em outras casas
espíritas, até se tornar um expositor e palestrante. Falava com facilidade e
possuía um conhecimento que vinha de outras passagens e também de suas estadias
no plano espiritual, durante os períodos na erraticidade. Começou a notar que
realmente os conhecimentos fluíam com naturalidade, inclusive a mediunidade.
Certa vez, quando num domingo chuvoso, dia que Kleber não gostava de sair de
casa para poder dormir e assistir a TV começou a sentir umas sensações
estranhas e uma vontade irresistível de sair de casa, só não sabia para onde e
nem com quem conversar, foi ai que resolveu sair e, ao chegar ao ponto de
ônibus, pensou, pensou e resolveu ir ao bairro que havia nascido e se criado, a
casa de um amigo de infância, todavia, como procurar alguém com um tempo
daquele? Ao chegar à casa do amigo, recebido com estranheza, pelo fato de não
ser esperado, começou a conversar e, para sua surpresa e tristeza, o amigo lhe
informou que um amigo em comum havia desencarnado de forma trágica: Foi
assassinado. Kleber não pensou duas vezes, pegou um táxi e partiu para a casa
da família do amigo desencarnado para saber o que realmente havia acontecido,
ao chegar lá consolou seus amigos e familiares do amigo desencarnado na
tentativa de amenizar-lhes a dor. Soube dos fatos e, despedindo-se dos que
sempre considerou, prometeu que levaria o nome do amigo a casa espírita que frequentava e faria uma oração por ele, devido ao sentimento de amizade que
nutria pelo desencarnado.
Apenas
para lembrar, era um domingo e a reunião de desobsessão era na próxima quarta,
o que causou espanto foi o fato de certo mal estar não passar, parecia uma
angustia que Kleber não sabia dizer o que era e nem o motivo, que perdurou até
o dia da reunião. Ao chegar ao centro, cumprimentou aos amigos e pediu que
fizessem uma prece para seu amigo desencarnado na hora do contato mediúnico. Foi
feito e, para espanto seu, durante a oração um espírito se manifestou e
perguntou o que estava acontecendo com ele, porque estava em certo local sendo
cobrado se seu algoz não estava ali para ser cobrado também, Kleber manteve-se
em oração e ainda não achava se tratar do amigo desencarnado, porém ao final da
conversa entre o amigo e um irmão que o estava orientando veio a certeza diante
de tal comentário: “gostaria de perguntar se posso voltar aqui”? O irmão
que o estava orientando disse que se fosse da vontade de Deus ele poderia
voltar sempre que quisesse e, quem sabe, para trabalhar na casa. Veio então a
surpresa: “gostaria de agradecer ao amigo “pezão” (como ele chamava o amigo
encarnado) e deixar um abraço”. Kleber ficou emocionado e começou a chorar
calmamente, permanecendo em oração. Terminada a reunião o irmão que havia
orientado seu amigo desencarnado, perguntou-lhe: “E ai Kleber, será que era seu
amigo”? Sem “pestanejar” Kleber respondeu que não tinha dúvida alguma, até
porque nunca havia comentado sobre seu amigo ali na casa e muito menos ele
teria, sequer, passado perto dali, e ainda falou seu apelido dado pelo amigo
desencarnado.
Kleber,
ao ir embora, notou que o peso que sentia havia passado de forma total, não
sentia mais nada e, a sensação que tinha, era de alivio e bem estar.
Passado
isso sua Fé e suas certezas aumentaram ainda mais, até que um dia foi intuído
por um irmão espiritual para que escrevesse sempre que possível. Ele, a
principio, não entendeu muito bem e achou que se tratava somente de animismo,
mas, começou a exercitar sua escrita em qualquer lugar sempre que sentia
vontade sem se preocupar com organização, o que não era adequado por se tratar
de um trabalho mediúnico ou até mesmo missão para a descoberta de um novo
trabalho que se descortinava em sua vida. Cuidado é sempre bem vindo.
O tempo
passou e as coisas foram acontecendo naturalmente até que Kleber conheceu
Arthur, jovem estudante do espiritismo, em uma casa espírita onde estava frequentando a pouco e os dois fizeram uma amizade somente dentro do centro, pois
moravam longe um do outro. Kleber, interessado em seus relatos, marcou um
encontro para somente conversarem sobre tais fatos.
Arthur
então lhe contou que, certa vez em uma festa, ele estava bastante animado,
tomando suas cervejinhas, dançando, contando piadas e brincando com pessoas
quando uma das convidadas da festa sentiu-se mal e caiu no chão desacordada, todos
a acudiram e, ao retomar a consciência, começou a falar com voz diferente e um
estranho olhar tomou a direção de Arthur desferindo palavras de baixo calão e
até mesmo de situações que ele havia vivido. Em principio Arthur ficou nervoso
com a situação, pois era um momento de descontração e ele não tinha experiência
em lidar com aquele fato que, por vezes, só vivenciara na teoria dos estudos dentro
da casa espírita e através das leituras de livros edificantes. A menina
continuou desferindo ofensas e não tirava o olhar de Arthur, o que lhe dava
ainda mais a certeza de ser com ele aquela conversa desagradável, contudo,
pediu que as pessoas se afastassem e levou-a para dentro da casa, com a ajuda
dos donos do recinto, onde começaram um diálogo mais próximo e direto.
Notava-se tratar de um espírito desencarnado, porém, para isso havia a
necessidade de certificar-se do fato para que não corresse o risco de passar
ainda mais vergonha, foi quando perguntou ao espírito (?) quem ele era, da
seguinte forma: “Meu irmão, você me conhece”? As gargalhadas e detendo
um ódio profundo, o espírito respondeu-lhe o seguinte: “irmão, você tem
coragem de me chamar assim? Fez o que fez comigo e tem a petulância de se
aproximar de forma ordinária? Ainda que tenhamos tido uma aproximação sanguínea
eu não te dou o direito de me afrontar dessa forma, és um covarde ambicioso e
eu vou te destruir, você vai ver.” Arthur não entendia do que se tratava,
só imaginava que poderia ser algum obsessor comum, transeunte de locais como
festas, ruas... Mas, porque ele falou de aproximação sanguínea, questionou a si
próprio, para sua surpresa o espírito lhe relatou coisas de sua infância que
até ele havia esquecido, como um tombo de um muro ao tentar pegar pipa na rua
onde morava, a partir daí percebeu se tratar de alguém que queria vingança,
entretanto como não possuía experiência e condições psicológicas devido a sua
pouca idade e o local também não era o mais adequado, desculpou-se com seus
amigos donos da casa e foi embora. Assim que saiu o espírito não demorou e
foi-se também.
Na semana
seguinte Arthur foi ao centro conversar com o Sr José, pessoa bondosa e que o
ouvia e orientava sempre que necessitava de algo, relatou tudo que havia
ocorrido e seu desconforto emocional após o fato, o que era até natural devido
ao desequilíbrio psicológico causado pelas circunstâncias, foi ai que o Sr José
lhe convidou a participar da reunião de desobsessão, reunião essa que Arthur
ainda não participava devido aos seus conhecimentos serem acanhados para
entender tal trabalho. Ele foi, estava emocionalmente desorientado, certamente
pela obsessão que estava sofrendo, mas ao chegar a casa no dia da reunião algo
emocionante lhe aconteceu, ao entrar, chegara mais cedo para orar, começou a
chorar copiosamente e foi tomado por uma emoção muito grande ao ponto de ter em
sua mente um nome bastante vezes falado, o que, de certa forma, o acalmou e
deixou-o feliz, mas ele não sabia do que se tratava. O nome era Levir.
Ele, a principio, não conhecia nenhum Levir e nem sabe de alguém que se chame
assim. Passou mais algum tempinho e as pessoas foram chegando para a reunião,
Sr José o chamou para sentar-se a mesa e os trabalhos começaram com a prece de
abertura, feita após a leitura de uma página de um livro de estudos, já deixou
uma leve impressão do que vinha a ocorrer, na parte principal dos trabalhos. o
Espírito que o interpelou na festa se manifestou e disse que não adiantava
Arthur cercar-se de ninguém porque ele não o deixaria em paz. Era vingança
mesmo!
Para que
os fatos fossem elucidados o Espírito comunicante foi devidamente orientado,
embora não quisesse saber de nada que fosse correto e de bondade, Sr José
perguntou de quem se tratava para que pudessem entender o que ele queria, foi
quando a resposta veio desafiadora e deseducada, porém, Sr José, mesmo sendo
uma pessoa educada e do bem, não permitiu que o comunicante crescesse em
atitudes e colocou-o em seu lugar para que soubesse do que se tratava, foi
quando ele calou-se e passou a ouvir o velho e sábio Sr bondoso, porém firme e
astuto. Começou assim, sua oratória: “Vou tratar-lo como quer, não aceitas
que lhe chame de irmão porque tens uma revolta trazida de longa data, assim
percebo, caso queira relatá-la posso ouvi-lo desde que se comporte como um
Espírito desencarnado que está precisando de algum tipo de ajuda compreendeu?
O Espírito comunicante, sempre agressivo, tentou atacar Arthur com palavras
ofensivas e palavrões, mas sempre vigiado por Sr José foi controlado,
prosseguiu sua comunicação, mais calmo, quando surpreendeu a todos ao relatar
seu sofrimento. Antes de prosseguir, gostaria de fazer um breve resumo da vida
de Arthur, breve porque o jovem tinha apenas 24 anos de idade. Seguinte:
Arthur, filho de pais trabalhadores e detentores de posses devido à herança de
antepassados, nascido em bairro de classe média alta, estudou em bons colégios,
falava inglês, fez natação por mais de dez anos, viajou por mais de quatro
países, era uma pessoa de muitas dúvidas, tudo que fazia não sabia se iria dar
certo, todavia, ao deparar-se com certezas que possuía resolveu buscar
conhecimentos no espiritismo devido à visão crítica que em outra religião
ele não encontraria, foi ai que encontrou seu caminho. O que ele não sabia é
que ali começava uma busca por si mesmo, estava prestes a conhecer situações e
coisas novas que, para uma pessoa consumista e materialista, que gostava de
mandar em tudo, não imaginava o que lhe aconteceria e muito menos que o
ajudaria a ser uma pessoa melhor, mesmo que através do sofrimento que era
conseqüência de seus próprios atos passados.
Segundo
seus pais, desde cedo Arthur se mostrava “mandão”, não gostava que suas ordens
fossem descumpridas, ainda mais quando era acometido de uma dor insuportável
oriunda de uma úlcera gástrica. Só elogiava quando entendia que a pessoa
gostava dele, porém, havia algo de diferente em sua personalidade, era bom de
coração, tinha o hábito de ajudar pessoas que estavam em situações de
dificuldade o que parecia ser contraditório, mas eram indícios da preparação
que teve no período pré-encarnatório. Vinha de vidas com dívidas ativas, aliás,
quem de nós não as tem?
Voltando
ao Espírito comunicante: “Eu sofri e sofro até hoje, não havia motivos para
ele ter feito o que fez enganar-me durante anos dizendo que gostava de mim e
preparar um plano mirabolante para roubar-me os bens, como fez com maestria. Eu
era detentora de muitas terras que meus pais haviam deixado, nas quais
trabalhei de sol a sol para fazê-las produzir, e isso aconteceu. Éramos
produtores de café e gerávamos muitos empregos para famílias desafortunadas,
meus pais eram muito bons e ajudavam a muita gente, até que um dia ele faleceu
de problemas cardíacos e, minha mãe, como era apaixonada por ele, não agüentou
e foi-se também dois anos após. Foi ai que ele se aproximou de mim, pois era
meu primo em primeiro grau, seu pai era irmão do meu, e prometeu me ajudar
porque as responsabilidades eram muito grandes, muito negócio a ser organizado
e foi ai que aceitei. No começo ele foi extremamente atencioso e me mostrava
tudo o que fazia, com o passar do tempo, comecei a estranhar que os valores
arrecadados com a plantação e venda do café estava cada vez mais baixa. Com o
passar do tempo adoeci, fiquei completamente dependente da cama devido às dores
de estômago que a cada dia intensificavam-se e ficavam fortíssimas ao ponto de
eu não aguentar mais, e vir a falecer. Quando acordei, ainda com dores muito
fortes, notei que o local onde estava era de intensa calmaria, porém não
entendi o que havia acontecido comigo, cheguei a achar que estava acordando de
uma cirurgia e tentei me comunicar com pessoas, mas não havia ninguém que
pudesse me orientar. Comecei a andar com muita dificuldade até que me deparei
com pessoas conversando ao redor de um lindo lago, foi quando perguntei onde
estava e para minha surpresa uma dessas pessoas era meu avô materno Levir que
havia falecido quando eu tinha 12 anos de idade, e perguntei: “Como pode ser a
senhor vovô, se estou com 47 anos de idade e a senhor faleceu quando eu era
criança”? Ele, amavelmente respondeu: “Minha amada netinha estou Feliz em
reencontrá-la e a resposta para sua dúvida virá de você mesma”.
Aconteceu
algo que eu senti de instantâneo: ”Vovô, aquele livro que li sobre vida após
a morte tem algo haver com isso”? Ele respondeu, beijando-me a face: “Sim
minha filha, não imaginei que entenderia tão rapidamente assim, você
desencarnou”! “Mas não te desesperes porque estás em um lugar bastante
agradável, as pessoas que aqui habitam estão nas mesmas circunstâncias que
você, precisam se recuperar e seguirem suas vidas”. “De pronto me
desesperei e parti em busca de não sei o que, fui em desespero a um lugar que
me era familiar guiada pelo meu sofrimento. Era um bairro vizinho ao que eu
morava, ali estava meu primo Jarbas. Quando eu o vi percebi que suas idéias e
intentos haviam triunfado, ele me envenenou aos poucos para ficar com minha
herança e ninguém percebeu nada devido aos “cuidados” que teve em colocar,
diariamente, porções de veneno em minhas refeições, assim ninguém desconfiaria
de nada. Foi o que acabou acontecendo. Descobrindo a trama macabra, passei a
odiá-lo de forma mortal e iniciei um processo de obsessão mesmo sem saber o que
era e como fazer, tentei bater em sua face e foi ai que notei que a cada tentativa
eu não conseguia, porém, ele se incomodava com as investidas”.
“Fiquei
anos a atormentá-lo e, quando notei que podia fazer isso, diante das suas
fraquezas e maldades, percebi que ele adoecia a cada dia devido a uma dor de
estômago fortíssima e veio a falecer após sete anos de perturbação de minha
parte. Quando ele morreu fui tomada por uma espécie de sonolência e perdi
totalmente a noção das coisas acordando num lugar asqueroso, levada por pessoas
de aparências horrorosas e mal cheirosas que me ensinavam coisas tenebrosas.
Não fui maltratada, mas o local era um verdadeiro inferno, onde não havia noção
de tempo e somente percebi isso após convivência com Espíritos mais experientes
que eu e que me informaram já ter passado mais de 70 anos no tempo da terra, sendo
assim, logo percebi que tive atenção total devido as minhas intenções que era
vingar-me de meu primo. Mas como fazer isso se não sabia como encontrá-lo? Veio
a informação dos detratores ao dizerem-me o seguinte: “Vamos até seu primo,
sabemos onde ele está”. Não pensei duas vezes e parti em companhia deles até
chegar a um local escuro e de muitos gritos, para minha surpresa vi Jarbas
agachado como se estivesse defecando, mas era de dor, seu estômago lhe
atormentava através de sensações sofríveis, mas não tive pena alguma e parti
para o ataque. Ele não se movia e me dizia coisas horrorosas do tipo: “Você era
fraca nos negócios e iria levar tudo a falência, por isso tive que tomar a
frente das coisas”. Respondi agressiva: “Mas nada era seu, meus pais
deixaram-me os negócios como herança depois de uma vida inteira de trabalho,
seu canalha”. A ambição de Jarbas era incontrolável e enquanto encarnado não
media esforços para obter as coisas.
“Continuei
a obsediá-lo até que um dia, quando voltei de um local de organização de
detratores, ele havia sumido e daí não o vi mais. Fui encontrá-lo encarnado
como Arthur por informações daqueles que queriam que eu continuasse a
maltratá-lo, por isso estou aqui para me vingar”.
Mas qual
é o seu nome, perguntou o amável Sr José? Respondeu-lhe o Espírito: “Me
chamo Josefa”! “Então querida, estás mais aliviada por ter desabafado”?
“Confesso que sim Sr José, ainda mais com seu afeto e peço desculpas por ter
sido deselegante com uma pessoa tão bondosa”. “Porque não se livra desse
sentimento que a atormenta tanto”? “Não percebes que estás fazendo o mal
também a si própria”? “Sim, confesso que estou profundamente angustiada
e sofrível, até porque são anos de tormenta devido a covardia do Jarbas, hoje
Arthur”. Vamos fazer um trato, sugeriu Sr José: Respondeu com certa
curiosidade, Josefa: “Que trato”? “Porque não aceitas a ajuda dos
amigos que ai estão para que possas ser levada a um lugar abençoado, sem
sofrimento e de recuperação”?
Antes de
ela responder um Espírito pediu passividade, sendo permitido por Sr José: “Quem
deseja falar, perguntou amavelmente”: “Deus seja louvado e continue a
abençoar a todos nós”. Iniciou o Espírito comunicante: “Chamo-me Levir e
sou avô de Josefa e Jarbas, hoje, Arthur”. “Venho para ajudar a ambos e,
principalmente a ela, para que desista de se atrasar na senda da evolução, o
que aconteceu foi uma história de triste desfecho, porém, diante de tais
ensinamentos, acredito que ambos já tenham conhecimento suficiente da situação
para que tomem atitudes mais elevadas no perdão e, consequentemente, sigam seus
caminhos sob a orientação de nosso mestre Jesus”. Sr José agradeceu ao
irmão desencarnado e disse que ele teria sido importantíssimo e se poderia encaminhar Josefa a um
local de atendimento fraterno. Levir respondeu de pronto: “Estou aqui para isso, aliás, venho a
tempos tentando orientar a Josefa para que não continuasse em tais investidas,
acho que só depende dela”.
Josefa
tomou a conversa e respondeu: “Querido vovô, acho que estou muito cansada e
dolorida de tanto querer vingança, agora entendo que será importante para mim
ser levada pelo Sr a algum lugar que possa me cuidar”. ”Repito minha
amada neta, estou contigo todo esse tempo para essa finalidade, sendo assim,
podemos ir”? Sim, respondeu aliviada e cansada sem deixar de agradecer ao
Sr José: “Obrigada meu amigo bondoso, devo-lhe muito”. Sr José, de
pronto retrucou: “Não me deve absolutamente nada, nessa minha tarefa, meu
“pagamento” é vê-la bem”. “Mas antes de partir, gostaria de saber como
fica seu sentimento em relação a Arthur”? Ela, como que sem entender a
rapidez dos acontecimentos, respondeu somente de forma racional: “Não quero
mais me perturbar perturbando a ele, espero que faça algo de bom para pessoas
necessitadas e que entenda o que passei”.
Atento a
tudo, Arthur chorava de forma verdadeiramente jubilosa e prometeu a Deus, em
oração, que quando saísse dali pediria aos seus pais que lhe doasse em vida
parte da herança a que tem direito, pois iria reverter em ajuda a crianças
portadoras de câncer e abandonadas por pais irresponsáveis. Para sua surpresa,
antes de partir, Josefa, lendo seus pensamentos, falou com ele: “Acho que
todo sofrimento pelo qual passamos serviu e dará frutos, sua atitude é louvável.
Siga em frente”.
Saídos da
reunião aliviados, todos os envolvidos ouviram de Arthur: “Chegou a hora de
eu começar meu trabalho": “Servir ao próximo”.
Passados
seis anos, Arthur veio a desencarnar devido a úlcera no estômago e seus pais
deram continuidade ao trabalho que ele havia iniciado construindo uma casa de
caridade, intitulada: “Casa de Arthur”.
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