Olá, leitor querido!
Diante de um mundo globalizado e balizado pelos caminhos do capitalismo não poderíamos deixar passar alguns fatos que foram e estão sendo notícia pelo Brasil a dentro. Vejamos as notícias e discussões criadas encima das mesmas para que possamos refletir e formarmos as nossas opiniões. Foi assim:
O que está sendo falado, e muito nas últimas semanas, tem sido a aprovação ou não do PLEBISCITO pela câmara dos deputados em Brasília e a ação dos partidos políticos, portanto e como não poderia deixar de ser, estamos diante de mais um empasse, por dois motivos: Um é justamente quanto a mudança que urge das "ruas" e que está causando uma pressão na classe política mas que não deve ser tratada com toda essa pressa, outra é em relação a postura da "classe à parte" da sociedade, que são os políticos, saírem pela tangente e não tratarem a questão da reforma politica, por exemplo, como a mesma NECESSITA ser tratada. Não temos mais tempo para arquitetar tudo e fazer valer para as eleições do ano que vem, por isso devemos então ter calma e fazermos algo que realmente possa ser concreto quanto as mudanças positivas, porém, vale lembrar que estamos diante da possibilidade do tempo de mandato de um senador ficar mesmo em oito anos, aí estaremos correndo risco de termos o Sarney e Collor por mais esse tempo. Vale lembrar, também, que tudo dependerá de como o povo brasileiro irá se comportar nas urnas.
Como bons latinos que somos estamos novamente diante de polêmicas idiotas em relação ao NARCISISMO, e contraditórios quanto ao que deveria ser entendido mas, ainda assim e miseravelmente erotizados, criticamos ao que não deveria ser objeto de crítica. O brasileiro admira a Gracyanne Barbosa com seu corpo "à lá Conan, o bárbaro", acha bonitinho a "robocop" Ângela Bismarck e critica uma mulher que já foi linda e bela, quando em sua juventude e ainda é uma grande atriz, que é a Beth Faria. Só esquecemos de um detalhe: Ela está com 71 anos de idade e não tem como ter um corpo escultural e, ainda assim, qual o problema da mesma ir à praia de biquíni? Lembremos que ela já teve corpo esguio e jovem.

Agora não somos mais um país tropical onde as pessoas andam com pouca roupa, não é mesmo? Voltamos a década de 1960, por exemplo, onde a mulher tinha que andar com seu corpo coberto por causa da sexualidade incontida e tida como "pecado" e o conservadorismo cruel? Será que não estamos jogando nossas insatisfações e contradições na Beth, pelo fato dela ser atriz e pessoa pública, enquanto nós, "simples mortais", estamos sempre atentos ao preconceito? Vale pensar, viu?
Outro problema que se arrasta a décadas e sempre é visto como situação sem solução é a questão da valorização da classe médica. Entretanto, essa classe tem problemas como muitas outras tão importantes da sociedade e deve ser tratada com mais respeito, até porque ela é fundamental por cuidar da saúde do ser humano e da longevidade, que é a nossa ansiedade maior. Viver mais! Mas, tem seus dois lados como qualquer história. Uma questão é a que se refere aos aspectos que tanto causam indignação: Salários, carga horária, condições de trabalho em hospitais públicos, plano de carreira e valorização do povo. A outra é em relação ao processo contrário quanto a postura da classe que, talvez por uma deturpação que vem de longa data, o médico acaba agindo de maneira equivocada: Tratar ser humano como objeto, banalizar a relação em detrimento a sua vaidade em dizer que "SOU MÉDICO" (pois a décadas atrás quem ostentava o titulo era tido como pessoas importantes), andar de jaleco na rua para ter status (falta de higiene e disseminação de doenças), negar-se a trabalhar porque não recebe salário decente (como no caso do médico que foi um dos responsáveis pelo não atendimento da menina que após ser baleada e, consequentemente, morreu)... E por aí vai...
Admirei a entrevista do ex-ministro da saúde, Dr Adib Jatene, quando o mesmo falou sobre a tarefa de ser médico e atentou para um dos poucos aspectos que deveriam ser observados e não são, que é a dedicação em salvar vidas. Muitos sequer querem sujar seus jalecos de sangue e, quando , por exemplo, ficam enrolando para terminar seu horário e irem embora, ora, se é pra ser assim, não entre na profissão porque esse tipo de personalidade não tem empatia com a linda profissão e ato humanitário, que é ser MÉDICO com letra maiúscula. Obviamente que temos bastante exemplos deploráveis por aí, como funcionários do INSS que prestaram concurso, após estudarem anos para passar e, quando entram, ficam "mamando nas tetas" da "viúva".
Caso encerrado: Paulo Autuori foi embora do Vasco! O que vi de críticas sobre a sua atitude não foi pra menos, porém, será que pensamos antes de criticarmos? Os "cartolas" estão, a tempos, falindo o futebol e as pessoas estão fazendo vista grossa, a maioria dos treinadores de ponta ganham salários astronômicos de R$ 700.000,00 por mês, por exemplo, e fazem trabalhos bons e até mesmo regulares mas, quando são demitidos, os clubes ficam com um rombo milionário causando assim problemas estruturais, como o que o próprio Vasco esta enfrentando devido a administrações passadas e corroboradas pelo atual presidente, Roberto Dinamite. Em minha opinião não era nem pra terem contratado um treinador do porte do Autuori, até porque o clube está em situação delicadíssima, sem elenco e sem patrocínio decente, portanto, porque não ficaram com o Cristóvão bastos e assim se manterem na primeira divisão até as coisas melhorarem? Mas não, acreditam que Marketing desregrado vence demandas e isso somente trás prejuízos. É a história do pobre que limpa o nome e logo em seguida investe em um automóvel a pagar 60 prestações sem sequer saber se estará vivo até lá. Vai com Deus e obrigado pela honestidade Autuori, você mostrou e deu um "tapa sem mão" na "classe" dos treinadores, extremamente desorganizada e desunida, por ter tomado atitude profissional.
Esse foi o "giro de notícias" de hoje, aguardemos as próximas e voltemos a nos "ver".
Grande abraço a todos!
Iran Damasceno.
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