quinta-feira, 25 de julho de 2013

" Estamos Anjos Ou Demônios"?

“Estamos Anjos ou Demônios”?



Queridos amigos!

A partir do momento em que somos criados em uma sociedade com hábitos e costumes, principalmente de ordem religiosa, fatalmente formaremos nossa personalidade de acordo com o que aprendemos, partindo do principio que, na família, estão as orientações e estímulos mais marcantes e que terão um "peso" bastante significativo para tal. Podem ser positivos ou negativos, de acordo com quem os transmita (informações, hábitos e costumes).
Mas o que me traz ao assunto não é especificamente isso, e sim nossas atitudes para conosco e com o outro. Já falamos que o que aprendemos na sociedade e na família tem um significado grande, porém, nem sempre seguimos com tais atitudes positivas (representação do que se aprende) devido a uma questão bastante significativa, também: O que trago na "bagagem da alma". Podemos saber sobre isso fazendo uma pequenina análise de consciência. O que quero dizer?
Vamos aos questionamentos:

1) O que aprendi de valor verdadeiro com meus pais ou responsáveis que me criaram?
2) O que penso disso? (que aprendi)
3) Gostaria de dar ao outro o que recebi em minha formação?
4) Quem sou eu?
5) Porque faço o que faço, da maneira que faço?

Bem, partindo desse principio, se encararmos de maneira verdadeira e sincera certamente saberemos de onde vem os enganos, equívocos, maldades, maledicências, endurecimento, egoísmo, bondade no coração, carinho, caridade, tranquilidade, análise crítica sobre mim mesmo...
Percebemos o turbilhão de situações que trazemos ou criamos para nós e para os outros? Em dados momentos criamos situações desagradáveis para o próximo como forma de TRANSFERÊNCIA, não aceitamos o outro como ele é e, muito menos a nós mesmos, por isso atacamos. Muitas das vezes o outro é positivo, forte, agradável e ainda assim, o achamos e o condenamos com acusações de negativismo, fraqueza, e desagradabilidade, pelo simples fato de sermos nós os detentores de todas essas acusações.
É muitíssimo comum isso acontecer nos locais de trabalho, na família, em casos de separações dos cônjuges, em situações de disputa pela fama, fortuna, notoriedade... É a representação da alma ainda animalizada, por vezes, e  deformada pelo EGOÍSMO, pela vaidade e materialismo, distorcendo toda uma verdade que é o fato de ser "eu" o deformado e não o outro. Como sair de situações de endurecimento como essas? ANÁLISE das situações como são apresentadas na íntegra e sobre mim mesmo, sem tendências para qualquer um dos lados, de forma clara e coerente através do  pensamento.
Vejamos algumas situações de incômodo do outro em mim: (não especificamente, falo de uma forma geral)
  • Porque o HOMOSSEXUAL me incomoda tanto?
  • Porque o NEGRO é rechaçado?
  • Porque o amigo POBRE não tem tanto valor quanto o RICO?
  • Porque o FAMOSO, ainda que desonesto, tem tanto a minha admiração?
  • Falo alto, porque então o que fala baixo tem a minha crítica constante?

Bem meus irmãos, não tenho a intenção de atirar pedras em ninguém, apenas coloquei questões que vejo e vivo no meu dia a dia e, sendo assim, tento me colocar na situação do outro para poder perceber se estou certo ou errado. Não tenho a necessidade e muito menos a obrigação de "aturar" nenhum "mala", apenas não tenho o direito de rechaça-lo por esses motivos que citei.

Paz à todos, sempre!

Iran Damasceno. 


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