“Estamos Anjos ou Demônios”?

Queridos
amigos!
A partir
do momento em que somos criados em uma sociedade com hábitos e costumes,
principalmente de ordem religiosa, fatalmente formaremos nossa personalidade de
acordo com o que aprendemos, partindo do principio que, na família, estão as
orientações e estímulos mais marcantes e que terão um "peso" bastante
significativo para tal. Podem ser positivos ou negativos, de acordo com quem os
transmita (informações, hábitos e costumes).
Mas o que
me traz ao assunto não é especificamente isso, e sim nossas atitudes para
conosco e com o outro. Já falamos que o que aprendemos na sociedade e na
família tem um significado grande, porém, nem sempre seguimos com tais atitudes
positivas (representação do que se aprende) devido a uma questão bastante
significativa, também: O que trago na "bagagem da alma".
Podemos saber sobre isso fazendo uma pequenina análise de consciência. O que
quero dizer?
Vamos aos
questionamentos:
1)
O que aprendi de valor verdadeiro com meus pais ou responsáveis que me criaram?
2) O que penso disso? (que aprendi)
3) Gostaria de dar ao outro o que recebi em minha formação?
4) Quem sou eu?
5) Porque faço o que faço, da maneira que faço?
Bem,
partindo desse principio, se encararmos de maneira verdadeira e sincera
certamente saberemos de onde vem os enganos, equívocos, maldades,
maledicências, endurecimento, egoísmo, bondade no coração, carinho, caridade,
tranquilidade, análise crítica sobre mim mesmo...
Percebemos
o turbilhão de situações que trazemos ou criamos para nós e para os outros? Em
dados momentos criamos situações desagradáveis para o próximo como forma de TRANSFERÊNCIA,
não aceitamos o outro como ele é e, muito menos a nós mesmos, por isso
atacamos. Muitas das vezes o outro é positivo, forte, agradável e ainda assim,
o achamos e o condenamos com acusações de negativismo, fraqueza, e
desagradabilidade, pelo simples fato de sermos nós os detentores de todas essas
acusações.
É
muitíssimo comum isso acontecer nos locais de trabalho, na família,
em casos de separações dos cônjuges, em situações de disputa pela
fama, fortuna, notoriedade... É a representação da alma ainda
animalizada, por vezes, e deformada pelo EGOÍSMO, pela vaidade e materialismo,
distorcendo toda uma verdade que é o fato de ser "eu" o deformado e
não o outro. Como sair de situações de endurecimento como essas? ANÁLISE
das situações como são apresentadas na íntegra e sobre mim mesmo, sem
tendências para qualquer um dos lados, de forma clara e coerente através
do pensamento.
Vejamos
algumas situações de incômodo do outro em mim: (não especificamente, falo de
uma forma geral)
- Porque
o HOMOSSEXUAL me incomoda tanto?
- Porque
o NEGRO é rechaçado?
- Porque
o amigo POBRE não tem tanto valor quanto o RICO?
- Porque
o FAMOSO, ainda que desonesto, tem tanto a minha admiração?
- Falo
alto, porque então o que fala baixo tem a minha crítica
constante?
Bem meus
irmãos, não tenho a intenção de atirar pedras em ninguém, apenas coloquei
questões que vejo e vivo no meu dia a dia e, sendo assim, tento me colocar na
situação do outro para poder perceber se estou certo ou errado. Não
tenho a necessidade e muito menos a obrigação de "aturar" nenhum
"mala", apenas não tenho o direito de rechaça-lo por esses motivos
que citei.
Paz à todos, sempre!
Nenhum comentário:
Postar um comentário