terça-feira, 9 de julho de 2013

"A História De Bia"




BIA E OS EXTRATERRESTRES

22 de junho de 2008, Caicó, Rio Grande do Norte.

A casa de d. Alzira estava em festa! Sr. Antero, seu marido, chamou toda vizinhança para comemorar a recuperação de Bia, sua filha amada. Os vizinhos, amigos, parentes... Estavam pasmos diante da recuperação tão repentina e rápida, o que não era de se estranhar pelo fato de estarmos em uma cidade do interior, onde as pessoas são bastante impressionadas e impressionáveis por não terem tantos recursos médicos e tecnológicos. As mentes estavam, como se diz nos grandes centros, em “parafuso” e chamaram logo de milagre, o que foi descartado pelo psicólogo Dr. Jorge Antonio, que havia sido chamado na capital RN para atender a querida Bia.  Mas, o que estava chamando à atenção do renomado psicólogo não era somente o fato de Bia ter se recuperado de maneira tão rápida, mas sim a história que estava por trás disso.
Beatriz, carinhosamente chamada de Bia é uma mulher de 32 anos de idade, que foi para o Rio de Janeiro e ficou durante quatro anos até se formar em Pedagogia e assim poder realizar o sonho de ser professora e lecionar para aquela gente sem recurso e tão carente de educação formal. Esses anos vividos na grande cidade maravilhosa não lhe deram apenas o diploma tão sonhado, proporcionaram-lhe conhecimentos diversos e até mesmo para conhecer Marcio, seu professor na universidade. Bia e Marcio tiveram um romance intenso. Marcio era separado e tinha um filho de vinte anos de idade que estava envolvido com as drogas, o que lhe causava bastante preocupação e tristeza por não ser capaz de tirá-lo desse mundo imaginário e pela sua honestidade, além de amar ao filho. Estava sentindo que algo poderia acontecer. Marcio é espírita e atua como médium no centro espírita que frequenta a anos, chamado esperança e caridade, e convidou a Bia que fosse com ele assistir a uma exposição. Ele contou a ela a sua vida e a mesma, ao começar a participar das reuniões, apaixonou-se, também, pelo espiritismo. Passou então a dedicar-se aos estudos e diante das ciências espirituais, de amor e da caridade, iniciou a sua grande trajetória rumo ao que viria pela frente e que certamente essas ciências libertadoras, iriam ajudar bastante. Voltando a Caicó, Bia logo começou a lecionar em uma escola pública, após ser aprovada em concurso publico, e mesmo ganhando um salário insuficiente seu sonho estava se realizando, pois seu pai, um fazendeiro rico da região e pessoa bondosa, está construindo uma escola para que sua filha amada realizasse o sonho de dar aula para pessoas que não podiam, se quer ir para o centro da cidade mais próxima, que ficava a uns 20 quilômetros de distância. Parte do seu sonho era que seu irmão João Paulo pudesse estar ao seu lado, mas o jovem e impulsivo foi morar nos EUA após conhecer Anne Gray, americana que conhecera em São Paulo, na festa de uma amiga íntima. Após tudo isso e o sonho de Bia estar quase ao ponto de se realizar, veio o inesperado: Ela adoeceu repentinamente e ficou dependente da cama. Sr Antero, apavorado, levou-a para o Rio de Janeiro onde fez vários exames, mas nenhum deles acusou absolutamente nada. Retornando a Caicó, juntamente com Marcio, objetivando ajudá-la em sua recuperação, Sr. Antero iniciou conversa mais aprofundada com seu amigo a fim de saber detalhes sobre o que poderia ter acontecido com sua filha, haja vista que Bia, ao vir do Rio em suas férias de fim de ano, para visitar a família, jamais havia se queixado de nada, sendo assim, seu pai ficou ansioso para saber se ela havia sofrido algo na cidade grande. Marcio foi categórico em dizer que Bia talvez tenha vivido os melhores momentos de sua vida por ter feito grandes amizades, por exemplo, o que foi confirmado por seu pai devido ao fato da mesma sempre ter falado maravilhas da sua nova empreitada de vida. Marcio ficou por La durante um mês inteiro acompanhando a sua agonia por estar acamada e não poder dar aulas, que é o seu grande sonho e viver normalmente pelo fato de Bia ser uma pessoa extremamente feliz, e assim ver a possibilidade de cura.
Bia não falava nada, somente olhava tudo ao redor, se alimentava e dormia. Numa certa manhã, quando na varanda tomando café, Sr Antero e Marcio tentavam entender o que poderia estar acontecendo à a moça. Em seus pensamentos mais íntimos Marcio chegou a pensar na possibilidade de bia estar sendo obsediada por espíritos, mas, diante da falta de conhecimento daquelas pessoas sobre o assunto, teve que utilizar uma didática bem elaborada, o que não foi difícil pelo fato deles além de quererem ajudar a amada Bia, eram também pessoas de coração quase puro. Mas, quase que por encanto, surge uma pista sobre algo, em principio surreal, que poderia ter ocorrido. Emilinha, sua amiga e empregada da fazenda desde que nasceu, juntamente com seus pais, que eram amigos de sua família, pediu licença na conversa e relatou algo estarrecedor: ela contou que Bia, há uns dias atrás, chegou em casa assustada após ter vindo do centro da cidade, que fica a uns vinte quilômetros dali, passando pela estrada “boa esperança”, já anoitecendo, parou seu carro, acendendo os faróis, pode observar uma luz intensa saindo do lago que fica abaixo e ao lado da estrada e, como uma mulher corajosa e bondosa, pensou se tratar de um carro acidentado. Desceu o barranco e, para sua surpresa, a tal luz a cegou momentaneamente e a fez ficar inconsciente. Imaginava ela que isso havia ocorrido por alguns instantes, mas o que Bia reparou foi que ao parar seu carro e pelo fato de estar anoitecendo, notou no relógio que já se passava das 18h00, mais precisamente 18h05m. Mas, ai vem o estarrecimento: quando ela retomou a visão e a consciência, que havia perdido parcialmente percebeu que já não havia mais a luz e ao olhar a hora para retornar ao carro, observou que já passava das 21h00, sendo assim, atordoada, mas tranquila e consciente, entrou no carro e retornou a sua casa.
 O curioso é que ao chegar em casa seus pais disseram que haviam ligado insistentemente para seu celular e o mesmo chamava até cair na caixa postal. Ai vem outra surpresa: Bia notou que seu celular estava com a bateria carregada e que a última chamada havia acontecido as 15h03m, quando seus pais lhe disseram que começaram a ligar por volta das 19h00 até as 21h45m. Emílinha confirmou: ela somente contou a mim por confiança e também por achar que poderiam zombar da sua história e até mesmo assustar aos seus pais, que possuíam as crenças da localidade, embora fossem pessoas de bom coração e de mente aberta ao dialogo. Continuou a amiga e empregada dizendo que a partir daí Bia ficou diferente em comportamento ficando mais quieta e sempre pensativa em seu quarto, o que seria de se estranhar por ser ela uma pessoa bastante ativa, feliz e falante. Bem, a partir daí as coisas mudaram quanto à forma de entendimento e Marcio, além de professor e espírita, não descartava a possibilidade de um encontro com seres extraterrestres porque naquela região havia registros antigos de aparições. Portanto, combinou com Sr Antero para irem ao local e foi o que fizeram, mas ao chegarem La, diante das informações de Emilinha, até porque Bia não estava em condições de falar, deu todas as coordenadas e eles acertaram o local. Quando La chegaram notaram que realmente o local estava completamente alterado quanto aos seus aspectos naturais: mato amassado, água sobre os barrancos e algumas árvores queimadas em seu topo. Não havia mais dúvidas segundo Marcio, que ali havia ocorrido algo estranho e diferente. Teve uma ideia: ir ao Centro da capital e procurar informações a respeito de aparições de OVNIS e, para sua surpresa, encontrou relatos sobre aparições naquela região e principalmente naquele exato local. Voltou assustado e com uma cópia de um jornal de época, mais especificamente em agosto de 1977, onde o mesmo relatava a história de um homem chamado João Benevides, que dizia: “Fui levado pela luz forte e fiquei cego por uns dois dias, somente podendo enxergar lentamente e tinha uma lembrança na mente: eles estavam me estudando e passando informações que eu deveria passar aqueles que acreditassem em minhas palavras e disseram ainda que retornariam quando a região estivesse preparada para prestar serviços em benefício daquela gente tão carente”.  A partir daí, como uma luz na mente, imaginando a que possivelmente viu Bia, Marcio pesquisou mais a fundo e descobriu que naquela região, mais especificamente há 325 anos, houve uma guerra entre fazendeiros e trabalhadores, por problemas diversos, onde centenas de pessoas morreram de maneira cruel, diante de assassinatos bárbaros. Portanto, sendo Marcio médium psicógrafo, perguntou ao Sr Antero se ele gostaria de um Aprofundamento das pesquisas. Foi dito a ele, pelo bondoso e “missionário” (?) fazendeiro, que teria todo seu apoio para que ele buscasse tais informações. E foi o que Marcio fez!
Retornou ao Rio de Janeiro dirigindo-se ao centro espírita que frequenta e trabalha para conversar com a direção e assim poder tirar duvidas com seu guia espiritual, pedindo ajuda as esferas superiores e recebeu uma mensagem do espírito chamado Paulo. Ele relatou: “Amigo estávamos ansiosos por esse momento a fim de libertarmos aqueles irmãos desencarnados das algemas do ressentimento e até mesmo de vingança, pela dor que sentiram quando assassinados de forma brutal. A região a qual fostes designado pelo teu próprio coração à frequentar, até porque fazes parte do contexto, está sendo preparada para uma mudança positiva pelos campos da educação, pois outrora as vidas que La se perderam estavam em busca de aperfeiçoamento. Como disse, o terreno está em plena preparação e todos, desde a família de Bia, passando pelo irmão João Benevides, até vocês. As reformas estão prontas e somente os trabalhos materiais ficarão dependentes dos esforços de todos”. Vai, volte a Caicó e diga aos familiares da querida Bia que a mesma estará de pé até o próximo por de sol. Vale lembrar também que o filho do amigo João Benevides, que está aqui comigo felicitando a todos, Mario Benevides, o qual Dará auxílio luxuoso por ser possuidor dos conhecimentos no campo da engenharia. Que as luzes que cegaram momentaneamente aos irmãos missionários, os iluminem os caminhos em busca da redenção”. Marcio saiu da reunião como se estivesse flutuando e a primeira coisa que fez foi ligar para o Sr Antero dizendo que Bia levantaria da cama antes do por do sol. Lembramos que isso foi por volta das 22h00 de sábado e, ao chegar a Caicó, no domingo, as 16h00, ficou estarrecido ao ver que sua querida estava na sala andando de um lado para outro e falante como sempre.
Bem, grande passo em busca da saúde de Bia e dos mistérios já haviam sido dados, todavia era preciso, ainda, entender as mensagens recebidas através de psicografias. O ansioso Marcio, embora sabedor das verdades espirituais, não parou por ai e após conversar com a família de Bia, primeiramente fazendo uma festa particular na sala da casa, ao ver a sua querida recuperada, perguntou ao Sr Antero se ele concordava em construir o mais rapidamente a escola que tanto Bia sonhava. Obviamente que recebeu um sim como resposta. Todavia, Marcio disse que teria que ir ao Rio resolver algumas coisas e retornaria em um mês, despediu-se daquela que seria a sua nova família e partiu. Nesse espaço de tempo em que Marcio estava ausente, Sr Antero e Bia foram a capital para darem os primeiros andamentos em relação à construção da escola e, ao chegarem La, procuraram uma pessoa que costumava vender material de construção para a família, que indicou um engenheiro qualificado para que o mesmo iniciasse os projetos. Ligaram para ele e marcaram um encontro em Caicó. Chagando La apresentou-se e parecendo que já se conheciam há tempos, a simpatia mútua ocorreu de pronto e Mario Benevides foi logo se dizendo feliz em poder participar com seus conhecimentos profissionais com aquela gente tão carente. Notem: seu nome é MARIO BENEVIDES!
Passados quase dois meses, Bia, com muitas saudades de Marcio, ligou para ele e soube que o mesmo estaria saindo do Rio a caminho de Caicó e que viria pra ficar até o término da construção da escola (havia se licenciado da Universidade onde lecionava), o que deixou toda família de Bia muito feliz por verem nele, além de um homem bom, também um dos agentes principais daquela empreitada que viria ser o começo da uma nova era. Mas o homem determinado trazia em sua bagagem muito mais que utensílios e ao chegar foi uma festa só. Comemoraram sua chegada, porém o homem determinado não poderia perder tempo e, após as comemorações, disse que tinha algo muito importante para conversar com Bia e foi direto ao assunto: “Querida Bia trago comigo algo muito importante, através de psicografia. O mesmo amigo espiritual que havia dado as primeiras informações continuou as suas abençoadas contribuições, dizendo”: Marcio, diante da sua capacidade intelectual e bondade no coração, digo-lhe que estas diante de uma tarefa de extrema importância para a libertação daquele povo aprisionado pela ignorância, dos espíritos desencarnados sequiosos por se libertarem das dores morais com as quais se viram portadores quando em partida de volta a pátria espiritual, e também a todos vocês que hoje estão diante de tal missão redentora, da mesma ordem. Aquela região sairá desse aprisionamento diante da ajuda de todos vocês que, em caminhadas pretéritas, de certa forma estavam envolvidos no processo, portanto meu querido amigo, se faz importantíssimo a sua presença naquela região a fim de dar uma contribuição para sua própria liberdade de consciência. “Eu volto assim que a escola sonhada por Bia estiver erguida e funcionando como deve ser e, ai sim, daremos prosseguimento, juntos, ao resgate de caicó”. Força e paz a vocês, queridos amigos!

Ao terminar de ler a mensagem Marcio percebeu que Bia estava em lágrimas e logo chamou seu pai para que todos planejassem as ações de maneira concreta. Mas, antes disso, Bia aproveitando a possibilidade de uma reunião geral, falou que gostaria de saber sobre o que havia ocorrido com ela durante aquela noite em que ficou desacordada, e que lhe trouxe uma espécie de coma, para que entendesse tudo o que estava acontecendo. Marcio então, com os olhos cheios de lágrimas, disse que era hora de contar o porquê de não ter retornado a Caicó em um mês, como havia combinado, e sim após dois meses. Começou pela triste notícia da morte de seu filho, assassinado por traficantes de um morro devido às dívidas contraídas por causa das drogas, causando uma tristeza profunda em Bia e seus familiares, porém o mesmo já se preparava pra isso por causa das inúmeras tentativas fracassadas em retirá-lo dessa vida. Mas, mesmo diante das investidas de Bia para saber detalhes, ele disse que sobre isso trataria mais tarde e que agora precisava falar a respeito do restante do assunto, dizendo: “Bia, aqui está a sua psicografia e espero que saiba entender, aceitar e tirar proveito”. Informo que não a li! A partir de então, chagaram a conclusão que o próximo passo a ser dado seria o inicio das obras e que a leitura daquela mensagem poderia comprometer as ações. Será? CONTINUA...

Iran Damasceno.

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