
BIA E OS EXTRATERRESTRES
22
de junho de 2008, Caicó, Rio Grande do Norte.
A
casa de d. Alzira estava em festa! Sr. Antero, seu marido, chamou toda
vizinhança para comemorar a recuperação de Bia, sua filha amada. Os vizinhos,
amigos, parentes... Estavam pasmos diante da recuperação tão repentina e rápida,
o que não era de se estranhar pelo fato de estarmos em uma cidade do interior,
onde as pessoas são bastante impressionadas e impressionáveis por não terem
tantos recursos médicos e tecnológicos. As mentes estavam, como se diz nos
grandes centros, em “parafuso” e chamaram logo de milagre, o que foi descartado
pelo psicólogo Dr. Jorge Antonio, que havia sido chamado na capital RN para
atender a querida Bia. Mas, o que estava
chamando à atenção do renomado psicólogo não era somente o fato de Bia ter se
recuperado de maneira tão rápida, mas sim a história que estava por trás disso.
Beatriz,
carinhosamente chamada de Bia é uma mulher de 32 anos de idade, que foi para o
Rio de Janeiro e ficou durante quatro anos até se formar em Pedagogia e assim
poder realizar o sonho de ser professora e lecionar para aquela gente sem
recurso e tão carente de educação formal. Esses anos vividos na grande cidade
maravilhosa não lhe deram apenas o diploma tão sonhado, proporcionaram-lhe
conhecimentos diversos e até mesmo para conhecer Marcio, seu professor na
universidade. Bia e Marcio tiveram um romance intenso. Marcio era separado e
tinha um filho de vinte anos de idade que estava envolvido com as drogas, o que
lhe causava bastante preocupação e tristeza por não ser capaz de tirá-lo desse
mundo imaginário e pela sua honestidade, além de amar ao filho. Estava sentindo
que algo poderia acontecer. Marcio é espírita e atua como médium no centro
espírita que frequenta a anos, chamado esperança
e caridade, e convidou a Bia que fosse com ele assistir a uma exposição.
Ele contou a ela a sua vida e a mesma, ao começar a participar das reuniões,
apaixonou-se, também, pelo espiritismo. Passou então a dedicar-se aos estudos e
diante das ciências espirituais, de amor e da caridade, iniciou a sua grande
trajetória rumo ao que viria pela frente e que certamente essas ciências
libertadoras, iriam ajudar bastante. Voltando a Caicó, Bia logo começou a
lecionar em uma escola pública, após ser aprovada em concurso publico, e mesmo
ganhando um salário insuficiente seu sonho estava se realizando, pois seu pai,
um fazendeiro rico da região e pessoa bondosa, está construindo uma escola para
que sua filha amada realizasse o sonho de dar aula para pessoas que não podiam,
se quer ir para o centro da cidade mais próxima, que ficava a uns 20 quilômetros
de distância. Parte do seu sonho era que seu irmão João Paulo pudesse estar ao
seu lado, mas o jovem e impulsivo foi morar nos EUA após conhecer Anne Gray,
americana que conhecera em São Paulo, na festa de uma amiga íntima. Após tudo
isso e o sonho de Bia estar quase ao ponto de se realizar, veio o inesperado:
Ela adoeceu repentinamente e ficou dependente da cama. Sr Antero, apavorado,
levou-a para o Rio de Janeiro onde fez vários exames, mas nenhum deles acusou
absolutamente nada. Retornando a Caicó, juntamente com Marcio, objetivando
ajudá-la em sua recuperação, Sr. Antero iniciou conversa mais aprofundada com
seu amigo a fim de saber detalhes sobre o que poderia ter acontecido com sua filha,
haja vista que Bia, ao vir do Rio em suas férias de fim de ano, para visitar a
família, jamais havia se queixado de nada, sendo assim, seu pai ficou ansioso
para saber se ela havia sofrido algo na cidade grande. Marcio foi categórico em
dizer que Bia talvez tenha vivido os melhores momentos de sua vida por ter
feito grandes amizades, por exemplo, o que foi confirmado por seu pai devido ao
fato da mesma sempre ter falado maravilhas da sua nova empreitada de vida.
Marcio ficou por La durante um mês inteiro acompanhando a sua agonia por estar
acamada e não poder dar aulas, que é o seu grande sonho e viver normalmente
pelo fato de Bia ser uma pessoa extremamente feliz, e assim ver a possibilidade
de cura.
Bia
não falava nada, somente olhava tudo ao redor, se alimentava e dormia. Numa
certa manhã, quando na varanda tomando café, Sr Antero e Marcio tentavam
entender o que poderia estar acontecendo à a moça. Em seus pensamentos mais
íntimos Marcio chegou a pensar na possibilidade de bia estar sendo obsediada
por espíritos, mas, diante da falta de conhecimento daquelas pessoas sobre o
assunto, teve que utilizar uma didática bem elaborada, o que não foi difícil
pelo fato deles além de quererem ajudar a amada Bia, eram também pessoas de
coração quase puro. Mas, quase que por encanto, surge uma pista sobre algo, em
principio surreal, que poderia ter ocorrido. Emilinha, sua amiga e empregada da
fazenda desde que nasceu, juntamente com seus pais, que eram amigos de sua
família, pediu licença na conversa e relatou algo estarrecedor: ela contou que
Bia, há uns dias atrás, chegou em casa assustada após ter vindo do centro da
cidade, que fica a uns vinte quilômetros dali, passando pela estrada “boa
esperança”, já anoitecendo, parou seu carro, acendendo os faróis, pode observar
uma luz intensa saindo do lago que fica abaixo e ao lado da estrada e, como uma
mulher corajosa e bondosa, pensou se tratar de um carro acidentado. Desceu o
barranco e, para sua surpresa, a tal luz a cegou momentaneamente e a fez ficar
inconsciente. Imaginava ela que isso havia ocorrido por alguns instantes, mas o
que Bia reparou foi que ao parar seu carro e pelo fato de estar anoitecendo,
notou no relógio que já se passava das 18h00, mais precisamente 18h05m. Mas, ai
vem o estarrecimento: quando ela retomou a visão e a consciência, que havia
perdido parcialmente percebeu que já não havia mais a luz e ao olhar a hora
para retornar ao carro, observou que já passava das 21h00, sendo assim,
atordoada, mas tranquila e consciente, entrou no carro e retornou a sua casa.
O curioso é que ao chegar em casa seus pais
disseram que haviam ligado insistentemente para seu celular e o mesmo chamava
até cair na caixa postal. Ai vem outra surpresa: Bia notou que seu celular
estava com a bateria carregada e que a última chamada havia acontecido as
15h03m, quando seus pais lhe disseram que começaram a ligar por volta das 19h00
até as 21h45m. Emílinha confirmou: ela somente contou a mim por confiança e
também por achar que poderiam zombar da sua história e até mesmo assustar aos
seus pais, que possuíam as crenças da localidade, embora fossem pessoas de bom
coração e de mente aberta ao dialogo. Continuou a amiga e empregada dizendo que
a partir daí Bia ficou diferente em comportamento ficando mais quieta e sempre
pensativa em seu quarto, o que seria de se estranhar por ser ela uma pessoa
bastante ativa, feliz e falante. Bem, a partir daí as coisas mudaram quanto à
forma de entendimento e Marcio, além de professor e espírita, não descartava a
possibilidade de um encontro com seres extraterrestres porque naquela região
havia registros antigos de aparições. Portanto, combinou com Sr Antero para
irem ao local e foi o que fizeram, mas ao chegarem La, diante das informações
de Emilinha, até porque Bia não estava em condições de falar, deu todas as
coordenadas e eles acertaram o local. Quando La chegaram notaram que realmente
o local estava completamente alterado quanto aos seus aspectos naturais: mato
amassado, água sobre os barrancos e algumas árvores queimadas em seu topo. Não
havia mais dúvidas segundo Marcio, que ali havia ocorrido algo estranho e diferente.
Teve uma ideia: ir ao Centro da capital e procurar informações a respeito de
aparições de OVNIS e, para sua surpresa, encontrou relatos sobre aparições
naquela região e principalmente naquele exato local. Voltou assustado e com uma
cópia de um jornal de época, mais especificamente em agosto de 1977, onde o
mesmo relatava a história de um homem chamado João Benevides, que dizia: “Fui levado pela luz forte e fiquei cego por
uns dois dias, somente podendo enxergar lentamente e tinha uma lembrança na
mente: eles estavam me estudando e passando informações que eu deveria passar
aqueles que acreditassem em minhas palavras e disseram ainda que retornariam
quando a região estivesse preparada para prestar serviços em benefício daquela
gente tão carente”. A partir daí,
como uma luz na mente, imaginando a que possivelmente viu Bia, Marcio pesquisou
mais a fundo e descobriu que naquela região, mais especificamente há 325 anos,
houve uma guerra entre fazendeiros e trabalhadores, por problemas diversos,
onde centenas de pessoas morreram de maneira cruel, diante de assassinatos
bárbaros. Portanto, sendo Marcio médium psicógrafo, perguntou ao Sr Antero se
ele gostaria de um Aprofundamento das pesquisas. Foi dito a ele, pelo bondoso
e “missionário” (?) fazendeiro, que teria todo seu apoio para que ele buscasse
tais informações. E foi o que Marcio fez!
Retornou
ao Rio de Janeiro dirigindo-se ao centro espírita que frequenta e trabalha para
conversar com a direção e assim poder tirar duvidas com seu guia espiritual,
pedindo ajuda as esferas superiores e recebeu uma mensagem do espírito chamado
Paulo. Ele relatou: “Amigo estávamos ansiosos por esse momento a fim de
libertarmos aqueles irmãos desencarnados das algemas do ressentimento e até
mesmo de vingança, pela dor que sentiram quando assassinados de forma brutal. A
região a qual fostes designado pelo teu próprio coração à frequentar, até
porque fazes parte do contexto, está sendo preparada para uma mudança positiva
pelos campos da educação, pois outrora as vidas que La se perderam estavam em
busca de aperfeiçoamento. Como disse, o terreno está em plena preparação e
todos, desde a família de Bia, passando pelo irmão João Benevides, até vocês. As
reformas estão prontas e somente os trabalhos materiais ficarão dependentes dos
esforços de todos”. Vai, volte a Caicó e diga aos familiares da querida Bia que
a mesma estará de pé até o próximo por de sol. Vale lembrar também que o filho
do amigo João Benevides, que está aqui comigo felicitando a todos, Mario Benevides,
o qual Dará auxílio luxuoso por ser possuidor dos conhecimentos no campo da
engenharia. Que as luzes que cegaram momentaneamente aos irmãos missionários,
os iluminem os caminhos em busca da redenção”. Marcio saiu da reunião como
se estivesse flutuando e a primeira coisa que fez foi ligar para o Sr Antero dizendo
que Bia levantaria da cama antes do por do sol. Lembramos que isso foi por
volta das 22h00 de sábado e, ao chegar a Caicó, no domingo, as 16h00, ficou
estarrecido ao ver que sua querida estava na sala andando de um lado para outro
e falante como sempre.
Bem,
grande passo em busca da saúde de Bia e dos mistérios já haviam sido dados,
todavia era preciso, ainda, entender as mensagens recebidas através de
psicografias. O ansioso Marcio, embora sabedor das verdades espirituais, não parou
por ai e após conversar com a família de Bia, primeiramente fazendo uma festa
particular na sala da casa, ao ver a sua querida recuperada, perguntou ao Sr Antero
se ele concordava em construir o mais rapidamente a escola que tanto Bia
sonhava. Obviamente que recebeu um sim como resposta. Todavia, Marcio disse que
teria que ir ao Rio resolver algumas coisas e retornaria em um mês, despediu-se
daquela que seria a sua nova família e partiu. Nesse espaço de tempo em que Marcio
estava ausente, Sr Antero e Bia foram a capital para darem os primeiros
andamentos em relação à construção da escola e, ao chegarem La, procuraram uma
pessoa que costumava vender material de construção para a família, que indicou
um engenheiro qualificado para que o mesmo iniciasse os projetos. Ligaram para
ele e marcaram um encontro em Caicó. Chagando La apresentou-se e parecendo que já
se conheciam há tempos, a simpatia mútua ocorreu de pronto e Mario Benevides foi logo se dizendo
feliz em poder participar com seus conhecimentos profissionais com aquela gente
tão carente. Notem: seu nome é MARIO
BENEVIDES!
Passados
quase dois meses, Bia, com muitas saudades de Marcio, ligou para ele e soube
que o mesmo estaria saindo do Rio a caminho de Caicó e que viria pra ficar até
o término da construção da escola (havia se licenciado da Universidade onde
lecionava), o que deixou toda família de Bia muito feliz por verem nele, além
de um homem bom, também um dos agentes principais daquela empreitada que viria
ser o começo da uma nova era. Mas o homem determinado trazia em sua bagagem
muito mais que utensílios e ao chegar foi uma festa só. Comemoraram sua
chegada, porém o homem determinado não poderia perder tempo e, após as comemorações,
disse que tinha algo muito importante para conversar com Bia e foi direto ao
assunto: “Querida Bia trago comigo algo muito importante, através de
psicografia. O mesmo amigo espiritual que havia dado as primeiras informações continuou
as suas abençoadas contribuições, dizendo”: Marcio,
diante da sua capacidade intelectual e bondade no coração, digo-lhe que estas
diante de uma tarefa de extrema importância para a libertação daquele povo
aprisionado pela ignorância, dos espíritos desencarnados sequiosos por se
libertarem das dores morais com as quais se viram portadores quando em partida
de volta a pátria espiritual, e também a todos vocês que hoje estão diante de
tal missão redentora, da mesma ordem. Aquela região sairá desse aprisionamento
diante da ajuda de todos vocês que, em caminhadas pretéritas, de certa forma
estavam envolvidos no processo, portanto meu querido amigo, se faz importantíssimo
a sua presença naquela região a fim de dar uma contribuição para sua própria liberdade
de consciência. “Eu volto assim que a escola sonhada por Bia estiver erguida e
funcionando como deve ser e, ai sim, daremos prosseguimento, juntos, ao resgate
de caicó”. Força e paz a vocês, queridos amigos!
Ao
terminar de ler a mensagem Marcio percebeu que Bia estava em lágrimas e logo
chamou seu pai para que todos planejassem as ações de maneira concreta. Mas,
antes disso, Bia aproveitando a possibilidade de uma reunião geral, falou que
gostaria de saber sobre o que havia ocorrido com ela durante aquela noite em
que ficou desacordada, e que lhe trouxe uma espécie de coma, para que
entendesse tudo o que estava acontecendo. Marcio então, com os olhos cheios de
lágrimas, disse que era hora de contar o porquê de não ter retornado a Caicó em
um mês, como havia combinado, e sim após dois meses. Começou pela triste notícia
da morte de seu filho, assassinado por traficantes de um morro devido às dívidas
contraídas por causa das drogas, causando uma tristeza profunda em Bia e seus
familiares, porém o mesmo já se preparava pra isso por causa das inúmeras tentativas
fracassadas em retirá-lo dessa vida. Mas, mesmo diante das investidas de Bia
para saber detalhes, ele disse que sobre isso trataria mais tarde e que agora
precisava falar a respeito do restante do assunto, dizendo: “Bia, aqui está a
sua psicografia e espero que saiba entender, aceitar e tirar proveito”. Informo
que não a li! A partir de então, chagaram a conclusão que o próximo passo a ser
dado seria o inicio das obras e que a leitura daquela mensagem poderia
comprometer as ações. Será? CONTINUA...
Iran Damasceno.
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