quarta-feira, 26 de junho de 2013

"Freud Limitou-se Quando Viu A Vida A Partir Do Útero"



"A alma dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no homem". (Leon Denis)

O ser e suas lembranças inconscientes:

Quando transitando pelos guetos das ruas da hoje conhecida como Londres, Carl Wallace, tímido animador da corte e, nas horas livres anfitrião das ralés da periferia, com o mesmo intuito, sempre se questionava porque não era feliz. Como pode, dizia sua consciência míope de informações, uma pessoa que tanto anima aos seus conviventes se a ele mesmo a animação não conseguia acalentar o intimo? As inconstantes insurreições na alma lhe faziam questionar ainda mais os porquês da sua inconformação, bastava ver uma pessoa feliz diante das suas animações para ele introspectar as agruras intimas e carregar o peso da lágrima contida no fundo do seu coração. Fazia isso constantemente por não entender os processos de uma vida dinâmica e progressiva que se descortinava à sua frente, mas o que talvez fosse o seu maior rival era justamente o endurecimento e ambição descabidos que não o permitiam progredir. O tempo passou e as agruras aumentavam de acordo com as suas ambições mais intermitentes. Era um jogo de guerra com seu próprio intimo e, ao passo em que não entendia os chamamentos da vida, mais ele se engalfinhava nas cavernas escuras da ilusão.
Se atentasse para os verdadeiros víeis construtivos da vida real talvez não sofresse tanto, mas para quem ainda está estacionado nas paragens das estâncias impeditivas do crescimento espiritual, isso acabava sendo uma forma de aviso e chamamento da vida para que o jovem sonhador se desse conta das martirizantes e constantes agruras que ele mesmo servia ao seu espírito eterno. Aí vieram as respostas: Basta, acalme-se e veja que você está em confusão com sigo mesmo, siga a vida aproveitando e servindo, ainda que animando ao outro e não a você, pois somente assim estarás diante da grandeza da vida, que é sempre servir. Tuas agruras não são em vão, tenha a certeza que elas o levarão, caso tenha esse entendimento, a lugares maiores e melhores dos quais estas transitando, inconformadamente e confusamente. Assim falou a voz ao seu ouvido. Como ele viu que não havia ninguém a sua volta pode e quis perceber que se tratava, no minimo, da voz da sua consciência e, a partir de então, passou a seguir os passos da servidão abençoada e sentiu que a alegria que via nos olhares das pessoas a quem ele animava, chegou ao seu coração e foi aí que tudo mudou. Carl passou a ser feliz pelo simples fato de ver o outro feliz e percebeu, também, que as alienações mentais da ambição descabida, transformaram-se em bálsamo edificante de humildade. Passou, simplesmente, a ser feliz.

Relatos de um transgressor de si mesmo: "Hoje sou feliz por servir e assim sou servido em mim mesmo, passei a entender que o muito que preciso é relativo e por isso encontrei a felicidade que, pra minha surpresa não estava além, e sim em mim mesmo". Estou livre!

Iran Damasceno.

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