terça-feira, 18 de junho de 2013

"Consciência"



 

"Ainda que tenhamos passado pelos reinos mineral, vegetal, animal e hoje estarmos no hominal, devemos entender que toda a jornada divina nos trouxe até a fase mais interessante da vida: A da consciência"!

Olá, leitor!

Revendo conceitos espirituais e materiais da vida de relação chegamos ao ponto de entendermos o quanto se faz importante a tomada da consciência no que tange aos processos evolutivos, que sempre chegam as mentes dos que buscam incessantemente evoluir. Por termos passado à condição de inteligência e poder de razão temos o dever de ascendermos ao bem comum e não de estacionarmos na construção de favorecimentos a nós mesmos, pois se assim pensamos e agimos certamente que estaremos marcando passos em direção ao embrutecimento do espirito, que é o agente principal da construção. O corpo é o veiculo da caminhada eterna e o mesmo é extremamente transitório, sendo assim devemos estar atentos aos desvarios na vida que construímos para não termos sofrimentos infinitamente contundentes em nós mesmos, vale lembrar que as ações pensadas são mais libertadoras do que as impensadas que sempre nos levam ao caos interior, por permitirmos estarmos, por vezes, atritando com nós mesmos e assim o remédio para tal enfermidade só virá com o tempo que, geralmente, é mau interpretado e não aceito.
Consciência não é o ato de sabermos o que estamos fazendo, somente, e sim o que estamos fazendo a nós e ao outro, haja vista que a vida é de relação e por isso ninguém é feliz se não dividir, doar, preocupar-se com quem está abaixo de nós, ainda que apenas em condições sociais e financeiras. É muito mais que isso. Quando ajudamos ao outro a crescer e se desenvolver estamos dando um passo, gigantesco, em busca do conhecimento e consequentemente da nossa própria evolução, vale lembrar que o psicopata, por exemplo, vive em constante conflito pelo fato de não ter o sentimento de bem comum e assim construir um universo de dor em si próprio, mesmo achando que está saciando seu prazer voraz de satisfação mortal. A pior morte não é a do corpo e sim a da alma, basta percebermos que quando estamos desprovidos da consciência altruísta nos destruímos e entramos nas cavernas mentais, que é o inconsciente. Fazer ao outro sofrer por egoismo, vaidade, inveja, maldade diversa é deformar a própria alma e moldar um monstro identificado em nós mesmos e isso nos trás doenças incontáveis, talvez por isso a ciência ainda não encontrou cura para certos tipos de câncer.

Na vida de relação, quando temos responsabilidades comuns e não as cumprimos, certamente estamos entrando em rota de colisão com a consciência e isso causa a enfermidade espiritual, nos levando a loucura psíquica (espirito), que é a mais difícil de ser curada.




Os compromissos assumidos ante a divindade são antagônicos aos nossos princípios de vida quando enveredamos nas carnificinas do EU ME BASTO, assim estaremos a caminho da deturpada e suicida caminhada em busca do vazio e isso sim pode ser considerado o verdadeiro INFERNO, aquele em que o demônio somos nós mesmos e dificilmente assumimos por causa da defesa própria, comum a todo ser, mas que é amparada e corroborada pelas crenças religiosas deturpativas. Não existe saída para a entrada no mundo do homem novo se não for a partir da relação do amor, aquele amor que não quer de nós a mesma dedicação exclusiva que dispensamos ao ente querido, mas o amor de aceitação e de perdão àqueles que sejam diferentes de nós e, ainda que a diferença me cause incômodo, vale lembrar, também, que esse incômodo pode ser sim a imperfeição própria que tentamos, em muitos casos, inconscientemente, transferir ao outro. Covardia e inconsciência, por vezes.
Caminhemos, sempre, mas com as portas das "cavernas mentais" abertas para permitirmos que entrem novos ares renovadores e a brisa revigorante do bem comum nos refresque a alma e assim possamos caminhar sem sofrimento e, em caso de dor maior, possamos ter o anestesiante poder do amor que não somente retira momentaneamente o processo enfermo, mas que cura definitivamente.

Muita paz aos concienciosos e aos que ainda se debatem nas inconformadas ações inconscientes.

Iran Damasceno.


 

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