terça-feira, 11 de junho de 2013

"O Povo Está Se Armando"



Poderíamos interpretar as agruras humanas quanto a violência como um resquício da nossa pouca idade terrestre? O que nos faz agir de forma violenta e por vezes sem o crivo da razão?

Olá, leitor!

As pessoas e, consequentemente a sociedade, estão em plena ebulição quanto as suas emoções negativas. O que poderia estar nos levando a uma série de atitudes desorientadas e sem a consciência do que fazemos e as causas de tudo? Capitalismo, o maior poder de aquisição, a vaidade, o materialismo, a ambição, a corrupção, a maldade... toda essa adjetivação pode ser entendida como um processo de evolução, através do qual estaremos separando o "joio do trigo" e assim caminhando para a "limpeza" do planeta. Sim, até podemos entender dessa forma mas, diante das nossas irracionalidades e potenciais diversos, ainda assim não canalizamos as forças criadoras e construtivas para o bem.
Podemos notar que várias são as causas dos problemas cotidianos que lidamos no dia a dia, são uma maneira de resposta à desorganização individual e coletiva as quais nos entregamos, mas o que se torna contraditório é o fato de não trazermos para o consciente que nós mesmos somos os detratores dos males que nos acometem, sendo assim, como consequência do imediatismo, abraçamos os problemas como um resultado dos erros dos outros. Podemos notar e rever, caso queiramos. Algo que está nos derrotando e nos levando a cavernas escuras da maldade é a CORRUPÇÃO no meio político, principalmente, entretanto se observarmos os fatos à luz da consciência, veremos que nós somos os autores das agruras mas, diante das nossas imperfeições, vaidades, medos, em trazermos para o consciente tudo o que é erro, certamente que nos debatemos em subversões íntimas e pueris. Imperfeitos todos somos, porém não ao ponto de não melhorarmos o que está em desordem, quanto a vaidade é algo mais pernicioso ainda porque a extraímos do íntimo mais primitivo para alcançarmos os nossos intentos, por vezes, das coisas mais desnecessárias possíveis, o medo é uma defesa mas em determinados casos é insegurança e também uma forma de fazermos "vista grossa" aos nossos equívocos e assim deixarmos a "conta pra outro pagar". Mas, o que fazer?

Se no caso da corrupção achamos que não tem jeito, estamos enganados porque as ações são nossas quando colocamos o político no poder (vale lembrar que a corrupção não está instalada somente na política)
  e assim somos co-responsávais pelo processo vicioso e pernicioso das malfadadas ações que tanto destroem vidas e o crescimento da nação. Nada adianta ficarmos "da janela" olhando o bloco passar e fazendo as críticas em relação as alegorias, temos que agir de maneira prática e eficaz para fazermos o poder sentir que estão lutando contra a maioria ao invéz de estarem administrando a coisa pública, portanto a pressão séria e objetiva seria votarmos corretamente, paralisarmos serviços essenciais de maneira ordeira e ficarmos atentos aos desmandos. Tempo? Se temos tempo para viagens, carnaval, futebol, praias, bailes... porque não temos tempo para lutarmos contra o que está errado?

Ainda ontem vi o prefeito do Rio, Eduardo Paes, falar em tom de desaforo que não colocaria placa alguma na entrada de uma favela para avisar que ali existe o tráfico, ora, será que somos tão ingênuos ao ponto de achar que a autoridade utilizaria provas contra si mesmo?
 
Claro que não, até porque as "leis" brasileiras não permitem isso e o que esperávamos dele, pelo menos os atentos quanto às questões sociais, era o mínimo de honradez em relação a pedir a investigação sobre o atentado ao turista, que foi baleado na cabeça por ter entrado em uma comunidade que possui o tráfico como sua "entidade mantenedora". Sabemos sim que o político citado não é o responsável pelo caos instalado no Rio, que já vem de séculos mas, diante das responsabilidades que lhes são imputadas, pedidas por ele mesmo, obviamente que temos que cobrar e ele tem que nos dar respostas positivas e concretas. O que aconteceu a noite por causa do aumento (previsto por ele) das passagens? Caos e baderna nas ruas, trazendo a violência como resposta. Aí reside o erro! As ações tem que ser pensadas, assim como a classe política faz quando quer alcançar seus intentos, e colocarmos a responsabilidade nas mãos, também e principalmente, dessa classe a margem da sociedade. Temos que agir de forma contundente mas inteligente! Parar, mas de maneira eficaz e sem prejuízos aos cofres públicos, até porque somos nós que pagamos a conta.
Um dos maiores absurdos dos últimos SÉCULOS (isso mesmo, séculos, em termos de gastos e corrupção) é quanto aos gastos para a organização dos eventos esportivos no Brasil e no Rio, que são a Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas.    
    
    Somente em estádios já gastamos, até janeiro de 2013, mais de R$ 8 bilhões de reais e até agora estima-se mais de R$ 14 bilhões, o que é um verdadeiro ABSURDO em um país onde uma pessoa está na fila para fazer uma cirurgia para retirar uma peça que soltou dentro do seu corpo, oriunda de uma cirurgia antiga. Até os planos de saúde, que são pagos com muito sacrifício por serem caros, não temos direito à saúde no Brasil, sendo assim, no mínimo é incoerência realizarmos eventos como esses, aqui, em momento tão critico. Pergunto, então: Quais os beneficios que teremos com tudo isso? Ficarão os estádios pra quem? No Rio, o Maracanã (que já absorveu mais de 1 bi e 200), servirá pra vermos alguns jogos do Carioca falido onde não se coloca mais de dez mil pessoas num Fla x Flu; em Brasília, quem jogará num estadio faraônico? Ronaldo, Bebeto e seus amigos ou peladas dos políticos nos finais de tarde? Em Manaus? Em Natal? Ah, dizem os velhacos da política que entrará dinheiro dos estrangeiros mas, eu pergunto: Onde esse dinheiro irá parar? Tantas outras coisas já foram feitas e o mesmo dinheiro invisível (para o povo) não foi visto, a não ser que eles queiram, diante das suas caras de pau, abrir o jogo e falarem que a grana está nos bolsos dos políticos, empresários do ramo da construção civil, empresários de futebol e até mesmo para o Felipão, que já ganhou o direito de não pagar imposto sobre seu imóvel monumental em Goiânia, por causa do jogo da seleção. Outra, aqui no Rio: Como ficarão as UPPs instaladas, com seus gastos mensais milionários, quando tudo acabar? Lembremos que o Sérgio Cabral, a Dilma e o PT (se Deus quiser) irão embora daqui a pouco, portanto quem bancará essa enganação de segurança pública que retira os bandidos de um lugar e manda-os, compulsoriamente, para outros onde os gringos não os verão, que é a Baixada Fluminense com seus prefeitos incompetentes e fictícios.

É minha gente, a sujeira está ai sendo jogada pra "baixo do tapete" e as consequências disso já estão aparecendo, ainda que timidamente e desorganizadamente, como resposta as sacanagens que fazemos com nós mesmos, basta observarmos as ações de confronto em todo país por causa de coisas que já deveriam ter sido contornadas a décadas mas, em se tratando de Brasil, o pior ainda está por vir e tomará que seja na copa do mundo (sem mortes e violências), até porque as coisas estão a um ponto em que as pessoas chegam ao incrível e notável absurdo de se acotovelarem nas filas dos bancos, mercados, farmácias... mesmo quando os mesmos estão vazios.

Estaríamos vivendo "um dia de fúria"?

Iran Damasceno.



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