"Quando eu me doo em prol do outro, beneficiando-o, obviamente que sou beneficiado. Tudo é lei de causa e efeito".
Olá, leitor!
Resolvi escrever pouco pelo fato de quanto mais extenso for o texto menos as pessoas lêem, sendo assim, a redução, se comparado ao que gosto de escrever, servirá para nossa reflexão. Assim espero!
Em tempos de liberdade de expressão e informação, acessíveis a todos, certamente que crescemos em conhecimentos e assim desenvolvemos a psique, trazendo luz a nossa eterna caminhada, todavia temos que atentar ao fato de a vida ser interpretativa sob a ótica das ações individuais e coletivas.O que eu posso ver de forma positiva o outro pode ver, a mesma coisa, de maneira negativa pelo fato de estarmos banhados de posicionamentos individuais e concepções próprias, como disse, portanto quase sempre a discordância e os atritos são inevitáveis. Mas, tem dois fatos que me chamaram à atenção nessa matéria feita com a Sra Zíbia Gasparetto. São elas: A visão sobre o aspecto mediúnico no sentido da sua utilização e a forma com a qual se faz uma reportagem sobre um assunto tão complexo e profundo aos olhos dos leigos. Vamos lá?
Ao tomar conhecimento sobre a matéria, em relação a assuntos polêmicos (mediunidade, dinheiro e religião), ainda hoje, resolvi me posicionar, através do meu veiculo de comunicação particular, que é o meu blog, devido ao teor do que foi escrito pelo responsável da mesma, João Loes, e da entrevistada Zíbia Gasparetto. Mas, vamos ao que está em desarmonia, segundo a minha visão particular:
Zíbia -> "Como alguém vai fazer um trabalho como esse sem dinheiro"?
Iran -> Se entendermos que a mediunidade é algo que não compramos, por exemplo, e que a mesma pode ser suspensa por mau uso, vejo que a sua utilização poderia ser de maneira mais coerente e através de um processo de serviço ao próximo, sem a necessidade do enriquecimento. Obviamente que a nossa visão (latinos) em relação ao dinheiro é bastante diferente do primeiro mundo (Alemanha, Inglaterra, França, Japão, EUA...), entretanto vejo que as concepções se assemelham e diferem, diante de uma visão paradoxal, em um ponto crucial: Divisão! A fome e a miséria em geral imperam em toda parte do planeta, pelo que é comum ao ser humano, que é a ambição. Não vejo tanta necessidade de alguém enriquecer com o auxílio da espiritualidade, ao ponto de ter uma vida luxuosa se o "veículo" que o está guiando é justamente aquele que deveria ser o da igualdade.
Zíbia -> "Recebo pelo que dou a "empresa".
Iran -> O que seria essa empresa? Aquisição sua, através do que? Pessoas empregadas nela seriam beneficiadas de maneira efetiva? Se me foi dado de graça (por merecimento, conquista ou não) ela deve ser doada também de graça, pois do contrário estaremos diante das exemplificações deploráveis dos "vendilhões dos templos". Mas, segundo ela, não possui religião e assim não seria uma "representante legitima" dos postulados espiritas e isso a deixaria bastante à vontade para comercializar as suas (?) obras, sendo assim, só me resta uma pergunta: E como fica o mentor intelectual da obra (Espirito)? É essa a mensagem que ele passa para sua escrevente, mesmo estando diante de um mundo novo onde o dinheiro está a frente de quase tudo? Como ficam as interpretações nossas, os espíritas, em relação ao posicionamento dos Espíritos comunicantes? Particularmente falando eu não sou contra a ninguém ter luxo, porém, ostentar com o que não é seu, já é, no mínimo, vaidade e ambição descabidas e desnecessárias.
Zíbia -> "Não tenho religião porque não tenho interesse em limitar as minhas experiências".
Iran -> Certamente que eu concordo com a sua afirmativa e corroboro com a concepção por entender que realmente elas limitam, até certo ponto, as nossas ações, porém ganhar dinheiro com o que poderia ser instrumento de informação e que também não é meu, vejo que já estamos entrando em processo de capitalização da fé. Aliás, vejo que não precisamos ter religião para termos fé.
Zíbia -> "Quanto a Umbanda eu vejo que a FEB tem um certo preconceito ao diferente".
Iran -> Obviamente que os interesses da FEB não estarão jamais em concordância com o que quer que seja e esteja "fora" dos postulados espiritas, diante da visão, por vezes, fechada da instituição maior que "regula" a codificação. Confesso que abriria discussão em relação a esse posicionamento da FEB.
Em relação ao João Loes, discordo de algumas informações suas.
João Loes -> "Espiritismo à brasileira" ???
Iran -> Prefiro acreditar que ele escreveu dessa forma para dar uma certa conotação de visão peculiar do brasileiro em relação ao Espiritismo, todavia devemos entender que não há espiritismo brasileiro, francês, italiano... mas sim uma verdade universal e libertadora para toda a humanidade, onde os que abraçam a santificante revelação deve fazer de maneira coerente mas, principalmente, interpretativa e livre. Lembremo-nos: Somos livres para criar e destruir, se for o caso, mas temos em nossas mãos e pensamentos a possibilidade da ação, até porque alguém pode estar na Umbanda, por exemplo, e fazer trabalhos maravilhosos e ajudar assim a humanidade a melhorar-se. Existe quem vendeu muito mais livros que a Zíbia e doou tudo, não é verdade?
JL -> Ele cita o Espiritismo como "tradicional".
Iran -> O que é ser tradicional, eu pergunto? Espiritismo é uma nova era que se descortina aos nossos olhos após uma jornada de séculos na obscuridade e incredulidade pelas nossas ações nefastas, por vezes, que nos trouxeram muito sofrimento e, diante de um novo prisma e conscientização, podemos hoje conhecer e entender o que antes era puro MISTÉRIO.
JL -> "A Umbanda é um ramo do Espiritismo".
Iran -> Discordo VEEMENTEMENTE, ela é uma mensagem, também, do plano espiritual objetivando atender as necessidades de irmãos sofredores que estavam em confusão após terem passado por maldades incontáveis aqui na terra, resgatando, diga-se de passagem, porém pelo fato de estarmos ainda mistificadores, acabamos deturpando os seus conceitos e verdades.
JL -> Referiu-se a Umbanda como uma doutrina dos Pretos Velhos e Caboclos e o Espiritismo como dos médicos e escritores.
Iran -> Discordo novamente, até porque os mesmos Espíritos que hora se manifestam como "pretos", possuem conhecimentos e condição moral ainda mais elevadas do que a dos médicos, apenas se manifestam assim para quem somente entende de maneira rotulada. São a mesma coisa, por vezes.
Bem, gostaria de ficar mais, entretanto não devo porque ainda não tenho uma opinião formada totalmente em relação ao caso Zíbia e muito menos a sua visão, sendo assim preciso trabalhar mais a consciência e estudar para então entender a mim e, consequentemente, ao outro. Sem julgamentos, mas sempre atento e com poder de discussão objetivando trazer luz ao pensamento.
Iran Damasceno.
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