O amor existe mas a distância criada por nós é determinante nas ações mais belas de uma vida de relação;
Posso te olhar e você responder com outro olhar mas, a separação é dilacerante no tecidos liso do músculo do amor;
Deixamos as ações mais enobrecedoras das lutas diárias para nos entregarmos aos desânimos das derrotas em nós mesmos;
Coisas de casal...?
Pensamos mas não agimos, lamentamos mas não consertamos, sentimos mas não demostramos... esse o entrave que derrota a história de dois seres que poderiam caminhar por mais tempo...
O beijo secou na boca dos que dele se desfizeram, as carícias arranham os sentimentos daqueles que já não se tocam mais e o ciume, até então equilibrado e construtivo, agora é blusa velha no canto da gaveta...
Os familiares cobram a presença, os amigos se afastam e as brigas construtivas já não acontecem mais. É, será que chegamos ao final?
A resposta talvez esteja no coração, adormecido pela desistência e desânimo, entretanto ainda assim não acordamos para percebermos os danos da separação por falta do diálogo, até porque a fala, a discussão, o debate, as discordâncias as concordâncias, as diferenças, o gosto pelo maracujá e pela jaca em desencontro, a vontade de ir à multidão e necessidade de afastamento dela, assim como tomar banho juntos, são eternamente aproximantes e completam a relação mas, diante de um mundo "moderno", apreciamos mais o afastamento do que a união.
..... Mas, ainda tem jeito?...
Iran Damasceno.
Nenhum comentário:
Postar um comentário