terça-feira, 7 de maio de 2013

"Dois Jovens, Dois Destinos"

 

O antagonismo social, econômico, psicológico, pernicioso e cruel da droga está vitimando famílias e a sociedade como um todo!

Olá, leitor!

A droga tem duas faces destruidoras: A da falsa ilusão que tudo está bem e o prazer instalado que a dependência,  inclusive espiritual. Há solução para banirmos essa destruidora e companheira de milhões de jovens no Brasil? Sim, dizem especialistas, porém temos que entender que o processo é bem mais longo e difícil do que se imagina, há quem diga que se a família intervir com ações preventivas e a administração pública atuar de maneira eficaz, em algumas décadas (?) podemos encontrar uma DIMINUIÇÃO. 
Os casos que chocaram as pessoas no dia de hoje são situações antagônicas em relação a condição social e  financeira, entretanto estamos diante de uma igualdade quando observamos se tratar de dois jovens em pleno início de vida. O rapaz que assaltou e estuprou uma mulher em um ônibus, no Rio, tem 16 anos de idade (nome não revelado) e mora em uma favela com a mãe que, segundo o delegado, ajudou ao filho a se entregar. Acho que teve alguma orientação de algum advogado. Neste caso podemos entender que o jovem, que já teve passagem por outro roubo, é, sem querer defendê-lo, até porque seu crime é HORRENDO e ele DEVERIA ter que pagar caro por isso, todavia sabemos se tratar de um desorientado e inexperiente que sequer teve o cuidado de tapar o rosto e se esconder da câmera (algo que todos sabemos existir nos ônibus , sendo assim, sabemos que será mais uma pessoa que se perderá na cadeia, durante apenas três anos, por ser menor, e que sairá de lá "pós-graduado" em criminalidade pelo simples fato de não termos a ilusória e mentirosa PRISÃO SOCIOEDUCATIVA. Já o caso do jogador do Fluminense, que foi pego no exame antidoping por uso de cocaína, é o "avesso" da situação quanto aos aspectos sociais e financeiro (agora, até porque também vem de família simples em relação aos mesmos aspectos do outro citado), porém trata-se de um jovem, também. Michael, atacante de 20 anos de idade, assumiu que usou droga e assim não haverá a possibilidade de contraprova por parte do clube, portanto observamos que estamos diante de um quadro duplo de agruras de jovens que podem sim, mesmo diante das dificuldades quanto as suas orientações, recuperarem-se dessas faltas para com eles mesmos, o que vale dizer é que se dependerem da sociedade eles estarão em "maus lençóis  pelo simples fato de não haver recuperação em nosso mundo de competição e de querer sempre mais. Mas, eu pergunto: Se o garoto estuprador ficar esses anos na cadeia, sairá recuperado? O jogador do Flu, se não tivesse talento pra jogar bola, o clube se interessaria em ajudá-lo? Respondamos a nós mesmos!
Aproveito a oportunidade de tratarmos de assuntos tão difíceis, por estarmos diante de jovens em pleno começo de vida, pra dizer que estamos longe da melhora quanto a um aspecto pouquíssimo comentado, que é o processo de PROFILAXIA (prevenção). Num país onde a educação e a saúde, por exemplo, não são apresentados pelas autoridades como uma maneira de cuidarmos das pessoas, como é que podemos ver solução a médio prazo, pelo menos?

É a nossa realidade triste e cruel de um país com raízes na impunidade e, principalmente, sem educação.

Iran Damasceno.

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