segunda-feira, 8 de junho de 2015

"A Realidade do Pecado Original"




"É que Narciso acha feio o que não é espelho". (Caetano Veloso)



Olá, leitor!


Quem é que sai de casa para ir ao trabalho, passear, fazer uma simples compra... E não se arruma adequadamente? Quem é que coloca o pior perfume, por exemplo, para se ajuntar aos demais? O Boticário que o diga. Nada é mais aviltante do que a hipocrisia nos tempos atuais, até porque viemos de épocas onde fomos sufocados e sufocamos uns aos outros e com isso transformamos nossos DNAs em algo que não podemos chamar de evolução, pois se levarmos em consideração os males que ainda causamos as sociedades que estamos construindo, certamente que podemos dizer que estacionamos na condição moral. Não aquela moral das igrejas ou a dos que querem libertinagem em detrimento a liberdade. É, isso mesmo, virou sacanagem geral e estamos numa nova "SODOMA E GOMORRA" dentro e fora das religiões dos vendilhões dos templos. 
Quem está sodomizando a sociedade? LGBTs ou religiosos? Aí está o "x" da questão e embora tenhamos um Estado Laico atuando podemos perceber que existe algo solto no ar e com isso não nos entendemos. "Os caras" lá do clero equivocado, aquele que vem desde os séculos pretéritos com falácias, crendices, dogmas e deturpações, insistem em se posicionar de maneira aviltante quanto aos fatos sociais achando que com a fúria dos senhores da razão irão resolver alguma coisa, porém eles só se esquecem que os tempos são outros e que as pessoas não possuem mais as correntes e chicotadas, juntamente com as queimadas em fogueiras e enxertos bíblicos pretéritos ainda atuantes, portanto quando eles atacam as suas próprias mentes doentes, direcionando inconscientemente as suas flechas ardilosas, esquecem ou não sabem que o alvo é a própria consciência que, quase sempre, estão embrionadas e ou inconscientes. Do outro lado da rua estão os que se julgam vítimas do preconceito e até o são, todavia o que não os tornam coitadinhos é o fato de estarmos longe das inquisições protestantes e católicas e que temos mecanismos legais e inteligentes para fazermos valer os nossos direitos e deveres, entretanto a coisa saiu do controle e o que vemos é uma enxurrada de desrespeito uns com os outros, como disse, e assim estamos, nós, as sociedades em geral, dando voltas em torno de nós mesmos. Uma espécie de órfãos de mães que nunca nos pariram. Uns adotados pelos pais desequilibrados e embriagados de cicuta, aquele mesmo que matou o Filósofo que quis ajudar a libertar os escravos da ausência da consciência. O circo está pegando fogo.
Hoje é religioso de um lado e homossexuais do outro mas, o que vemos? Cada grupo, separados por ideias e ideais desprovidos de conteúdo e inconsequências a nos levarem aos caminhos que as elites mais querem, que é a ALIENAÇÃO e desgaste psicológico para manterem o PÃO E CIRCO atuantes, colocando, novamente nas arenas, os escravos sem poder intelectual e os ditos cristãos que querem transformar a sociedade mas, por incrível que possa parecer, sequer conseguiram se transformar. É a guerra fria do NARCISISMO onde todos queremos ter razão por entendermos que o bonito sou eu e todos tem que me aceitar, pois se em algum momento alguém se opor contra minha beleza a minha única alternativa será matá-lo. O retrato de uma beleza que ainda não existe mas que diante de uma doença com causas na raiz da alma humana, acabamos por tentar fazer valer o que eu vejo no espelho, porém nem sempre o espelho reflete a realidade, mas sim a imagem do que a minha mente quer que eu veja. O IDEAL DO EU.

É, a causa da guerra santa entre "pecadores e senhores da razão" (?) está só começando e ainda precisaremos de muitas vendas de "gesusis" capitalistas e punitivos e de "bundas ao vento" para sensualizarmos as questões mas, resolver através do entendimento, é apenas um ponto num dos milhares de textos bíblicos inquisitivos.

Iran Damasceno. 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

"Por Que Não Matamos Logo Jesus"?



"Criamos um "jesus" preconceituoso, capitalista, "resolvedor" de todos os problemas e agora o queremos de volta. Esse aí, criado ao nosso bel prazer, está, não para voltar, mas apenas para mostrar a sua cara, pois ele nunca nos deixou desde que o verdadeiro foi embora" Iran.



Se voltássemos aos tempos de Moisés e o entrevistássemos, saberíamos a verdade dos seus mandamentos. Se pudéssemos conversar pessoalmente com Sócrates, saberíamos que as suas investidas pelos campos da alma e da razão contribuíram bastante com o nosso desenvolvimento. Se tivéssemos como conviver pessoalmente com Jesus, observando os seus ensinamentos práticos, antes da criação do cristianismo político e financeiros e dos enxertos bíblicos, certamente que não teríamos guerreado e nem escravizado uns aos outros. Se as investigações científicas de Alan Kardec tivessem sido apreciadas por nós e encaradas pelos olhos da ciência e da Filosofia, poderíamos ter poupado muitos descaminhos em direção a essa ignorância a qual, ainda, estamos e vamos permanecer. O "deus antropomórfico" venceu.
Leis duras eram necessárias nas épocas pretéritas e mesmo assim não conseguimos frear os nossos desvarios, há mais de 4000 atrás, até os tempos atuais. O que fizemos com as leis moisaicas? Deturpamos de forma aviltante aos olhos de qualquer ser de inteligência mediana, mas, mesmo assim, entendemos que "olho por olho, dente por dente" é matar quem nos mata, corromper quem nos corrompe... e por aí vai. A inquisição e a Roma antiga estão atualizadíssimas. A Filosofia é encarada como algo intangível e serve, apenas, para os imbecis, para mostrar que o ser pensa. Mas, onde está o resultado dos investimentos em seus preceitos? Onde estão as escolas e religiões, em relação a Filosofia socrática? Em quase lugar algum, pois essa visão libertadora das amarras dogmáticas não pode entrar nos maracanãs da vida, nos barracões das escolas de samba, nos planaltos aviltantes da corrupção, nas religiões e muito menos nas escolas. Isso seria letal, pois faria o ser humano pensar. Onde está o Jesus modelo de amor e de inteligência? Foi morto e não deixaram nenhum vestígio, pois assim não corremos riscos de acharmos as verdades santificantes, libertadoras e, como consequência, continuamos dando espaço quase eterno para o "jesus" barganhador e que mima seus seguidores com promessas de milagres imbecis. Ah, falta o conhecimento sobre os 'mortos", né? Verdade, até porque e diante dessa mistificação ignorante, preferimos aceitar que ao morrermos vamos para o céu ou para o inferno eternos. É mais fácil vender uma mentira que "cola' do que a VERDADE que liberta.

Iran Damasceno. 

quinta-feira, 4 de junho de 2015

"Ser Religioso ou Cristão"? - O Homem da Lama.





"Por vezes, o não, é ato de caridade. Sufocar o bem é como anestesiar as pernas e, consequentemente, parar o andamento do crescimento espiritual". Iran.



Paulo tentava ser feliz, sofria com as suas investidas e não conseguia êxito. Ele não sabia lidar com os equívocos cometidos na vida e também não atentava ao simples fato de já ter entrado em nova era, superado certas inclinações para os erros e assim sofria não por tentar ser feliz e não conseguir, mas por entender que deveria sofrer para se punir, inconscientemente, tornando-se submisso. Permitia, diante de tais apontamentos, que as pessoas até mesmo tripudiassem sobre ele para que assim desse uma "satisfação' as suas tentativas inoperantes e inconscientes, como disse. Certa vez ele estava caminhando pelo lamaçal e caiu, ficando atolado, e aí vieram aquelas mesmas pessoas a quem ele permitia que abusassem da sua bondade, por acreditar que assim estaria sendo bom. Ledo engano, pois aquelas pessoas estavam, assim como ele esteve, amparadas em suas pretensas formas egoístas de ser, buscando sugar do outro o que eles poderiam dar até a morte. Passaram por cima dele e o atolaram ainda mais. Paulo ficou com a cara na lama por muitos dias e sem forças para se levantar, tendo que conviver com aquele cheiro fétido e quase inaceitável, porém e de tanto sentir aquele aroma desagradável resolveu levantar-se, lentamente, e se limpar para seguir. Ao passo em que caminhava lentamente ele ia se limpando e assim sentindo-se melhor, ao ponto de começar a se vestir de maneira mais limpa, prazerosa e, para sua surpresa, após parar, descansar e seguir novamente, reparou que havia pessoas em mesma situação pelo caminho, sendo assim e sempre que as via ele procurava estender a mão para ajudá-las. Quando seguia em busca do seu objetivo, que era achar uma cidade para morar e trabalhar, diante da sua nova era de realizações, olhou de longe e viu um aglomerado de gente e para sua surpresa, ao aproximar-se, observou que se tratava daqueles que o prejudicaram pela sua passividade e aí aproximou-se, quando chegou até eles, percebeu que estavam na mesma situação que ele esteve, quando foi pisoteado pelos próprios, mas sentiu uma vontade imensa em ajudá-los. E ajudou, entretanto ouviu dos meliantes do egoismo o pedido para que o levassem junto mas, pelo fato de Paulo, agora um novo homem, ter se lembrado que NECESSITAVA crescer espiritualmente, ofereceu ajuda para levantá-los e disse-lhes que os mesmos deveriam caminhar com as próprias pernas, como ele havia feito. Deu-lhes a ajuda necessária e seguiu.
Moral da história: Se Paulo permanecesse ajudando aquelas pessoas com a sua passividade, certamente que jamais sairia de tal procrastinação e cairia num buraco sem fundo, portanto o mesmo em que os seus detratores estavam. Mas, ele ajudou, somente não se envolveu nos problemas daqueles que o colocaram no "cabresto' para que não crescesse e assim permanecesse sem rumo. Hoje Paulo é feliz não por ter achado somente uma cidade, trabalho e casa pra morar, mas por saber que foi Cristão e não religioso como aqueles que o mantiveram na ignorância, observando que os homens da lama são aqueles que travam o progresso dos outros com seus egoísmos pragmáticos seculares.

Paulo não é mais o HOMEM DA LAMA por ter se libertado das suas próprias amarras, aquelas que nós criamos e permitimos que os outros a controlem.

Iran Damasceno.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

"A Reencarnação Poderia Explicar, Malafaia"

 


O que foi que vimos e não notamos mas que ainda podemos comentar?



Independentemente de ter ou não religião e de ser ou não partidário a minha personalidade não condiz com a do Silas Malafaia e muito menos com a do Lula. Motivos diversos e óbvios...
Ainda ontem o pastor das falácias "esculachou" o "ex-miserável do Agreste" de Pernambuco, Lula, quando, entre tantos impropérios, disse que Jesus poderia curá-lo do vício da cachaça. Uma "vingancinha" de quem se sentiu "ofendidinho" pelo fato do "Zé da pinga" ter "proclamado" indelicadezas em relação aos pastores e aí deu um vídeo de cinco minutos, onde Malafaia faz ironias sobre fatos escusos do PT e de sua turma. Mas, o que isso tudo causou de efeito? Para mim mostrou um lado do pastor dos "deuses antropomórficos e capitalistas" que, fazendo-me "engolir" minhas críticas, eu tenho que reconhecer: O cara tem coragem e se expõe. Ninguém no "mercado religioso" tem essa coragem e isso é louvável, pois certas verdades, ainda que veementes, devem ser ditas. Meus mais sinceros reconhecimentos, Oh grande comerciante da fé. Ah, o Lula? Esse a maior decepção, pra mim, dos últimos 35 anos na política nacional, pois um homem que veio da "merda", alcançou posição reconhecidamente difícil para quem não tinha nada, lutando contra a herança maldita da Monarquia e elites separatistas, e ainda fez o que fez, é algo degradante e, sendo assim e diante de um quadro caótico, oriundo do seu legado de "distribuição de crédito" para os pobres comprarem carros, móveis, viagens... eu não poderia deixar de classificá-lo como o mal desnecessário e repudio uma possível volta sua ao cenário político nacional, em todas as esferas. Se eu fosse místico e mistificador, certamente que acharia tratar-se da reencarnação de Dom Pedro II, fracassando novamente, aguardando uma nova oportunidade de reencarnar na condição de mendigo, estacionado nas escadas do Planalto, estendendo a mão a pedir esmola aos políticos do futuro.

Ainda bem que era um sonho...

Iran Damasceno.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

"Evideeeeeeeeeeentemente".....




"Antes era por causa dos desvarios da inexistência da consciência no ser humano, porém agora é pelo fato de termos essa consciência mas não a moral. enquanto isso, vamos seguindo de forma aviltante quanto as ações que tanto destroem o país".

Iran.


Olá, leitor!

Na década de 1980 eu me recordo que já criticávamos o Sarney quando o mesmo assumiu a presidência, após a "morte" do Tancredo Neves. Então partimos para os caminhos da tão sonhada "libertação" da ditadura e, no que deu? Algo até pior que a própria ditadura (sem colocarmos nas mortes de artistas e jornalistas apenas por tentarem se expressar), que são a corrupção e a impunidade, que se alastram pelo país contaminando as próximas gerações. Teremos solução? Confesso que não sei...

COM A CLASSE POLÍTICA ESTÁ TUDO BEM. COM O BRASIL? AH, ISSO É UM MERO DETALHE...

A presidente Dilma diz que temos (eles) que cortar gastos, o Senado e a Câmara querem aumentar as vantagens da classe política e o judiciário, com "ciúmes", começa a reivindicar os aumentos que dizem merecer. Lá atrás, quando as manifestações começaram (2013), o governo falou na possibilidade de fazermos a reforma política (Rsrsrs...) e a oposição virou as costas porque estão boicotando o atual poder mas, onde chegamos? O setor que mais emprega no país já demitiu, desde janeiro até agora, mais de 50 mil trabalhadores, que é o da construção civil, portanto e enquanto durar a "queda de braço" entre governo e oposição, quem vai tomando no bolso somos nós, a classe média baixa. Sim, a classe média baixa, aquela que o Lula disse que havia crescido por causa dos investimentos na política do TER (abertura de crédito para os pobres), porém o que o povo não atentou foi que isso se tratava de uma possibilidade de se adquirir bens e não mexeu, em momento algum, nas estruturas econômicas e sociais do país, portanto veio a falácia (como sempre eles fazem) desse governo ordinário e que jamais foi o que disse, apenas em sua construção e por alguns anos enquanto não pegava o poder, pois quando isso aconteceu, mostraram que são a ELITE que eles tanto contestam. Ou seja: Todos os petistas, que em princípio eram "trabalhadores" (Rsrsrs...), hoje desfrutam de riquezas incontestáveis e de "costas viradas" para o povo, amparados por instituições falidas como Câmara, Senado, prefeituras, governos estaduais...

Ah, o Brasil? É um mero detalhe...

Iran Damasceno.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

"Churrasco Para Os Parlamentares"



No que se transformou ou está se transformando o Brasil? Iran.


O casso Mário Ferreira Lima.



Olá, leitor!


Ouvi algumas pessoas dizendo: "Ladrão é ladrão, roubando dois quilos de carne ou um bilhão de reais". Confesso que fiquei extremamente pensativo. Vamos separar o 'joio do trigo"? 
Estamos vivendo uma das piores fases da história do país quanto a corrupção em todas as esferas do poder e também da classe empresarial, em partes. Lembremos: Em Itaguaí, aqui no Rio, um prefeito (Luciano Mota - PSDB), garotão, de boa aparência e de família bem posicionada socialmente e economicamente falando, deixou milhares de pessoas desempregadas e com dificuldades por causa da sua bandidagem e corrupção, ostentando bens materiais caríssimos comprados com o dinheiro público. O que aconteceu com ele? Está solto. Os empreiteiros e políticos envolvidos no maior escândalo de corrupção da história do Brasil e talvez do mundo (Petrobras), estão soltos com tornozeleiras, em suas mansões. Alguém aqui está tentando justificar alguma coisa? Claro que não, apenas estimulando as mentes para pensar. Um assaltante aqui na Baixada Fluminense (Rio) matou a mulher e sua filha e o juiz responsável pelo caso, mandou soltá-lo. Baseado em que? Não sei, não sou advogado. Sei que é injusto e cruel com a sociedade. Mas, dizem que são as "leis". Lei é fria e injusta, justiça não temos no Brasil, pois somos um povo provinciano, feudal e temos, ainda em nossos DNAs, os resquícios dos capins que contávamos num passado recente; temos o cheiro das cinzas dos corpos que queimávamos nas fogueiras inquisitivas; o som estridente das bombas que caiam nas casas alheias nos cobrando audição...
Por que no Brasil as leis são tão incorretas, injustas e levianas, para não dizer insanas? O que os parlamentares fazem para revertermos esse caos social que eles causam e nós aceitamos? Pois bem, um homem que rouba dois quilos de carne, por estar passando fome com o filho, vai preso e tem que pagar fiança. Como assim, ele não estava roubando por não ter dinheiro para se alimentar? Como teria dinheiro para pagar fiança? Detalhe na sua fala, ao ser entrevistado, quando respondeu, de pronto: "Eu fiquei muito triste pelo mau exemplo que dei ao meu filho, agora quero pedir perdão a ele e aos policiais e arrumar um emprego". Pois bem, ainda que seja dissimulado (?), notemos que a primeira coisa que ele disse foi pedir desculpas ao filho e a polícia, diante da bondade dos policiais que o ajudaram comprando alimentos para ele e seu filho, porém notemos algo estranho: Qual dos bandidos presos e soltos pela operação "lava-jato" se posicionaram assim? Todos são ordinários como a classe política que corrobora com esse desvario social e, diante da impunidade que eles mesmos causam, corroborada pelos seus eleitores, permanecem ostentando seus sorrisos sarcásticos e cínicos por saberem que aqui, nesse fim de mundo, dificilmente teremos desenvolvimento por causa da falta de ORDEM E PROGRESSO.

Lamentável ver um país tão lindo acabar...

Iran Damasceno

quarta-feira, 13 de maio de 2015

"Parabéns, Mariano Beltrame"




Os tempos são tão conturbados quanto a moralidade que, quando nos deparamos com pessoas sérias, comprometidas e honestas, até nos assustamos. Iran.




Olá, leitor!


Antes de tudo, desejo felicidades e meus parabéns pelo seu aniversário, que é hoje, secretário. Coincidentemente, ainda ontem à noite, fui dormir pensando em escrever algo sobre o que o Secretário de Segurança do Estado do Rio, Mariano Beltrame, vem falando ao longo dos tempos sobre a polícia e sua atuação, dentro do contexto social. Ele está certo! Os órgãos de Imprensa, administrações públicas e o povo vem criticando as ações da polícia e castigando suas atuações, todavia o que devemos entender é que ela é UM DOS SEGMENTOS de segurança que, diante das suas atribuições, necessita do complemento. No Brasil fazemos tudo diante das ações paliativas e assim vamos deixando acumular problemas, o que, em algum momento, certamente transbordará na sociedade. O que fazer? Ele, enquanto chefe de uma instituição tão prejudicada pela falta de atenção devida, por parte do poder público e da população, sempre está apontando os problemas sociais que sobram por causa da ausência de uma estrutura que dê apoio a segurança, até porque a mesma não se faz somente com polícia, mas sim com cidadania e condições de vida para a população. Principalmente a mais carente de atenção.
Temos visto as UPPs entrarem nas favelas desacompanhadas dos outros tantos aspectos sociais como educação, transporte, saúde, saneamento, obras significativas... e assim, diante de uma revolta inconsciente, principalmente por parte do povo, acabam jogando a polícia no lamaçal da imoralidade, quando deveríamos entender que ela, a duras penas, ainda nos dá a segurança que precisamos, mesmo diante de policiais mal pagos e sem as condições devidas de trabalho. Corrupção? Sim, porém, onde não temos hoje em dia? Sou a favor da sua postura sim, pois vejo no Sr Mariano, um delegado Federal, advogado, administrador de empresas, administrador público, especializado em inteligência estratégica pela Escola Superior de Guerra e um dos idealizadores das UPPs, a pessoa ideal para assumir as ações das novas gerações que tanto o país precisa, haja vista que se ele não fosse um homem de postura, certamente que já teria se rendido aos apelos partidários e tentado algum cargo político, sendo assim e diante da sua postura, vejo que o Rio e nem o Brasil, podem perder uma figura competente e séria.

Obrigado Sr Mariano, pois embora percebamos um cansaço em seu semblante, devido aos desvarios das administrações públicas, principalmente a do ex-governador Sergio Cabral, vejo que és um guerreiro incansável.

Iran Damasceno.

terça-feira, 12 de maio de 2015

"O Empreendedor Moderno"




"Vender é estabelecer relação com o cliente, satisfazer as suas necessidades e anseios e, como consequência, retirar o lucro". Iran.



Olá, leitor!


Marcelo é um empresário bem sucedido, estava ampliando seus negócios e, para tal, precisava instalar outro escritório no Centro da cidade. O fez. A partir do momento em que passou a conviver diariamente por lá começou a lanchar, como de costume, numa lanchonete que procurou escolher a "dedo", pois era exigente quanto a qualidade da comida e do atendimento. Num belo dia, após ter trabalhado até mais tarde, desceu o prédio para se alimentar e foi direto aquele local que havia escolhido, ao chegar por lá começou a perceber quem era o atendente mais ativo, atencioso, profissional e, diante da sua capacidade de observação quanto ao assunto, percebeu que não havia um padrão de atendimento naquela pequena empresa mas, notou, após sua procura rápida, que um dos funcionários, João, destacava-se dos demais e foi aí que o chamou. Perguntou ao jovem, educadamente, se ele tinha suco de tangerina e o atendente, prontamente, disse que sim, portanto pediu o suco de sua preferência, juntamente com um queijo quente e passou a observar a maneira como o mesmo preparava seu lanche. Notou que o já admirado rapaz fazia as coisas com habilidade e muita criatividade e viu, também, que ele cortava os gomos da tangerina ao meio, retirava os caroços, para não amargar, cortava os bagaços e não adicionava açúcar, deixando ao gosto do cliente. Procurou colocar pouca água para que o suco ficasse bem concentrado e, quanto ao queijo quente, teve a preocupação de perguntar ao cliente se ele preferia mais "douradinho" ou "clarinho". Bem, sendo Marcelo um empreendedor de sucesso, moralizado e moderno, logo encantou-se com a destreza e capacidade do jovem. Lanchou, pagou, deu uma gorjeta ao jovem e foi embora, ao chegar no escritório perguntou a sua secretária se os serviços de banco e de rua em geral, estavam sendo feitos de maneira satisfatória. Ela disse que sim mas, pelo seu tom de resposta, sendo ele um "visionário" e bom administrador, logo percebeu que faltava algo. Foi então que decidiu descer o prédio, novamente, encaminhando-se a lanchonete e lá chamou o gerente / dono para conversar. Perguntou a ele se poderia fazer uma proposta de trabalho ao jovem João, o que foi respondido de forma meio descontente pelo gerente, que sim. Entregou ao jovem promissor o número do seu telefone e pediu que ligasse pra ele, à cobrar, pois tinha uma oportunidade de trabalho pra lhe oferecer. Foi embora. Na noite do mesmo dia o jovem ligou e marcaram um encontro no escritório de Marcelo e, diante de um papo informal, o empresário, encantado com a sua desenvoltura, o contratou como mensageiro para fazer serviços de banco, levar documentos para outras empresas, arrumar as salas... e, com o passar do tempo, percebeu que deveria investir naquele que, aos seus olhos de empreendedor, teria um futuro promissor. O fez. Foi então que matriculou João em uma escola noturna onde o mesmo terminou seu ensino médio e a partir de então o estimulou a entrar para a Universidade, pagando seus estudos, e o então funcionário produtivo, formou-se em Administração de Empresas.
Moral da história: Após anos de convívio e amizade, Marcelo abriu outros escritórios e deu a administração de um deles a João que, diante do seu talento e honestidade, além de dedicação, tornou-se seu sócio e os negócios fluíram de maneira produtiva. A partir de então João passou a lanchar em uma outra lanchonete e observar o comportamento dos funcionários, procurando ter um pouco do "sangue" empreendedor daquele que o havia dado a chance da sua vida, pois ele passou a ser, também, um EMPREENDEDOR DO FUTURO.

Iran Damasceno.

(Tese de término do curso "Gestão de Pessoas") 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

"Brasil E A Realidade Das "erjs"




Olá, leitor!

Você saberia identificar nas imagens acima, qual foto representa a ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) e a UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro)? Sendo brasileiro e Carioca, certamente que saberá. Ainda ontem vimos pelas diversas matérias em TVs, principalmente, a situação da UERJ sobre a questão do lixo acumulado pelo fato do Governo do Estado não pagar a empresa terceirizada, responsável pela limpeza e manutenção da instituição, há mais de quatro meses. Ainda temos a precariedade nas instalações e uma enxurrada de descaso com as salas de aula, internet que não funciona adequadamente e os salários dos funcionários que, em se tratando de educação, estão defasados e atrasados, também. Quanto a ALERJ, essa sim "funciona" adequadamente e luxuosa como sempre, pois as instalações são de primeiro mundo, os salários exorbitantes, inclusive dos estagiários, que ganham mais que qualquer servidor formado e assim vão dando o "exemplo' do que é um país subdesenvolvido.
O que poderia ser feito? Renovação do quadro político mas, o que vemos, é a realidade provinciana de seres distorcidos pelas ações atrasadas quanto a moral e o descompromisso com a coisa pública, que são os políticos brasileiros e, o povo, em sua grande maioria, que aceita e corrobora com pessoas de extremo feudalismo conceptivo quanto as mudanças. 

Essas são as caras da política nacional.





Mas, vem a questão: O que queremos para o Brasil, colocando as mesmas pessoas, nos mesmos cargos, com os mesmos pensamentos aviltantes? CAOS! Falta-nos altruísmo e razão, pois quando investimos nossos votos em coisas assim, certamente que as imagens mostradas, permanecerão até a derrocada final.

Pois é, antes de sermos cidadãos poderíamos ser SERES HUMANOS.

Iran Damasceno.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

"Eu Não Morri"...




Eu não morri. Não me mataram covardemente como disseram, principalmente meus familiares e amigos queridos. A história vem de longe e hoje, em tempo certo, percebi o quanto nos enriquece a capacidade de entendermos as falhas, equívocos, erros... Para que o nosso crescimento espiritual seja beneficiado. Sei que algumas pessoas estranharão a forma pela qual estou me comunicando e de como me faço entender, pois sempre fui uma pessoa distante da espiritualização e assim podem até achar que o médium que está me servindo, esteja falsificando. Não, sou eu mesmo e digo aos parentes e amigos (?) que não senti dor alguma quando desencarnei, apenas me vi tonto e sem saber o que fazer, mas, diante da minha coragem e por saber que a vida segue, acabei encontrando pessoas amadas e amigas, como o vô (....) e assim me encaminharam para um local (hospital) muito legal, simples e bastante amável. Dormi não sei por quanto tempo e acordei muito bem para quem teve o corpo abatido com TRÊS disparos de arma de fogo, ou seja, tiros mesmo. Detalhe: Por que TRÊS tiros, se quem me tirou do corpo poderia ter feito com apenas um, pelo fato de estar extremamente nervoso e duvidoso quanto a fazer isso? Já lhes conto...
O que me fez entender melhor a vida fora do corpo foi quando eu era criança e a vó (.....) e minha mãe (......) me levavam a um centro de Umbanda para me darem um “passe”. Lembram como eu fiquei irritado com aquelas “charutadas” na cara e dos conselhos daqueles guias que sempre diziam que eu era inteligente, bondoso, mas (esse mas é que me ferrou. Rsrs..), precisava tomar juízo com as namoradas? Como assim? Eu apenas tinha uns 11 anos de idade. Pois é, além de ficar “p”. da vida com aquelas “mandingas” (Rsrs..), ainda me aborreciam com as chamadas que me davam. Serviram demais e, embora eu tenha sido uma pessoa que nunca gostei de estudar, ainda que meus pais tenham “ralado” para eu terminar, pelo menos o 2º grau, passei, até meus 25 anos de idade, a ler e escrever, tanto é que vocês acharam bastante coisas em meus cadernos de anotações e nos arquivos no computador, e graças a essas empreitadas eu adquiri e relembrei  que possuía conhecimentos trazidos de outras passagens em vidas anteriores. Entretanto, falando em outras passagens minhas em outras vidas, informo a vocês que numa das minhas investidas infelizes, na condição de mandatário (lembram como eu era mandão?), dei TRÊS tapas no rosto de um trabalhador, em praça pública, desmoralizando-o e tirando seu emprego (agora entendo o porque de eu não ter conseguido me orientar e aplicar esforços na vida profissional, pois era meu inconsciente me cobrando a reforma e eu não entendia), o que veio a prejudicar, também, aos seus familiares. É, foi esse o motivo pelos TRÊS tiros que levei, pois na mente inconsciente do meu agressor estavam as marcas da maldade que eu havia lhe aplicado. Nada de vingança, pois como eu disse, ele agiu inconscientemente. A causa da minha “morte”? Sim, foi porque disputávamos a mesma namorada (sua filha naquele momento em que lhe apliquei três bofetadas) e aí, ao retornarmos em outras condições sociais e familiares, certamente que ele não teve a paciência de esperar pela resolução e perceber que não daria em nada, apenas se tratava de um namoro comum. Foi feito, isso é fato e não quero que o façam sofrer porque nós, autores da nossa própria história, sempre colhemos os frutos das nossas plantações. Eu colhi os meus.

Sigo agora me recuperando e, tão logo esteja em condições, seguirei ajudando-o a readquirir seu equilíbrio para que não se comprometa ainda mais, porém não terei como impedir as sanções das leis humanas. Sua família está sofrendo muito e ele sabe disso, portanto tentarei ajudá-lo a se entregar e permitir que reflita. Mãe e pai, não se preocupem porque eu nunca fui viciado em drogas e apenas experimentei a maconha, uma única vez, e achei horrível, já a cocaína, aquela que muitos dos meus colegas adquiriram como vício, essa eu nunca quis nem experimentar porque achava perigosa e repugnante. Esse débito eu não trouxe. Ao meu amado pai (.......), eu sinto muito por não ter visto o Zico jogar, como ele sempre falava, mas sei o quanto ele foi craque e te fez feliz nas tardes de “maraca”, estádio esse por quem eu era alucinadamente apaixonado.
Bem, por aqui eu paro e me despeço momentaneamente porque tenho que dar espaço aos amigos aqui que também precisam se comunicar, sendo assim eu digo a todos que estou MARAVILHOSAMENTE BEM e feliz, apenas quero que vocês também fiquem, pois a minha ausência é apenas momentânea e corporal.

Beijos nos corações de todos que amo e saibam que as minhas palavras são apenas de alguém que, mesmo não tendo sido atento, sempre carregou o bem no coração.

Carlos...
                                                                                                                                                                            
Iran Damasceno

(inspiração em 27/04/2015)

"2016, O Ano Em Que Viveremos Em Perigo"



"Política + religião + desinteresse eleitoral = DESORDEM SOCIAL". Iran.



A cada dois anos estamos nos movimentando nas urnas eleitorais e escolhendo candidatos para que os mesmos administrem os rumos das cidades, estados, do país e assim damos as nossas contribuições, objetivando salvar a pátria. Somos como operários de uma fábrica de produção e todos os dias fazemos a mesma coisa, ou seja, realizamos as mesmas ações e, para descansarmos, nos finais de semana, vamos ao Maracanã e ou para o sofá da sala, interagir nas redes sociais. O filme de Charles Chaplin, de 1936, chamado "Tempos modernos" retrata, ainda que com muita antecedência, uma realidade que chegaria após quase oitenta anos e nos mostra que o capitalismo, desde os tempos da Roma antiga, era a nossa grande Psicose. Não aquela de Hitchcock, mas a que nos faz sairmos da realidade da vida para enveredarmos na ficção e assim nos obrigando a criar personagens, para que consigamos esconder nossos medos. Esse mesmo capitalismo que nos mata em vida e nos faz viver escondidos em personagens para não aceitarmos a realidade de uma modernidade criada por nós e, como o próprio Frankenstein, sem entender a sua criação, perverte-se e entra em conflito consigo mesmo e com as sociedades. É difícil tarefa para uma gente que vive de sonhos e ilusões em terem uma conquista edificante, mas que sequer sabe o que é EDIFICAR. 2016 será um ano difícil para todos nós habitantes dos infortúnios avassaladores da pobreza e mendigos da atenção dos mais poderosos que, quase sempre, estão preocupados em "abarrotar" de dinheiro em suas contas bancárias, principalmente no exterior, e que se esquecem, mesmo sendo "águias de rapina", que já estão a caminho do final da vida mas o capitalismo selvagem é a doença que os tornam ociosos e odiosos com seu semelhante. Teremos, no ano que vai chegar, olimpíada e eleições, entretanto vale lembrar que todo ano, independentemente desses eventos, já damos bom dia ao ano com IPVAs, matrículas dos filhos em escolas, material escolar, dívidas do ano anterior, carnaval, páscoa e, ufa, damos uma descansada até o dia das mães, porém, vale lembrar, também, que nesse ínterim, temos vários feriados e como bons "europeus tupiniquins", temos que "viajar" para nossas "meia águas" na Região dos Lagos. 
As propostas dos capitalistas chefes, ou seja, a classe política e empresarial (são uma só), que sempre em ano de eleição fazem seus acordos e os empresários da miséria já depositam seus empréstimos nas contas dos candidatos e partidos, esperando receber com juros elevadíssimos, assim que o candidato seja eleito mas, quem paga a conta, somos nós, é a de permanecerem alienando aos não inocentes mas submissos e até partícipes eleitores. Eu chamaria de o ano da SIMBIOSE MALDOSA, pois existem os que compram e os que vendem seus votos e assim, sem entenderem que o voto comprado é com seu próprio dinheiro, vamos seguindo e nos maltratando nas redes sociais em busca das respostas que estão à frente dos nossos olhos, que é a imbecilidade em não nos importarmos com a política, dando continuidade aquela enfadonha mania de dizermos que POLÍTICA E RELIGIÃO não se discutem. Exatamente, é isso que os inquisidores do poder querem, que não discutamos e deixemos para eles as ações maléficas de nos conduzirem aos túmulos dos zumbis e com isso nossas vidas vão se esvaindo e nós, quando atentarmos, estaremos na varanda das nossas casas alugadas e pagas com o suor de sangue das décadas de trabalho que, após a velhice, nos "dá" o "presente de grego", que é a aposentadoria pelo INSS, aquele mesmo órgão que o governo retira o NOSSO dinheiro para nos achatarem.

É, o ano em que vivemos em perigo está aí mesmo, basta apenas nos prepararmos para enfrentá-lo de maneira digna, ou seja, termos a "honra" de morrermos de pé.

Iran Damasceno.

terça-feira, 21 de abril de 2015

"O Futebol Brasileiro Está Lesionado Gravemente"

 



"Essa lesão, da qual sofre o futebol brasileiro, dificilmente será curada". Iran.



INVERSÃO DE VALOR OU AUSÊNCIA DO MESMO?

Diante de um quadro CAÓTICO em relação aos valores éticos e morais, também no futebol, o que vejo é uma derrocada neste segmento que, por vezes, acaba até mesmo com guerras. IMORALIDADE E INCOERÊNCIA. Reafirmei o que venho dizendo há tempos em relação ao futebol brasileiro e principalmente sobre essa balbúrdia que é o futebol do Rio, pois o que vi nesse final de semana entre Vasco e Flamengo, foi de estarrecer. Bem, como não sou mais torcedor de futebol, deixo sempre os méritos aos reais merecedores e hoje cito Osvaldo de Oliveira e Fernando Prass, treinador e goleiro do Palmeiras, respectivamente, pelo caráter de cada um e também da forma como se pronunciam, diferentemente dessas aberrações de jogadores dos times do Rio. Parabéns ao meu querido amigo Ricardo Henriques, preparador físico, merecidamente, do Palmeiras.





LIGAREI PARA O MEU PSICANALISTA PRA SABER SE OUVI DIREITO

"Nos impediram de chegar a final e isso está virando costume". (Alecsandro - Flamengo) "O respeito voltou e ponto". (Eurico Miranda - Pres. do Vasco)

Onde nossa sociedade está querendo chegar? Que primitivismo moral é esse que norteia e "encanta" nossas vidas? Futebol é isso? Diante dos pronunciamentos de dois participantes do jogo entre Vasco e Flamengo, Alecsandro e Eurico, jogador e presidente, respectivamente, deram declarações extremamente DENTRO da realidade do futebol brasileiro e Carioca, principalmente, porém e pelos ouvidos atentos e racionais daqueles que pensam, não podem ser ouvidos sem crítica veemente. Um alega que seu time foi prejudicado e que isso vem sendo costumeiro, deixando a coerência de ter reclamado sim pelo pênalti não existente mas que não cita as vezes em que seu time foi beneficiado por essa mesma arbitragem que, quando é contra a sua "pátria", torna-se a pior possível. "É que Narciso acha feio o que não é espelho". Do outro lado um "coronel" e Sr feudal dos tempos atuais que, sempre com as suas tiradas tiranas, enxerga que o "respeito" voltou e que esse valor é tentar calar as reclamações da mídia e dos adversários, apenas porque ELE quer. Mas, vem a pergunta: Quem é o responsável por esse desvio de virtudes e caminhos retos pelos quais as sociedades, representadas pelas instituições, estão tomando? Você? Eu? A vida?
Tentarei entender para poder sobreviver...

Iran Damasceno.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

"Loucuras Salvadoras"




"Somente os loucos herdam o céu". Iran.



LOUCA SALVADORA... (palestra de um louco)

Errei sim, passei anos e anos da minha vida cometendo erros mas, a única coisa que eu não atentava, era para o fato de que a loucura é o caminho para a salvação. Tomei um caminho cheio de obstáculos e de mata quase fechada, com estrada pedregosa, cheia de espinhos e, ao chegar ao final dela, me vendo cansado, desesperançoso e com os pés machucados de tanto andar sem cuidados, me deparei com minha consciência aflorando verdades loucas do meu inconsciente. Foi aí que parei e observei ao meu redor, percebendo que quase não havia mais para onde seguir, porém, pensando e descansando ao mesmo tempo, pude entender o sentido da vida. Ao olhar pra frente vi um abismo e se continuasse eu cairia; Para os lados só havia mata fechada, sem chances de vencê-las; Para cima não havia nenhum pássaro suficientemente forte e inteligente para me resgatar; Para baixo minhas mãos não tinham forças e muito menos ferramentas para cavar e tentar achar um buraco que me levasse onde eu pudesse me salvar. Então, o suicídio seria o caminho? Não! Minha mente gritou bem baixinho e foi aí que eu me voltei para trás e reconheci que a única salvação era retornar aquele caminho longo que havia me levado até ali, todavia eu ainda titubeei e questionei se seria viável eu retornar tudo que já tinha caminhado e ferido meus pés. Aí a consciência gritou, novamente, e eu atendi aos seus clamores, pensando: Se eu não quero me matar tenho que voltar; Os pés estão machucados mas cicatrizados e as dores não doeriam tanto pois eu já sabia como lidar com elas. Retornei, em princípio meio desanimado por imaginar que teria que andar tudo que havia andado mas, veio a loucura novamente a tomar minha mente de assalto e me orientou que na volta, mais calmo e experiente, talvez eu pudesse observar os caminhos alternativos, ao longo da estrada, que eu não tinha notado por causa do meu orgulho de HOMEM "SÃO". Obedeci a loucura e entrei num deles, que me trouxe até aqui forte, livre e esperanço para recomeçar e contar-lhes que somente os loucos são capazes de extirpar um dos maiores males da humanidade, que é o ORGULHO. Pisei na lama novamente, furei os pés novamente, arranhei-me nos espinhos novamente mas tudo valeu a pena, pois sendo louco pude perceber que somente a nossa classe é capaz de descortinar os véus das insanidades que os "sãos" possuem. Sou louco sim e vos digo que é maravilhoso ser diferente.

Iran - inspiração (09/04/2015)

terça-feira, 7 de abril de 2015

"Frases"



"Escrever é atributo daquele que pensa e quer mudar, pelo menos em si mesmo". Iran.



O homem deixa de ser instinto a partir do momento em que fala e escreve, portanto e na condição de "escritor amador", "escrevedor" e "filósofo maldito", resolvi postar algumas das centenas de frases e mini-textos que considero REFLEXIVAS e de EFEITO.



 O BOM VENDEDOR

Alguns "ingredientes" para nos posicionarmos como um bom vendedor:

1) Antes de tudo GOSTAR DE GENTE;
2) Adquirir a CONFIANÇA DO CLIENTE;
3) Ter CREDIBILIDADE;
4) Saber CONTROLAR AS EMOÇÕES e REAÇÕES HUMANAS.

Ou seja: Jamais devemos vender melancia na praia estando ela fora do gelo; Entregue a melancia com sorriso no rosto e de forma higienizada; Diante da reclamação, aprenda sempre a ouvir até o cliente terminar de falar e, quando for a sua vez, empregue tom de voz suave e semblante facial ao contrário da emoção enérgica do cliente.
Já estamos no caminho...

"Enquanto permitirmos poder por tempo ilimitado a uma só pessoa, ações centralizadoras, não responsabilizarmos e não punirmos, exemplarmente, paralelamente com investimentos na educação, nada mudará no Brasil".

"É tão curiosa essa disputa humana para ver quem tem razão quanto a quem é mais corrupto, ou seja, PT, PMDB, PSDB, PP, empresários... na realidade todos temos razão, porém nos separamos quando aceitamos a corrupção, entendendo que a mesma vem de nós mesmos"

"Tentando esquecer o passado eu me perdi no presente, lembrando de você eu fiquei ausente,
passando pelo vale da morte eu completei a dor pungente e, daqui por diante, serei diferente
pois me achei carente e assim lutarei até ser gente, novamente"

"Nada pode ser tão forte como a capacidade de amar. Mas, nada é tão racional quanto a capacidade de esquecer o que não presta mais".

Iran Damasceno.

domingo, 5 de abril de 2015

"Judas, O Ser Divino" (parte II)



OBRIGADO E PERDOE-NOS, QUERIDO JUDAS.

Eu serei sempre um amigo de Judas Iscariotes e peço PERDÃO a ele pelas blasfêmias de seres humanos iludidos e submissos, pois sempre estamos imputando a quem não merece os títulos de "sagrados" e aos perniciosos as consagrações que não merecem. Assim a humanidade, com a ânsia de julgar sem saber da verdade, coloca nos ombros dos que erram, sim, porém sem a intensão de cometer o mal, as "cruzes" das suas próprias iniquidades e "pecados" inconscientes, sendo assim, vejo em Judas um ser político que errou (?) por ACREDITAR em quem se dizia correto e, como consequência, carregou uma cruz tão pesada quanto a de Jesus. Aos amigos que queiram ler, coloco aqui, também e além da minha escrita, trechos de relatos de Humberto de Campos, narrados por Chico Xavier.
"Analisando bem os fatos que marcam a Paixão de Cristo, você há de convir que Judas foi mais um traído do que propriamente um traidor. A afirmação tem base no diálogo entre ele e Tiago, no dia anterior à prisão de Jesus, no qual Judas revela o seu plano de simplesmente apressar o triunfo mundano do Cristianismo, e não o de eliminar seu Mestre, que amava profundamente". Esta informação é do Espírito Humberto de Campos, publicada no livro Boa Nova, psicografado pelo médium Chico Xavier, no capítulo “A Ilusão do Discípulo”.
"A prova disso está no fato de que Judas Iscariotes, ao receber do Sinédrio as trinta moedas de prata como pagamento para entregar Jesus, não esperava receber o fel da amarga desilusão, ao ver o Cristo duramente torturado. Ao perceber a traição dos fariseus, pois não era isso que desejava para o seu Mestre, ele de imediato foi devolver as moedas recebidas para desfazer o acordo infeliz. Nesta oportunidade, porém, recebeu em troca a expressão de deboche dos príncipes dos sacerdotes: “Isso é contigo”. Nada mais restava fazer para salvar o Mestre dos Mestres. Infelizmente o plano sinistro estava consumado"!
"Foi então que Judas, depois de assistir de longe todo o desenrolar das cenas humilhantes do Calvário, levado por tremendo remorso, cometeu o suicídio. Embora tivesse sido movido pela vaidade e pela ambição política, Judas teria sido realmente um traidor caso tivesse arquitetado o plano cruel da crucificação, coisa que jamais pensara. E cá para nós, se ele tivesse mesmo o firme propósito de trair o Cristo para levá-lo à morte, com o fim de liderar os outros apóstolos na divulgação do Cristianismo, Judas sentiria tamanho remorso a ponto de se enforcar? É claro que não, pois não haveria nenhuma razão para ele se matar".
"Porém, Jesus, após a sua morte na cruz e tocado de infinita compaixão, foi ao encontro do espírito enlouquecido de Judas, permanecendo três dias ao seu lado até que ele adormecesse, conforme revelação da poetisa desencarnada Maria Dolores, no livro Coração e Vida, psicografado por Chico Xavier. Só depois desse gesto de amor e de perdão é que Jesus apareceu materializado a Maria Madalena, segundo o Evangelho de João" (Cap. 20: 11 a 18).



Boa páscoa à todos, mesmo sem chocolates e bacalhau, mas com a mente aberta para buscar a verdade.
Iran.

segunda-feira, 30 de março de 2015

"A Bíblia Incitando Ao Ódio" (Ou seriam os falsos pastores?)




"O ser humano é capaz de acreditar nos relatos bíblicos, sem se preocupar em sua veracidade, nos aspectos metafóricos, alegóricos... e assim vai negando ao que poderia construir uma sociedade melhor, ou seja, o entendimento". Iran.


Temos notado ao longo dos séculos a Bíblia se tornar cada vez mais polêmica, por dois motivos: A facilidade das suas colocações, por vezes metafóricas e alegóricas, e ainda assim envereda pelas mentes humanas e atinge o coração dos incrédulos mas que alegam terem fé (?), talvez para galgarem e garantirem um "lugarzinho no céu". A outra são as falácias enxertadas, principalmente, pelos cleros religiosos na "santa inquisição" e assim estamos vivendo, até hoje, num emaranhado de aceitações e inacreditáveis colocações em capítulos, versículos... para convencerem e manterem os DIZIMISTAS e adoradores do "deus antropomórfico", atuantes. É a realidade triste em nome de "deus", fazendo estragos nas sociedades, disseminando ódio, dividindo as pessoas e vendendo, também, o seu filho "jesus'. 
Podemos observar, ao longo dos tempos, que a violência em relação as religiões "adversárias" são ferrenhas e acabam travando uma verdadeira batalha de Marketing nas TVs (um verdadeiro quem dá mais entre pastores fanáticos e maledicentes) e, o que é pior, quando enveredam pelos caminhos dos pecados atribuídos aos que não atendam as "citações bíblicas", por vezes esdrúxulas e descabidas, quando incitam a violência contra àqueles que não fazem o que os ditos "homens santos" interpretam ao seu bel prazer, retirando assim da obra histórica de homens histéricos as suas verdades mentirosas.
Por exemplo, podemos observar as colocações sobre a HOMOSSEXUALIDADE, que são aviltantes ao raciocínio mais rasteiro e pueril possível e assim incitam, como disse, a violência. Vejamos: Em a Gênesis bíblica 19:1-13; Levítico 18:22; Romano 1:26-27; I Coríntios 6:9.
Bem, no tal Romanos diz que "ensina" (?) especificamente que a homossexualidade é resultado de "negar" (?) e "desobedecer" a Deus (?). E continua: "Quando a pessoa continua "em pecado" e "incredulidade" (?) a Bíblia diz que "Deus o abandona". Cruel esse "deus", viu? Vamos mais adiante e, talvez, nos depararmos com o pior dos "avisadores". Em I Coríntios 6:9, proclamam que os "transgressores homossexuais não herdarão o reino de Deus. ??? 
Por aqui eu paro para não entrar nesse mar de ódio incitado em certas igrejas, por pastores imbecis e que lucram com esses imbecilizantes enxertos e falta de humanidade com seus semelhantes, ao passo em que os que ROUBAM, de forma clara e nojenta, matando em vida as sociedades, esbanjam liberdade e se autointitulam proprietários de lugares no céu do 'deus" deles mesmos.

"QUE SOEM AS TROMBETAS PARA A DESCIDA DE JESUS, POIS ASSIM, NÓS, PECADORES E HOMOSSEXUAIS, SEREMOS BANIDOS PARA O INFERNO E DAREMOS ESPAÇO PARA OS "SANTOS HOMENS IGREJÍSTICOS" EMBARCAREM PARA O CÉU".

Iran Damasceno.

quinta-feira, 26 de março de 2015

"A Casa De Arthur"



QUANDO O ENTENDIMENTO É O MELHOR CAMINHO...


O ano era 1997, uma sexta feira à noite, no centro espírita Amor e Luz, Kleber e Amanda, recém casados, foram conhecer e participar da reunião do estudo sistematizado da doutrina espírita a convite de uma amiga, ao chegarem lá notaram que já conheciam algumas pessoas e se sentiram bastante a vontade. Kleber estava dando seus primeiros passos a caminho da luz redentora do espiritismo, já Amanda, não deu prosseguimento por não ter se interessado muito, apesar de gostar e procurar ler livros sobre assuntos espirituais.
O tempo passou, Kleber e Amanda se separaram, continuaram a ser amigos, porém sem ter mais contato freqüente, a partir daí ele seguiu estudando e se aperfeiçoando nos ensinamentos divinos, o que o ajudou a dar passos largos quanto a sua reforma íntima. Adquirindo mais conhecimentos passou a participar de varias reuniões e de estudos diversos como cursos em outras casas espíritas, até se tornar um orador. Falava com facilidade e possuía um conhecimento que vinha de outras passagens e também de suas estadias no plano espiritual, durante os períodos na erraticidade. Começou a notar que realmente os conhecimentos fluíam com naturalidade, inclusive a mediunidade. Certa vez, quando num domingo chuvoso, dia que Kleber não gostava de sair de casa para poder dormir e assistir a TV começou a sentir umas sensações estranhas e uma vontade irresistível de sair de casa, só não sabia para onde e nem com quem conversar, foi ai que resolveu sair e, ao chegar ao ponto de ônibus, pensou, pensou e resolveu ir ao bairro que havia nascido e se criado, a casa de um amigo de infância, todavia, como procurar alguém com um tempo daquele? Ao chegar à casa do amigo, recebido com estranheza, pelo fato de não ser esperado, começou a conversar e, para sua surpresa e tristeza, o amigo lhe informou que um amigo em comum havia desencarnado de forma trágica: Foi assassinado. Kleber não pensou duas vezes, pegou um táxi e partiu para a casa da família do amigo desencarnado para saber o que realmente havia acontecido, ao chegar lá consolou seus amigos e familiares do amigo desencarnado na tentativa de amenizar-lhes a dor. Soube dos fatos e, despedindo-se dos que sempre considerou, prometeu que levaria o nome do amigo a casa espírita que freqüentava e faria uma oração por ele, devido ao sentimento de amizade que nutria pelo desencarnado. Apenas para lembrar, era um domingo e a reunião de desobsessão era na próxima quarta, o que causou espanto foi o fato de certo mal estar não passar, parecia uma angustia que Kleber não sabia dizer o que era e nem o motivo, que perdurou até o dia da reunião. Ao chegar ao centro, cumprimentou aos amigos e pediu que fizessem uma prece para seu amigo desencarnado na hora do contato mediúnico, foi feito e, para espanto seu, durante a oração um espírito se manifestou e perguntou o que estava acontecendo com ele, porque estava em certo local sendo cobrado se seu algoz não estava ali para ser cobrado também, Kleber manteve-se em oração e ainda não achava se tratar do amigo desencarnado, porém ao final da conversa entre o amigo e um irmão que o estava orientando veio a certeza diante de tal comentário: “gostaria de perguntar se posso voltar aqui”? O irmão que o estava orientando disse que se fosse da vontade de Deus ele poderia voltar sempre que quisesse e, quem sabe, para trabalhar na casa. Veio então a surpresa: “gostaria de agradecer ao amigo “pezão” (como ele chamava o amigo encarnado) e deixar um abraço”. Kleber ficou emocionado e começou a chorar calmamente, permanecendo em oração. Terminada a reunião o irmão que havia orientado seu amigo desencarnado, perguntou-lhe: “E ai Kleber, será que era seu amigo”? Sem “pestanejar” Kleber respondeu que não tinha dúvida alguma, até porque nunca havia comentado sobre seu amigo ali na casa e muito menos ele teria, sequer, passado perto dali, e ainda falou seu apelido dado pelo amigo desencarnado. Kleber, ao ir embora, notou que o peso que sentia havia passado de forma total, não sentia mais nada e, a sensação que tinha, era de alivio e bem estar.
Passado isso sua Fé e suas certezas aumentaram ainda mais, até que um dia foi intuído por um irmão espiritual para que escrevesse sempre que possível. Ele, a principio, não entendeu muito bem e achou que se tratava somente de animismo, mas, começou a exercitar sua escrita em qualquer lugar sempre que sentia vontade sem se preocupar com organização, o que não era adequado por se tratar de um trabalho mediúnico ou até mesmo missão para a descoberta de um novo trabalho que se descortinava em sua vida. Cuidado é sempre bem vindo. O tempo passou e as coisas foram acontecendo naturalmente até que Kleber conheceu Arthur, jovem estudante do espiritismo, em uma casa espírita onde estava freqüentando a pouco e os dois fizeram uma amizade somente dentro do centro, pois moravam longe um do outro. Arthur contou-lhe fatos de sua vida que deixaram Kleber interessado em seus relatos, ao ponto de os dois marcarem um encontro para somente conversarem sobre tais fatos. Arthur então lhe contou que, certa vez em uma festa, ele estava bastante animado, tomando suas cervejinhas, dançando, contando piadas e brincando com pessoas quando uma das convidadas da festa sentiu-se mal e caiu no chão desacordada, todos a acudiram e, ao retomar a consciência, começou a falar com voz diferente e um estranho olhar tomou a direção de Arthur desferindo palavras de baixo calão e até mesmo de situações que ele havia vivido. Em principio Arthur ficou nervoso com a situação, pois era um momento de descontração e ele não tinha experiência em lidar com aquele fato que, por vezes, só vivenciara na teoria dos estudos dentro da casa espírita e através das leituras de livros edificantes. A menina continuou desferindo ofensas e não tirava o olhar de Arthur, o que lhe dava ainda mais a certeza de ser com ele aquela conversa desagradável, contudo, pediu que as pessoas se afastassem e levou-a para dentro da casa, com a ajuda dos donos do recinto, onde começaram um diálogo mais próximo e direto. Notava-se tratar de um Espírito desencarnado, porém para isso havia a necessidade de certificar-se do fato para que não corresse o risco de passar ainda mais vergonha, foi quando perguntou ao espírito (?) quem ele era, da seguinte forma: “Meu irmão, você me conhece”? Às gargalhadas e detendo um ódio profundo, o Espírito respondeu-lhe o seguinte: “irmão? você tem coragem de me chamar assim? Fez o que fez comigo e tem a petulância de se aproximar de forma ordinária? Ainda que tenhamos tido uma aproximação sanguínea eu não te dou o direito de me afrontar dessa forma, és um covarde ambicioso e eu vou te destruir, você vai ver.” Arthur não entendia do que se tratava, só imaginava que poderia ser algum obsessor comum, transeunte de locais como festas, ruas... Mas porque ele falou de aproximação sanguínea, questionou a si próprio, para sua surpresa o Espírito lhe relatou coisas de sua infância que até ele havia esquecido, como um tombo de um muro ao tentar pegar pipa na rua onde morava, a partir daí percebeu se tratar de alguém que queria vingança, entretanto, como não possuía experiência e condições psicológicas devido a sua pouca idade e o local também não era o mais adequado, desculpou-se com seus amigos donos da casa e foi embora. Assim que saiu o Espírito não demorou e foi-se também. Na semana seguinte Arthur foi ao centro conversar com o Sr José, pessoa bondosa e que o ouvia e orientava sempre que necessitava de algo, relatou tudo que havia ocorrido e seu desconforto emocional após o fato, o que era até natural devido ao desequilíbrio psicológico causado pelas circunstâncias, foi ai que o Sr José lhe convidou a participar da reunião de desobsessão, reunião essa que Arthur ainda não participava devido aos seus conhecimentos serem acanhados para entender tal trabalho. Ele foi, estava emocionalmente desorientado, certamente pela obsessão que estava sofrendo, mas ao chegar a casa no dia da reunião algo emocionante lhe aconteceu: ao entrar, chegara mais cedo para orar, começou a chorar copiosamente e foi tomado por uma emoção muito grande ao ponto de ter em sua mente um nome bastante falado, o que, de certa forma, o acalmou e deixou-o feliz, mas ele não sabia do que se tratava. O nome era Levir. Ele, a principio, não conhecia nenhum Levir e nem sabia de alguém que se chamasse assim. Passou mais algum tempinho e as pessoas foram chegando para a reunião, Sr José o chamou para sentar-se a mesa e os trabalhos começaram a prece de abertura, feita após a leitura de uma página de um livro de estudos, já deixou uma leve impressão do que vinha a ocorrer na parte principal dos trabalhos. O Espírito que o interpelou na festa se manifestou e disse que não adiantava Arthur cercar-se de ninguém porque ele não o deixaria em paz. Era vingança mesmo! Para que os fatos fossem elucidados o Espírito comunicante foi devidamente orientado, embora não quisesse saber de nada que fosse correto e de bondade, Sr José perguntou de quem se tratava para que pudessem entender o que ele queria, foi quando a resposta veio desafiadora e deseducada, porém Sr José, mesmo sendo uma pessoa educada e do bem, não permitiu que o comunicante crescesse em atitudes e colocou-o em seu lugar para que soubesse do que se tratava, foi quando ele calou-se e passou a ouvir o velho e sábio Sr bondoso, porém firme e astuto. Começou assim, sua oratória: “Vou tratar-lo como quer, não aceitas que lhe chame de irmão porque tens uma revolta trazida de longa data, assim percebo, caso queira relatá-la posso ouvi-lo desde que se comporte como um Espírito desencarnado que está precisando de algum tipo de ajuda, compreendeu? O Espírito comunicante, sempre agressivo, tentou atacar Arthur com palavras ofensivas e palavrões, mas sempre vigiado por Sr José foi controlado, prosseguiu sua comunicação e, mais calmo, quando surpreendeu a todos ao relatar seu sofrimento. Antes de prosseguir, gostaria de relatar um breve resumo da vida de Arthur, breve porque o jovem tinha apenas 24 anos de idade. Seguinte: Arthur, filho de pais trabalhadores e detentores de posses devido à herança de antepassados, nascido em bairro de classe média alta, estudou em bons colégios, falava inglês, fez natação por mais de dez anos, viajou por mais de quatro países, era uma pessoa de muitas dúvidas, tudo que fazia não sabia se iria dar certo, todavia, ao deparar-se com certezas que possuía resolveu buscar conhecimentos no espiritismo devido a visão crítica que em outra religião ele não encontraria, foi ai que encontrou seu caminho. O que ele não sabia é que ali começava uma busca por si mesmo, estava prestes a conhecer situações e coisas novas que, para uma pessoa consumista e materialista, que gostava de mandar em tudo, não imaginava o que lhe aconteceria e muito menos que o ajudaria a ser uma pessoa melhor, mesmo que através do sofrimento que era conseqüência de seus próprios atos passados.
Segundo seus pais, desde cedo Arthur se mostrava “mandão”, não gostava que suas ordens fossem descumpridas, ainda mais quando era acometido de uma dor insuportável oriunda de uma úlcera gástrica. Só elogiava quando entendia que a pessoa gostava dele, porém, havia algo de diferente em sua personalidade, era bom de coração, tinha o hábito de ajudar pessoas que estavam em situações de dificuldade o que parecia ser contraditório, mas eram indícios da preparação que teve no período pré-encarnatório. Vinha de vidas com dívidas ativas, aliás, quem de nós não as tem? Voltando ao Espírito comunicante: “Eu sofri e sofro até hoje, não havia motivos para ele ter feito o que fez, enganar-me durante anos dizendo que gostava de mim e preparar um plano mirabolante para roubar-me os bens, como fez com maestria. Eu era detentora de muitas terras que meus pais haviam deixado, nas quais trabalhei de sol a sol para fazê-las produzir, e isso aconteceu. Éramos produtores de café e gerávamos muitos empregos para famílias desafortunadas, meus pais eram muito bons e ajudavam a muita gente, até que um dia ele faleceu de problemas cardíacos e, minha mãe, como era apaixonada por ele, não agüentou e foi-se também dois anos após. Foi ai que ele se aproximou de mim, pois era meu primo em primeiro grau, seu pai era irmão do meu, e prometeu me ajudar porque as responsabilidades eram muito grandes, muito negócio a ser organizado e foi ai que aceitei, no começo ele foi extremamente atencioso e me mostrava tudo o que fazia, com o passar do tempo, comecei a estranhar que os valores arrecadados com a plantação e venda do café estava cada vez mais baixa. No entanto eu adoeci, fiquei completamente dependente da cama devido às dores de estômago que a cada dia intensificavam-se e ficavam fortíssimas ao ponto de eu não agüentar mais, e vir a falecer. Quando acordei, ainda com dores muito fortes, notei que o local onde estava era de intensa calmaria, porém não entendi o que havia acontecido comigo, cheguei a achar que estava acordando de uma cirurgia e tentei me comunicar com pessoas mas não havia ninguém que pudesse me orientar. Comecei a andar com muita dificuldade até que me deparei com pessoas conversando ao redor de um lindo lago, foi quando perguntei onde estava, para minha surpresa uma dessas pessoas era meu avô materno Levir que havia falecido quando eu tinha 12 anos de idade, e perguntei: “Como pode ser a senhor vovô, se estou com 47 anos de idade e a senhor faleceu quando eu era criança”? Ele, amavelmente respondeu: “Minha amada netinha, estou Feliz em reencontrá-la e a resposta para sua dúvida virá de você mesma”. Aconteceu algo que eu senti de instantâneo: ”Vovô, aquele livro que li sobre vida após a morte tem algo haver com isso”? Ele respondeu, beijando-me a face: “Sim minha filha, não imaginei que entenderia tão rapidamente”.” Você desencarnou”! “Mas não te desesperes porque estás em um lugar bastante agradável, as pessoas que aqui habitam estão nas mesmas circunstâncias que você, precisam se recuperar e seguirem suas vidas”. “De pronto me desesperei e parti em busca de não sei o que, fui em desespero a um lugar que me era familiar guiada pelo meu sofrimento. Era um bairro visinho ao que eu morava, ali estava meu primo Jarbas. Quando eu o vi percebi que suas idéias e intentos haviam triunfado, ele me envenenou aos poucos para ficar com minha herança e ninguém percebeu nada devido aos “cuidados” que teve em colocar, diariamente, porções de veneno em minhas refeições, assim ninguém desconfiaria de nada. Foi o que acabou acontecendo. Descobrindo a trama macabra, passei a odiá-lo de forma mortal e iniciei um processo de obsessão mesmo sem saber o que era e como fazer, tentei bater em sua face e foi ai que notei que a cada tentativa eu não conseguia, porém ele se incomodava com as investidas”. “Fiquei anos a atormentá-lo e, quando notei que podia fazer isso, diante das suas fraquezas e maldades, percebi que ele adoecia a cada dia devido a uma dor de estômago fortíssima e veio a falecer após sete anos de perturbação de minha parte. Quando ele morreu fui tomada por uma espécie de sonolência e perdi totalmente a noção das coisas acordando num lugar asqueroso, levada por pessoas de aparências horrorosas e mal cheirosas que me ensinavam coisas tenebrosas. Não fui maltratada, mas o local era um verdadeiro inferno, logo percebi que tive atenção total devido as minhas intenções que eram de me vingar de meu primo. Mas como fazer isso se não sabia como encontrá-lo? Veio a informação dos detratores ao dizerem-me o seguinte: “Vamos até seu primo, sabemos onde ele está”. Não pensei duas vezes e parti em companhia deles até chegar a um local escuro e de muitos gritos, para minha surpresa vi Jarbas agachado como se estivesse defecando, mas era de dor, seu estômago lhe atormentava através de sensações sofríveis, mas não tive pena alguma e parti para o ataque. Ele não se movia e me dizia coisas horrorosas do tipo: “Você era fraca nos negócios e iria levar tudo a falência, por isso tive que tomar a frente das coisas”. Respondi agressiva: “Mas nada era seu, meus pais deixaram-me os negócios como herança depois de uma vida inteira de trabalho, seu canalha”. A ambição de Jarbas era incontrolável e enquanto encarnado não media esforços para obter coisas. “Continuei a obsediá-lo até que um dia, quando voltei de uma ida a um local de organização de detratores, ele havia sumido e daí não o vi mais. Fui encontrá-lo encarnado como Arthur por informações daqueles que queriam que eu continuasse a maltratá-lo, por isso estou aqui para me vingar”. Mas qual é o seu nome, perguntou o amável Sr José? Respondeu-lhe o Espírito: “Me chamo Josefa”! “Então querida, estás mais aliviada por ter desabafado”? “Confesso que sim Sr José, ainda mais com seu afeto e peço desculpas por ter sido deselegante com uma pessoa tão bondosa”. “Porque não se livra desse sentimento que a atormenta tanto”? “Não percebes que estás fazendo o mal também a si própria”? “Sim, confesso que estou profundamente angustiada e sofrível, até porque são anos de tormenta devido a covardia do Jarbas, hoje Arthur”. Vamos fazer um trato, sugeriu Sr José? Respondeu com certa curiosidade, Josefa: “Que trato”? “Porque não aceitas a ajuda dos amigos que ai estão para que possas ser levada a um lugar abençoado, sem sofrimento e de recuperação”? Antes de ela responder um Espírito pediu passividade, sendo permitido por Sr José: “Quem deseja falar, perguntou amavelmente”: “Deus seja louvado e continue a abençoar a todos nós”. Iniciou o Espírito comunicante: “Chamo-me Levir e sou avô de Josefa e Jarbas, hoje, Arthur”. “Venho para ajudar a ambos e, principalmente a ela, para que desista de se atrasar na senda da evolução, o que aconteceu foi uma história de triste desfecho, porém diante de tais ensinamentos, acredito que ambos já tenham conhecimento suficiente da situação para que tomem atitudes mais elevadas no perdão e, conseqüentemente, sigam seus caminhos sob a orientação de nosso mestre Jesus”. Sr José agradeceu ao irmão desencarnado e disse que ele teria sido importantíssimo e se poderia encaminhar Josefa a um local de atendimento fraterno. Levir respondeu de pronto: “Estou aqui para isso, aliás, venho a tempos tentando orientar a Josefa para que não continuasse em tais investidas, acho que só depende dela”. Josefa tomou a conversa e respondeu: “Querido vovô, acho que estou muito cansada e dolorida de tanto querer vingança, agora entendo que será importante para mim ser levada pelo Sr a algum lugar que possa me cuidar”. ”Repito minha amada neta, estou contigo todo esse tempo para essa finalidade, sendo assim, podemos ir”? Sim, respondeu aliviada e cansada sem deixar de agradecer ao Sr José: “Obrigada meu amigo bondoso, devo-lhe muito”. Sr José, de pronto retrucou: “Não me deve absolutamente nada, essa minha tarefa, meu “pagamento” é vê-la bem”. “Mas antes de partir, gostaria de saber como fica seu sentimento em relação a Arthur”? Ela, como que sem entender a rapidez dos acontecimentos, respondeu somente de forma racional: “Não quero mais me perturbar perturbando a ele, espero que faça algo de bom para pessoas necessitadas para que entenda o que passei”.
Atento a tudo, Arthur chorava de forma verdadeiramente jubilosa e prometeu a Deus, em oração, que quando saísse dali pediria aos seus pais que lhe doasse em vida parte da herança a que tem direito, pois iria reverter em ajuda a crianças portadoras de câncer e abandonadas pelos pais. Para sua surpresa, antes de partir, Josefa, lendo seus pensamentos, falou com ele: “Acho que todo sofrimento pelo qual passamos serviu e dará frutos, sua atitude e louvável. Siga em frente”. Saídos da reunião aliviados, todos os envolvidos ouviram de Arthur: “Chegou a hora de eu começar meu trabalho: “Servir ao próximo”. Passados seis anos, Arthur veio a desencarnar devido a úlcera no estômago e seus pais deram continuidade ao trabalho que ele havia iniciado construindo uma casa de caridade, intitulada:
“Casa de Arthur”.
Mas, diante dos fatos ocorridos e da certeza que todos tinham sobre a importância de se livrarem do sentimento de vingança, o que faria Kleber a partir de então? Talvez ele também tivesse algo a colaborar e os pais de Arthur pudessem colaborar.


Iran Damasceno