Querido leitor:
Quando crescemos em um meio onde as informações são limitadas, por exemplo, certamente seremos "iguais", todavia, se nos esforçarmos e fizermos perguntas para obtermos respostas, temos todas as possibilidades de sairmos de tal inércia e alcançarmos patamares de conhecimentos morais e intelectuais mais amplos. Assim pode ser encarada a ciência das ciências, a FILOSOFIA. Entendemos Filosofia da seguinte maneira, segundo o Aurélio:
Filosofia (do grego Φιλοσοφία, literalmente «amor à sabedoria») é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem. Ao abordar esses problemas, a filosofia se distingue da mitologia e da religião por sua ênfase em argumentos racionais; por outro lado, diferencia-se das pesquisas científicas por geralmente não recorrer a procedimentos empíricos em suas investigações. Entre seus métodos, estão a argumentação lógica, a análise conceptual, as experiências de pensamento e outros métodos a priori.
O que me trouxe à discussão em torno do tema foi uma conversa com quatro pessoas com quem trabalho, onde as mesmas se posicionaram em relação a tudo apenas sob a ótica da religiosidade e de Deus, alicerçados na Fé que, nem sempre, está baseada na razão. O que me incomodou foi o fato de discutirmos sobre vários assuntos, inclusive a Bíblia, apenas com a concepção restrita nas informações históricas (que nem sempre são comprovadas cientificamente e muito menos a luz da Filosofia cientifica), alegando ser esse o "livro" único de conhecimentos divinos e verdadeiros, ora, se eu participo da vida apenas concordando com algo que sequer eu tenho a certeza se foi escrito em épocas pretéritas, por homens de bem, que tais informações não foram deturpadas ao longo da história, que todo seu conteúdo é divino e que não há espaço para a visão filosófica do ser que também cria, que somos nós, entendo, diante da minha humilde e tímida forma de conhecer e participar das ações de construções, que corremos um sério risco de estarmos literalmente parados nos possíveis erros e maledicências do ser. Quando a Filosofia nos propõe pensar e agir segundo a nossa forma de ver e agir, baseada em fatos ou até mesmo arriscando quanto a maneira de conceber, entendo aí uma chance de mostrarmos que somos livres e portadores de inteligência pois, do contrário, seríamos meros expectadores das ações alheias e de cunho positivo ou negativo, alienando as nossas responsabilidades.
Todos temos medos e anseios em busca de algo novo, porém, se cuidarmos da forma "pensamento inconsciente", o qual temos pavor, por vezes, certamente temos aí a possibilidade de descortinarmos um oásis de descobertas e conhecimentos, culminando num mar de crescimento humano e espiritual para todo o sempre. Mas tudo tem um preço e é justamente esse preço que temos medo de pagar, ao passo que os custos não são levados em conta e os benefícios são sempre colocados em primeiro plano causando assim um certo descontrole nas ações, o que é incoerente diante de um mundo tão controverso e carente de pensadores e desmistificadores de concepções atrasadas e pueris, por vezes. A Filosofia científica é o "ponta pé" inicial para a construção do mundo novo que tanto sonhamos ao passo em que ela propõe a razão como norte e busca deletar a forma engessada de pensar que tudo é algo do desconhecido e quase nunca parte das nossas ações, o que pode ser encarado pelos racionais e profundos "pescadores de raízes" como personalidade dos "rotineiros do saber".
Pra se conhecer é preciso buscar e arriscar na senda do caminhar terrestre e espiritual, partindo da concepção individual e coletiva após as personalidades serem confrontadas e comparadas de forma amigável e fraterna, entretanto, sem alienarmos o poder mais divino que o ser humano pode ter: O pensamento !.
Se a vontade é crucial para a formação da inteligência e da espiritualização, torna-se claro que educar-se é o caminho para não continuarmos sendo mistificadores e seres aprisionados na "fé emotiva" e sem razão, o que nos remete a um estágio muitíssimo negado pela raça humana, até os tempos atuais: Negar sem buscar resposta! Por isso, deixo um abraço aos "meus amigos" Sócrates (469 a/c), Kardec (1804), Mahatma Ghandi (1869), Nelson Mandela (1918), Joana Darc (1412) ...
Iran Damasceno.


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