terça-feira, 20 de março de 2012

" Um Jornalista De Corpo E Alma "


Amigo leitor:

Apesar de cansado e um pouco estressado na noite de ontem, (19/03), segunda feira, consegui dormir de forma aprazível e, certamente, com meu lado intelectual mais elevado devido a bela e deslumbrante entrevista concedida pelo maior jornalista que esse país tem. Cito, Alberto Dines! A tempos estamos discutindo o "sexo dos anjos" e a relevância de certas profissões em nossa sociedade para alcançarmos um patamar de excelência em certas áreas, porém, o que não se discute, quase nunca, é a capacidade do indivíduo e suas experiências. Basta ver o mercado (entendo como pessoas e empresariado) se movimentar e perceber que se trata de uma verdadeira covardia e IMBECILIDADE acharmos que uma pessoa de 40 anos de idade, por exemplo, ser considerada velha para atuar em determinados segmentos e não darmos continuidade aos conhecimentos dos que tanto fizeram e fazem pela construção do Brasil novo, que ainda está pra surgir. 
O Alberto Dines é um exemplo vivo do que digo, inteligência ímpar, perspicácia jornalistica, intelectual na prática dentre tantos outros atributos. Observemos a sua biografia e alguns prêmios conquistados:

Biografia

Em seus mais de cinquenta anos de carreira, Dines dirigiu e lançou diversas revistas e jornais no Brasil e em Portugal. Leciona jornalismo desde 1963, e, em 1974, foi professor visitante da Escola de Jornalismo da Universidade de ColumbiaNova York.
Foi editor-chefe do Jornal do Brasil durante doze anos e diretor da sucursal da Folha de São Paulo no Rio de Janeiro. Dirigiu o Grupo Abril em Portugal, onde lançou a revista Exame.
Depois de anos driblando a ditadura à frente do Jornal do Brasil, foi demitido em junho de 1984 justamente por publicar um artigo que contrariava a direção do jornal, ao criticar a relação amistosa de seus donos com o governo do estado do Rio de Janeiro.
Escreveu mais de 15 livros, entre eles Morte no paraíso, a tragédia de Stefan Zweig (1981) e Vínculos do fogo – Antônio José da Silva, o Judeu, e outras história da Inquisição em Portugal e no Brasil, Tomo I (1992). O livro sobre Stefan Zweig foi adaptado para o cinema por Sylvio Back em 2002 no filme Lost Zweig. Alberto Dines também fala sobre Stefan Zweig no documentário do mesmo diretor.
Criou o site Observatório da Imprensa, o primeiro periódico de acompanhamento da mídia no Brasil, que conta atualmente com versões norádio e na TV.
Atualmente é pesquisador sênior do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp, do qual foi co-fundador, além de coordenar o Observatório da Imprensa on-line e pela televisão.

Prêmios

Dines recebeu, em 1970, o prêmio Cabot de jornalismo, em 1993, o prêmio Jabuti na categoria Estudos Literários, em 2007, o Austrian Holocaust Memorial Award, em 2009, o Austrian Golden Decoration for Science and Art, e em 2010 a Ordem do Mérito das Comunicações, no grau Grã-Cruz.

É incrível a sua capacidade de discutir sobre qualquer assunto com tamanha eficiência e nitidez, trás para o hoje, sempre, situações e fatos históricos não só no campo do jornalismo, bem como político, econômico, educacional, cultural, social... Fez menções, na entrevista ao "Roda Viva", a cerca de problemas políticos que me chamaram bastante a atenção como a respeito do "velho lobo" do cenário político José Sarney, a quem eu repudio as atitudes, de maneira lúcida e explicativa. Acho a sua inteligência muito rápida pelo fato de estar em um programa com mais de cinco entrevistadores que o "bombardeavam" a todos momento tanto que respondeu as perguntas sobre o jornalismo de ontem e o de hoje, enfatizando a falta de um "conflito" maior entre as mídias (especificamente os jornais) que estão muito acanhadas e cada um cuida dos seus interesses sem pensar nos interesses comuns. Fantástico! E olha que não é jornalista com diploma embora defenda a "profissão diplomada" com "unhas e dentes". É um servidor da sociedade, assim eu penso.
Como seria bom se certos jornalistas de hoje em dia se inspirassem nele, certamente haveria uma imprensa mais coesa e informativa, sem tendências e carteis. Falou também sobre as assessorias de imprensa, ele entende que os profissionais que atuam neste segmento deveriam entregar as suas carteiras por causa da simples forma de atuação tendenciosa, por vezes. O assessor, pelo fato de atender ao seu contratante de forma pessoal e parcial, segundo ele, está em momento de deturpação, por vezes, em relação as verdades.

Que ele possa ficar entre nós por mais anos, apesar dos 80 que carrega consigo, para nos ensinar ainda mais sobre o que é JORNALISMO. Parabéns, "Papa da comunicação"!

Iran Damasceno.

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