segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

"A História De Patricia"


"Enquanto o fanatismo e os dogmatismos existirem entre nós, estaremos em marcha estática rumo ao desconhecido". Iran.

Olá, leitor!

O sofrimento é algo extremamente providencial, por vezes, porque diante de tantos desatinos ante uma sociedade em ebulição quanto aos percalços da ânsia do ter, certamente que ainda teremos muitos encontros com o sentimento reparador. A história a seguir é para nossa reflexão e, mesmo que muitos não aceitem, temos a liberdade de acharmos que se trata de ficção ou realidade. ???

A HISTÓRIA DE PATRÍCIA!

Patricia era uma menina de família e sempre achava um jeito de ser feliz e de conviver bem com todos ao seu redor, porém a partir de uma certa idade ela começou a sentir certos incômodos psicológicos e aí teve início uma nova empreitada em sua vida, que foi tentar entender o que estava acontecendo consigo mesma. Patrícia começava a ouvir coisas bem lá dentro do seu ouvido como se fosse uma voz interior mas, diante da sua percepção, ainda que latente e embrionária, sabia se tratar de algo externo. Aí teve início novas investidas da vida em relação ao seu aperfeiçoamento, até porque a natureza sempre age em direção ao bem comum, e com ela não seria diferente. Patricia estava sentindo-se mal por não entender que vozes eram aquelas e até mesmo começou a achar que estava enlouquecendo, sendo assim sua família a levou ao médico que não conseguiu ver nada de grave e assim passou, como quase sempre na medicina tradicional, medicamentos. Ela não teve melhora. Sua mãe, ao conversar com uma amiga e vizinha, teve a informação que poderia ser alguma influência espiritual e, pelo fato de ser católica e não acreditar em tal situação, entendeu que poderia ser obra do "demônio". Mas, em tamanho desconforto e até mesmo desespero, resolveu aceitar uma dica de sua amiga para levá-la a um centro de Umbanda para tentarem resolver a questão que já estava deixando a todos muito deprimidos. Ela foi, com a mãe e, ao chegar lá, achou estranho tudo aquilo e quase desistiu, porém algo lhe chamou a atenção e a fez repensar e entrar pra ver o que poderiam fazer para ajudá-la. Logo na chegada, quando Patricia pensou em desistir, uma voz lá de dentro, ecoou no ambiente e a fez atender ao chamado. A voz, vinda de um médium incorporado, disse assim: "A querida irmã que está querendo voltar pra casa, eu aviso que aqui é um ambiente fraterno e ajudaremos como pudermos, viu Patricia"? Ela repensou, como disse, e entrou indo diretamente naquela pessoa por quem a voz estava sendo transmitida. Sentou-se diante do homem pardo, alto e de cabelos quase grisalhos, e ouviu-o falar através da sua voz mansa e suave. "Filha, como está seu coração"? Patricia respondeu, meio atônita e com certo medo, mas respondeu: "Estou com medo do que está acontecendo comigo e gostaria de saber o que é". O amigo espiritual, continuou: "A voz que você ouve é de um amigo seu e eu tenho a certeza que já está reconhecendo, não"? Foi como se um clarão auditivo e até mesmo visual acorresse em suam mente e aí ela falou, mais solta: "Sua voz é muito parecida com a voz que ouço em minha mente". O amigo terno, respondeu mais uma vez: "Querida, eu estou aqui sempre para ajudar aos irmãos que sofrem, porém em seu caso não é um sofrimento". Ela disse: "Como assim, eu estou quase enlouquecendo"?. Ele, de pronto, respondeu mais uma vez e de maneira segura e vertiginosa: "Você está diante de uma oportunidade que a vida está lhe oferece. Está na hora de estudar e dedicar-se aos postulados do Cristo para que dê continuidade aos amorosos trabalhos no bem, através da sua MEDIUNIDADE". Logicamente que ela não aceitou e questionou: "Porque tenho que aceitar isso"? O Espírito amigo, sabendo que se tratava de um caso onde poucas palavras seriam necessárias naquele momento, até porque os méritos deveriam ser dela mesma, respondeu pela última vez naquela noite: "Você deverá procurar uma casa espírita onde possas estudar os processos mediúnicos, começando pelos santificantes prepostos do Espiritismo enviado pelo mestre maior, nosso senhor Jesus". Pois bem, ela foi embora e a partir daí, ainda que não estivesse entendendo muito bem, continuou a ouvir as vozes que sempre iam ficando mais claras, orientando-a a procurar uma casa de estudos. Ela o fez, após muitos meses pensando e sendo "importunada" pela voz. 


Após conversar com uma amiga de sua mãe, que frequentava uma casa espírita no bairro onde moravam, resolveram ir, todas juntas, para saberem se era verdade o que o "homem" que lhe deu a dica, estava certo. Chegando lá assistiram a uma palestra sobre mediunidade e, para sua surpresa, a amiga de sua mãe já havia falado com a responsável pelo trabalho mediúnico e assim levaram-na para a sala de entrevistas e a partir daí Patricia passou a fazer parte dos estudos. Alguns meses depois, após a menina estar ambientada e até mesmo gostando dos estudos, tendo sumido as vozes, ela teve uma surpresa: Ao passar para a sala onde os médiuns davam passividade aos Espíritos trabalhadores, veio a surpresa: Patricia voltou a ouvir aquela voz suave e branda, só que agora ela estava bastante tranquila e passou a responder. O amigo falou: "Querida, como estou feliz em vê-la aqui estudando e trabalhando principalmente pelos que sofrem. Percebo que você é uma pessoa dedicada e aceitou meu conselho quando lhe disse para buscar uma casa para estudar". Ela ficou meio atordoada e sem entender, apesar de calma, e assim questionou-o: "Mas você não é a pessoa, ou melhor, o Espírito com quem conversei porque aquele lá do centro de Umbanda era um Caboclo". Ele sorriu amavelmente e respondeu-lhe: "Filha, lá é um local onde as pessoas entendem daquela forma e por isso e pelo fato de eu ter me movimentado por aqui, em épocas pretéritas como Caboclo, me deram a incumbência de trabalhar com essa identificação e, através dos meus conhecimentos e experiências adquiridas ao longo dessas encarnações que lhe falei, assim me identifico para poder ser notado e não atrapalhar as mentes encarnadas, que ainda são bastante banhadas de sincretismos e crendices. portanto, informo á você que sou eu mesmo que conversei contigo e que também sou o responsável e dono da voz que ouves. Estarei, a partir de agora, junto à você, ajudando-a em seus trabalhos santificantes. Deus nos abençoe em nossos trabalhos". Patricia, sem ter o que falar de tanta alegria, respondeu: "Muito obrigada, Eduardo" Mas, ficou uma curiosidade: Como a menina sabia seu nome se ele sequer identificou-se? Isso já é pra sabermos na continuidade da história.

Iran Damasceno.


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