"Os valores reais da vida não podem ser dependentes das posturas padronizadas daqueles que compõem as sociedades, mas da individualidade de cada um e pautados no bem comum, pois do contrário estaremos formando uma escola de "robôs" humanos". Iran.
Olá, leitor!
Onde foi que erramos, quanto a construção das sociedades? Lá no início das transformações sociais e quando ainda não imaginávamos o que viria pela frente, certamente que não tínhamos condições de prepararmos melhor a chegada dos tempos novos e aí, talvez (?), tenhamos errado em algum momento e acabamos marcando nosso "DNA social", interferindo na construção de um corpo social mais perfeito. Faz parte do contexto.
Nesta mesma sociedade que estamos construindo, incessantemente, podemos notar que muitas contradições acabam marcando as nossas vidas e, consequentemente, os nosso destinos. Chegamos ao ponto de enveredarmos por caminhos difíceis e a partir daí conseguimos formar segmentos que dão destino aos rumos da humanidade mas, o que ainda não atentamos, é para o fato desses segmentos sociais estarem nos destruindo de forma a ser comparada a um câncer, ou seja, matando-nos aos poucos. Qualquer estrutura social que formamos serve para nos orientar e nos ajudar a darmos uma "guinada" ao que chamamos de BEM COMUM, portanto e impreterivelmente não podemos deixar que se transformem naquela história do "feitiço virar contra o feiticeiro" e aí as coisas entram em colapso. Notemos que o futebol, que é uma das grandes paixões do povo brasileiro, está exatamente no patamar ao que estou me referindo e por isso acabamos deixando que a criatura se vire contra o criador. Uma espécie de Frankenstein.
Geralmente a paixão por algo que não podemos tocar (sentimentos) acaba sendo alguma forma de externarmos as nossas insatisfações e até mesmo fraquezas porque teremos, aí, diante de uma condição que aceitamos e queremos, as possibilidades de fracassarmos em nós mesmos. Observemos como as situações de emoção acabam sendo oriundas das nossas próprias construções medievais, por vezes. Estava observando a diversidade de emoções quando em uma partida de futebol, por parte dos torcedores e dos jogadores, bem como de todos os envolvidos, e reparei algo estarrecedor: No jogo entre Vasco x Flamengo, no último domingo (15/02/2014), houve um gol lícito do Vasco que a arbitragem não marcou, até porque foi extremamente visível, ainda mais para o árbitro auxiliar que estava a menos de cinco metros do lance, e, como não poderia ser diferente em jogos entre duas equipes como essas, as gozações foram inevitáveis, o que é saudável e legal de se ver, porém, algo saiu ruim segundo o meu ponto de vista: A falta de valores em relação ao que está errado! Notei que alguns Flamenguistas que se viram "vencedores" continuaram com as suas retóricas de que gol é gol, ok, mas o que me estarrece e deveria estarrecer a todos nós é o fato de estarmos tão aviltados com as nossas personalidades voltadas para o GANHAR (?), até porque isso virou uma obsessão ao ponto de não sabermos mais discernir o que é certo e o que é errado. Observei pais jovens com seus filhos no colo falando alto e em bom tom, que os vascaínos deveriam "reclamar na delegacia", ora, esses mesmos valores que hoje levam as pessoas às brigas, corrupções e mortes estão orientando a esses pobres seres que ainda não entendem o que é ou pelo menos deveria ser esse esporte, causando assim um mau estar para a sociedade que sofrerá as consequências de um futuro cheio de maldades e corrupções, passando pela sutileza do ser ordinário e sem valores, por causa da falta de educação que os pais "GANHADORES" do hoje, implantaram nas cabeças e no comportamento dos seus filhos. Aí está a Roma antiga se manifestando novamente nos seres cruéis e pervertidos das conquistas, seja de que forma for. Vem aquela história inconsciente: "O que importa é nos divertirmos, ainda que os "leões" estraçalhem as vítimas das nossas agruras de ganhadores (?), mas que na verdade já nascemos perdedores". O triste nessa história toda é não percebermos que estamos criando nossos filhos com os mesmos defeitos que estamos, desde a muitos anos em retóricas imbecis quando afirmamos que a paixão pelo time é maior que tudo, realmente ela é mesmo, até maior que um dos maiores bens que o ser poderia ter, que é a nossa CONSCIÊNCIA.
Vale a vitória, venha como vier e de onde vier! Assim são os que se despediram de um valor extremamente real e construtivo, que é a ÉTICA. Pena que não estamos matando o futebol mas, ele, que tomou "corpo e alma" é quem está nos matando a vitalidade que possuímos para nos tornarmos seres melhores e diante das agruras das ambições descabidas, acabamos tomando o erro como um "troféu" e saímos por aí, com nossos filhos já "mortos" em nossos colos, para comemorarmos uma vitória fictícia e destrutiva.
Iran Damasceno.
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