quarta-feira, 28 de março de 2012

" Ao Mestre Com Carinho "


Querido leitor:

Sendo eu um "simples mortal", diferentemente dos artistas, que são seres imortais, tenho por hábito postar em meu blog singelas e simples homenagens aos artistas que admiro e faço questão que isso se torne público pelo  fato de serem eles os responsáveis pela transcendência de emoções em nossas almas. Dessa vez eu direciono minhas homenagens e agradecimentos a esse MESTRE da composição que tanto me embriaga com a sua arte, refiro-me ao grande "Carlos Colla".
Vejamos um pouco da sua trajetória:

Biografia

Filho de imigrante italiano, Carlos Colla, como é conhecido, nasceu em agosto de 1944 emNiterói, no Rio de Janeiro, e hoje vive na capital fluminense. Desde muito jovem, interessou-se por música. Aos 14 anos mudou-se com a família para Teresópolis, região serrana do Rio, onde conheceu e fez amizade com o violonista Alfredo Pessegueiro do Amaral.
Teve dois filhos no primeiro casamento, Carlos de Carvalho Colla Júnior e Daniela Colla, e, do relacionamento de dois anos e meio com a Miss Brasil Marisa Fully Coelho, uma filha, Laura Colla.
Durante anos, Carlos Colla custeou os estudos se apresentando nas noites do Rio, até ser convidado por Mauricio Duboc para participar do conjunto musical O Grupo.

Compositor de Roberto Carlos

Foi numa apresentação do conjunto O Grupo no Canecão que Carlos Colla e Roberto Carlos se conheceram. Acompanhado de Maurício Duboc, Colla foi pedir ao Rei uma música e, prontamente, Roberto Carlos respondeu: "tudo bem, desde que vocês façam uma pra mim".
Carlos Colla se entregou ao desafio de corpo e alma e compôs com Maurício as músicas A Namorada e Negra, que Roberto Carlos gravou em 1971. Nascia o compositor e a parceria de grandes sucessos, Colla e Duboc. Desde então, Carlos Colla figura entre os compositores preferidos do Rei, com mais de 40 sucessos gravados por ele.
Em 1977, Roberto Carlos explodia nas rádios com mais uma composição de Carlos Colla, o eterno sucesso Falando Sério. A repercussão foi tamanha que, tempos depois, Falando Sério seria gravada por inúmeros artistas, em vários idiomas.

De advogado, a eterno poeta

Em 1974, Carlos Colla graduou-se bacharel em Direito. Durante dez anos, exerceu brilhantemente a carreira de advogado, mas não abandonou o amor pela música e tampouco a inquietação de compor as canções encomendadas pelo mais importante intérprete brasileiro, Roberto Carlos.
No ano de 1980, Carlos Colla trabalhava na OAB do Rio de Janeiro e presenciou a explosão da famosa carta bomba, episódio que marcou a história política do Brasil e também assinalou o fim de sua carreira advocatícia. Colla passou a dedicar-se inteiramente à sua arte, e presenteou o público com uma enorme quantidade de composições que, na voz de grandes intérpretes da MPB, se transformaram na trilha sonora da vida de milhares de brasileiros.

Obra

Carlos Colla emplacou vários sucessos e produziu muitos artistas, dentre os quais, o cantor mexicano Luis Miguel, e a turnê Brasil do grupo musical Menudo, fenômeno porto-riquenho.
Como intérprete, gravou suas composições em dois trabalhos: um LP, pela gravadora Som Livre, e um CD, pela Transcontinental. Em 2009 lançou seu primeiro DVD "50 Anos de Música", pela Diamond, onde comemora seus 50 anos de carreira e seus grandes sucessos.
Até hoje, intérpretes, grupos musicais, bandas e inúmeras duplas sertanejas, gravam canções de Carlos Colla.
A partir de então, Carlos Colla compôs várias músicas gravadas por artistas. Também atuou com produtor, já tendo produzido o Menudo no Brasil, assim como Luis Miguel.

Composições (seleção)

  • "Falando sério" (parceria com Maurício Duboc), Roberto Carlos
  • "Pra te dar Felicidade" (parceria Kely Reinttz) - Alcione
  • "Dança do Côco", Xuxa
  • "Hoje a noite não tem luar", Legião Urbana
  • "Daqui prá frente" (parceria com Maurício Duboc), Vanusa
  • "Cortinas" (parceria com Fred Falcão), Vanusa
  • "Eu quero mais" (parceria com Lilian Knapp), Sandy & Junior
  • "Pra que mentir" (parceria com Marcos Valle), Erasmo Carlos
  • "Mel na minha boca" (parceria com Nenéo), Grupo Desejos
  • "Meu disfarce" (parceria com Carlos Roque), Fafá de Belém
  • "Anoiteceu" (parceria com Mauro Motta), Fafá do Belém
  • "Sinto muito" (parceria com Chico Roque), Wanderléia
  • "Tô deixando você" (parceria com Chico Roque), Chitãozinho e Xororó
  • "Na hora do adeus" (parceria com Chico Roque e Matogrosso), Matogrosso & Mathias
  • "Orgulho não leva a nada" (parceria com Michael Sullivan), The Fevers
  • "Doces algemas" (parceria com Nenéo), Wanderley Cardoso
  • "Avenida paulista" (parceria com Gilson), Wanderley Cardoso
  • "Eu quero ter felicidade" (parceria com Peninha), José Daniel Camillo
  • "Um gato que vai" (versão de "Un gatto nel blu"), José Daniel Camillo
  • "Sotaque do Interior"(parceria Kely Reinttz)- Alex e Gabriel
Peço "perdão" aos leitores por ter sido tão simplório quanto as homenagens devido ao fato desse "monstro sagrado" da composição merecer muito mais, todavia, ainda que timidamente escrevendo, a emoção e veracidade que carreiam minhas palavras, servem para emanar potentes dardos energéticos de luz e inspiração ao GRANDE Carlos Colla.

"Ainda que sem forças eu consigo caminhar, porém, sem amor e emoção, aos pés do poeta eu jamais ei de chegar". Pra você, Carlos.

Iran Damasceno.

domingo, 25 de março de 2012

" Semana Do Chico, Parte II "


Querido leitor:

Exatamente agora, 13h00, em ponto, do dia 25/03/2012, está sendo cremado o corpo do meu GÊNIO, Chico Anysio, no cemitério do Caju (memorial do Carmo). Rogo a Deus ajuda para que ele tenha a consciência que está na condição de Espírito desencarnado e siga seu caminho. Até logo, meu ídolo maior!
Mas vamos as homenagens que eu farei eternamente e, mesmo assim, é nada perto do que ele merece porque fez muito por todos nós, sigo agora com as lembranças das suas personagens que tanto nos embriagaram de alegria e prazer. São eles:


Aroldo, Tim Tones, Justo Veríssimo e Bozó

Reuni em uma só gravura alguns dos seus maravilhosos e sempre comunicantes personagens, para que possamos "matar" a saudade daquelas criações divinas que tanto falavam, de forma cômica e divertida, de problemas sociais.

Aroldo, o hétero: A esse eu chamo de "Gay PSDB", ele quase nunca assumia a sua homossexualidade e ficava "em cima do muro". Tinha  umas tiradas hilárias quando recaia e sentia vontade de admirar um homem e logo que voltava ao normal era repreendido pelo "colega" Paulete. Sensacional!

Tim Tones: Esse uma ideia fantástica pelo fato de fazer crítica, já naquela época, a respeito das sacanagens em nome de Deus, que eram feitas pelos pastores corruptos e mercenários, como no caso daquele americano. Era genial quando ele falava: "Pooooodem correr as sacolinhas". Impagável!

Justo Veríssimo: Atualíssimo e é a cara do Sarney e do falecido Antonio Carlos Magalhães, tanto a personagem quanto a postura. Extremamente atual e providencial para retratar o político brasileiro, em sua maioria!

Bozó: A sacada genial de um cara frustrado e que sempre queria estar "por cima da onda", dizendo: Eu, Eu, Eu (gaguejando) trabalho na Globo", após mostrar a sua caneta com a logo da emissora. Dava umas cantadas furadas em mulheres belíssimas. Sensacional.
Estaremos juntos nas homenagens ao meu GÊNIO maior ao longo da semana, mostrando e relembrando seus "filhos" (criações) para que nos deliciemos e mostremos aos mais jovens que não tiveram a oportunidade de conhecer a esse PROFESSOR do humor e da comédia.

" A saudade é pungente mas deixa um ponto positivo, ao nos possibilitar a retomada da consciência em relação ao que é belo e nos recomenda o reconhecimento a quem merece, até mais do que nós mesmos".

Iran Damasceno.

sábado, 24 de março de 2012

" Religião E Escola A Um Passo Da Falência "


Amigo leitor:

O momento é tenso e de revolta, pelo menos para uma pessoa que se indigna com as atrocidades que ocorrem em nossa sociedade no campo da corrupção travestida de religião. Refiro-me aos BANDIDOS   Edir Macedo e Valdemiro pois, ambos foram, por muito tempo, cúmplices na roubalheira da Universal e hoje estão separados pela ganância. Sei que sou contundente sim, porém não me venham com "papinhos" pra dizer que sou desrespeitoso porque isso, pra mim, é retórica e falácia da gente menor porque estou tratando de assuntos públicos e provados. Quando eu erro sou criticado então porque não criticar ao outro que erra, também? Mas o que me preocupa, e é o principal motivo pelo qual estou aqui postando mais um texto, indignado, não são somente os déspotas do Edir e Valdemiro, mas sim as pessoas que admitem e ainda os defendem. Pra mim só há três explicações para tal descalabro: Doença, participação nos lucros ou carência.

Se for doença: Existem tratamentos psiquiátricos que podem ajudar de maneira bastante eficaz e, após esse procedimento, poderíamos participar de cursos sobre comportamento social, terapias em grupo...
Se for participação: Aí eu acho que se trata de bandidos co-adjuvantes e, sendo assim, merecem tantas críticas e cadeia quanto os mentores principais.
Se for carência: Carência neste sentido é característica de pessoas mal resolvidas e frágeis por algum motivo, vejo que há sim uma forma de cuidarmos disso: Mesmo que a pessoa não aceite, alguém da família ou próximas ao "guti-guti" devem colocar as verdades à sua frente e mostrar que o caminho é outro e se nos posicionamos assim, estamos sendo verdadeiros COVARDES. Temos que encarar a vida de frente e como a mesma é.

Tenho notado que esse tipo de comportamento permissivo está se alastrando e contaminando toda a nossa sociedade ao ponto de percebermos que o mal é ousado e o bem tímido, preocupa-me a falta de inteligência em certos segmentos de suma importância em nossa sociedade, assim como na escola. Ainda ontem aconteceu outro descalabro com um jovem de 12 anos de idade, em sala de aula, com sua professora de História: O referido aluno estava estudando e usando um anel com uma caveira que representava o grupo de Rock que ele admira, a professora, ao passar, olhou para ele e, sem "pestanejar", falou alto e em bom tom para que todos ouvissem: "Que anel é esse, é coisa de macumba"? Ele respondeu, educadamente que não, e tratava-se de um símbolo de uma banda de Rock. Mas no final da história ele se sentiu aviltado em seu direito de admirar a quem quer que seja e, ela, por sua vez, demonstrou que é uma analfabeta moral e intelectual, até porque macumba não é religião e sim, na acepção da palavra, um instrumento musical de percussão, uma espécie de reco-reco, de origem africana que erradamente e culturalmente falando, passou a ser visto e entendido como religião e ou sincretismo negativo. Na outra escola ele já havia sido questionado por ter perguntado sobre o que era o demônio na visão da professora (até porque ele já estava orientado em casa a esse respeito, mas queria saber da ciência) e, para sua surpresa a mesma disse-lhe que NUNCA pronunciasse esse nome d-i-a-b-o em lugar algum, deixando-lhe no "vácuo" e sem resposta, ora, uma professora que certamente estudou Pedagogia e teve a oportunidade de estudar as disciplinas Antropologia, Filosofia, Sociologia... (falo isso porque iniciei estudando essa área) sair com uma dessa? É de arrepiar como o mau uso da religião e a falta de entendimento do que vem a ser esse segmento e sua meta fazem tanto mal a sociedade. Mas não foi tão traumático assim porque esse jovem de 12 anos de idade tem pessoas a orientá-lo em relação a isso e a muitas outras coisas em seu lar, entretanto, logo pela manhã, na segunda feira, irei até a escola para saber da professora o que ela realmente quis dizer em relação ao anel.

É LAMENTÁVEL como a ignorância e até uma certa imbecilidade estão tomando conta das religiões e das escolas, ainda que em épocas de tanta informação.

Um abraço aos que querem aprender e minhas lástimas aos que se deixam levar por crendices e sacanagens em nome das religiões.

Iran Damasceno.

" Semana do Chico, parte I "


Querido leitor:

De hoje em diante farei algumas homenagens a esse GÊNIO da comédia e do humor afim de agradecer todos esses anos de alegria que passamos com o Chico, através da sua arte de alegrar as nossas almas. Inicio com três personagens que, a meu modo de ver, foram os mais marcantes. São eles:


Professor Raimundo

Esse um dos mais marcantes pelo fato de ter vindo do rádio e, além da ideia ser genial, dava oportunidade aos colegas de atuarem de forma única e divertida permitindo aos mesmos mostrarem seus respectivos talentos. As "dobradinhas" com outros artistas eram impagáveis ao ponto de ele, por vezes, não aguentar e rir como nas suas parcerias com o inesquecível e talentosíssimo Rogério Cardoso (rolando lero).



Alberto Roberto

Sua grande "sacada" em termos de sarcasmo e burrice banhados de  desfassatez, era simplesmente hilário ver suas tiradas de picardia ao achar que sabia mais que todos e desdenhava de artistas famosos. O Alberto era a caricatura da burrice amparada pelo cinismo e a pretenção de ser mais e sempre querer aparecer, por isso eu entendo que tenha dado certo devido a  deixada de humor ser providencial ao ponto de o telespectador ficar ansioso para ver e ouvir seus erros. Simplesmente genial!



Bento Carneiro

Particularmente? Um dos meus preferidos! Nessa personagem reside o Brasil que tentamos até hoje modificar, num "vampiro" burro e sem poderes quanto as suas realizações ele "sacou" que poderia fazer suas críticas de maneira cômica e divertidíssima.
Seu "capanga" e "puxa-saco" Calunga, interpretado por seu filho Lug de Paula, brilhantemente por sinal, dava o tom ideal para que ele se soltasse e mandasse ver nas picardias e covardias. Calunga foi a "escada" certa para seus intentos e realizações quanto a personagem. SENSACIONAL, eu o imitava juntamente com meu amigo de infância Gil.

Durante a semana eu volto com mais personagens marcantes, para homenagear a esse GÊNIO e saudoso, porém eterno, Chico Anysio.

" Se a vida fosse de escuridão e só pudéssemos nos comunicar através do som, certamente o Chico nos alegraria e colocaria sol em nossas almas com o seu talento".

Iran Damasceno.


sexta-feira, 23 de março de 2012

" Falecimento Do Goleiro Bellot "


Amigo leitor:

É com muita tristeza que informo aos profissionais de futebol e companheiros de trabalho o falecimento do goleiro Bellot, do São Cristóvão, nesta madrugada. Segundo informações ele teve um infarto fulminante e faleceu aos 45 anos de idade.
Me entristeceu ainda mais pelo fato de saber que era uma grande pessoa e também um ótimo profissional, ao ponto de estar ainda jogando, além de ser o preparador de goleiros do clube. Jogamos contra em épocas passadas e ele era, realmente, um bom goleiro e bastante dedicado, prova disso é o fato de estar estudando com seu filho e tentando ser ainda melhor. Deixo então, aos familiares e amigos, meus sentimentos mais profundos de solidariedade e peço a Deus que o receba de "braços abertos".

Vai na paz, Bellot!

Iran Damasceno.

" A Inteligência É Minha Ou Do Corpo "?


Amigo leitor:

Certa vez um amigo me perguntou o porque de eu ter escrito um texto longo intitulado "O homem da escrivaninha". Respondi, fazendo-lhe uma pergunta: O que você entendeu sobre o texto? Ele me relatou que havia entendido aquilo como uma "obra" de ficção. Curiosamente eu sai em busca de mais pessoas para que as mesmas lessem e me dessem as suas opiniões e assim eu pudesse tirar a dúvida que se instalava em minha mente. O que realmente eu havia escrito? Me questionei pelo simples fato de ter como hábito, antes de começar a escrever, criar o tema sem sequer pensar no texto e nas personagens, se for o caso, para então desenvolver a história.
Tenho notado na espécie humana, principalmente nos tempos atuais, uma inteligência bastante aguçada devido as informações estarem aí em abundancia, diferentemente da minha época de garoto, todavia, o que devemos pensar sobre INTELIGÊNCIA? O que é inteligência?


Inteligência pode ser definida como a capacidade mental de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair ideias, compreender ideias e linguagens e aprender. Embora pessoas leigas geralmente percebam o conceito de inteligência sob um âmbito maior, na Psicologia, o estudo da inteligência geralmente entende que este conceito não compreende a criatividade, o caráter ou a sabedoria. Conforme a definição que se tome, pode ser considerado um dos aspectos da personalidade. 
Pois bem, após entendermos o que o Aurélio nos diz, em relação a inteligência, façamos alguns questionamentos para que possamos avaliar o que é esse bem maior da espécie humana. De onde vem a inteligência? Ela é criada com o corpo? Aprendemos tudo ao longo dessa vida? Um analfabeto não pode ser inteligente? E por aí vai...
A inteligência se manifesta de várias formas e está relacionada não ao caráter da pessoa como diz a Psicologia, porém, ela pode ser encarada como um aspecto construído ao longo da vida e que tenha também alguma relação com o corpo físico mas, fica difícil de se entender o fato de ela ter sido criada com o corpo já que temos tão "pouco" tempo de vida útil. Podemos observar que existem pessoas que aprendem coisas com uma certa facilidade e outras ao contrário, isso pode ser notado comigo mesmo que tenho uma dificuldade terrível em aprender ciências exatas como a Física, a Matemática, a Química... e, em contra partida, possuo uma certa facilidade em compreender as ciências humanas como a Filosofia, a Sociologia, a Antropologia... Teria eu aprendido isso ao longo da minha vida, haja vista que nunca fui um estudante dessas matérias desde a infância e somente comecei a me interessar por elas quase na fase adulta? O que chamamos de "dom" pode ser encarado como aquilo que gostamos e trazemos certa aptidão desde muito cedo (nesta vida somente?) e "damos continuidade" até nos aperfeiçoarmos sempre mais.
Se os homens que deram valiosas contribuições para o nosso progresso não tivessem ido além das suas aptidões visíveis, certamente estaríamos na inércia das nossas capacidades, o que prova sermos capazes de fazermos muito mais do que nos propomos a fazer, não é suficiente acharmos que somente devemos dar aulas de Matemática pelo simples fato de termos estudado e nos formado nesta área, temos sim que nos aventurar em caminhadas mais longas e fazermos um pouco mais do que devemos, tanto no campo moral quanto no intelectual. Um jogador de futebol, por exemplo, não deve saber jogar somente em uma única posição, preciso é, diante das mudanças comportamentais nesse desporto, que façamos e nos adaptemos as situações diversas para que possamos sobreviver na disputa, do contrário, estaremos na reserva da vida e nas possibilidades de crescermos em busca de novos horizontes.
Para finalizar, o que justificaria a inteligência de Jesus, já que o mesmo viveu em uma época quase sem estímulos? O que fez de Chico Xavier um ser tão inteligente se ele somente estudou o antigo primário? E Einstein? Segundo Witelson (pesquisador americano que estudou seu cérebro) o cérebro desse notável cientista era diferenciado pelo fato de o mesmo não ser maior que o da maioria, porém, seu opérculo parietal ( Lobo da ínsula é um um lobo profundo, situado no fundo do sulco lateral, no encéfalo. A ínsula tem forma triangular com vértice ínfero-anterior, está separada dos lobos vizinhos por sulcos pré-insulares. Possui cinco giros (curtos e longos). Suas principais funções são fazer parte do sistema límbico e coordenar emoções, além de ser responsável pelo paladar)  foi perdido e acabou permitindo ao lobo parietal inferior ter crescido 15% a mais que os normais. Notaram como a própria ciência cita essa região como a responsável em coordenar emoções? Mas eu volto ao questionamento: Mas e os que não tiveram essa deformidade e possuem tanta ou mais capacidade cognitiva?

Fica a questão para que cada um busque entender como melhor quiser.

Iran Damasceno.

quinta-feira, 22 de março de 2012

" Vagabundagem Em Nome De "deus "


Querido leitor:

Após tanta polêmica em torno dessas pessoas tão irresponsáveis e desonestas, me sinto no dever de trazer o tema ao meu blog devido ao respeito que tenho por certos amigos queridos que são protestantes e, independentemente disso, preciso me posicionar de forma mais clara quanto ao que penso disso tudo para que não magoe a ninguém. Jamais foi e será essa a minha intenção com meus blogs. Vamos aos fatos:
A tempos nós temos a oportunidade de ver e rever as falcatruas desses verdadeiros ENGANADORES da "pseudofé", tanto na internet quanto em qualquer meio de comunicação podemos saber dos processos e acusações feitas a esses aí pelo fato de estarem sempre envolvidos em ações criminosas que envolvem dinheiro e poder. Porque digo isso? Quem realmente é do bem e está junto com o mestre Jesus não faz o que eles fazem, enganam as pessoas e se apossam dos seus míseros "vinténs" e, quando não, pegam montantes aterrorizantes para colocarem em suas contas e comprarem mansões, porém, não são somente eles não, existem por aí, apenas as mídias não divulgam, certos pseudos "pais de santo" que dizem fazer trabalhos pra trazerem pessoas amadas de volta, darem fortunas e fazerem as pessoas felizes. Verdadeiros enganadores e "artistas" da arte de iludir ao desinformado e ignorante.


O que quero dizer é que não ofendo a religião de ninguém porque respeito a visão de todos, embora EU seja contra as visões das mesmas e achar que já é tempo de entendermos as coisas como elas realmente são e não ficarmos presos a dogmatismos e crendices, achando que estamos tratando de fé. Sempre falei que se estivéssemos em um país com ORDEM E PROGRESSO essas pessoas estariam na cadeia e teriam que devolver tudo o que lesam dos outros, todavia não entendo, também, o porque das escolas não informarem aos seus alunos (seres em formação) o que realmente são as religiões, pelo contrário, colocam mais "minhocas" nas cabeças das crianças e dos jovens pelo fato de levarem as suas crendices para o ambiente que deveria ser de informação e troca de conhecimentos. Sempre disse também e mais uma vez que duvido das instituições que se auto-denominam religiosas ou que possuam donos que passam as suas "crenças" , inclusive para o conteúdo das disciplinas. Isso deveria ser passível de processo!
Pois bem, agora que já me desculpei aos amigos que, por ventura tenham se ofendido, informo novamente: NÃO OFENDI A RELIGIÃO DE NINGUÉM, APENAS CRITICO E "BAIXO O CACETE" EM MALEDICÊNCIAS E ENGANAÇÕES, VENHAM DE ONDE VIER.

Abraços aos esclarecidos e brandos de coração, porém, críticos e prudentes como a serpente.

Iran Damasceno.

terça-feira, 20 de março de 2012

" Um Jornalista De Corpo E Alma "


Amigo leitor:

Apesar de cansado e um pouco estressado na noite de ontem, (19/03), segunda feira, consegui dormir de forma aprazível e, certamente, com meu lado intelectual mais elevado devido a bela e deslumbrante entrevista concedida pelo maior jornalista que esse país tem. Cito, Alberto Dines! A tempos estamos discutindo o "sexo dos anjos" e a relevância de certas profissões em nossa sociedade para alcançarmos um patamar de excelência em certas áreas, porém, o que não se discute, quase nunca, é a capacidade do indivíduo e suas experiências. Basta ver o mercado (entendo como pessoas e empresariado) se movimentar e perceber que se trata de uma verdadeira covardia e IMBECILIDADE acharmos que uma pessoa de 40 anos de idade, por exemplo, ser considerada velha para atuar em determinados segmentos e não darmos continuidade aos conhecimentos dos que tanto fizeram e fazem pela construção do Brasil novo, que ainda está pra surgir. 
O Alberto Dines é um exemplo vivo do que digo, inteligência ímpar, perspicácia jornalistica, intelectual na prática dentre tantos outros atributos. Observemos a sua biografia e alguns prêmios conquistados:

Biografia

Em seus mais de cinquenta anos de carreira, Dines dirigiu e lançou diversas revistas e jornais no Brasil e em Portugal. Leciona jornalismo desde 1963, e, em 1974, foi professor visitante da Escola de Jornalismo da Universidade de ColumbiaNova York.
Foi editor-chefe do Jornal do Brasil durante doze anos e diretor da sucursal da Folha de São Paulo no Rio de Janeiro. Dirigiu o Grupo Abril em Portugal, onde lançou a revista Exame.
Depois de anos driblando a ditadura à frente do Jornal do Brasil, foi demitido em junho de 1984 justamente por publicar um artigo que contrariava a direção do jornal, ao criticar a relação amistosa de seus donos com o governo do estado do Rio de Janeiro.
Escreveu mais de 15 livros, entre eles Morte no paraíso, a tragédia de Stefan Zweig (1981) e Vínculos do fogo – Antônio José da Silva, o Judeu, e outras história da Inquisição em Portugal e no Brasil, Tomo I (1992). O livro sobre Stefan Zweig foi adaptado para o cinema por Sylvio Back em 2002 no filme Lost Zweig. Alberto Dines também fala sobre Stefan Zweig no documentário do mesmo diretor.
Criou o site Observatório da Imprensa, o primeiro periódico de acompanhamento da mídia no Brasil, que conta atualmente com versões norádio e na TV.
Atualmente é pesquisador sênior do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp, do qual foi co-fundador, além de coordenar o Observatório da Imprensa on-line e pela televisão.

Prêmios

Dines recebeu, em 1970, o prêmio Cabot de jornalismo, em 1993, o prêmio Jabuti na categoria Estudos Literários, em 2007, o Austrian Holocaust Memorial Award, em 2009, o Austrian Golden Decoration for Science and Art, e em 2010 a Ordem do Mérito das Comunicações, no grau Grã-Cruz.

É incrível a sua capacidade de discutir sobre qualquer assunto com tamanha eficiência e nitidez, trás para o hoje, sempre, situações e fatos históricos não só no campo do jornalismo, bem como político, econômico, educacional, cultural, social... Fez menções, na entrevista ao "Roda Viva", a cerca de problemas políticos que me chamaram bastante a atenção como a respeito do "velho lobo" do cenário político José Sarney, a quem eu repudio as atitudes, de maneira lúcida e explicativa. Acho a sua inteligência muito rápida pelo fato de estar em um programa com mais de cinco entrevistadores que o "bombardeavam" a todos momento tanto que respondeu as perguntas sobre o jornalismo de ontem e o de hoje, enfatizando a falta de um "conflito" maior entre as mídias (especificamente os jornais) que estão muito acanhadas e cada um cuida dos seus interesses sem pensar nos interesses comuns. Fantástico! E olha que não é jornalista com diploma embora defenda a "profissão diplomada" com "unhas e dentes". É um servidor da sociedade, assim eu penso.
Como seria bom se certos jornalistas de hoje em dia se inspirassem nele, certamente haveria uma imprensa mais coesa e informativa, sem tendências e carteis. Falou também sobre as assessorias de imprensa, ele entende que os profissionais que atuam neste segmento deveriam entregar as suas carteiras por causa da simples forma de atuação tendenciosa, por vezes. O assessor, pelo fato de atender ao seu contratante de forma pessoal e parcial, segundo ele, está em momento de deturpação, por vezes, em relação as verdades.

Que ele possa ficar entre nós por mais anos, apesar dos 80 que carrega consigo, para nos ensinar ainda mais sobre o que é JORNALISMO. Parabéns, "Papa da comunicação"!

Iran Damasceno.

segunda-feira, 12 de março de 2012

" Gente Fina É Outra Coisa "


Amigo leitor:

Tem uma frese no meio do futebol que me agrada bastante porque a mesma serve para ilustrar as barbaridades que vejo em um meio no qual eu milito a 30 anos, que é o futebol, entre jogador e membro de comissão técnica. Ela diz assim: "Vou morrer e não vou ver tudo". Só temos dois segmentos na sociedade onde qualquer pessoa pode trabalhar, atuar, cair de "para-quedas"e fazer sacanagens: FUTEBOL e a POLÍTICA
De umas duas semanas pra cá podemos notar a conturbada derrocada de três personalidades que são visíveis e interagem conosco, ainda que não queiramos. Refiro-me a: Mano Menezes (técnico da seleção), Adriano (protótipo de jogador e "gerente de favela") e Ricardo Teixeira ("déspota aposentado" da CBF). O Mano eu diria que é mais um "menino mandado" que está como figura decorativa e seguidor dos desmandos dos cartolas e "colaborador" dos patrocinadores, faz das escalações da seleção uma verdadeira incoerência e ainda não deu uma "cara" a essa equipe, já o Adriano eu diria ser uma pessoa que sabe perfeitamente o que quer da vida e somente os torcedores não entendem isso, ele é um "bom vivã" e passa seu tempo fazendo o que gosta que é farras e, depois que ficou milionário, se despediu do futebol. Quanto ao pior dos piores, refiro-me ao déspota Ricardo Teixeira, eu vejo e penso se tratar de um exemplo claro de que vivemos em um país sem lei e de corrupção válida quando se "despede" da CBF para fugir das "bombas" que vem por aí, ou nós seriamos idiotas de pensar que ele realmente está doente e pensando em sua família? Me poupem desse descabido pensamento, caso ele estivesse pensando em sua família como dizem, não teria se metido em tantas falcatruas e criado uma rede de corrupção tão gigantesca assim. 
Para se entender essas notícias calamitosas e abominá-las deveríamos deixar de lado a emoção e, porque não dizer ignorância, e combatê-las de forma veemente mas, o que se vê é que o torcedor emotivo e passional não está nem aí para isso, o que importa mesmo é o "pão e circo", da seguinte maneira: Me deem diversão e promoção, que te dou a minha permissividade aceitando tudo isso indo aos estádios de futebol assistir a jogos, por vezes "arranjados", aceito as TVs por assinatura corrompidas, os poderes constituídos apodrecidos... Faz parte da simbiose dos tempos atuais.

Foi embora o Ricardo mas ficarão os "Teixeiras", os "Abicheds", os "Márcios Bragas", as "Patrícias Amorins", os "zumbis Caixas d águas" e seus seguidores.

Iran Damasceno.

" Violência Na Escola É Consequência "


Amigo leitor:

Diante de toda violência que nos assola e invade as nossas vidas, entendemos que não temos mais, há muito tempo, saúde física e mental para aturarmos tanta maldade e descontrole quanto a isso em nossa vida de relação. Vem então a celebre pergunta, que é feita a séculos: Qual a causa, ou as causas, da violência? Estudiosos no campo da Antropologia, Filosofia, Psicologia, Sociologia... afirmam, de acordo com a atuação em suas respectivas áreas e amparados pelas responsabilidades que elas imputam, em busca de soluções e prevenções, que isso ocorre desde a "perda" dos valores reais da vida e de uma postura COMERCIAL onde o ter está acima do ser, sem esquecer dos primórdios das civilizações que já se movimentavam em favor das conquistas compulsórias de tudo o que apresenta resultados transitórios.
Estamos vendo e vivenciando a violência entrar nas escolas de forma aviltante e voraz devido a uma série de aspectos que deixamos pra trás, porém, temos que rever, prioritariamente, dentro da mesma escola, os conceitos de convivência e criatividade quanto a transmissão de conhecimentos e trazer, URGENTEMENTE, as famílias pra dentro dela. Alguns entendem que seria mais uma "sobrecarga" quanto as suas atribuições, ledo engano, se entendermos que a vida, de uma forma geral, se modificou em vários aspectos sociais e, consequentemente comportamentais, chegaremos a conclusão que seria ao contrário do que pensam os teóricos da educação, aqueles que vivem dentro de suas salas com ar-condicionado e computadores ou repetindo o que veem "lá fora" (ouvir o "galo cantar" sem saber onde) e vivem por aí dizendo-se "educadores" e respirando teorias falidas, como: Obrigatoriedade de uniformes escrotos, não propiciam esportes, cultura e lazer, apresentando políticos em épocas de campanhas nos eventos da escola, avaliando de forma maquinal (somente teoria escrita) ...
Bem, voltando a violência entre alunos, professores, diretores... podemos pensar que isso é algo trazido pela própria pessoa devido a sua moral e inteligência, por vezes tímidas demais, na sua vida social como ser que vive em sociedade, sendo assim, podemos fazer algo que está sendo dito e observado pelos mais cultos e práticos nas ações que seria trazer, definitivamente, a FAMÍLIA pra dentro da escola. Durante anos eu notei que as famílias (palavra de quem vive no "ramo" a vinte anos) se sentiam extremamente à vontade e orgulhosas em participar das ações não somente como coadjuvantes, todavia, fazendo parte do processo educacional e aprendendo, também, com os seus filhos e a ensiná-los a caminhar participando de toda a estrutura cognitiva, social e emocional. Tenho um projeto que se chama "Escola minha", o qual abriria as portas para a sociedade de forma abrangente e inteligente e daria a possibilidade de desenvolvermos ações profiláticas e funcionais quanto ao processo de aprendizagem e de mudança comportamental. Me recordo do  pai de um aluno, pessoa extremamente rude e, aparentemente insensível, que nunca havia participado de nada da vida do seu filho, que somente pagava as contas da casa e a mensalidade no final do mês e, certa vez, ao convidá-lo para participar de um torneio de futebol entre pais, onde a torcida era composta pelos seus filhos e suas respectivas esposas, chorar ao receber uma medalha das mãos do seu filho. Inclusive eu chorei!
Pois bem, a partir do momento em que as escolas se derem conta e se "atreverem" a ser ousadas na conquista dessas pessoas, certamente as coisas começarão a andar de forma coerente e altruísta. Eu arriscaria dizer que através disso poderíamos dar os primeiros passos em busca da transformação moral e intelectual do Brasil.

"Educação se deve a estímulos, entretanto, sem exemplo nada funciona".

Iran Damasceno.

sexta-feira, 9 de março de 2012

" Neto E CIA, Chatice e Desinformação Garantidas "


Querido leitor:

Apesar dos preconceitos e retóricas quanto a capacidade do individuo em relação ao que não está "classificado" como profissional da área, entendo que deveríamos ter na TV mais pessoas que não fizessem parte do contexto, porém, que possuíssem talento para tal em vez de ficarmos anestesiados com tantos apresentadores de carreira, por exemplo, mas que não agradam mais com apresentações burocráticas e sem conhecimento profundo ao que se propõem a fazer. Refiro-me a programas de debates esportivos!
Não tenho mais a paciência necessária de assistir aos comentários e narrações do Galvão Bueno, das "largadas" e enfadonhas dicas do Arnaldo César Coelho (que vê mão após o pênalti e não comenta o próprio pênalti) e de certos comentaristas dos programas do canal Sportv mas, aturar ao Neto e companhia, no programa Jogo aberto, é pedir demais. Tenho até uma certa simpatia pelo Neto, todavia, aturar as suas brincadeiras de mau gosto com o "coitado" do Ulisses, seus comentários que quase sempre são evasivos e sem profundidade de conhecimento, ver e ouvir o Denílson falando o que ele quer e também se achando "o cara" somente pelo fato de ter jogado futebol, vai além da minha compreensão, fico, ou melhor, ficava entediado e sem graça ao ver o Dr Osmar numa "roda de bobo" pelo fato de ser o único com cabedal de conhecimentos e seriedade para tecer comentários. Acho muita irresponsabilidade da emissora dar esse espaço todo ao Neto e deixá-lo comandar um programa e, embora saibamos nós que o responsável por isso é o Datena, por quem eu também nutro simpatia, entretanto, é outro chato e fanfarrão com as suas tiradas quase sempre irritantes e de mau gosto.

Sei que estamos em uma era de democracia mas, achar que a sacanagem na TV pode ser escancarada, é pedir demais e voltar aos tempos da TV burocrática e deixar de lado dois aspectos tão simples para se fazer TV: Informar e propiciar entretenimento! Vejo, por exemplo, o Kajuru que com somente a 5ª série ginasial (atualmente 6º ano) ser mais jornalista do que muitos que possuem mestrado na área e estão a anos por aí "vagando" com os seus ridículos e, por vezes, injustos comentários quando possuem espaço e liberdade para falar o que querem. Ficarei mais 12 anos sem assistir a TV aberta se isso continuar e digo que a TV por assinatura já está contaminada também. Precisamos de mais gente de talento ou teremos que reapresentar os programas que eram comentados pelos saudosos Aquiles ChirolJanuário de Oliveira, Luis Mendes, João Saldanha...
Não sou contra o Neto e nem o programa, apenas entendo que os mesmos deveriam ser mais bem cuidados quanto a sua metodologia e forma de apresentação e de atingir ao público, acredito que ele, o programa, tenha bastante audiência, porém, vejo que estamos diante de uma maneira de continuarmos imbecilizando as pessoas.

Vladimir Zworykin e Ernst F. W. Alexanderson devem estar se "revirando no túmulo", ao saberem que a televisão chegou a esse nível tão baixo.

Iran Damasceno. 

quarta-feira, 7 de março de 2012

" A Filosofia Como Ciência Espiritual Do Ser "


Querido leitor:

Quando crescemos em um meio onde as informações são limitadas, por exemplo, certamente seremos "iguais", todavia, se nos esforçarmos e fizermos perguntas para obtermos respostas, temos todas as possibilidades de sairmos de tal inércia e alcançarmos patamares de conhecimentos morais e intelectuais mais amplos. Assim pode ser encarada a ciência das ciências, a FILOSOFIA. Entendemos Filosofia da seguinte maneira, segundo o Aurélio:

Filosofia (do grego Φιλοσοφία, literalmente «amor à sabedoria») é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem. Ao abordar esses problemas, a filosofia se distingue da mitologia e da religião por sua ênfase em argumentos racionais; por outro lado, diferencia-se das pesquisas científicas por geralmente não recorrer a procedimentos empíricos em suas investigações. Entre seus métodos, estão a argumentação lógica, a análise conceptual, as experiências de pensamento e outros métodos a priori.

O que me trouxe à discussão em torno do tema foi uma conversa com quatro pessoas com quem trabalho, onde as mesmas se posicionaram em relação a tudo apenas sob a ótica da religiosidade e de Deus, alicerçados na Fé que, nem sempre, está baseada na razão. O que me incomodou foi o fato de discutirmos sobre vários assuntos, inclusive a Bíblia, apenas com a concepção restrita nas informações históricas (que nem sempre são comprovadas cientificamente e muito menos a luz da Filosofia cientifica), alegando ser esse o "livro" único de conhecimentos divinos e verdadeiros, ora, se eu participo da vida apenas concordando com algo que sequer eu tenho a certeza se foi escrito em épocas pretéritas, por homens de bem, que tais informações não foram deturpadas ao longo da história, que todo seu conteúdo é divino e que não há espaço para a visão filosófica do ser que também cria, que somos nós, entendo, diante da minha humilde e tímida forma de conhecer e participar das ações de construções, que corremos um sério risco de estarmos literalmente parados nos possíveis erros e maledicências do ser. Quando a Filosofia nos propõe pensar e agir segundo a nossa forma de ver e agir, baseada em fatos ou até mesmo arriscando quanto a maneira de conceber, entendo aí uma chance de mostrarmos que somos livres e portadores de inteligência pois, do contrário, seríamos meros expectadores das ações alheias e de cunho positivo ou negativo, alienando as nossas responsabilidades.
Todos temos medos e anseios em busca de algo novo, porém, se cuidarmos da forma "pensamento inconsciente", o qual temos pavor, por vezes, certamente temos aí a possibilidade de descortinarmos um oásis de descobertas e conhecimentos, culminando num mar de crescimento humano e espiritual para todo o sempre. Mas tudo tem um preço e é justamente esse preço que temos medo de pagar, ao passo que os custos não são levados em conta e os benefícios são sempre colocados em primeiro plano causando assim um certo descontrole nas ações, o que é incoerente diante de um mundo tão controverso e carente de pensadores e desmistificadores de concepções atrasadas e pueris, por vezes. A Filosofia científica é o "ponta pé" inicial para a construção do mundo novo que tanto sonhamos ao passo em que ela propõe a razão como norte e busca deletar a forma engessada de pensar que tudo é algo do desconhecido e quase nunca parte das nossas ações, o que pode ser encarado pelos racionais e profundos "pescadores de raízes" como personalidade dos "rotineiros do saber".
Pra se conhecer é preciso buscar e arriscar na senda do caminhar terrestre e espiritual, partindo da concepção individual e coletiva após as personalidades serem confrontadas e comparadas de forma amigável e fraterna, entretanto, sem alienarmos o poder mais divino que o ser humano pode ter: O pensamento !.


Se a vontade é crucial para a formação da inteligência e da espiritualização, torna-se claro que educar-se é o caminho para não continuarmos sendo mistificadores e seres aprisionados na "fé emotiva" e sem razão, o que nos remete a um estágio muitíssimo negado pela raça humana, até os tempos atuais: Negar sem buscar resposta! Por isso, deixo um abraço aos "meus amigos" Sócrates (469 a/c), Kardec (1804), Mahatma Ghandi (1869), Nelson Mandela (1918), Joana Darc (1412) ...

Iran Damasceno.

quinta-feira, 1 de março de 2012

" 447 Anos De Tamanha Beleza "


Nas paisagens dos sonhos eu já imaginava o quanto seria belo sonhar com algo que desconhecia mas podia entender as suas belezas, por saber que a tua concepção era obra de algo divino;
Passei a vida apreciando e tentando entender o que poderia vir por traz de tamanha construção arquitetônica de tão alto nível, e cheguei a conclusão: Obra de Deus!
Para que passar a vida sem ter o que fazer, diante da solidão, se temos tamanha brochura natural de tão elevada condição plástica, ao nosso alcance?
Tu era a ideia do arquiteto do universo, quando o mesmo preparava tanta oportunidade de retorno aos que vinham para continuar o que foi deixado pra trás, em épocas pretéritas. Os devedores e abençoados da tua divina providência já sabiam que estariam diante da mais bela obra natural e de portas tão abertas aos poetas e pintores das artes materiais, porém, o que eles não sabiam é que essa exuberante e estonteante apêndice do universo, estava aqui para nos brindar e aguçar a nossa tão tímida potencialidade de entendimento quanto aos estímulos para nossa sobrevivência, ante a vida de relação.
Somos sim agraciados por uma espécie de avivamento natural que, por vezes, nos assusta por se tratar de uma deslumbrante "tsunami" de vida a criar e depositar em nossas almas, as mais belas vibrações de amor e alegria;

Assim é você, Rio de Janeiro!

Iran Damasceno. 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

" Felicidades Para Minha Amada Dinha "


Homenagem especial:

Hoje a homenagem é para uma pessoa que sempre gostou de mim e dispensa, até hoje, sentimentos lindos em relação ao seu afilhado. Refiro-me a minha amada madrinha, Márcia Fernandes!
Foi um grande presente de minha mãe tê-la escolhido e me presenteado com esse afeto, sendo assim, desejo-lhe muita saúde e paz para que ela continue sua caminhada e tenha muitas alegrias, hoje e sempre.

Te amo dinha, parabéns pela data e pelo amor que tens por mim. Deus te abençoe, sempre!

Iran Damasceno.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

" Tragédia Anunciada Parte I " (Vem mais por aí...)


Querido leitor:

Em tempos tão difíceis quanto a ter oportunidades na vida, no mundo do futebol principalmente, observamos mais um sonho e uma vida irem embora sem qualquer chance de serem salvos. Estou falando de um jovem de 14 anos de idade que tentaria ser jogador de futebol e acabou falecendo no centro de treinamento do ex-jogador Pedrinho Vicençote, locado ao CR Vasco da Gama, na tarde dessa última quinta-feira. O nome dele é Wendel Silva. Ainda não se sabe a causa da morte porque somente hoje será feita a autopsia, o que nos foi informado é que o menino foi levado para uma UPA, em Itaguaí, onde o mesmo já chegou morto. De quem é a responsabilidade? Porque isso acontece? Vamos aos fatos:
Não há necessidade de ser médico para entender que um simples atestado nos livra de qualquer mal súbito, esse um fato relevante, todavia não se pode acusar e muito menos condenar o clube que, em princípio, estava com o socorro em dia e não poderia fazer mais do que fez até porque em um caso grave como esse (ainda mais em um processo de "peneira") não se tem mais o que fazer. Mas o que chama a atenção não é somente o fato de tratarmos do caso de morte instantânea (que é gravíssimo), o que as vezes até mesmo em clubes grandes, com todo o aparato médico, não se tem o que fazer, porém, refiro-me as condições propícias para se trabalhar com o futebol de uma forma geral.
Tenho observado, a anos, diante da minha vivência em futebol, que no Rio de Janeiro não se tem uma certa coerência e muito menos cuidados com os atletas e demais pessoas envolvidas no contexto, a exemplo do que falo eu citaria a tabela do campeonato da série B do Carioca, onde seus organizadores não tem o menor critério quando elaboram os jogos e marcam partidas entre clubes de cidades distantes para se enfrentarem em pleno Sábado de Carnaval, o que é o caso de Mesquita x Rio Branco, marcado para as 17h00. Ora, marcar um jogo desse para o Sábado de Carnaval, como disse, sabendo que haverá um engarrafamento descomunal, sem falar na greve dos policiais e bombeiros cariocas (?), é de extrema irresponsabilidade e, pior ainda, vem da parte dos dirigentes que concordam com isso. ABSURDO! Mas esse é o futebol brasileiro e em se tratando da federação Carioca de futebol, eu não me espanto com mais nada. Outro aspecto gritante foi o fato de o Loco Abreu (atacante do Botafogo) ter se pronunciado, acertadamente, a respeito da precariedade dos gramados dos clubes do Rio e ter sido repreendido pelo presidente interino da federação de futebol (um "tal" de Martinelli) e não ter tido apoio algum dos colegas (jogadores) e muito menos do sindicato que, em princípio, deveria ser o mais veemente de todos por terem a responsabilidade de proteger seu afiliados.
Para mim a "bomba" pior veio por parte dos dirigentes que tentaram, e conseguiram, "calar a boca" dos jogadores como quis o cartola da federação, os mesmos disseram que eles (jogadores) não deveriam se manifestar em relação a isso. Resumo: Fica assim mesmo, deixemos os jogadores torcerem seus tornozelos, apresentarem um futebol de péssima qualidade (pois campo ruim serve apenas para os "butinudos") e recebam em troca a ira da torcida que, em meu modo de ver, é a grande "culpada" por isso tudo ao passo em que saem das suas residências e trabalhos, em dias de semana inclusive, para prestigiarem esse futebol feioso que anda assombrando nossos olhos por aí.

Fica então o repúdio de um ex-torcedor do futebol e atual profissional que atua num meio tão politizado, "marketizado" e que somente visa lucro para os seus respectivos bolsos, entretanto, não poderia me despedir sem antes criticar a três classes tão inoperantes em relação a certos aspectos de profunda importância social. São eles: Jogadores de futebol (Ronaldinho não está nem aí devido a sua fortuna e status),  torcedor e Ministério público. Minha nota pra vocês é ZERO!

Iran Damasceno.