segunda-feira, 12 de março de 2012

" Violência Na Escola É Consequência "


Amigo leitor:

Diante de toda violência que nos assola e invade as nossas vidas, entendemos que não temos mais, há muito tempo, saúde física e mental para aturarmos tanta maldade e descontrole quanto a isso em nossa vida de relação. Vem então a celebre pergunta, que é feita a séculos: Qual a causa, ou as causas, da violência? Estudiosos no campo da Antropologia, Filosofia, Psicologia, Sociologia... afirmam, de acordo com a atuação em suas respectivas áreas e amparados pelas responsabilidades que elas imputam, em busca de soluções e prevenções, que isso ocorre desde a "perda" dos valores reais da vida e de uma postura COMERCIAL onde o ter está acima do ser, sem esquecer dos primórdios das civilizações que já se movimentavam em favor das conquistas compulsórias de tudo o que apresenta resultados transitórios.
Estamos vendo e vivenciando a violência entrar nas escolas de forma aviltante e voraz devido a uma série de aspectos que deixamos pra trás, porém, temos que rever, prioritariamente, dentro da mesma escola, os conceitos de convivência e criatividade quanto a transmissão de conhecimentos e trazer, URGENTEMENTE, as famílias pra dentro dela. Alguns entendem que seria mais uma "sobrecarga" quanto as suas atribuições, ledo engano, se entendermos que a vida, de uma forma geral, se modificou em vários aspectos sociais e, consequentemente comportamentais, chegaremos a conclusão que seria ao contrário do que pensam os teóricos da educação, aqueles que vivem dentro de suas salas com ar-condicionado e computadores ou repetindo o que veem "lá fora" (ouvir o "galo cantar" sem saber onde) e vivem por aí dizendo-se "educadores" e respirando teorias falidas, como: Obrigatoriedade de uniformes escrotos, não propiciam esportes, cultura e lazer, apresentando políticos em épocas de campanhas nos eventos da escola, avaliando de forma maquinal (somente teoria escrita) ...
Bem, voltando a violência entre alunos, professores, diretores... podemos pensar que isso é algo trazido pela própria pessoa devido a sua moral e inteligência, por vezes tímidas demais, na sua vida social como ser que vive em sociedade, sendo assim, podemos fazer algo que está sendo dito e observado pelos mais cultos e práticos nas ações que seria trazer, definitivamente, a FAMÍLIA pra dentro da escola. Durante anos eu notei que as famílias (palavra de quem vive no "ramo" a vinte anos) se sentiam extremamente à vontade e orgulhosas em participar das ações não somente como coadjuvantes, todavia, fazendo parte do processo educacional e aprendendo, também, com os seus filhos e a ensiná-los a caminhar participando de toda a estrutura cognitiva, social e emocional. Tenho um projeto que se chama "Escola minha", o qual abriria as portas para a sociedade de forma abrangente e inteligente e daria a possibilidade de desenvolvermos ações profiláticas e funcionais quanto ao processo de aprendizagem e de mudança comportamental. Me recordo do  pai de um aluno, pessoa extremamente rude e, aparentemente insensível, que nunca havia participado de nada da vida do seu filho, que somente pagava as contas da casa e a mensalidade no final do mês e, certa vez, ao convidá-lo para participar de um torneio de futebol entre pais, onde a torcida era composta pelos seus filhos e suas respectivas esposas, chorar ao receber uma medalha das mãos do seu filho. Inclusive eu chorei!
Pois bem, a partir do momento em que as escolas se derem conta e se "atreverem" a ser ousadas na conquista dessas pessoas, certamente as coisas começarão a andar de forma coerente e altruísta. Eu arriscaria dizer que através disso poderíamos dar os primeiros passos em busca da transformação moral e intelectual do Brasil.

"Educação se deve a estímulos, entretanto, sem exemplo nada funciona".

Iran Damasceno.

Um comentário:

Gustavo Brum disse...

Excelente texto! A educação de um jovem é feita por partes que se interligam formando-se um todo, não se torna possível assim educar de forma contraditória, não adianta ter as partes sem o elo entre elas para que assim possamos educar em um aspecto global.