Olá, leitor!
É com certa tristeza que posto sobre mais um trágico acidente e morte no trânsito, porém, o constrangimento não é pelo fato de o causador do problema ser uma pessoa pública e famosa, mas por ter causado vítimas fatais. No caso do ex-jogador e comentarista de futebol da Band, Edmundo, eu também me senti chateado, aí sim, por saber que ele não é uma pessoa de índole ruim, teve suas indisciplinas como jogador, causou sérios problemas quanto a violência nos gramados e teve uma vida conturbada na infância, todavia, o que vou abordar aqui é sobre outra questão fundamental: A impunidade e as leis falhas que não são cumpridas, pelo menos com os abastados socialmente e economicamente falando. Primeiro vamos relembrar o acidente.
Relembre o caso
Na madrugada do dia 02 de Dezembro de 1995, Edmundo e alguns amigos seguiram para a boate Sweet Home, na Lagoa, Zona Sul, onde encontraram Joana Martins Couto, 16, e sua amiga Déborah Ferreira da Silva, então com 21 anos. Como Joana não pode entrar na boate, seguiu com Edmundo até o bar El Turfe, na Gávea. Na esquina da avenida Borges de Medeiros com a rua Batista da Costa, na Lagoa, o Cherokee do atacante se chocou com o Fiat Uno cinza dirigido por Carlos Frederico Pontes, 24.
O carro de Edmundo capotou várias vezes e ficou com as rodas para o ar, enquanto o Fiat foi jogado a uma distância de 30 metros e colidiu com um poste. Carlos Frederico morreu na hora. A namorada dele, Alessandra Cristina Perrota, 20, e Joana morreram algumas horas depois, no hospital Miguel Couto.
Na ocasião, Déborah quebrou a bacia, a quinta vértebra da coluna e quase ficou paraplégica. Além das duas amigas, também estavam no carro do ex-jogador o empresário Marckson Gil Pontes, 31, e a estudante Roberta Campos, 19. Os dois ficaram levemente feridos, assim como Natasha Marinho Ketse, 19, que estava no Fiat Uno.
O que quero dizer a respeito da impunidade e das leis que são criadas e não são cumpridas:
Já me reportei sobre os resquícios de uma sociedade desorganizada em épocas distantes, ou melhor, não tão distantes, se falarmos de monarquia, feudalismo e inquisição, sendo assim, não seriam esses sistemas de castas, os causadores dessas mazelas? Tenho a certeza que isso um dia passará e teremos uma sociedade mais justa, entretanto, enquanto os séculos não se adiantam, vamos seguindo com os favorecimentos aos poderosos de qualquer ordem. Relembro um caso que me deixou estupefato ocorrido com um "mocinho" de colarinho branco:
Vocês se lembram do "bonitinho" e engravatado aí? É o ex-deputado estadual Fernando Ribas Filho (PSB) que causou a morte de dois rapazes em Curitiba após dirigir, pasmem, a 160 km por hora e com a carteira de habilitação cassada (30 multas, sendo 23 por excesso de velocidade). Ele está solto até hoje e deverá ser levado a júri popular, se a justiça não falhar mais uma vez. Vejam o estado em que ficou o automóvel, das vítimas. Por mais que tente se defender, você acha que ele estava a 80 km por hora?
Voltando ao Edmundo entendo que ele deva ser punido sim, até porque a lei DEVERIA ser cega, surda e muda, todavia isso não acontece em nossa tão desorganizada, ainda, sociedade. Sem querer entrar em outras questões, mas já entrando, me causou curiosidade o fato de o referido ter sido "lembrado" justamente agora em que está fazendo sucesso como comentarista de futebol, na Band. A Record deu uma tremenda cobertura ao fato em vários programas. Estranho, pelo menos pra mim que não sou Jornalista.
Quando me referi ao fato de ser uma questão social importantíssima eu quis dizer que envolve vários aspectos que norteiam uma sociedade, vejo que no Brasil possibilitar ao pobre o poder de compra através de facilitações, sem querer saber se isso acarretará problemas estruturais ao trabalhador comum, é uma irresponsabilidade. Isso não é distribuição de renda, mas sim jogar a sujeira pra "debaixo do tapete". Afirmo também que não tem relação com o acidente em questão, mas aumenta os índices de acidentes de trânsito e mexe com a economia pelo fato de um "miserável" como eu (financeiramente falando) que já cometi o ERRO de comprar um carro em 36 vezes sem se quer ter uma casa própria pra morar, investir em um bem que sai caro não somente por comprá-lo, mas pela sua manutenção e impostos.
O fato que trago abaixo é claro e eu, pessoalmente, corroboro com a visão do jornalista em questão que, no mínimo, se expressou mal, porém, está CERTÍSSIMO. Vejamos:
Luiz Carlos Prates vai deixar de atuar no Grupo RBS, a Globo de Santa Catarina, após uma decisão conjunta com a empresa.
No ano passado, Prates ficou famoso por fazer um comentário, no mínimo, polêmico, no Jornal do Almoço, transmitido em Santa Catarina, pela RBS.
Quando comentava o trânsito durante o feriado de Proclamação da República, Prates disse que o governo popularizou o carro “para quem nunca tinha lido um livro”.
- Hoje, qualquer miserável tem um carro. O sujeito nunca leu um livro, mora apertado numa gaiola que chamam de apartamento, não tem nenhuma qualidade de vida, mas tem um carro na garagem.
Como disse: Concordo plenamente! Deveríamos nos posicionar (sociedade e governo) diretamente em relação aos investimentos na educação e saúde para que o país saísse da miséria em que se encontra.
No ano passado, Prates ficou famoso por fazer um comentário, no mínimo, polêmico, no Jornal do Almoço, transmitido em Santa Catarina, pela RBS.
Quando comentava o trânsito durante o feriado de Proclamação da República, Prates disse que o governo popularizou o carro “para quem nunca tinha lido um livro”.
- Hoje, qualquer miserável tem um carro. O sujeito nunca leu um livro, mora apertado numa gaiola que chamam de apartamento, não tem nenhuma qualidade de vida, mas tem um carro na garagem.
Como disse: Concordo plenamente! Deveríamos nos posicionar (sociedade e governo) diretamente em relação aos investimentos na educação e saúde para que o país saísse da miséria em que se encontra.
Dizem que nós melhoramos. Discordo sob o ponto de vista das melhorias estruturais, entendo que os "bolsas famílias da vida", por exemplo, só vem para mexer com a parte psicológica dos "miseráveis da última hora", aqueles que estão mortos em vida pois, se olharmos bem, diante desses problemas que estão crônicos em nossa sociedade, é por isso que as reformas não acontecem no país, porque mexeriam com a "boa vida" dos administradores que se beneficiam do caos.
Abraços aos que acreditam que verão alguma mudança estrutural no país, gostaria de me juntar a eles.
Iran Damasceno.





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