Amigo leitor!
O assunto que trato aqui é um dos mais graves quanto a destruição das pessoas e da sociedade como um todo, através da dependência química, mental e social. Falo do Crack! Mas o que é essa DROGA destruidora?
Crack é uma droga, geralmente fumada, feita a partir da mistura de pasta de cocaína com bicarbonato de sódio. É uma forma impura de cocaína e não um sub-produto. O nome deriva do verbo "to crack", que, em inglês, significa quebrar, devido aos pequenos estalidos produzidos pelos cristais (as pedras) ao serem queimados, como se quebrassem.
A fumaça produzida pela queima da pedra de crack chega ao sistema nervoso central em dez segundos, devido ao fato de a área de absorção pulmonar ser grande e seu efeito dura de 3 a 10 minutos, com efeito de euforia mais forte do que o da cocaína, após o que produz muita depressão, o que leva o usuário a usar novamente para compensar o mal-estar, provocando intensa dependência. Não raro o usuário tem alucinações e paranóia (ilusões de perseguição).
Em relação ao seu preço, é uma droga mais barata que a cocaína.
O uso de cocaína por via intravenosa foi quase extinto no Brasil, pois foi substituído pelo crack, que provoca efeito semelhante, sendo tão potente quanto a cocaína injetada. A forma de uso do crack também favoreceu sua disseminação, já que não necessita de seringa basta um cachimbo, na maioria das vezes improvisado, como, por exemplo, uma lata de alumínio furada.
Os efeitos são devastadores como podemos perceber, porém, o que mais chama a atenção é a falta de estrutura emocional e social para se tratar de tal realização por parte do usuário. Além da destruição orgânica temos a social, o indivíduo se transforma em um verdadeiro ZUMBI.
Os efeitos:
O crack eleva a temperatura do corpo, podendo causar no dependente um acidente vascular cerebral. A droga também causa destruição de neurônios e provoca a degeneração dos músculos do corpo (rabdomiólise), o que dá aquela aparência característica (esquelética) ao indivíduo: ossos da face salientes, braços e pernas finos e costelas aparentes. O crack inibe a fome, de maneira que os usuários só se alimentam quando não estão sob seu efeito narcótico. Outro efeito da droga é o excesso de horas sem dormir, e tudo isso pode deixar o dependente facilmente doente.
O livro 'Overdose, do pesquisador paraibano Jair Cesar de Miranda Coelho, membro do Conselho Estadual de Entorpecentes da Paraíba (CONEN-PB), faz uma análise comparativa entre o consumo de crack na década de noventa e qual o perfil do consumidor e usuário de crack no Brasil atualmente.
A maioria das pessoas que consome bebidas alcoólicas não se torna alcoólatra. Isso também é válido para outras drogas. No caso do crack, com apenas três ou quatro doses, às vezes até na primeira, o usuário se torna completamente viciado. Normalmente o dependente, após algum tempo de uso da droga, continua a consumi-la apenas para fugir do desconforto da síndrome de abstinência — depressão, ansiedade e agressividade, comum a outras drogas estimulantes.
Seria difícil de se imaginar um dependente sendo recolhido das ruas e levado a um abrigo da prefeitura, só seria válido pelo aspecto da violência porque quanto ao tratamento, o Estado como um todo "não se importa" com esse tipo de público, ele é INVISÍVEL. Sei disso porque trabalhei na "coisa pública" e vi que sai dinheiro para qualquer coisa que não constroi uma sociedade, entretanto, para fins particulares é uma "FARRA". E não me venham dizer que não há dinheiro porque eu pergunto: Se o Brasil é um dos países que mais cobram impostos no mundo, para onde vai o montante arrecadado?
Que Deus continue a nos orientar para que possamos ajudar a essas pessoas, de alguma forma, e também aos nossos filhos.
Iran Damasceno.


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