sexta-feira, 24 de junho de 2011

" A Vida De Relação "

Olá, Amigo leitor!

Ante os problemas de um mundo moderno que nos leva (ou nos levamos a nós mesmos) a correria quanto as ações comuns de uma sociedade em ebulição, vejo algo que está, sem exageros, dizimando pessoas, famílias, amizades, enfim, a vida de relação: Eu chamaria de "pouca aceitação". Isso poderia ser considerado um fenômeno observável? Em quais circunstâncias da vida de relação isso ocorre? Se ocorre, é prejudicial? Porque isso ocorre? Se entendermos como fato, vamos então elucidar de maneira mais contundente para a reflexão geral.
Se considerarmos um fenômeno é porque está posto em ação de forma visível e clara devido aos efeitos, poderia citar alguns aspectos que ocorrem diante de tal observação: Porque eu não aceito o outro, haja vista que, o mesmo não me prejudica em absolutamente nada? Talvez eu esteja em processo de transferência dos meus problemas, neuroses, traumas da infância, baixa auto-estima, insegurança... Mas porque "despejar" isso no outro que, por vezes, está me ajudando, por exemplo?
A vida, a cada momento, está nos atingindo de forma cruel e avassaladora quanto as conquistas em relação a querermos sempre mais, por exemplo trocar de carro anualmente, viajar sempre nos feriados, comprar uma roupa nova a cada saída, querer do outro o que ele não pode me dar, achar que o cônjuge deve pensar e agir como eu... Quem seria esse agente criador desse fenômeno visível e contundente? Eu! Vejamos algumas situações dos desencontros que tanto prejudicam a vida de relação, transformando as sociedades em um verdadeiro "inferno" quanto a convivência:




Quem sou eu? -> Quando nasci trouxe comigo uma carga de informações físicas e tendências a certos tipos de atitudes que serão reforçadas ao longo da minha caminhada, porém, dependendo de quem eu seja, do meio ao qual eu viva e das minhas concepções, sairei "vencedor" ou não das batalhas de uma vida de relação. Se estamos concordando com isso, já estamos com as responsabilidades em nossas mãos, fico, a partir daí, com a noção do que pode ser prejudicial ou benéfico para mim e para o outro.


Vida conjugal -> Outro tipo de relação de grande importância em nossas vidas é a conjugal, noto ser comum hoje em dia os casais terem problemas que anteriormente não tinham de forma tão grandiosa, basta observarmos a quantidade de estímulos que a modernidade nos trouxe para percebermos que são agentes de contribuição quanto a distância. A mulher está (graças a Deus) mais independente do homem quanto a trabalho, profissão, inteligência (não que fosse "burra", apenas percebeu que deveria investir em seu grande potencial), sentimentos... Já o homem tornou-se menos dependente das ações domésticas da parceira e foi a luta. Mas e quanto aos desencontros? As brigas são comuns devido a vários fatores, homens não aceitam mulheres independentes, a mulher não aceita o homem livre... Um tenta ser dono do outro entrando em uma simbiose destruidora da relação. Amor em demasia, sem respeitar a paz e a liberdade do outro, não é amor, e sim posse, faz com que um não permita que o outro viva sua vida por entender que são "um só", me poupem disso, eu sou eu, você é você, se assim for será ótimo, se não, viva sua vida que eu vivo a minha. Parece frio, não? Pois vejo que há casais NECESSITANDO de atitudes e posicionamentos como esse para tentar salvar a relação, do contrário, a relação já virou DOENÇA 

"O amor pode nascer quando a liberdade é posta em prática, propiciando a ambos a percepção das qualidades e defeitos um do outro". (Iran)


 


O egoísmo -> Talvez seja, em minha opinião, um dos maiores males atuais da humanidade, não me refiro somente ao egoísmo do ter MATERIAL, mas do não permitir que o outro se manifeste diante das suas limitações e potencialidades, quando não permite a ele se expressar e, como prova disso, desvalorizá-lo. É muito comum vermos pais e filhos "brigando" para provar quem é melhor, mães querendo ser mais bonitas que as filhas ou vice-versa, pessoas transferindo situações de conflitos particulares para o outro, deixando então a relação insustentável pelo fato de querer, inconscientemente, ou até conscientemente, que o outro sofra as consequências dos seus problemas. É patológico! No final da história isso só nos leva a um caminho: Aprisionamento em si próprio.
 
As defesas orgânicas e espirituais ficam enfraquecidas e nos tornamos verdadeiros "zumbis" da vida, pessoas se afastam de nós, perdemos a confiança que tínhamos até então, pois, diante de tais atitudes, permitimos aos outros notarem que somos verdadeiros FRACOS. Ninguém gosta de fracos, concorda? Refiro-me ao fraco de alma, não ao de físico. O caminho é sem volta se não mudarmos a rota, devemos partir para a mudança comportamental passando antes pela percepção de quem sou eu, o que quero pra mim, como entender o outro (colocando-se em seu lugar seria o início) e, principalmente, visualizando o desequilíbrio que tal mazela nos causa para então mudarmos as atitudes e chegarmos ao fim do caminho. A terapia seria legal!

"O egoísmo é como subir uma escada vertical e sem portas no final, quando percebemos estamos no último degrau". (Iran)



Lutemos mais para sermos merecedores e assim entrarmos na porta estreita da vida real, aquela que nos propicia total e ilimitadas alegrias, iluminando nossas almas. A porta é: A de amor e respeito, iluminados pelo bem comum!




Abraços aos respeitosos e coerentes!

Iran Damasceno.

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