Amigo leitor!
Sabedores que somos da importância de um bom e aplicável processo de ensino aprendizagem nas escolas e, porque não dizer no âmbito familiar, digo que se faz importantíssimo entendermos que o caminho mais direcionado e coerente para tal intento é a DIDÁTICA. Mas que didática é essa que tanto está nos fugindo ao controle e até mesmo deixando de lado o seu aspecto mais importante, que é a atualização?
Pelo fato de fazermos parte de uma sociedade pouco construtiva e bastante conservadora, ainda nos tempos atuais, podemos notar um certo "aprisionamento" quanto aos costumes antigos e não mais recomendáveis para as novas gerações, que é o de "DITAR" sempre as regras e não orientarmos aos jovens e crianças a fazerem por si só, o que acaba sendo uma contradição porque eles terão que ser os seus próprios dirigentes num futuro bem próximo. Vejamos o que é a Didática tradicional, através dos conceitos pré-concebidos:
A palavra didática (AO 1945: didáctica) vem da expressão grega Τεχνή διδακτική (techné didaktiké), que se pode traduzir como arte ou técnica de ensinar. A didática é a parte da pedagogia que se ocupa dos métodos e técnicas de ensino, destinados a colocar em prática as diretrizes da teoria pedagógica. A didática estuda os diferentes processos de ensino e aprendizagem.
Porque isso não pode ser utilizado pelas famílias? Técnicas são bem vindas em todos os segmentos da vida, porém, de maneira mais solta e flexível de acordo com o comportamento social de determinada localidade, com os conceitos familiares, com a visão da empresa que possui funcionários em diversos setores...
Para entendermos e deixarmos nossa mente penetrar em tempos pretéritos quanto ao ensino formal (escolas), observemos sua trajetória ao longo das décadas:
Entre os anos 20 e 50
Nesse período, a didática praticada era a da Escola Nova, que buscou superar os postulados da escola tradicional, trazendo assim uma reforma interna no ensino. O movimento da escola nova defendia a necessidade de partir dos interesses das crianças, abandonando a visão delas como "adultos em miniatura" e passando a considerá-las capazes de se adaptar a cada fase de seu desenvolvimento. Foi a fase do "aprender fazendo", momento em que os jogos educativos passaram a ter um papel importante no dia-a-dia das escolas. Entre seus principais defensores encontram-se Anisio Teixeira, Fernando de Azevedo, Lourenço Filho, Cecília Meireles.
Entre os anos 60 e 80
Nesse período, a didática assumiu o enfoque teórico numa dimensão denominada tecnicista, e deixou o enfoque humanista centrado no processo interpessoal, para uma dimensão técnica do processo ensino-aprendizagem.
A era industrial fez-se presente na escola, e a didática era vista como uma estratégia objetiva, racional e neutra do processo. O referencial principal do ensino era a fábrica, e sobre ela se construiram as práticas educativas e as conceitualizações referentes à educação.
Dos anos 90 até a atualidade
A didática tornou-se um instrumento para a cooperação entre docente e discente, para que realmente ocorresse a evolução dos processos de ensino e aprendizagem. Para isso é importante o comprometimento, o esfoço e o exercício de suas técnicas em ambos os lados, para que o conhecimento realmente seja transmitido do professor para o aluno.
Diante de tais exemplificações podemos notar que se faz imperioso uma mudança de postura por parte dos pais, diretores de instituições de ensino, professores, empregadores... Para que nossas crianças possam ter um futuro menos penoso quanto a violência, a sexualidade exacerbada, os dogmas religiosos, a importância da vida de relação, através do entendimento das coisas e não por serem ROBOTIZADAS no que se refere ao paradoxo da educação: Ou deixamos as crianças fazerem o que querem ou podamos todas as ações próprias doas mesmas, e por aí vai...
Está na hora das escolas serem mais abertas e inteligentes, como por exemplo:
- Rigor em demasia -> Confunde-se educação permanente com rigor e isso leva aos extremos da desinformação, aumentando assim a responsabilidade das escolas quanto a relação com o alunado, estamos fazendo o "papel" de pais e não de profissionais que atuam com o ensino, o que não nos impossibilita de sermos carinhosos e amigos.
- Uniformes "monstruosos" -> Ainda hoje, diante de tanta tecnologia, podemos observar escolas impondo uniformes RIDÍCULOS aos seus alunos fugindo ao simples e compreensivel modo de ser do jovem. Não devemos abrir mão da disciplina, entretanto, o oposto não pode ser radicalizado ao ponto de acharmos que os jovens devem ser verdadeiros "robôs" das nossas imposições. Será que você, que tenha 60 ou 70 anos de idade, gostaria de usar roupas apertadas e justas no corpo, bem acima dos joelhos?
- Esporte dentro da escola -> Porque as escolas de menor porte, em localidades menos favorecidas, não entendem que o Esporte É O AGENTE viabilizador de vários aspectos positivos quanto a formação de cidadãos? Seria falta de competência ou de visão empreendedora? Acho que são a mesma coisa, não? Oferece-se "mil" tempos de Matemática, por exemplo, e um tempo de Educação Física durante a semana para os mesmos alunos: Obesos, hiperativos, introspectivos... Não que a Matemática não seja importante, longe disso, mas por saber que a Educação Física é tão importante quanto, apenas de formas distintas.
- Palestras para os alunos, pais e COMUNIDADE -> É um verdadeiro RETROCESSO de certas escolas não fazerem uso das palestras como forma de informação e integração entre a escola, os alunos, seus respectivos pais e a comunidade
Bem, meus amigos leitores, sei que fui um pouco além da Didática formal enveredando pela didática da vida e social por entender que estamos em um mundo moderno e globalizado, o qual o Brasil ACHA que está inserido.
Abraços a Allan Kardec, Pestalozi, ao profeta Gentileza, Darci Ribeiro e aos professores comprometidos com a educação, mesmo com as precárias condições de trabalho impostas pelos administradores e a classe dominante desse país tão lindo, naturalmente falando.
Iran Damasceno.





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