Querido e ético leitor, bom dia!
Confesso que não estava em meus planos escrever nada sobre futebol pelo menos até Domingo, entretanto, chamou-me à atenção o que aconteceu no jogo de ontem (20/07/2011) entre Palmeiras x Flamengo, em relação a atitude do jogador Kléber do Palmeiras. Para quem não assistiu ao jogo e não sabe do ocorrido, eu explico: Em um lance em que o jogador do Fla, Júnior César, se machucou, o árbitro parou a jogada para que o mesmo fosse atendido e, a seguir, coerentemente, deu bola ao chão para que o jogador do Flamengo entregasse a mesma a equipe adversária como é de "praxe", o que não aconteceu, Kléber pegou a bola e tentou fazer o gol contrariando o chamado "Fair Play".
Antes de seguirmos com as observações do "advogado do diabo", vejamos o que quer dizer o referido fair play.
O Fair-Play nada mais é do que o jogo limpo, jogo leal que respeita as regras. O desporto de competição responde a inúmeras exigências fisiológicas, psicológicas e sociais do homem, enriquece as relações individuais e coletivas, além de contribuir de diversas maneiras na melhoria da qualidade de vida.
O fair play é uma maneira de ser que implica em : honestidade, lealdade e atitude firme e digna diante de um comportamento desleal. Respeito ao companheiro; respeito ao adversário, com a consciência de que é o companheiro indispensável, ao qual se une pela camaradagem desportiva; respeito ao árbitro e respeito positivo, traduzido por um constante esforço de colaboração com o mesmo.
O fair play é uma maneira de ser que implica em : honestidade, lealdade e atitude firme e digna diante de um comportamento desleal. Respeito ao companheiro; respeito ao adversário, com a consciência de que é o companheiro indispensável, ao qual se une pela camaradagem desportiva; respeito ao árbitro e respeito positivo, traduzido por um constante esforço de colaboração com o mesmo.
Diante de tal fato eu observei a atitude do comentarista da Globo ao relembrar Garrincha que, em uma partida de futebol, ao driblar seu adversário percebeu que o mesmo se machucou, a partir daí ele colocou a bola pra fora para que o jogador pudesse ser atendido. Maravilhoso! É isso que o esporte de qualquer natureza ideológica requer dos seus participantes, todavia, percebi que ali, no comentário do narrador, caberia uma observação e abertura de um debate sobre o que eu considero UTÓPICO em nosso país, diante da nossa cultura: ÉTICA!
Trata-se de um dos elementos mais "corriqueiros" que possa existir em nossa sociedade, falta ética na política, no futebol, nas escolas, nas famílias, nas religiões, nas novelas... E com o Garrincha não houve a menor ética por parte da sociedade e das instituições, sabíamos que ele era um DOENTE devido ao vício do alcoolismo, mas mesmo assim o deixamos morrer a "mingua". Entendo assim:
Onde está a ética na política que tanto trás a tona as discussões e agressões entre seus participantes? Agressões físicas e morais são comuns e não há preocupação com a imagem e, muito menos, com o eleitor. Isso é ética?
O jornalista Andrew Jennings, da BBC de Londres, vem a mais de dez anos investigando a FIFA e seus acusados de corrupção como Ricardo Teixeira e João Havelange e, para nossa surpresa, o presidente da CBF está a pleno vapor e com todo poder a frente da organização da copa do mundo no Brasil e ninguém do poder executivo se manifesta. Onde está a ética e o bom senso que deveriam, pelo menos, afastarem os acusados até que se investigasse tudo? Depois reclamamos que somos vistos como "paizinho" de terceiro mundo.
A ética nas escolas também está em baixa, é aluno acusando professor, professor acusando aluno, pais entregando seu filho a escola como se a mesma tivesse a obrigação de cuidar integralmente do seu filho e, pra piorar, vem as leis nojentas que dão, LITERALMENTE, poderes aos alunos (refiro-me aos maus) de fazerem o que quiserem com os professores e ainda são beneficiados com o que chamam de lei, por outro lado vemos professores se fazerem valer do seu "poder" para atacarem os alunos por motivos as vezes banais. Onde está a ética?
É muito comum vermos pais agredirem seus filhos e vice-versa, e digo mais: Como pode um pai, por exemplo, dizer que seu filho está errado em beber bebida alcoólica se ele chega constantemente alcoolizado em casa? Quando os mesmos pais brigam sempre na frente dos filhos? Quando impõem religião ou profissão aos filhos? Isso é ética?
Um dos problemas em nossa sociedade que mais me incomoda é a "guerra" entre as religiões quando seus criadores e idealizadores entendem que o seu Deus é que é o verdadeiro, que a sua interpretação bíblica é a correta, que a religião A, B, C... é coisa do demônio... Isso pode ser considerado como ética?
Todos nós sabemos o que é sexo e temos nossas fantasias, o que é extremamente normal, porém, será preciso mostrar isso em horário nobre? É necessário mostrar isso de forma tão veemente? Não há outros temas que podem ser abordados de forma mais didática e criativa? Isso é ético em TV?
Bem, entenderam que é sempre bom termos um "advogado do diabo" para mostrar o outro lado da questão? De um simples fato em uma partida de futebol podemos tirar temas e debater sobre assuntos que, em minha concepção, poderiam ajudar ao país quanto ao seu desenvolvimento e crescimento.
Cada um faça sua crítica, inclusive sobre minha forma de pensar.
Iran Damasceno.







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