terça-feira, 19 de julho de 2011

" Pré-Requisito Para Comentarista É Ter Chutado Bola "



Olá, leitor do dia!

Talvez eu esteja sendo um tanto repetitivo quanto alguns assuntos, porém, ao receber e-mails de amigos e de seguidores dos meus blog me vejo na "obrigação" (a língua coça - rsrs) de comentar certos fatos que estão trazendo possibilidades de discussão saudável. Hoje eu volto ao tão debatido problema de termos na TV ex-jogadores comentando jogos e, como é inevitável, saindo para outros campos de discussão como política, saúde, economia, sociedade em geral... O que requer talvez o diploma, como querem a maioria dos jornalistas que se sentem afrontados com alguns "analfabetos" (segundo alguns jornalistas) que se encontram na condição de comentaristas, é quanto a situação de estarmos sendo informados por pessoas desinformadas, e com isso eu concordo, mas precisamos debater outra questão que é a orientação por parte dos jornalistas e da direção da emissora em questão quanto aos comentaristas sem estudo.
Concordo que ver e ouvir Neto, Edmundo, Denilson, Casagrande, Müller... é "dose pra cavalo", embora eu goste deles e não tenha nada contra, pessoalmente falando, entendo que são pavorosos e os comentários são esdrúxulos e sem profundidade, todavia temos também os que estão aí a mais ou menos uns 30 anos, com formação superior e, porque não dizer, não deixam nada a dever aos criticados porque, ao passo que possuem conhecimentos técnicos e científicos, conhecem TV de "cabo a rabo", são entediantes quando comentam. Posso citar alguns, lembrando que tenho todo respeito pelos mesmos, apenas não consigo gostar da forma como eles comentam futebol. 
Antes de vermos quem são eles, vejamos o texto do Flávio Ricco, do UOL.


O ex-jogador Neto é um dos comentaristas que não tem formação acadêmica em jornalismo
A transformação de ex-atletas em comentaristas nas mais diversas modalidades esportivas hoje é um fato em diferentes canais de rádio e televisão.
Uma batalha vencida sobre quem considerava que só jornalistas profissionais poderiam exercer essa função. A partir do instante em que nem diploma para este exercício se faz necessário, também se tornaram inválidos os questionamentos sobre tal questão.
No entanto, ao menos uma melhor preparação poderia fazer parte das exigências mais elementares. E entre as principais, falar sem cometer grandes erros e contar com o auxílio de profissionais especializados, fonos, por exemplo, para se fazer entender naquilo que estão dizendo. Só isso.
É um perigo não cuidar de certos detalhes. No passado, foi um sacrifício para muitos professores fazer as crianças aceitarem que o correto era “varia” em vez de “vareia”, como o personagem Didi brincava em “Os Trapalhões”.  

Vexame
Depois de Brasil e Paraguai, domingo, na Globo, o comentarista Casagrande se mostrou mais envergonhado que os próprios jogadores que perderam os pênaltis.
Ninguém, melhor do que ele, expressou o nosso sentimento.

Bola cantada
Pelo tamanho da bolinha que Argentina e Brasil estavam jogando, ficou fácil prever as suas eliminações.

Resta saber o que será a Copa América para as nossas TVs a partir de agora.

São eles:




Raul Quadros é entediante, não consigo ouvir nem ver quando ele está comentando no PFC, fujo pra outro canal que ele não esteja.




O Sérgio Noronha eu tenho uma simpatia muito grande como se o conhecesse pessoalmente mas, para comentar, seria melhor ser seu amigo e só.





Me perdoe Helena vá ser historiador e saudosista, comentar futebol é demais pra você.





Eu não sei quem inventou esse rapaz (Thiago Leifert) como apresentador do Globo Esporte do Rio, ainda bem que o tiraram daqui e o mandaram pra São Paulo porque não tem graça alguma, faz piada sem oportunidade e quando ninguém espera, entendo, embora eu não seja jornalista, porém, falo como telespectador, que um apresentador tem que ter a "cara" do povo com o qual ele se comunica. Descobriram Alex Escobar que é EXCELENTE. Não há bairrismo ou discriminação, apenas falo de fatos.





Aí está a prova do que digo: Rasgaria meu diploma de jornalista se o tivesse, ao ter que admitir Datena como comentarista de futebol como fazia a algum tempo atrás na Band, entendo que se tratava de um programa "humorístico" vê-lo junto do Neto e do Denilson humilhando o rapaz chamado Ulisses. É de dar dor de cabeça e cegueira cultural!

É uma estrada de mão dupla, ex-jogadores semianalfabetos comentando futebol em TV e jornalistas de formação sem condições e talento para assumir tal função. Quem está com a razão, eles ou nós que temos que aturar?

Iran Damasceno.

Nenhum comentário: